Sábado, 5 de Julho de 2008

ALDINA DUARTE

Tem o dom de ter ALMA FADISTA

 

 

Música: Aldina Duarte edita álbum onde procura harmonizar alegria e tristeza

 

Lisboa, 06 Jun (Lusa) - A fadista Aldina Duarte edita esta semana o seu terceiro álbum, "Mulheres ao espelho", o primeiro com uma capa colorida, como sublinhou à Lusa, por ser o que revela "maior harmonia entre a alegria e a tristeza".

    "Espelho de mulheres" é editado pela Roda-Lá Música, etiqueta criada pela artista que, perante "portas fechadas", decidiu "arriscar".

    Neste álbum de capa colorida, design de Rui Garrido e fotografia de Isabel Pinho, além do fado tradicional, Aldina Duarte canta fados canção.

    A fadista canta cinco poemas seus e dois de Rosário Pedreira, “poeta” com que fecha o CD declamando "Mãe", de sua autoria.

    O primeiro verso do poema reza assim: "Mãe, eu quero ir-me embora - a vida não é nada".

    Aldina afirmou à Lusa que "o poema da Maria Rosário fala de uma coisa que ninguém quer ouvir mas sobre a qual devemos pensar, para a qual temos de conseguir olhar e até por solidariedade com quem viveu por aquela situação".

    "Foi uma situação pela qual uma amiga minha passou e há coisas que são duras e não queremos pensar, mas essa não é atitude certa", acrescentou.

    Maria José da Guia, Hermínia da Silva e Lucília do Carmo são três fadistas a quem presta homenagem por lhe "servirem de espelho".

    De Maria José da Guia, falecida em 1992, canta "Bairro divino" (Álvaro Duarte Simões); de Hermínia Silva, que morreu a 13 de Junho de 1993, "A rua mais lisboeta" (Lourenço Rodrigues/Vasco Macedo); e de Lucília do Carmo, falecida há nove anos, interpreta "Não vou, não vou" (Júlio de Sousa/Mário Moniz Pereira).

    "São três mulheres que me servem de espelho na minha profissão de fadista", sublinhou.

    Mas não é "este espelho" a razão única da escolha do título do álbum. Segundo Aldina, "este espelho espelha também histórias com princípio, meio e fim de muitas mulheres".

    "Vi-me em muitas mulheres quando idealizei este álbum", explicou.

    Acompanham a fadista os músicos que com ela gravam desde o primeiro álbum, José Manuel Neto na guitarra portuguesa e Carlos Manuel Proença na viola (Prémio Amália Rodrigues 2008), que também assina a direcção musical.

    Interessada nas "coisas do fados e nas suas histórias e história", Aldina Duarte afirmou à Lusa que este seu trabalho de "constante pesquisa" é "um instrumento do fado" e que ouvindo e conhecendo vai "apurando o ouvido e a sensibilidade".

    Actualmente empenhada na divulgação deste álbum, a fadista tem em projecto um programa de rádio e agendados vários espectáculos.

    Dia 04 de Julho actua no Cine-Teatro Batalha no Porto, mas antes apresenta "Espelho de mulheres", dia 28 de Junho, na FNAC Chiado (Lisboa), pelas 18:00.

    Dia 07 de Julho actuará em Berlim, no âmbito do Festival Internacional de Poesia, e 13 do mesmo mês inicia um ciclo de apresentações aos domingos na Fábrica de Braço de Prata, em Xabregas, Lisboa.

    "Apenas Amor", de 2004, foi o álbum de estreia da fadista, que começou a cantar aos 24 anos e se afirma admiradora de Camané, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Mariza e Carlos do Carmo.

    O disco foi bem acolhido pela crítica e público e em 2006 editou "Crua", um álbum composto exclusivamente por poemas de João Monge.

    Aldina Duarte, natural de Lisboa, cresceu em Chelas, começou a trabalhar aos 20 anos num jornal e passou depois pela rádio.

    Cantou no coro de uma banda, os "Piranhas Douradas", e trabalhou no Centro de Paralisia Cerebral, onde deu o seu primeiro espectáculo.

    Camané, Mariza, Pedro Moutinho e António Zambujo, são alguns dos fadistas que interpretam poemas de sua autoria.

   

    NL.

    Lusa/Fim

Aldina Duarte

Canta: No Fim

Poema de sua autoria com música de Alfredo Marceneiro

 

 AS MULHERES AO ESPELHO DE ALDINA DUARTE
Um dia, o sol e um cortejo de estrelas dispuseram sobre o seu corpo duas asas brancas. -  Asas,
perguntou Aldina? - Sim, asas, para que do teu voo nasçam os acordes de um disco. 0 !eu primeiro de muitos, que se chamará "APENAS 0 AMOR".
Cumprida a bela viagem inaugural, Aldina nunca mais deixou de voar, cada vez mais o seu jeito, sem resistir sequer a partilhar publicomente algumas reticências. Como se pode ler, logo a abrir, nos pontinhos do texto do seu segundo disco "CRUA".
Caminhando o seu caminho, atenta ao ar do tempo e do lugar que habita, gulosa deles, foi apalpando as estrias da   memória de si, com desassombro, mesmo (ou sobretudo) quando mais faziam doer.
Aprendeu a olhar de frente as feridas e as cicatrizes, sorrindo-lhes para melhor as sarar. Primeiro encontro com o espelho?
A voz, o sua voz, embalava-lhe os gestos e os passos, guiando-os. E... há sempre a terra, o rio, os astros no céu. 0 mar. Há sempre os amigos, que lhe adoçam o hora das horas que vive. Há sempre o família, essa sua gruta de todas as consolações. Hà sempre Maria de Lurdes, a mâe, a grande árvore fundadora.
A árvore de inspiração para a vida.

E há sempre o fado, o que atravessou os tempos, e os cantou, contando-os. Aldina começou o tratá-lo
por tu: Timidamente, a principio. Mais afoita, com o rolar dos anos. Assim lhe exigiram umas senhoras do fado, dos maiores, suas fadas-madrinhas - Beatriz da Conceição e Maria da Fé, para cá das nuvens; Lucilia do Carmo e Herminia Silva, para lá desses flocos do céu. Foram elos que até ao fado a levaram e, em a levando, lhe deram nobre benção.
Chegou então a hora de Aldina se contar mulher, mulheres. Terá sido a imagem no espelho o exigi-lo, a ela que nunca nele se viu desacompanhada? Ou foi Aldina quem quis contar as mulheres que nessa imagem, a seu lado, reconhecia? Segredou-lhe o espelho o titulo do terceiro disco? Assim - Deverá chamar-se "MULHEHES AO ESPELHO" e haverá nele a voz de uma segunda mulher, de uma grande poeta nossa. Calar-se-âo a guitarra, a viola e a tua voz, para que seja o poema "MÃE", de Maria do Rosário Pedreira, a selar, com a gravidade sublime da poesia, este novo disco de ti, minha queridafadista de corpo inteiro!

Maria João Seixas

Contacto com o autor: clicando aqui
música: No Fim de Aldina Duarte e Alfredo Marceneiro
publicado por Vítor Marceneiro às 11:57
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