Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

CARLOS ALBERTO - Fadista Amador

Carlos Alberto Coelho Moreira, nasceu em Lisboa na freguesia de Santa Isabel.

Desde muito jovem, que, na companhia de seu pai, João Batista, começou a frequentar as verbenas com fado, tornando-se tal como o pai grande admirador de Alfredo Marceneiro, não faltando a uma sessão de fados, que, contasse com a participação do grande fadista.

De muito jovem, abraçou a profissão de litógrafo, até que, criou a sua própria gráfica.

Sempre frequentador assíduo dos ambientes fadistas, lisboeta e bairrista, divertido e extrovertido, soube ganhar a simpatia e a amizade das "gentes" do fado, também pela sua grande disponibilidade, que o leva a estar sempre pronto a "fabricar" cartões de visita, cartazes, etc., pelo que quase se poderá dizer, que, em cada fadista, tem um amigo. Considero-o, também, como amigo, amizade que nasceu nas célebres Quintas Feiras de Fado, no "Numero Um ", já na fase da gerência do Vitor e da Nini, depois de, curiosamente, ele já ter sido também amigo de meu pai, Alfredo Duarte Júnior, com quem muito conviveu.

Graças ao Carlos Alberto, conheci o seu sócio Vitor "Joca", natural, como eu, do bairro de Alcântara, que tem um irmão mais novo, de nome Jorge, meu companheiro dos bailaricos e da boémia fadista, nas nossas juventudes, assim como conheci também, e adoptei como amigo, o seu colaborador Alfredo Marques, que, também nos acompanha, nas noitadas de fado.

Deste modo, tenho que confessar a minha gratidão ao Carlos Alberto, e a todo o pessoal da sua gráfica, pela simpatia com que sempre me recebem, e, pela colaboração que sempre me prestaram, pois, foi com eles, que editei o segundo livro sobre o meu avô «Alfredo Marceneiro… os fados que ele cantou» assim como o livro " Recordar Hermínia Silva ".

A vivência fadista do Carlos Alberto, tinha forçosamente que o levar a gravar um fado, no ambiente do fado (de que ele tanto gosta), com tocadores e luzes apagadas, sem qualquer intenção comercial, fado  esse que tenho o prazer de aqui apresentar para que se possa "sentir" a alma e raça fadista com que ele canta.

 

Carlos Alberto canta

Dá Tempo ao Tempo

Autores: Joaquim Pimentel e António Campos

 

Eu sabia, que ele não se ia ficar, pelos poemas, que, de quando em quando ia dizendo....porque ele é essencialmente fadista.

Parabéns, meu caro Carlos Alberto.

 

As grandes noites de Fado acontecem quando quem canta, quem toca e quem ouve estão em sintonia, por vezes há algum burburinho, mas quando o Fado acontece tudo se cala.

 

               Foto de Alfredo Marques e Vítor Marceneiro

 

Numa Quinta-Feira dia 8 de Dezembro de 2001, convidei o Neto do grande poeta Carlos Conde, de seu nome Vítor Conde e seu filho Paulo Conde (autor da biografia de seu bisavô), para irem conhecer o "Numero Um".

Foi uma das noites que houve algum "desentendimento", e o Paulo puxa da caneta e escreve os versos que aqui vos transcrevo, tal e qual como o seu bisavô fazia... e assim nasceu mais um fado.

 

 

 

 O "numero um'

 
O neto do Marceneiro
Armou um certo zum-zum,
Porque o fado está primeiro
Nas noites do "numero um"!
 
                        Já que o fado é meu prazer
                        Numa crença de paixão
                        A qual me dou por inteiro,
                        Saí ontem só p'ra ver
                        Da lendária geração
                        O neto do Marceneiro!
 
Decerto não degenera
No seu porte bem castiço
Não imita mais nenhum,
Abancou e esteve à espera
Não cantou, e só por isso
Armou um certo zum-zum!
 
 
 
                       Afinal o fado é fado
                       E à que guardar respeito
                       Ao nome do Marceneiro,
                       Deixar o neto calado
                       Mais que ciúme é despeito
                       Porque o fado está primeiro!
 
O Marceneiro, com garra
Veio-se embora, não cantou
E do fado fez jejum,
Foi a cena mais bizarra
Que certa vez se passou
Nas noites do número um!
Contacto com o autor: clicando aqui
música: Dá Tempo ao Tempo
publicado por Vítor Marceneiro às 20:35
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1 comentário:
De pauloconde a 12 de Agosto de 2008 às 22:20
Pois é Vitó. O tempo passa mas a memória não esquece. Nessa noite nasceu uma bonita amizade sem zum-zum nem atropelos. Obrigado, um forte abraço e estou contigo no blog para o que der e vier.

Paulo Conde

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