Terça-feira, 4 de Junho de 2013

MALUDA - Amalista de Alma e Coração

RECORDAR MALUDA,

é homenagear uma grande artista, gostava de Fado, tinha uma alma bem fadista, também  cantava!  Sim  cantava Lisboa pintando as suas janelas, os seus quiosques e seus telhados.

Era grande amiga de Amália, visita diária de sua casa, quando Maluda faleceu (10 de Fevereiro de 1999), Amália, que a acompanhou sempre na sua doença prolongada, desabafou: - Perdi uma grande amiga.  E que coisas há no destino,  também ela nos deixou nesse mesmo ano.

 

 Janela de Lisboa  e Quiosque por Maluda

                                     


Video-Clip produzido por IANUS EDITORA

Canta Carlos Zel, Fado Maluda com letra

de Rosa Lobato Faria

Música: Carlos da Maia 

 

Maria de Lourdes Ribeiro, Maluda, nasce em Goa, antigo Estado Português da Índia, a 15 de Novembro de 1934Aos 14 anos, a família muda-se para Moçambique, e inicia a sua paixão pela pintura.
Cedo começa a ser notada e faz várias exposições em conjunto com outros artistas sua geração.

Em 1963. obtém um bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian. Viaja para Portugal onde trabalha com o mestre Roberto de Araújo em Lisboa.

Em 1964, vai para Paris, como bolseira da Gulbenkian. Estuda na “Académie de la Grande Chaumière” com os mestres Jean Aujame e Michel Rodde. Mantém contactos com os artistas Arpad Szènes, Vieira da Silva, Sotto, Piaubert, Pillet, António Dacosta e Cargaleiro e com os críticos Galy-Carles, Guy Weelen, Jean Louis Ferrier, Ringstrom e José-Augusto França.

Em 1967, Instala-se definitivamente em Lisboa.

Em 1968, Maluda sensibiliza-se com a paisagem de Lisboa, e logo neste ano os primeiros óleos sobre a cidade.

Em 1969, inaugura a sua primeira exposição individual na Galeria do Diário de Notícias, em Lisboa.

Em 1970, instala a sua casa-atelier na Rua das Praças, em Lisboa, onde viveu até à data da sua morte.

A partir dos anos setenta, segue-se uma carreira de grande prestigio.eExposição individual na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, inaugurada por Azeredo Perdigão. Pinta um dos seus retratos mais inspirados, o de Ana Zanatti.

Em 1975  Viaja para o no Brasil. O Museu da Manchete adquire cinco obras para a sua colecção.Pinta “Baleizão”, uma das suas obras mais poéticas. Tem novamente uma bolsa de investigação da Fundação Gulbenkian.

Em 1977, Viaja e trabalha em Londres e na Suíça.

É 1978, dá início à famosa série de 39 Janelas, começando com “Janela I” de Évora.

Seguem várias exposições em Lisboa e no Porto

Em 1979, recebe o Prémio de pintura da Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa.

Numa exposição na Fundação Gulbenkian em Paris. O M.N.E. adquire um quadro que o Presidente da República oferece à Bulgária.

Em 1981, é editado o livro “Maluda” (Editions du Manoir, Lausanne, Suíça) com prefácio de Vieira da Silva e texto de Simone Frigerio.

Alexandre O’Neill escreve os poemas “Persiana para Janela de Maluda (I e II)”.

Edita a primeira edição de serigrafias, de um total que viria a ser de 62, a partir do óleo “Ilhas”.

Em 1985, os CTT propõem-lhe editar selos dos seus quadros “Quiosques de Lisboa”. e no Porto.

Em 1986, pinta “Portel”, considerada a sua obra mais importante, que José-Augusto França elegeria como um dos seus “100 Quadros Portugueses do Século XX” (Quetzal, 2001), considerando que “este quadro atinge um carácter icónico, matriz última de uma pintura urbana” e que se “impõe como realidade plástica autónoma”.

Encomendas do cartaz do Festival Internacional de Música do Algarve e também de retratos para as Galerias de Reitores de várias universidades.

Em 1987, o selo da sua autoria (”Quiosque Tivoli”) ganha, na World Government Stamp Printers Conference, em Washington, o prémio mundial para o melhor selo. Nova emissão de selos para os CTT (”Faróis da Costa Portuguesa”).

Exposição individual na Fundação Gulbenkian, Paris.

Edição do livro “29 Janelas de Maluda” (Edições António Homem Cardoso), com texto de José-Augusto França. 1988

É editado o terceiro álbum sobre a obra de Maluda (Edições Bial) e feito o seu lançamento no Grémio Literário com apresentação de José-Augusto França.

Execução do selo “Évora Património Mundial” que, no ano seguinte, recebe em Périgaud (França) o prémio mundial para o melhor selo.

Colectiva de pintura “Artejo 88″ no Mosteiro dos Jerónimos e “80 anos de Arte Moderna” na Galeira da São Bento.

Em 1994, recebe o prestigiado prémio de artes plásticas Bordalo Pinheiro, atribuído pela Casa da Imprensa.

No âmbito da “Lisboa Capital da Cultura”, realiza uma grande exposição individual no Centro Cultural de Belém em Lisboa, inaugurada pelo Primeiro-Ministro, Cavaco Silva.

Em 1996, é editado o livro “Um Outro Olhar Sobre Portugal”, com reproduções da sua obra, texto de Agustina Bessa-Luís e fotografias de Pierre Rossolin (Ed. Asa).

Em 1998, é agraciada pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique.

É Inaugurada a sua derradeira exposição “Os selos de Maluda”, patrocinada pela Administração dos CTT.

Maluda morre em Lisboa aos 64 anos a 10 de3 Fevereiro de 1999.

Excertos de textos in: Internet

 

PARA UMA PINTORA
( Prosa de Helena Monteiro - no dia em Maluda faleceu)

Na geometria dos teus telhados
Na simetria da tua paisagem
Na luminosidade dos teus quiosques
Na serenidade das tuas janelas
Encontraste a força intelectual
A sabedoria exponencial
A beleza espiritual
De pintar Lisboa
De pintar Portugal.

Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa: Saudades
música: Fado Maluda
publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
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1 comentário:
De Assunção Campos a 24 de Fevereiro de 2007 às 18:14
Que bonito ter-se lembrado da Maluda, sabe que ela era grande amiga da Amália e tinha uma grande admiração pelo seu avô. Estivemos uma noite no S. Caetano, o Vítor cantou. e quer eu quer a saudosa Maluda, ficámos deliciadas com a sua forma de cantar muito pessoal, mas da escola do seu avô.
Parabéns pelo Blog.
MAC

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