Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Beatriz Costa

Beatriz da Conceição , nasceu no Milharado, concelho de Mafra a 14 de Dezembro de 1907 e faleceu em Lisboa, a 15 de Abril de 1996. Adoptou o pseudónimo de Beatriz Costa, logo que se estreou-se aos quinze anos, como corista, na revista Chá e Torradas (1923) no Éden Teatro, em Lisboa. No ano seguinte, em 1924, estreia-se no Teatro Maria Vitória (Parque Mayer) com a revista “Ré-Vés”. Posteriormente, ingressa na companhia do Teatro Avenida estreando-se, no mesmo ano, no Rio de Janeiro onde é felicitada pela imprensa e pelos espectadores, nomeadamente nas revistas Fado Corrido e Tiro ao Alvo. De regresso a Lisboa (1925) ocupa um lugar de destaque ao lado de Nascimento Fernandes em Ditosa Pátria, no Teatro da Trindade. Em Agosto do mesmo ano a Companhia do Trindade segue para o Porto apresentando-se no Sá da Bandeira e Beatriz faz a sua primeira ida como artista à cidade invicta Em Outubro de 1925 integra uma Companhia de operetas sedeada no Teatro São Luiz. De regresso à revista, passa pelos teatros Éden e Maria Vitória nas revistas “Fox Trot”, Malmequer, Olarila , Revista de Lisboa e Sete e meio. Em 1927, traduzindo uma moda cinéfila, aparece pela primeira vez de franja e estreia-se no cinema em papéis episódicos de filmes de Rino Lupo - O Diabo em Lisboa - e, ainda no mesmo ano, havia dançado um tango em Fátima Milagrosa (do mesmo realizador) ao lado de Manoel de Oliveira. Passou pelo Teatro Apolo, transferindo-se depois com a Companhia de Eva Stachino para o Trindade. Aí se fez Pó de Maio , onde conheceu o maior êxito da popularidade com o celebrado número D. Chica e Sr. Pires ao lado de Álvaro Pereira. Volta ao Brasil em 1929, com a Companhia de Eva Stachino, no Rio de Janeiro, foi recebida sobre as mais efusivas manifestações e relembrada a sua revelação como actriz nos grandes órgãos de imprensa da América do Sul. De volta ao continente, e ainda neste ano, Beatriz Costa aparece no documentário Memória de uma Actriz (com base nos artigos que já escrevia para O Século a contar episódios pícaros da sua carreira). Em 1930 participa no filme Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros. Em Dezembro de 1930, durante a visita de Ressano Garcia, gerente da Paramount em Lisboa, recebe um convite de Blumenthal e San Martin para um contrato muito vantajoso para o papel da protagonista de A Minha Noite de Núpcias (da versão original Her Wedding Night de Frank Tuttle e que na versão portuguesa foi dirigida por Alberto Cavalcanti), o terceiro fonofilme em português, a realizar-se em França. Recebendo sempre provas de apreço desde o pessoal dos estúdios à mais considerada vedeta destaca das suas colegas estrangeiras Olga Tsehekova e Camila Horn. Deixa a Companhia e é contratada por Corina Freire para participar nos êxitos de revistas como A Bola, Pato Marreco, O Mexilhão ou Pirilau. Numa ida a Espanha, a convite da Casa da Imprensa de Badajoz para uma festa no Teatro Lopez Ayola, obteve estrondoso êxito ao representar Burrié, sendo homenageada juntamente com os outros artistas portugueses que a acompanhavam (Amarante e Nascimento Fernandes). Em 1933 a sua imagem imortalizava-se n' A Canção de Lisboa, de Cotinelli Telmo, ao lado de António Silva e Vasco Santana, assim como em 1936, ao participar na revista Arre Burro. Em 1937 Beatriz ganha ao lado de Vasco Santana os votos de preferência dos cinéfilos portugueses e são eleitos "príncipes do cinema português", protagonizando em 1939 A Aldeia da Roupa Branca, de Chianca de Garcia, aquele que seria o seu último filme.

 

 

Ainda em 1939, Beatriz Costa aceitou novo convite para se deslocar ao Brasil para uma temporada que se prolongou por 10 anos (de 1939 a 1949) tal feito deveu-se à sua grande popularidade, e que ela chamou "os melhores anos da sua vida". Quase sempre actuou no Casino de Urca, no Rio, desde os tempos da peça Tiro-Liro-Liro, até ao final da década, altura do seu único casamento em 1947, com Edmundo Gregorian (poeta, escritor, escultor), de quem se divorciou dois anos depois. Em 1949, regressa aos palcos de Lisboa para uma revista no Teatro Avenida, cujo título diz tudo sobre o mito que continuava a ser: Ela aí está!. E, aos 41 anos, repetiu os êxitos de há 20 anos atrás. Ainda apareceu em Lisboa em revistas de sucesso como Com Jeito Vai, mas em 1960 despediu-se dos palcos em Está Bonita a Brincadeira. É a partir da década de 60 que começa a viajar por todo o mundo, assistindo a festivais de teatro, de Ocidente a Oriente. Conheceu personalidades como Salvador Dali, Pablo Picasso, Sophia Loren, Greta Garbo, Edith Piaf ou o Rei Hassan II de Marrocos. Depois da Revolução dos Cravos - quando já vivia no Hotel Tivoli, onde viveu até morrer - começou a publicar livros sobre a sua espantosa vida (já anteriormente a "publicara" em vários capítulos nas Páginas das Minhas Memórias nos anos 30), aconselhada e incentivada por Tomás Ribeiro Colaço. Ela que aprendera a ler aos 13 anos de idade e sozinha, seguindo a sua ambição de saber, começou a sua alfabetização à mesa d' A Brasileira, rodeada por figuras como Almada Negreiros, Gualdino Gomes, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio, entre outros. Após o seu reaparecimento num espectáculo da Casa da Imprensa que decorreu no Coliseu dos Recreios foi sistematicamente solicitada pelos órgãos de comunicação social e espantou-se com as óptimas reacções do público leitor em relação a essa outra faceta da sua vida - escrever. Em 1977 é editado pela Emi-Valentim de Carvalho um álbum que compila vários dos seus sucessos musicais e que em 1996 seria reeditado com o título Grande Marcha de Lisboa na Colecção Caravela da mesma editora. Apesar das muitas propostas para regressar aos palcos (por Vasco Morgado) preferiu ficar longe deles por considerar o teatro de revista muito diferente do que era, por "estar decadente". Muitos foram também os convites para programas de televisão (por Joaquim Letria) e, de facto, viria a participar como membro de júri no concurso Prata da Casa (RTP) apresentado por Fialho Gouveia e que visava lançar jovens no mundo do espectáculo. Um grupo de jovens chegaria mesmo a propor a sua candidatura simbólica nas eleições presidenciais de 1985 como meio de comemorar O Ano Internacional da Juventude do ano seguinte.

 

© Vítor Duarte Marceneiro

 

 FILMOGRAFIA

 

 

A Aldeia da Roupa Branca, de Chianca de Garcia (1939);

O Trevo de Quatro Folhas, de Chianca de Garcia (1936);

A Canção de Lisboa, de José Cotinelli Telmo (1933)

Minha Noite de Núpcias, de E. W. Emo (1931)

Lisboa, de J. Leitão de Barros (1930)

Fátima Milagrosa, de Rino Lupo (1928);

O Diabo em Lisboa, de Rino Lupo (1926).

 


LIVROS

Quando se retirou da vida artística decidiu escrever livros biográficos «Sem Papas na Língua», 1975 e «Quando os Vascos eram Santanas», 1977. Figura acarinhada e querida em todo o país, viveu no Hotel Tivoli, em Lisboa, até ao fim dos seus dias. Divertida e risonha, manteve sempre o seu ar irreverente e um humor saudável. Mafra homenageou-a dando o seu nome ao Teatro Municipal Beatriz Costa. Os filmes em que é vedeta são constantemente exibidos na RTP Memória com enorme sucesso de audiências.

 

Beatriz COSTA, "Sem Papas na Língua" ,

Beatriz COSTA, "Quando os Vascos eram Santanas… e não só" ,

                             Beatriz COSTA, "Mulher Sem Fronteiras" ,

                             Beatriz COSTA, "Nos Cornos da Vida"

                            Beatriz COSTA, "Eles e Eu"

                            Beatriz COSTA, Obra inacabada

 

 

O MITO DA FRANJA

 

 "Sou uma cara de boneca de loiça num corpo de boneca de trapos."

 "Sou uma criatura estruturalmente alegre, desempoeirada, sensível ao bem que me façam e indiferente ao mal que me queiram."

 "Vim do povo e, artisticamente, ao doce contacto dele tenho vivido. Se de todas as classes me afluíram estímulos e aplausos, os daquela de que sou filha são os que mais me consolam, fortificam e envaidecem."

 "Sou uma mulher que lutou e conhece o pão que os oportunistas amassam. O que vale é que sou de boa cepa e fui amamentada a pão de milho e tive a água limpa do rio da minha avó."

  

Beatriz Costa canta

ARRE BURRO

Letra de: Alberto Barbosa e José Galhardo

Música de: Vasco Santanea e Amadeu do Vale 

 

Filme: Vítor Duarte Marceneiro
Consultas:
 Wikipédia
A Revista à Portuguesa - Vitor Pavão dos Santos
Biblioteca Nacional


publicado por Vítor Marceneiro às 19:30
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Rogério Martins Simões (Poeta) versus Real Bordalo (Pintor)

O Poeta Rogério Martins Simões

Caricatura de Real Bordalo

REAL BORDALO
 
Letra de: Rogério Martins Simões
 
Apanho o eléctrico amarelo à pendura.
Agacho-me para o condutor não ver:
O que as tintas, e pincéis de seda pura,
Imortalizaram numa tela sem perceber.
 
Miúdo traquina pendurado na pintura.
Brincando às escondidas sem saber.
Que um pincel o apanhou com ternura.
Viaja de graça num quadro sem o ter…
 
E salta para o chão em andamento!
Abala, embalo, travo e não me estalo.
E o Mestre pinta na tela o movimento.
 
E ficam as cores, arco-íris nas telas.
Os putos, os eléctricos e as vielas.
Lisboa é toda sua! - Real Bordalo.

Rua Augusta - Auguarela de Mestre Real Bordalo



publicado por Vítor Marceneiro às 12:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
Jorge Costa, fadista e guitarrista amador no seu "Pateo Marialva"

 

Jorge Costa e Vítor Marceneiro

 

Jorge Costa, é natural de Palmela.

 

Desde muito jovem que se sentiu atraído pelo Fado e especialmente pela sonoridade da guitarra.

Aos 15 anos, porque seu pai não tinha possibilidades financeiras de lhe comprar uma guitarra para começar a aprender, encheu-se de brio e com muita habilidade construiu ele próprio o instrumento com que se iniciou.

Começou a cantar e a tocar em público, aos 22 anos, sempre como amador, uma vez que a sua  profissão é a de estofador.

Esta sua paixão pelo Fado leva-o a formar uma tertúlia fadista numa sua propriedade, em Fernão Ferro, a que deu o nome de “Pateo Marialva”, desde há cerca de trinta anos, que reúne às quartas-feiras, amigos e convidados,  numa “almoçarada” que se prolonga pela tarde fora, regada com muito Fado, e não só…

Por esta tertúlia através dos anos já passaram muito fadistas, quer amadores, quer profissionais.

Transmitiu aos seus filhos o gosto pelo Fado, tendo um filho, o Sandro Costa, que é já guitarrista profissional, trabalha em casas de Fado e  acompanha com frequência em espectáculos, a Cidália Moreira.

Tem ainda um outro filho, o Miguel Angelo Costa, que tal como ele é estofador, mas que também toca, e muito bem, viola acompanhando Fado.

Tive o prazer de ser seu convidado, e fiquei “estupefacto” com o seu retiro… que se considerar-mos o Café Luso a “Catedral do Fado”, este seu cantinho é bem uma “Capelinha do Fado”…

Fui presenteado com uma medalha, como recordação, e tive também o grato prazer de saber que é grande admirador de meu pai.

Ah! Fadista.

 


 

 

Nota: Volto a publicar esta página em homenagem a este bom amigo, que soube hoje está doente, desejos as suas melhoras e espero abraçá-lo brevemente.

De jerónimo.guerreiro a 24 de Janeiro de 2012 às 21:52 Caro amigo, peço-lhe desculpa pelo tempo tomado, mas, esta é a oportunidade que tenho de conctatar indiretamente o nosso amigo Jorge Costa, quero deixar um abraço e desejo profundo de rápido restabelecimento, para nos encontrar-mos todos às quartas-feiras no pateo Marialva, como aconteceu até à pouco tempo. Aos filhos Sandro e Miguel Costa deixo o meu abraço solidário


publicado por Vítor Marceneiro às 17:05
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 22 de Janeiro de 2012
MARIA ARMANDA

Nasceu em Lisboa em 1942.

Como verdadeira "alfacinha", não resistiu aos encantos do fado, emblema de uma vida cheia de "vidas", apanágio de quem ama o seu dia a dia, hora, minuto e cada segundo de um percurso que ela sempre quis apaixonado, ao abraçar cada um dos seus objectivos, como se fosse o primeiro.

Com uma alma do tamanho do mundo, Maria Armanda. extravasa o sentimento que habita na "cidade branca". levando-o nas asas da sua voz "lusitana". até às mais longínquas paragens. conseguindo a unanimidade de quem, verdadeiramente ama a vida.

Pode ser ouvida, regularmente, no ambiente tradicional do fado, em Lisboa; cantou em quase toda a Europa; Brasil. Venezuela, Canadá são lugares familiares ao seu talento; os principais programas de TV não prescindem da sua forte presença, canta grandes poetas e músicos portugueses, e a sua afirmação continua a ser uma constante, procurando o sucesso, pela sua maneira de ser e de viver, em cada disco que grava, em cada presença no palco.

Actualmente faz parte  de um grupo com outros fadistas intitulado “Entre Vozes”.

 

Texto: Editora Strauss

 


 

 

Maria Armanda canta:

RIO TEJO DE LISBOA

 

 

 

Letra e Música de: Mário Moniz Pereira

 

Rio Tejo de Lisboa

Rua das praias do mar

Aonde os barcos de perto

Vinham de longe a chorar

 

Rio Tejo, Tejo Rio

Pátria, gaivota parada

Via chegar e dizias

Nada, nada

 

Afogaste gerações

Nas ondas dos falsos mitos

A brilhar no sol da noite

Os nossos gritos

 

Mas teu nada Rio Tejo

Vestiu as algas d´um dia

E foi às praias do mundo

Mostrar a nossa alegria

 

Rio Tejo de Lisboa

Sete Colinas de ventura

Marinheiro que regressas

Liberto no pensamento

 

Podes mandar mil recados

Rio que já foste mudo

Porque estamos a chegar

A tudo, tudo

 

Que os preços dos mil silêncios

Abriram grades no ar

Para podermos dizer

Rio Tejo, Tejo mar

 

 

Ilustrado com pinturas do Mestre Real Bordalo

 

Descrição por ordem: Cais do Sodré ao entardecer

                                          Cacilheiro no Tejo

                                          Canoas no Tejo


música: Rio Tejo de Lisboa

publicado por Vítor Marceneiro às 19:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
CÉLIA PEDRO - Brasileira de nescença- Fadista de Alma e Coração
 

 

Célia Pedro, nasceu na cidade de Itajaí no Brasil, Estado de Santa Catarina, a 9 de Fevereiro de 1955.

Itajaí  fica no sul do Brasil e foi colonizada essencialmente por portugueses oriundos dos  Açores, tendo actualmente  também uma forte influência de habitantes de origem alemã.

Em Itajaí são muito enaltecidas em festas, em convénios,  as tradições portuguesas,  em particular o folclore e costumes açorianos, mas o Fado também é muito apreciado.

Itajaí é  uma cidade muito acolhedora. Como português mal cheguei senti-me muito acarinhado.

Célia Pedro tem nas suas origens antepassados alemães pela parte do avô paterno, e portugueses da parte da avò materna. A  comunidade portuguesa é mais antiga, uma vez que os alemães começaram a emigrar a partir dos   anos  trinta do século XX, para fugir aos horrores da guerra, e do nazismo.

Seus pais já nascidos e criados em Itajaí, sentiram-se sempre muito mais ligados às tradições lusitanas.

Célia teve seis irmãos e desde muito pequena que era considerada o “canarinho da casa”, pois passava o tempo a cantar.

Na escola sempre se integrava em  todos os eventos com predominância de canto. Tinha 14 anos, a escola organizou um Festival/Concurso, em que os alunos para concorrerem tinham de apresentar um poema e música inédita de sua autoria. Célia Pedro concorreu e ficou em primeiro lugar.

Acabou os seu estudos, e concorreu para funcionária dos correios, onde foi admitida,  e onde se manteve até à sua recente aposentação. Durante todos este anos sempre se manteve ligada à música, sempre que podia estava  cantarolando,  passando  a ser conhecida pelos colegas e os utentes dos correios como “A Mulher que Canta”, como ainda hoje assim é lembrada. 

Célia começou a cantar mais assiduamente e a ser solicitada com mais frequência a partir de 1996, altura em que  passou por uma fase muito difícil da sua vida, é  nesta fase que  descobre, e  afirma : —  que achou,  um bálsamo para as suas mágoas, pois ouviu casualmente a melodia da guitarra portuguesa,  afirma convictamente, que é  partir daí, que através daquela melodia e nos poemas de Fado, que ganhou uma força anímica, que a ajudou a ultrapassar os contratempos. O Fado, tranquilizava-lhe  a alma, tendo começado avidamente a  interessar-se por tudo o que falasse de Fado… e para meu deleite afirma-me: 

— Sabes Vítor? O Fado para mim é  “UM ESTADO DE ALMA”, e logo me diz os seguintes versos

O Fado é noite, desperta dos confins do sofrimento
Também é vida, liberta para dançar comigo ao vento
Sua lágrima é sem tino, sonha as ruas da cidade
Sempre ao lado do destino é regado na saudade

Vivendo numa comunidade em que a presença de Portugal tem muita  expressão, começa a aprender letras e músicas  de Fados, a adquirir todos os discos que encontra,  apaixonando-se por Amália, e mais algumas figuras do mundo fadista, e é com muito orgulho que igualmente me comunica, que quando descobriu o blogue “Lisboa no Guiness”, nunca mais deixou de o visitar e… não escrevo mais, pois esta página  é sobre ela. 

Começa a idealizar gravar um disco só de  Fados, e o  sonho  concretiza-se, com o apoio do departamento de cultura da Prefeitura de Itajaí. 

Simultaneamente com o lançamento do cd, é mais uma vez contratada para actuar  na grande festa anual de Itajaí,  apelidada de “Marejada”, evento que é considerado a maior festa portuguesa e do pescado do Brasil, atraindo   milhares de visitantes de outros estados,  assim como dos países vizinhos. Esta festa é anual  e acontece no mês de  Outubro, dura cerca de dez a quinze dias.

Ainda hesitou, o que julgou  ser uma ”loucura”  gravar um Cd, mas avança e  nesse ano, decide fazer o que julgava ser outra “loucura”, na sua actuação na “Marejada” cantar só Fado, mas teve um êxito redundante. 

 Visite o sitio de Itajaí - http://www.visiteitajai.com.br/

A Prefeitura de Itajaí já considera Célia Pedro um elemento indispensável no panorama cultural nas festas e eventos da cidade, tal é a sua popularidade junto dos seus contemporâneos, assim como os turistas que Itajaí. 

Com o Fado, mais se aproxima da comunidade portuguesa, e devora toda a informação que obtém sobre Portugal e os Açores, o que a leva a aderir e a dinamizar uma associação a que deram a designação de: Associação Luso Açoriana Itajaí – A.L.A.I., e que como se pode verificar nas fotos nesta página,  a sede é na sua própria casa. 

A sua paixão pela cultura lusitana, com o seu entusiasmo, consegue ter um programa semanal, na TV Regional de Itajaí, “PROGRAMA LUSITANO” onde tive a honra de ser seu convidado, em que os temas são sobre Portugal e a nossa cultura. 

 

 

Aqui vos apresento um video-clip que retirei de uma gravação em DVD, passando por cima da dialéctica, que é a sua pronuncia natural, ninguém poderá negar que esta mulher… é fadista de alma e coração.

Vítor Marceneiro

  Célia Pedro
canta: Canção do Mar
Letra de Frederico de Brito
Música de Ferrer Trindade
Piano e teclados: Cristiano Mendonça
Guitarra portuguesa: Alcides dos Anjos
Viola de acompanhamento: Ruy A. Silva
Cavaquinho: Celso Morais Borges
Apoio à produção: Perfeitura de Itajaí e Fundação Cultural de Itajaí


música: Tudo isto é fado

publicado por Vítor Marceneiro às 21:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
MARIA DO CARMO TORRES

MARIA DO CARMO TORRES

Cantadeira, nasceu na Fuzeta, no Algarve, e morreu em Leça do Bailio, na década dos anos 1950.Ainda criança foi viver para Setúbal, onde trabalhou como operária conser­veira.

Estreou-se em récitas de teatro amador na­quela cidade com apenas 14 anos e aos 19 come­çou a cantar o Fado numa revista de amadores le­vada à cena no Salão Recreio do Povo de Setúbal. Numa outra revista interpretou a personagem do marítimo António Gouga, numa imitação em que era obrigada a cantar sete vezes seguidas.

Interessada em seguir uma carreira artística e sentindo que em Setúbal tal seria difícil, instalou­-se em Lisboa onde Raul Gil a levou ao Pátio do Carrasco, onde cantou pela primeira vez na capi­tal. Pouco tempo depois tornou-se uma cantadei­ra muito requisitada.

Actuou em todos os retiros dos arredores de Lisboa, em esperas de toiros, no Campo Pequeno, em festas de caridade e em teatros e cinemas de todo o país. Cantou no Retiro da Severa, Solar da Alegria e nos cafés Luso e Mondego.

Fez uma digressão pelo Brasil e pela Argentina organizada por Maria do Carmo Alta e em que também participaram Joaquim Pimentel, Filipe Pinto, Armandinho e Martinho d' Assunção.

Cola­borou na homenagem a Ângela Pinto, no Retiro da Severa em 1938, e integrou o elenco da festa de homenagem ao poeta João da Mata, realizada em 1931, no Salão Jansen.

Interpretou peças e opere­tas como Adeus, Artur!,  Coração de Alfama, A Se­vera e O Chico do Intendente.

O seu poeta preferido era Adriano dos Reis, autor de quase todo o seu repertório.

 

  © Vítor Duarte Marceneiro


música: O Sonho

publicado por Vítor Marceneiro às 21:00
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 14 de Janeiro de 2012
MARIA PEREIRA

Maria Pereira é uma minhota que nasceu para as bandas de Viana do Castelo, mas cedo se enamo­rou da cantiga de Lisboa, que é o fado.

Assim que lhe foi possível ruma a Lisboa para cantar. O público ouviu, gostou e aplaudiu-a entusiasticamente, e assim apareceu uma nova cantadeira de Fados.

O Ribatejo está aqui ao pé. As esperas de toiros, o gado, as lezírias, os campinos e as suas fainas fazem vibrar a sua sensibilidade. Tal paixão manifesta-se nas letras que canta sobre o Ribatejo, tendo sido a  artista que mais fados dedicou aquela região.  

Maria Pereira em todo o  Portugal e nas antigas colónias.

Como, em Lourenço Marques havia muitos turistas sul-africanos, que falam a língua inglesa, Maria Pereira mandou traduzir as letras do seu vasto repertório, para que os mesmo percebessem os temas cantados.

Teve um contrato em exclusivo  com a ROBBIALLAC, para umas dezenas de espectáculos, dedicados aos  funcionários e aos clientes da marca, tendo até gravado um disco para a referida marca de tintas:

 

Por Deus pintada

A cor é vida

….

Pinta, pinta, pinta  com a tinta Robbiallac

Que é a tinta que mais pinta, que mais dura

Quem não pinta com a tinta Robbiallac

Pinta, pinta para borrar sempre a pintura

….

 

Maria Pereira era conhecida pelas suas actuações prolongadas. Em cada espectáculo nunca cantava menos de 30 ou 40 números, houve um,  que se pensa foi o seu record, pois cantou cerca de 70 números seguidos.

(Ao tempo, costumava-se dizer quando alguém cantava mais de que 3 a 4 Fados: — É pá, estás armado em Maria Pereira?)

Mais tarde abriu o Restaurante Típico Painel do Fado, onde cantava e tinha outros artistas contratados.

 

 

BAIRRO ALTO

 

Letra de Silva Bastos

 

Para veres que fui sincera

A tudo que prometi

Vem à Travessa da Espera

Que eu estou à espera de ti.

 

Na hora em que o Sol desmaia

Desejando ser mais tua

Hás-de ver-me de atalaia

Rezando o nome da Rua.

 

O Destino era o mais forte

Na luta em que fui vencida;

Estava na Rua do Norte

O norte da minha vida.

 

Antes de tanta desdita

Era tão linda e formosa

Como a Rosa mais bonita

De toda a Rua da Rosa.

 

Mas se há Ruas verdadeiras

E horas de fome e fartura

Na Rua das Salgadeiras

Provei o sal da amargura.

 

E hoje que tudo passou

Já não me resta mais nada

Sou a cinza que ficou

Da Travessa da Queimada

 





publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
Artur Ribeiro Poeta

ARTUR RIBEIRO

Artur Ribeiro, Max e Alfredo Marceneiro

 

Artur Ribeiro nasceu no Porto em 1923, mas cedo vem para Lisboa e aqui fica radicado, sendo para mim o poeta que fez um dos poemas mais lindos sobre Lisboa, Lisboa , A Grande Marcha de Lisboa 1965 – Só Lisboa, Lisboa à meia-noite, Cachopa do Minho, A Rosinha dos Limões, A Fonte das Sete Bicas, Sete Saias, Nem às Paredes Confesso, Pauliteiros do Douro, Eu nasci Amanhã, O Meu Coração Parou, Adeus Mouraria, Lisboa à meia-noite, Fiz Leilão de Mim, Anda o fado Noutras Bocas, è Urgente que Venhas, Vielas de Alfama, etc. A sua parceria com Fernando Farinha e mais tarde com Max teve o condão de nos deliciar, e foi raro o artista que não tenha cantado  Fados da sua autoria.

 

Conheci o Artur Ribeiro,  convivi com ele desde muito jovem, meu pai e meu avô eram seus grandes amigos, era uma pessoa bastante afável e uma clarividência intelectual notável, aprendi muita coisa em escutá-lo, ficou-me a honra de ter gravado um poema seu que escreveu de propósito para mim,  a que deu o título “Ser Mais Um Entre Tantos” ao receber o poema logo me apercebi que tinha a ver comigo,  constatei que aquele grande Senhor durante aqueles anos em  que falava com este rapazinho de então, me levava a sério, e já homem escreve-me num Fado tudo aquilo que sentia por mim e pela minha maneira de ser.

 

Artur Ribeiro deixou de escrever poemas para nós em 1988.

 

O meu projecto “Lisboa A Cidade mais cantada do mundo” tem como poema eleito,  a Canção de Lisboa de sua autoria.

 

Fiz a apresentação de projecto à CML e espero vir a ter colaboração de toda a comunidade fadista para que seja feita a devida homenagem a este grande poeta que tanto amou Lisboa, para que lhe seja atribuída a titulo póstumo a Medalha da Cidade e uma rua da edilidade.


 Anda o Fado Noutras Bocas

 
Letra: Artur Ribeiro
 
Andei p'la Mouraria
Nas tascas do antigamente
Mas o fado estava ausente
Mudou de lá quem diria
E corri Lisboa inteira
Até encontrar o fado
Porém achei-o mudado
Cantado doutra maneira
 
Estribilho
 
Chorai fadistas chorai
Como dizia a cantiga
E se uma guitarra amiga
Trinar em tom magoado
Cantai fadistas cantai
Com vossas gargantas roucas
Que anda o fado noutras bocas
Que não são bocas p'ró fado
 
Agora de madrugada
Eu oiço por todo o lado
Noutras bocas outro fado
Que do fado não tem nada
E choro então o passado
Dos fadistas que morreram
Ouvindo alguns que nasceram
P'ra tudo menos p'ró fado

 

Beatriz da Conceição canta Canção de Lisboa de Artur Ribeiro

 


música: Canção de Lisboa

publicado por Vítor Marceneiro às 10:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
JOSÉ INÁCIO - Violista e Guitarrista de Fado

Artista versátil, José Inácio, cantava Fado e  tocava  também guitarra, podia ter sido, se quisesse, um bom executante deste instrumento,  mas foi a viola que sem­pre o interessou mais e é como  violista que atingiu o lugar que ocupou entre os melhores da sua geração.

Era funcionário da Câmara Municipal de Lisboa, mas nunca deixou de actuar assiduamente nas casas típicas: Retiro dos Marialvas, Café Salvaterra , Patrício, Lobos do Mar, Tradição e Pampilho (Calçada de Carriche); no Retiro da Bairrada (Benfica), na Parreirinha do Rato e na Nau Catrineta, esteve várias vezes na Viela, no Solar da Hermínia e na Tipóia, passou também pelo Ritz Club, pelo Cristal e pelo Olímpia.

Em 1979 acompanhou Cidália Moreira numa digressão à Alemanha, em que aquela artista obteve um dos seus maiores êxitos cantando num castelo romântico perto de Hamburgo, na festa internacional de uma empresa vinícola alemã.

Durante alguns anos actuou em Cascais, tocando em casas como o Galito, Arreda, Tabuinhas e Kopus Bar.

Ao longo da sua vida de instrumentista emparceirou com os mais diversos guitarristas. Gravou discos a acompanhar vozes e a executar gui­tarradas, tendo sido um dos violistas preferidos de José Nunes, que muito o apreciava. Dotado como compositor, são da sua autoria os fados Maria Sozinha, A Malva Rosa e Velha Capa (letras de Linhares Barbosa), Moda Fadista (letra de Luís Simão), Foi Hoje (letra de Raul Dias), Adeus, Tentação! (letra de Jorge Rosa), Fado Augusta (quadras), Fado Rina (quintilhas), Fado Galeno (sextilhas) e Fado Dinora (decassílabos), etc. Com­pôs também, entre outras, as seguintes variações: Dança Portuguesa, Retalhos Clássicos, Dança Gitana, Oração, Rapsódia Portuguesa (arranjo com números seus intercalados) e Marcha Militar.

Conhecidíssimo no meio fadista, onde é estimado pelo seu temperamento bona­cheirão, José Inácio é também figura familiar do Bairro Alto, que habita desde criança e que, popular como ele o é, faz parte da sua própria existência.

José Inácio estará sempre ligado á minha experiência de cantar o Fado, embora já o tenha explicado aqui, mas permitam que repita o que se passou:

… Corria o ano de 1966, tinha cerca de 21 anos, fiz uma pausa nos bailaricos e outros «poisos» e comecei a frequen­tar o fado amador, que praticamente desconhecia, pois, até essa altura, costumava acompanhar o meu avô e o meu pai às casas tradicionais.

Certo dia, uns amigos convidaram-me para uma noite de fados no Galito, que ficava no Estoril. Lá fui e, como é lógico entre os frequentadores habituais, ao saberem de quem eu era filho e neto, logo pensaram que havia mais um para cantar.

… Ora eu não cantava. Para ser sincero, com muita pena minha, achava que não conseguia e, para «meter água», era melhor estar calado. Isto porque tinha a noção da responsabi­lidade de ser filho e neto de quem era.

Mas a rapaziada estava sempre a apertar comigo (este gajo é filho de fadistas e não canta?), alguns até aventavam a hipótese de que eu não cantava porque tinha a mania de que era bom de mais para cantar ali! Mal sabiam eles a pena que eu tinha de sentir que não era capaz.

Certa noite, por insistência do Zé Inácio, grande executante de viola, mas que, na altura, fazia o acompanhamento à gui­tarra, acompanhado à viola pelo «Pirolito da Ericeira», começa­ram a dedilhar a Marcha do Marceneiro, o Zé Inácio começou a desafiar-me, era no princípio da noite, não havia ainda muitos clientes, timidamente comecei a entoar o poema Amor é Água Que Corre (eu nem calculava que, afinal, sabia o poema todo). Parece que não saiu muito mal, recordo que o tom em que cantei foi Fá (hoje canto em So/); no final, o Zé Inácio disse-me:

— Como vês, é preciso não ter medo, perder a vergonha e, a partir de agora, ir praticando.

Tomei-lhe o gosto e, durante algum tempo, só cantava este fado. Foi ainda com a ajuda do Zé Inácio que comecei a ensaiar e a cantar outros poemas, mas cantava sempre letras e músicas do repertório do meu avô.

© Vítor Duarte Marceneiro

 


música: Foi Hoje

publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 8 de Janeiro de 2012
JULIO PROENÇA - FADISTA

JÚLIO PROENÇA (de facto Júlio da Fonseca), cantador de voz quente e sentimen­tal, nasceu em Lisboa, na Rua do Capelão, n.º 20 (perto da casa onde morou a Severa), em pleno coração da Mouraria, e ali aprendeu a cantar com a mãe, mais tarde mudou-se  para o Bairro Alto (Rua das Gáveas).

Em 1917, pela mão do cantador António Lado, começou a cantar como amador em festas de beneficência, nos retiros, em esperas de touros, em cinemas, nos teatros ApoIo, Trindade, Avenida, Maria Vitória e no Salão Artístico de Fados. E em 1927 tomou parte, ainda como amador, numa digressão por várias localidades do País - a primeira que se realizou no género - com Joaquim Campos, Alberto Costa, Raul Ceia e Maria do Carmo, os guitarristas Armandinho e Herculano Rodrigues e o violista Abel Negrão.

Júlio Proença tornou-se cantador profissional em 1929, ano em que no Coliseu dos Recreios participou na opereta Mouraria. Actuou também nos teatros Joaquim de Almeida, Eden­-Teatro, S. Luís, Capitólio e Variedades, nos clubes Monumental, Ritz, Olímpia e Maxim's, no Retiro da Severa, no Solar da Alegria (que reabriu sob a sua direcção e a de Deonilde Gouveia em Março de 1931) e nos Cafés Ginásio, Mondego e Luso.

Com um estilo sentimental e boa dicção, Júlio Proença cantou versos dos poetas Augusto Sousa, Fernando Teles, Júlio Guimarães, Henrique Rego, Frederico de Brito e João Linhares Barbosa, e distinguiu-se como autor de música de fados, entre eles o Fado Proença, Fado Camélias e Fado Moral. Das suas interpretações gravadas em disco, citam­-se: Como Nasceu o Fado, Três Beijos, Olhos Fatais, Mentindo Sempre, Meu Sonho, Minha Terra, Meu Sentir, Saudade, etc.

Em 1946 foi homenageado numa festa realizada na Sala Júlia Mendes no Parque Mayer.

Parte para Moçambique onde veio a falecer em 1970

 

© Vítor Duarte Marceneiro


Viva Lisboa: Fadista

publicado por Vítor Marceneiro às 10:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
LENITA GENTIL

 

Natural da Marinha Grande, começou a cantar aos 16 anos pela mão do maestro Resende Dias aos microfones dos Emissores Reunidos do Norte, vindo a profissionalizar-se pouco tempo depois na Emissora Nacional.

Começa a experimentar o fado ainda nos começos da década de 1970, grava entre outros, "A tantos do tal" (Artur Ribeiro/Fernando Farinha/Fado Alexandrino) acompanhada pelo conjunto de guitarras de Jorge Fontes.

Esteve contratada na Toca de Carlos Ramos.

Com uma carreira de assinaláveis êxitos na canção, como "Partir, voltar" ou "Eles foram tão longe". Representa Portugal em vários festivais interna­cionais, salientando-se duas vitórias consecutivas no Festival Hispano-Português do Douro e o Prémio da Crítica nas Olimpíadas da Canção, em Atenas, para além de destacadas participações em festivais no México, Roménia e Polónia.

"Tarde triste no Campo Pequeno" foi o “pasodoble” que fez saltar o nome de Lenita para a ribalta

Em 1983 gravou aquele que se tornará num dos seus temas emblemáticos: "Preciso de espaço" (Vasco de Lima Couto/Verónica), nesta década vai-se dedicando cada vez mais ao fado que torna sua carreira por opção e dedicação.

Entre outros álbuns de fado editou "Fado-Lenita Gentil" (Movieplay), "Maria la portuguesa" e "Fado para dois" com Natalino de Jesus, ambos com a etiqueta Ovação.

Além das várias digressões ao estrangeiro, Lenita Gentil canta habitualmente nas Arcadas do Faia, ao Bairro Alto, em Lisboa.

Ao longo da sua carreira foi já distinguida com o Óscar da Imprensa e o Prémio Prestígio da Imprensa.

Em 2006 recebe o “Troféu Amália Rodrigues” – Melhor Álbum de Fado –  "OUTRO LADO DO FADO', editado pela Ovação em 2005, pela sua interpretação quer em alguns temas já conhecidos, como "Fria Claridade" que canta na melodia do Fado Mouraria, ou "Maldição" (David Mourão-Ferreira / Alfredo Marceneiro), quer em  inéditos como "As penas que me deixaste"(Rogério de Oliveira / Otério José Lopes). O acompanhamento esteva a cargo de Fernando Silva na guitarra portuguesa, Jaime Santos na viola e Joel Pina na viola baixo.


 Nota: Quando da gravação do tema Preciso de Espaço, produzi e realizei um Tele-Disco para a RTP da Lenita Gentil - Vítor Marceneiro

 

 Lenita Gentil canta: Preciso de Espaço

 


música: Preciso de espaço

publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (5) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
VASCO DE LIMA COUTO

Poeta e actor, nasceu no Porto em 1923 e mor­reu em Lisboa em 1980.

A 27 de Março de 1947 estreou-se no palco pe­la mão de Alves da Cunha, e apresentou-se, em quase todos os teatros do país.

Em 1951 foi convidado para integrar a companhia de Amélia Rey Colaço- Robles Monteiro, no elenco de La Nina Boba, de Lope de Vega.

Em 1952 regressa ao Porto para ingressar no Teatro Experimen­tal do Porto, onde se manteve durante oito anos.

Representou mais de quarenta peças de grandes autores, entre elas: Morte de Um Caixeiro-viajante, de Arthur Miller, As Guerras de Alecrim e Manjerona, de António José da Silva, Ratos e Homens, de John Steinbeck e O Rino­ceronte, de Ionesco, Todos eram Meus Filhos, de Arthur Miller, etc.

Em 1967, no Teatro Estúdio de Lisboa, fez Bocage, Alma Sem Mundo, de Luzia Maria Martins, A Nossa Cidade, de Thornton Wilde, A Louca de Chaillot, de Giraudoux, A Noite de Verão e Anato­mia de Uma História de Amor, de Luzia Maria Mar­tins.

Foi para José Manuel Osório que escreveu uma das suas primeiras letras para Fado: Meu Amor Sem Direcção.

Em 1960 em Lisboa  desempenha a figura de D. Afonso IV na peça Castro, de António Ferreira. Fez algumas digressões à África do Sul, An­gola e Moçambique.

Escreveu poemas para serem cantados por, Amália, Carlos do Carmo, Max, Lenita Gentil, Vasco Rafael e outros.

Alguns dos seus poemas: Andorinha; Meu Nome Sabe-me a Areia (músicas de Alfredo Marceneiro); Disse-te Adeus e Morri (música de José António Sabrosa); Que Povo é Este, que Povo? (mú­sica do Fado das Horas); Fado da Madrugada (músi­ca do Fado Tamanquinhas); Preciso de Espaço (música de Verónica)

Após o 25 de Abril trabalhou na Cornucópia, que abandonou pouco tempo depois para fixar re­sidência em Paris, onde esteve alguns meses. Volta a  Lisboa para actuar no Encoberto, de Natália Cor­reia e  mais tarde no Maria Matos.

Foi autor dos seguintes livros: Arrebol (1943), Ro­mance (1947), Recado Invisível (1950), Os Olhos e o Silêncio (1952), O Silêncio Quebrado (1959), Bom Dia Meu Amor... (1975).

 

 

 

PRECISO DE ESPAÇO

 

Letra: Vasco Lima Couto

Música: Verónica

 

                                                    Preciso de espaço

                                                    Para ser feliz       

                                                    Preciso de espaço

                                                    Para ser raiz

                                                    Ter a rede pronta

                                                    Para o mar de sempre

                                                    Ter aves e sonho

                                                    Quando a terra escuta

                                                    E falar de amor

                                                    Aos tambores da luta

 

Refrão

 

Ter palavras certas

No Sol do caminho

E beber a rir

O doirado vinho

Misturar a vida

Misturar o vento

E nas madrugadas

Quando o povo abraço

Para estar contigo

Preciso de espaço

 

                                                  Preciso de espaço

                                                  Para ser feliz       

                                                  Preciso de espaço

                                                  Para ser raiz

                                                  Caminhar sem ódio

                                                  Falar sem mentiras

                                                  Ter meus olhos longe

                                                  Na luz de uma estrela

                                                  E ser como um rio

                                                  Que se agita ao vê-la

 

Refrão

 


música: Preciso de Espaço

publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (11) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
FADO... Notícias, anotações e verificações

Fado

 

 Parto hoje dia 3 de Janeiro para o Brasil onde irei falar de Fado, de há muito, que foi constatado que no Brasil, este é o blogue mais visitado,  quer por brasileiros, quer por portugueses ali residentes.

Houve já várias teses sobre Fado na Universidade de São Paulo, como aliás já aconteceu aqui em Portugal, baseadas neste meu trabalho.

Não faço para já divulgação do que vou fazer... não vá o polvo estender os tentáculos.

Vou para Florianópolis e fico em casa dum querido amigo, filho da Ericeira e grande apaixonado pelo Fado é o João Manuel Franco conhecido pelo "TANEVOA", que vive em Bombas - Bobinhas - Santa Cantarina. Irei confraternizar com o nosso compatriota, professor universitário  e Consul de Portugal, Dr. João Lupi, o  Perfeito da Perfeitura de Bombinhas, a artista Célia Pedro da Televisão em Navegante, e creio muitos mais amigos que me serão apresentados pelo meu amigo "Tanevoa"

 


NOTÍCIAS: 

Artigo inserido na Revista do Millennium BCP de Novembro/Dezembro de 2012

 

Anotações
Como se pode verificar no último parágrafo em que se referem as entidades e pessoas responsáveis pelo projecto "Fado Património Material da Humanidade" (*) e (sem qualquer contexto)... «A UNESCO não é o livro do Guiness», defendeu  o musicólogo Rui Vieira Nery....
Alguém lhe fez a pergunta falando deste projecto? Senão, porquê esta referência?... Será que é um recado para mim?!
Eu nunca disse que queria colocar o Fado no Guinness, mas sim a minha querida Cidade de Lisboa, como A CIDADE MAIS CANTADO MUNDO, uma verdade incontestável, para além doutro tipos de poemas e prosas é pelas letras de Fado, que assim é.
Será que é por causa do meu blogue?,  É que há quem diga que é quem mais divulgou o Fado e os seus intervenientes  desde 2007 até aos dias de hoje, razão porque recbi muitas mensagens de reconhecimento.
Dá para perceber  o incómodo, pelo que  deixo aqui um pequeno apontamento sobre o Livro de Recordes do Guinness... para ver se conseguimos perceber o que incomoda tanto  um intelectual de reconhecido valor com é o Dr. Rui Vieira Nery, que Lisboa fosse ( e vai) para o Guinness Book of Records e que consequentemente o Fado fosse referido... porque será?

O Guinness World Records (antigo Guinness Book of Records, lançado em português como Livro Guinness dos Recordes) é uma edição publicada anualmente, que contém uma coleção de recordes e superlativos reconhecidos internacionalmente, tanto em termos de performances humanas como de extremos da natureza. Em 2003, o livro chegou a 100 milhões de cópias vendidas, desde a sua primeira edição em 1955, sendo o décimo livro mais vendido da história, o de 2009 é o quinquagésimo-quinto.

Edições mais recentes têm-se centrado no registro dos feitos humanos concorrentes. Concursos vão desde recordes óbvios, como levantamento de peso aos mais incomuns, como jogar um ovo à mais longa distância ou o maior número de cachorros quentes que podem ser consumidos em dez minutos. Além de registros sobre concursos, que contêm fatos tais como o tumor mais pesado, a planta mais venenosa, o menor rio Roe River, o mais antigo teatro em funcionamento Guiding Light, a mais antiga livraria em funcionamento Livraria Bertrand do Chiado, Lisboa, o mais bem sucedido vendedor do mundo Joe Girard, o mais bem sucedido reality show, o grupo musical Girls Aloud. Muitos registros referem-se também à mais jovem pessoa que alcançou uma coisa, como a pessoa mais jovem a visitar todas as nações do mundo, sendo Maurizio Giuliano.

Cada edição contém uma seleção de grande conjunto de registros nos dados do Guinness, bem como os critérios de escolha que tenham mudado ao longo dos anos.

O afastamento de Norris McWhirter de sua consultora de papel em 1995 e a subsequente decisão dada por Diageo plc (public limited company: um tipo de sociedade anônima na Grã-Bretanha) de vender a marca Guinness World Records ajudaram a transformar o Guinness em um livro altamente ilustrado e um produto colorido.

Estas mudanças não fizeram nenhum dano ao seu sucesso comercial: o Guinness Book of Records é o livro mais vendido do mundo com direitos autorais, assim que ganhar uma entrada dentro de suas próprias páginas. Um certo número de livros e séries de televisão também foram produzidos. A marca Guinness World Records é agora propriedade da HIT Entertainment.

O Guinness World Records não registra a categoria de "pessoa com mais recordes", por esta mudar com muita frequência.

Em 2005, o Guinness designou a data 9 de Novembro como "Dia Internacional Guinness World Records" para incentivar a quebra de recordes mundiais, que foi descrito como "um sucesso fenomenal". A versão 2006 foi baptizada "maior evento internacional do mundo", com uma estimativa de 100 000 pessoas em mais de 10 países participantes. A promoção arrecadou 2244 recordes novos crescendo assim 173% relativamente ao ano anterior.

Em 2006, Michael Jackson visitou o escritório do Guinness World Records em Londres para arrecadar 7 Recordes Oficiais Certificados relacionados com a sua bem sucedida carreira como vocalista e compositor de músicas.

Em 9 de Janeiro de 2007, o Guinness anunciou que estava trabalhando com AskMeNow para oferecer acesso móvel para o Guinness World Records na base de dados. A empresa tem vindo a colaborar com o Reino Unido, com base em Texperts já há vários anos e ambas as empresas oferecem acesso exclusivo ao seu banco de dados.

in: Wikipédia
Verificações
(*)Verifica-se que não existe unanimidade sobre quem quem contribuiu para o processo do Fado na Unesco, senão vejamos:
No artigo acima referenciado: O Museu do Fado, a EGEAC, o Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa, e um conjunto figuras de primeira linha a bordo - Carlos do Carmo, Vicente da Câmara e Gilberto Grácio, entre vários outros.
No dia da votação favorável da Unesco, o Dr. Rui Viera Nery, a Drª Sara Pereira (**) e o Dr. António Costa realçavam um vasto leque de pessoas que mereciam destaque, Universidades, escritores, fadistas, poetas etc...
Em Lisboa havia um senhor, que cá ficou, por casualidade,  para dizer que este era um projecto de uma pequena equipa muito coesa ( o senhor é  o tal que nesse mesmo dia afirmava... Eu próprio, quando  cantei no Olympia de Paris, verifiquei na cara daquelas centenas de pessoas que lá estavam, que não percebiam uma palavra do que eu cantava, mas que estavam embevecidos pelo nosso Fado!)
Ver a verdade em: 
Foi também afirmado que esta candidatura , mesmo que não aprovada pela Unesco, já tinha ganho a (Unidade Nacional  sobre o Fado), mas só se falou do Fado em Lisboa, e o resto do país... o Porto, etc...
Viva o Fado - Património Imaterial da Humanidade
Viva Lisboa
Vivam os Fadistas 
(**) Na referida revista do BCP Millennium a Drª Sra Pereira dá-nos a conhecer 5 obras essenciais para a aprovação do Fado como Património Imaterial da Humanidade:
1º - PARA UMA HISTORIA DO FADO - Rui Vieira Nery - 2004
2º - THE ART OF AMÁLIA - Bruno de Almeida - 2004
3º - UM HOMEM NA CIDADE - Carlos do Carmo - 1977
4º - VIDA VIVIDA - Argentina Santos - 2011
5º - FADOS E CANÇÕES DE ALVIM - 2011

 

  Acho de uma injustiça atroz o esquecimento de:

 

1º - O Carlos Saura

2º - O Filme "Fados"

3º - O Prémio da Academia de Espanha

 

 

etc... 


Sou polémico,  mas não sou tolo nem parvo...

 

 

 



publicado por Vítor Marceneiro às 19:00
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 1 de Janeiro de 2012
FADO PATRIMONIO IMATERIAL DA HUMANIDADE

 

 

Fui convidado pela jornalista da Antena 1, Raquel Morão Lopes, que se deslocou a minha casa no Cadaval  com uma equipa de emissão para me entrevistar em directo, para  noticiário das 9 Horas,  das 10 Horas e para o  programa Antena Aberta

Autorizou-me que fizesse um pequeno filme da sua entrevista para a Antena Aberta.

Fui também  solicitado por diversos órgãos de informação, quer de revistas, jornais, rádio e televisão, para dar entrevistas.

Senti-me deveras orgulhoso, pois verifiquei que estas solicitações, que para além de ser neto de quem sou, tinha muito a ver com o meu trabalho, que de há quatro anos para cá é um elemento de consulta credível sobre o Fado e seus intervenientes, quer em Portugal quer no estrangeiro.

 

 

Videoclip  da entrevista para o programa ANTENA ABERTA

 

 

 

Vídeo com imagens fixas e  com o som  da entrevista para o Noticiário das 9 -  Antena 1

 

 

 

 

 

Vídeo com imagens fixas e  com o som  da entrevista para o Noticiário das 10 - Antena 1



música: ANTENA UM EM DIRECTO

publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
FELIZ ANO NOVO 2012



publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
VÍTOR DUARTE MARCENEIRO - Fado do Cravo

Foto da capa do disco Vítor Duarte (Marceneiro) 1972 com 26 anos

 

Gravei este Fado, no meu segundo EP em 1972, para a etiqueta Estúdio. Os versos tiveram que ser reduzidos por imposição das rádios e das editoras e eu gravei com a música da Marcha de Alfredo Marceneiro… confesso que é muita responsabilidade cantar a música original do Fado Cravo.

Foi  gravado nos anos 30 por Alfredo Marceneiro, nos antigos discos de massa.  Nunca o voltou a gravar , e assim infelizmente não há hoje uma versão com qualidade,  que possamos ouvir interpretado por ele.

Fado do Cravo tem letra de Fernando Teles, e foi este poema  que deu inspiração a Alfredo Marceneiro, para  fazer a música a que deu o nome da própria  letra,  como era costume na época.

O Fado Cravo, é um dos mais importantes,  do role dos "Fados Clássicos", pois é das músicas que mais tem inspirado poetas a fazer versos especificamente na sua melodia.

O Fado Cravo também é conhecido por Fado da Viela, em consequência do poema que o Dr. Guilherme Pereira da Rosa fez para o reportório de Alfredo Marceneiro, e que ele interpretou como ninguém.

 

 

 

 

" FADO  DO CRAVO"

 

Letra de Fernando Teles

Música: Fado Cravo de Alfredo Marceneiro

 

 

Foi em noite de luar

Na noite de São João

Que eu te vi, óh! minha amada

No baile foste meu par

E dei-te o meu coração

Foste minha namorada

 

Andámos na roda os dois

E saltamos á fogueira

Meu peito era uma brasa

Findou o baile e depois

Foste minha companheira

Levei-te p´ra minha casa

 

Nessa madrugada santa

Por meu mal me deste um cravo              

 

 

No lado esquerdo o guardei

Minha paixão era tanta

Fui do teu capricho escravo

Eterno amor te jurei

 

Foram dias decorrendo

Semanas, um ano feito

De amor eu tinha a fragrância

Mas o cravo murchecendo

Revelava que o teu peito

Não tinha a mesma constância

 

Numa noite, ao conhecer

Mentira no teu amor

De raiva desfiz o cravo

Não mais quis por ti sofrer

Deitei fora a murcha flor

Deixei de ser teu escravo

 


Viva Lisboa: FADISTA
música: Fado do Cravo

publicado por Vítor Marceneiro às 18:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Maestro Rui Serodio

 

 Faleceu no passado dia 22 de Outubro em Setúbal,  com 74 anos, este grande amigo e grande músico, só ontem através duma mensagem que me deixaram no youtube, soube da efeméride.
Lastimo que alguns amigos comuns, que com ele conviveram e que bem conheciam a nossa amizade,  que tiveram conhecimento na data, não tivessem sequer tido a atenção de me informar, assim só hoje estou aqui prestar-lhe esta singela homenagem.
Rui Serodio, cursou Piano e Composição, Órgão, Interpretação de Música Antiga e História da Música no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, tendo sido discípulo de Abreu e Motta, Varella Cid, Croner de Vasconcelos, Armando Fernandes, Santiago Kastner, Artur Santos, Armando Santiago, Maria Augusta Barbosa e Gertrud Mersyowsky, entre outros. Por impossibilidade de seguir a carreira de concertista dedicou-se à Música Portuguesa, ao mesmo tempo que aprofundou os seus conhecimentos de Harmonia Moderna. É-lhe concedido o Prémio Eduardo Libório de História da Música em 1961. Definiu um estilo muito próprio e um clima sonoro de características acentuadamente nacionais, especialmente na execução de Fado, ao piano.

 

Seguem-se três video-clips que lhes fiz usando imagens e estava combinado ir fazer-lhe um actuando ao vivo.

 

Fado Cravo

 

 

 Rua do Capelão

 

 

Streets of Sintra

Autoria de Rui Serodio

 

 



publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Vítor Duarte Marceneiro e Cláudia Picado


música: Lucinda Camareira - Dueto

publicado por Vítor Marceneiro às 20:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 25 de Dezembro de 2011
Vítor Marceneiro canta Amor é Água que Corre


música: Amor é Água que Corre

publicado por Vítor Marceneiro às 23:30
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

FESTAS FELIZES - 2012



publicado por Vítor Marceneiro às 02:50
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

CLIQUE AQUI PARA VER O MEU PERFIL
Visite-me


clique na barra lateral para ver blogue oficial de Alfredo Marceneiro
pesquisar neste blog
 
Insira aqui o seu email:
.

arquivos

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Aguarelas gentilmente cedidas por MESTRE REAL BORDALO. Proibida a sua reprodução
tags

10 anos de saudade(2)

2008(2)

50 anos de televisão(2)

ada de castro(2)

alberto ribeiro(2)

alfredo correeiro(2)

alfredo duarte jr(5)

alfredo duarte jr.(3)

alfredo duarte júnior(4)

alfredo marcemeiro(3)

alfredo marceneiro(26)

amália(5)

amália rodrigues(8)

ana rosmaninho(2)

anita guerreiro(2)

antónio dos santos(2)

antónio melo correia(3)

argentina santos(3)

armanda ferreira(2)

armando boaventura(3)

artur ribeiro(4)

árvore de natal(2)

as cegadas(2)

beatriz costa(3)

beatriz da conceição(3)

berta cardoso(2)

carlos conde(4)

carlos do carmo(2)

carlos do carmo & cia.(2)

carlos escobar(2)

carlos paredes(2)

carlos zel(2)

carolina tavares(2)

cristina nóbrega(2)

deolinda maria(2)

deolinda rodrigues(2)

dia do trabalhador(2)

domingos camarinha guitarrista(2)

euclides cavaco(6)

fadista(4)

fado(10)

fado bailado(3)

fado cravo(2)

fado de coimbra(2)

fado versículo(2)

fado versículo - a polémica continua(2)

fado versículo de alfredo marceneiro(2)

fados de lisboa(3)

fernando farinha(3)

fernando machado soares(2)

fernando maurício(4)

fernando pessoa(2)

florbela espanca(2)

florência(5)

francisco josé(2)

francisco radamanto(2)

fundação amália rodrigues(2)

gabino ferreira(2)

geração marceneiro(2)

grande marcha de lisboa(2)

guitarrista(3)

helena sarmento(3)

hermínia silva(6)

herminia silva(4)

joana amendoeira(2)

joão braga(4)

joão ferreira rosa(2)

joão ficalho(2)

joão maria dos anjos(2)

jorge costa(2)

jorge fernando(2)

josé carlos ary dos santos(2)

josé coelho(2)

josé luis gordo - poeta(2)

júlia florista(2)

júlia mendes(2)

julieta ferreira(2)

júlio vieitas - fadista da velha guarda(2)

linhares barbosa(4)

lisboa(3)

lisboa no guiness(7)

luisa basto(2)

marchas populares(15)

maria da fé(3)

maria josé praça(5)

maria teresa de noronha(3)

max(3)

noites de s. bento(4)

oficios de rua(4)

óleos real bordalo(3)

porta de s. vicente ou da mouraria(3)

real bordalo(3)

santo antónio de lisboa(3)

santos populares(3)

tristão da silva(3)

vasco rafael(3)

vítor duarte marceneiro(12)

vitor duarte marceneiro(3)

vítor marceneiro(15)

vitor marceneiro(4)

todas as tags

blogs SAPO