Terça-feira, 29 de Julho de 2008

ADELINA RAMOS - FALECEU

Eram 1, 05 horas de hoje, quando  que recebi um mail da APAF, informando-me, bem como  a todos os nossos associados e demais entidades, da triste notícia,   que a Fadista Adelina Ramos nos tinha deixado, mas pasme-se...

 

ADELINA RAMOS,  FOI A SEPULTAR NA TARDE DE  DOMINGO 27.

DESCONHECE-SE QUE TENHA HAVIDO ALGUM COMUNICADO AOS ÓRGÃOS DE INFORMAÇÃO DA EFEMÉRIDE, O QUE É MUITO DESOLADOR PARA OS MUITOS ADMIRADORES QUE AINDA TINHA, QUER NO MEIO FADISTA EM PARTICULAR, QUER  NO MEIO ARTÍSTICO EM GERAL.

É TRISTE... MUITO TRISTE... E NÃO É CASO ÚNICO, E NEM SERÁ O ÚLTIMO, PENSAMOS QUE A "CASA DO ARTISTA" PODIA ACAUTELAR ESTE TIPO DE INFORMAÇÃO, E EM ESPECIAL QUANDO ACONTECE EM FINS DE SEMANA. NÃO SE PÕE EM CAUSA A DIGNIDADE COM QUE AS PESSOAS ALI SAÕ TRATADAS, MAS NA MORTE TAMBÉM DE DEVE PRESERVAR A DIGNIDADE, RECORDANDO-AS.

 

ADELINA RAMOS

Adelina Ramos, nasceu a 14 de Junho de 1916.

 Foi uma­ das verda­deiras fadistas, que o Fado conheceu.

Os Fados que ela cantava saíam-lhe da garganta onde o bairrismo alfa­cinha, puro e nato, tem todo o encanto pitoresco da genuína expressão fadista!

Ade­lina Ramos soube conservar-se humildemente, uma grande fadista!

Ao ouvi-la cantar o «menor», o «cor­rido», o «meia-noite», etc., afirmavam os seus admiradores:

Sente-se o que ela canta, no mo­dular espontâneo e natural das frases musicais, que lhe saem da garganta, como saem – isto é que é Fado, meus senhores... – ela dá-nos toda uma gama de sentimentos e emoções que no Fado procura­mos e admiramos. Em noite grande, Adelina empolga, can­ta a garganta, cantam os olhos, cantam os gestos… E, quase sem nos apercebermo-nos, suavemente fi­camos presos na magia da sua voz, que nos embala a alma, dizendo-nos coisas de amor, de saudade, de ciúme, de re­volta... Sentimo-nos extasiados, fere-nos a carícia da sua voz a desvendar-nos esse mundo íntimo e profundo, que palpita em todos nós, e só o Fado consegue revelar.

 

 

Adelina Ramos foi proprietária do Restaurante Típico “A Tipóia”, recinto por onde passaram quase todos os grandes nomes da época, quer de fadistas, quer figuras de relevo da sociedade

 

 

 

 

Adelina Ramos

versos de: Carlos Conde     

 

Adelina Ramos. Pronto.

Não é preciso mais nada,

Nem há lugar p'ra confronto

Nesta artista consagrada.

 

Canta o fado à moda antiga,

E dos laivos do passado

Às rimas de uma cantiga

Tudo tem sabor a fado.

 

Pela expressão saudosista

Que imprime aos fados que entoa,

Há quem lhe chame a fadista

Mais fadista de Lisboal

 

NOTA: A direção da APAF, lamenta que o falecimento de tão insigne figura, não tenha sido deviadamente divulgada.

 

Adelina Ramos, descansa em paz, pois apesar de tudo, não foste totalmente esquecida, e ficarás na história do nosso Fado.

 

Contacto com o autor: clicando aqui
publicado por Vítor Marceneiro às 11:05
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1 comentário:
De Mafalda a 31 de Julho de 2008 às 14:48
Em nome da familia agradeço o carinho que mostraram ter
e pela maneira como divulgaram falecimento de minha prima
Lamento nao terem noticias dela ha mais tempo , e da forma como
correu as pouca noticia da sua morte.
A todos os saites e blogs que transmitiram a noticia o meu obrigada
e especial mente ao irmao de sempre - Miguel Villa que divulgou a
noticia

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