Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013

Carlos Cardoso Luís - Poeta

 

 

Carlos Cardoso Luís nasceu como grande parte dos Lisboetas, na Maternidade Alfredo da Costa, no dia 28 de Março de 1946.

 

Viveu até aos 13 anos no; Telheiro de São Vicente, bairro que faz limite com Alfama, Graça, Santa Marinha e Campo de Santa Clara (uma das entradas para a Feira da Ladra).
Fez a instrução primária na Voz do Operário, o ciclo preparatório na Nuno Gonçalves, o curso comercial na Veiga Beirão e frequentou o 2° ano do Instituto Comercial de Lisboa.
Pequeno de estatura, coração grande, alma enorme, tímido, bom comunicador, sensível,
amigo, justo, lutador.
Entre 1965 e 2005 (quarenta anos), exerceu a actividade de Agente de Viagens. Terminou como Director Coordenador de um dos maiores grupos Portugueses na Indústria do Turismo. Teve a oportunidade de conhecer 35 países. Fala cinco línguas: Português, Francês, Inglês, Espanhol e rudimentarmente Alemão.
Começou a escrever poesia aos 13 anos, sem interregno, com fases de maior e menor produção. É um dos autores do livro de crónicas 25 Olhares de Abril, publicado em Abril de 2008. Ganhou uma menção honrosa no Concurso de Poesia da Carris. Tem na forja outros
trabalhos nos quais ocupa grande parte do seu tempo.
Pincelada a traços gerais de uma vida plena de experiências positivas.
Deixa ao seu critério a conclusão dos restantes traços e quer partilhar consigo o conteúdo e o sentimento desta obra que foi criada com todo o querer e entusiasmo latentes no seu coração.

Actualmente está empenhado numa terúlia cultural a que deu o nome de "ALIMENTAR O SER",  já vai na 10ª sessão, e está para continuar.

Carlos Cardoso Luís é associado  na "Associação Cultural de Fado " O Patriarca do Fado"

Este trabalho que tenho vindo a elaborar, neste blogue e também no Facebook, tem-me dado alegrias e tristezas. Esqueço as tristezas e fico-me pelas alegrias.

Recebo com frequência mensagens de elogio, e através do blog, tenho vindo a ser bafejado pela sorte de receber alguns contactos que se transformam em amizade.

Recebi um poema que me era dedicado, tendo por base poética a nossa querida Lisboa. Obviamente quis saber mais do autor, conhecemo-nos e desde logo, sentimos uma empatia, que é apanagio dos Lisboetas, amantes do Fado e sobretudo das "gentes de bem "

Carlos Luís ofereceu-me o seu livro de poesias, e aqui estou a apresentá-lo com todo o gosto, assim como o poema que me dedicou, e dos vários que escreveu  sobre a nossa querida "amada" Lisboa, irei publicando em outras páginas.

 

MARCENEIRO NOME DE GLÓRIA

 

Alcântara foi o ninho

O fado o abençoou

Quem ensinou o caminho

Foi a mão do seu avô

 

A mãe partiu muito cedo

Foi pelos avós criado

Nos braços do Ti Alfredo

Começou a ouvir o fado

 

O pai dançou e cantou

Foi artista consagrado

Seguiu o rumo do avô

Dedicou a vida ao Fado

 

Márcia Condessa na memória

Bairro Alto o guitarrista

Sábados ficaram na história

Da velha volta fadista

 

É um Lisboeta de raça

Divulga pelo mundo inteiro

Canta com estilo e graça

Honra a família Marceneiro

 

Tem obra para a história

Aqui e em qualquer parte

Marceneiro nome de glória

Obrigado Vitor Duarte

 

 Carlos Cardoso Luis

                               09-04-28

 

 Esta pagina foi já publicada em 25 de Maio de 2009, e é com muito gosto que volto a relembrar este amigo.

Contacto com o autor: clicando aqui
publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
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3 comentários:
De carlos cardoso luis a 5 de Maio de 2009 às 17:19
Amigo Vitor

Uma vez mais obrigado pelo teu trabalho.Fico muito honrado de estar no teu blogue. Um abraço Carlos Cardoso Luis
De carlos cardoso luis a 26 de Janeiro de 2011 às 22:34
Amigo Vitor
Quero agradecer o teu acolhimento e companhia na minha visita.Gostei imenso! Vou deixar aqui o poema que escrevi para o teu avô. Um abraço


PATRIARCA DO FADO

O pai mestre de calçado,
Família, reina a arte.
Do berço foi para o fado,
Nasceu Alfredo Duarte.

Janota, improvisador,
Levou-o para aprendiz.
E passou a ganhar melhor,
A trabalhar no que quis.

Sonho, conseguiu almejar,
Nome entre a rapaziada,
Ser o melhor a recitar,
E entrar numa cegada.

Os versos improvisava.
Começou muito novato,
Muitas vezes animava,
O “14” do Largo do Rato.

Proença e o Bertinho,
Populares e fadistas,
Têm pelo Alfredo carinho,
Um jovem que dá nas vistas.

Rua da Páscoa viveu,
Nesta Lisboa querida,
Que tão bem o conheceu,
Mesmo até ao fim da vida.

Remorso é história,
Foi um prémio duradouro.
Valeu a grande vitória,
E o troféu Medalha de Ouro.

Foi no século passado,
O fado como parceiro,
Muito homenageado,
O Ti Alfredo Marceneiro.

Mestre a dividir os versos,
Orações, pontuação,
Prémios foram diversos,
Ficou no fado a lição.

Casas típicas de então,
Impunha ser ar bem altivo,
De todas sem excepção,
Marceneiro foi privativo.

Fados, sua criação,
Cantádos como manda a lei.
Foram a consagração,
No trono que ainda é rei.

O Ti Alfredo não morrerá!
Continua a nosso lado,
Sempre foi e sempre será,
O Patriarca do Fado.
Carlos Cardoso Luís
2011-01-12
De carlos cardoso luis a 4 de Fevereiro de 2013 às 22:47
Obrigado Amigo Vítor por te teres lembrado de mim de novo!
Temos algo em comum:Ambos somos: sexagenários, alfacinhas, gostamos do Fado e somos altos..........

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