Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

100.000 VISITANTES EM 10 MESES

+ de 100.000

Este Blog do qual sou responsável atingiu hoje mais de 100.000 visitantes.

Deu muito trabalho, mas que não me arrependo, foi feito com muito amor.

Aprendi muito sobre Fado, e

aprendi mais sobre o ser humano,

aprendi a conhecer melhor a inveja.

aprendi a ver quem é o amigo,

aprendi a ver como se comportam os incompetentes

e finalmente

aprendi como se movem os interesses dos lobbies e a força que têm,

mas também descobri que "só eu é que sonho" em colocar "Lisboa no Guiness " como a Cidade mais cantada do mundo!

aprendi que estava enganado por acreditar que era  "O Sonho que Comanda a Vida", não, não é

actualmente quem comanda a vida  "é quem tem protagonismo" e se por alguma razão ameaçar-mos esses estatutos, somos arrasados e ignorados.

Em 100.000 visitantes, com mais de trezentas páginas editadas, tive meia dúzia de comentários, mas da comunidade fadista nenhum comentário, nem sequer daqueles, que, ainda  vivos, e que deles falei, e que por tal razão passaram a estar nos "motores de busca"  e passaram a ser referenciados, é  claro que não têm nada a agradecer-me, mas que é estranho é! 

Mas como o Fado é muito mais do que isto, vou continuar para alegria de alguns,  e decerto para "dor de c.." de outros

A todos os que visitaram o blog, aos que comentaram, aos que colaboraram, e principalmente nos momentos de angústia aqueles que contribuíram para que eu não tenha desistido, ao amigo, Fernando Batista, ao Nuno Lopes, ao Armindo Rosa, ao Acácio Monteiro, e outros, assim como à equipa do "SAPO BLOGS", que muito me tem ajudado.

Se este resultado algum valor tem, quero repartir também com a minha família, em especial os meus filhotes Alfredo e Beatriz, a quem tenho retirado muitas horas de convivio.

A TODOS O MEU MUITO OBRIGADO

 

 


 

 

Caricatura de: Mário Jorje Neves

 


 

© O SAPO FADISTA
 
MAS QUE SAPO ENGRAÇADO
BONÉ NA CABEÇA E PINTA D'ARTISTA
TEM PINTA DE PINTA, TEM PINTA DE FADO
CLICA A GUITARRA, É SAPO FADISTA
 
CLICA A VIOLA, CLICA A GUITARRA
TEM CARA MALANDRA, SORRISO DE MOÇO
O SAPO FADISTA, FADISTA DE GARRA
BONÉ NA CABEÇA E LENÇO AO PESCOÇO
 
O SAPO FADISTA TEM AR ESPERTALHÃO
CLICA NA NET , MAS NÃO CLICA À TOA
NO PORTAL DO GUINESS ELE ABRE O PORTÃO
BLOGUE INTEIRINHO DA SUA LISBOA
 
 Autor versos :
Carlos  Escobar

 


 

Figura do Sapo:  propriedade do "PORTAL DO SAPO"

Montagem de Vítor Marceneiro com desenho de Alfredo Duarte Jr .

Proibida a reprodução do Sapo inserido nesta montagem, a imagem está protegida por copyright, e foi excepcionalmente autorizada a sua utilização para a publicação neste blog.

 

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Viva Lisboa: FELIZ e ORGULHOSO
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

REAL BORDALO - EXPOE NA GALLERY CENTER

Lisboa, 25 Nov (Lusa) - A Lisboa dos eléctricos é o "cartão de visita" do pintor Real Bordalo, 82 anos, que expõe a partir de terça-feira na Gallery Center, nas Amoreiras, em Lisboa.
    Tendo experimentado várias técnicas e temáticas, é reconhecido como o pintor de Lisboa e dos seus eléctricos, das suas ruas estreitas e do rio Tejo.
    A Basílica da Estrela, o largo de S. Paulo, a Torre de Belém vista da ermida de S. Jerónimo ou um jogo de cartas num jardim entre amigos são alguns dos óleos e aguarelas que expõe até 16 Dezembro.
    A exposição será composta por 24 óleos e 24 aguarelas, com dimensões entre os 30X50cm e os 40X60cm.
    Real Bordalo soma mais de um centena de exposições, entre individuais e colectivas.
    Em 2005 participou numa colectiva de cerâmica e realizou três individuais, no ano passado apresentou as suas telas na Gallery Center e em conjunto com outros artistas na galeria Groupama.
    Tendo interrompido o curso de acesso à Academia de Belas Artes, exerceu diversas profissões, tendo aos 16 anos dado entrada nos quadros da Fábrica de Cerâmicas Constância e Faiança Battistini.
    Do seu currículo consta também o seu trabalho como cenógrafo do realizador José Leitão de Barros para a Tobis e a Lisboa Filme, além de ter colaborado no Diário de Notícias como desenhador e maquetista.
    Distinguido várias vezes, mais recentemente em 2002 com a Medalha de Mérito da Câmara de Sintra, Real Bordalo tem exposto tanto em Portugal como no estrangeiro.
    Referindo-se à sua pintura, o crítico Sérgio Mourão afirmou que nela "exista a magia da paisagem e a integração adequada do ser humano no meio social que vive".
    Além de fazer parte de várias colecções particulares nacionais e estrangeiras, Real Bordalo está representado em diversos museus nacionais, nomeadamente o José Malhoa, nas Caldas da Rainha.
NL.
Lusa

 

 

 

 

 

 

 

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REAL BORDALO - MESTRE PINTOR

Mestre REAL BORDALO,

          canta Lisboa... pintando 

  

Real Bordalo - Nome completo: Artur Real Chaves Bordalo da Silva. Nasceu em Lisboa em 1925. Cedo mostrou vocação para o desenho e para a pintura mas, obrigado a interromper o curso que lhe daria acesso à Academia de Belas Artes, exerceu diversas profissões e, admitido aos 16 anos de idade na Fábrica da Cerâmica Constância Faiança Bastitini , como pintor, teve aqui oportunidade de contactar com João Rosa Rodrigues e Francisco Branco, dois excelentes artistas, não só como ceramistas, mas também, como pintores de óleo e aguarela.

Mais tarde trabalhou com Leitão de Barros na modalidade de cenografia, na Tobis e na Lisboa Filme para diver­sos filmes Portugueses. Desenhador técnico, retocado r de rotogravura e desenhador maquetista no Diário de Notícias, profissões que também exerceu. Mais tarde trabalhou com Leitão de Barros na modalidade de cenografia, na Tobis e na Lisboa Filme para diver­sos filmes Portugueses. Desenhador técnico, retocado r de rotogravura e desenhador maquetista no Diário de Notícias, profissões que também exerceu.

Destes contactos resultou um maior interesse pelas artes plásticas e em consequência das tentativas que levou a efeito, inscreveu-se como sócio da Sociedade Nacional de Belas Artes, onde frequentou as aulas nocturnas de desenho, tendo como mestre, Álvaro Duarte de Almeida, no pastel o mestre Domingos Rebelo e em aguarela os mestres Alberto de Sousa e Alfredo Morais.

Tendo concorrido com trabalhos seus, não só nos Salões Anuais de Outono e Primavera daquela Sociedade, onde passou a sócio efectivo, por lhe ter sido atribuída uma 3.a medalha em aguarela, mas também em outros Salões noutros locais. O êxito obtido, de que são testemunhos os prémios concedidos (diversas medalhas e menções honrosas e alguns prémios de mérito) levou-o a dedicar-­se inteiramente a esta actividade artística. Surgiu então a oportunidade de realizar a sua primeira exposição indi­vidual dos seus trabalhos a aguarela e pastel, no Casino da Figueira da Foz (Salão Nobre) em 1952, à qual se seguiu outra em 1953, na Sociedade de Belas Artes. Incentivado tanto pelo público como pela crítica, o êxito assim alcançado justificou a sua integração no Grupo Português de Aguarelistas e mais tarde no Grupo dos Artistas Portugueses, permitiu-lhe assim continuar a reali­zar exposições em diversas cidades do País, concorrendo sempre aos diversos Salões Nacionais - Imagem da Flor, Câmara Municipal de Lisboa, Salão de Artes do Casino do Estoril, entre outros. No estrangeiro Salões Internacionais de Madrid, Sevilha, Lugano, Paris, Estocolmo, Rio de Janeiro e Nápoles.

Afastado das Artes Plásticas de 1959 a 1973, voltou a partir desse ano a expor com regularidade os seus trabalhos, com assinalado êxito.

 

 Nota: Este Blog orgulha-se de ter tido a honra de ser autorizado a publicar a obra de Mestre Real Bordalo, que foi indescutivelmente uma mais valia para este trabalho, e o prazer de poder admirar as suas "Vistas de Lisboa", desta sinergia nasceu uma amizade que muito me honra.

Obrigado Mestre Real Bordalo

 Vítor Duarte Marceneiro

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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Histórias do Fado por Luís de Castro

"HISTÓRIAS DO FADO" 

 

 

Luís de Castro

Lisboa, 17 Nov (Lusa) - Sessenta anos de histórias do fado são o mote da palestra de Luís de Castro, segunda-feira, na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, que encerra um ciclo promovido pela Associação de Amizade Portugal-Portugal.
    Fundador da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), Luís de Castro disse à Lusa: "Como ouvinte e apreciador de fado tenho mais anos que muitas carreiras artísticas".
    Nascido na Mouraria em Lisboa há 75 anos, Luís de Castro, cirurgião dentista de profissão, recorda-se ainda de ouvir nomes como Alberto Costa e Amélia Maria, mas "a sério" começou a ouvir fado aos 14 anos.
    "Comecei por volta dos 14 anos a acompanhar com mais interesse, lembro-me por exemplo de ter ido à inauguração do restaurante típico A Severa [em 1955] convidado pelo fadista Gabino Ferreira".
    Fernando Maurício, também da Mouraria, é outro dos nomes de que guarda "gratas recordações".
    "Fui seu amigo desde miúdo, quando ele cantava na Taberna do Saloio, e acompanhei a sua carreira de que nunca tirou proveito financeiro à altura do seu valor artístico", disse.
    Relativamente à palestra de segunda-feira, Luís de Castro afirmou que "se falasse de todas as histórias, boas e más, que vivi no fado, não terminaria".
    "Começarei por me debruçar sobre a palavra 'fado' e os diferentes conceitos a ela associados, depois falarei das origens desta canção, referirei a Severa e falarei da minha experiência", disse Luís de Castro.
    De "ouvinte interessado" a estudioso da história do fado "foi um passo".
    As origens do fado são um dos seus pontos de interesse, estando actualmente a preparar, com outros autores, um livro sobre a figura de Maria Severa Onofriana (1820-1846).
    O seu interesse "por conhecer mais e melhor o fado, e divulgar essa sua vertente" levou-o a fundar "com um grupo de entusiastas" a APAF.
    Questionado sobre as origens do fado, Luís de Castro declarou que "o fado é lisboeta, com várias influências culturais é certo, de além-mar, de outras culturas, e até das pessoas que vinham de outras regiões portuguesas, mas nasceu em aqui".
    Este será um tema que abordará na sua palestra, além de partilhar experiências vividas, como "certa noite na Parreirinha de Alfama em que cantaram Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Fernanda Maria, num aniversário de Celeste Rodrigues".
    Noites "de excelência" como esta guarda algumas na memória e se "o fado vive muito da tradição oral e dos testemunhos" Luís de Castro não projecta vir a escrever um livro sobre esta vivência que reconhece ser "única".
    "Conheci e ouvi todos os grandes nomes, até porque fui dirigente de várias colectividades e nesse sentido contratei-os, mas tive na realidade convívio com eles", disse.
    Remete a conversa para "o espaço de tertúlia que era o fado há uns anos atrás, quando nas casas típicas se encontravam intelectuais, poetas, actores, artistas e anónimos".
    Amália Rodrigues é em seu entender um "nome essencial na história do fado não só pela voz excelente - tinha um facilidade extraordinária de ir aos agudos sem desvirtuar a melodia - como pela renovação que trouxe ao fado sem lhe atraiçoar as raízes, e a emoção que colocava em todas as suas interpretações".
    O estudioso considera que a criadora de "Povo que lavas no rio" (Pedro Homem de Mello/Pedro Rodrigues) "foi maltratada" no filme "Fados" de Carlos Saura.
    Em seu entender na película estreada há cerca de um mês "há pouco fado e dá quase a ideia que o fado não é nosso".
    Referindo-se aos actuais nomes do fado, destaca Camané e considera que "há bons valores, mas são pouco criativos, fruto da difusão discográfica que os leva a tentarem imitar quem já gravou, e a falta de repertório próprio".
    Ana Moura, Ana Sofia Varela, Katia Guerreiro, Mariza, Ricardo Ribeiro e Pedro Moutinho são alguns dos nomes que referiu.
    Para bem se interpretar o fado, Luís de Castro considera que é essencial "uma voz bonita, boa dicção, saber dividir o verso e o compasso, criando assim um estilo próprio que os diferenciará".
    Contraria a ideia de um "novo fado", defendendo que "há uma evolução natural, novas abordagens, mas tudo isso é fado".
    Luís de Castro pertence ao grupo de consultores do Museu do Fado, que "é um sonho de há muitos anos, agora concretizado, e que, podia fazer ainda mais", mas reconhece os meios escassos.
    Quanto ao futuro do fado, declarou: "haverá sempre fado, pois é uma canção que está arreigada ao povo português".
    A palestra tem lugar no auditório Frederico de Freitas, na sede da Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, pelas 18:00.
    NL.
    Lusa

 

 

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Domingo, 18 de Novembro de 2007

JOÃO MARIA DOS ANJOS

JOÃO MARIA DOS ANJOS

Nasceu no fim do Século XIX em Lisboa no bairro de Alcântara (1891-1956).

Era a época do «Fado das Hortas». Lisboa divertia-se nesses sítios, com vinhos e petiscos e fados em mote e glosas. Nos Salões mais nobres, nos pátios e adegas típicas, nas esperas de gado, as cantigas à guitarra soavam em grandes despiques. Era a áurea de Júlia Mendes e Maria Vitória, das feiras de Agosto e das Touradas reais.

Pois foi nesta época que João Maria dos Anjos acompanhou o Fado, sendo um dos cantadores mais aplaudidos, fez parte dessa plêiade de genuínos a que pertenceram José Bacalhau, João Junça, Joaquim Real, João Espanta, José Peres e outros, na companhia dos quais começou a cantar o Fado nos antigos retiros do João da Ermida, Tia Iria e José dos Pacatos, e, depois, no Ferro de Engomar, Pedralvas, Charquinho, Caliça, Perna de Pau, António da Rosa e Quinta da Montanha.

Cantou também nos teatros Luís de Camões, Étoile, Trinas, Salão dos Anjos, Moderno e Coliseu da Rua da Palma, e mais tarde no Coliseu dos Recreios, S. Luiz, Eden, Apolo e Gimnásio.

Num concurso, ganhou uma medalha de oiro.

Possuía também o dom de ser poeta, compunha versos que passou também a cantar, bem compostos e com rimas muito bem improvisadas.

 Era um fadista da «Velha Guarda».

© Vítor Duarte Marceneiro

  

Mote

 

Esta luta atroz, constante

P'rás nossas vidas ligar,

Consome o tempo bastante

Que a vida pode durar.

 

Glosas

 

Não creio no impossível,

Mas reparei num instante,

Que para nós é horrível

Esta luta atroz, constante.

           

Bem sei que o nosso desejo

Não se pode efectivar,

Na paz suprema dum beijo

P'rás nossas vidas ligar.

 

Nosso amor sofre com calma,

E a paixão agonizante

A definhar-nos a alma

Consome o tempo bastante.

 

Surgem depois os tributos,

Que ambos temos de pagar,

Nos derradeiros minutos

Que a vida rode durar.

  

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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

7ª GRANDE NOITE DO FADO DE BRAGA

 

7ª GRANDE NOITE DO FADO DE BRAGA

Sábado dia 17 de Novembro

às 21, 45 Horas

 

 

Foi com imensa satisfação que fui convidado para actuar e proferir uma palestra neste grandioso evento, que este ano homenageia , meu avô ALFREDO MARCENEIRO.

Quero realçar o entusiasmo do conceituado artista Karter Mendes, na organização do espectáculo, que é um grande tributo ao Fado, e que desde o primeiro ano tem tido uma grande aceitação do público do norte.

 

 

Serei acompanhado pelos exímios tocadores Nortenhos

Samuel Cabral e Nel Garcia

 

No espectáculo actuarão ainda os fadistas

Teresa Baixo

e

Camacho Silva

 

 

Acompanhados, assim como os concorrentes por :

Guitarra Portuguesa: Manuel Lima

Viola: António Rodrigues

Viola Baixo: Henrique Lima

 


 

NOTÍCIA DA "LUSA"

Grande Note do Fado de Braga homenageia Alfredo MarceneiroLisboa,

15 Nov (Lusa) - A Grande Noite do Fado de Braga, que se realiza sábado no auditório do Parque de Exposições, homenageia Alfredo Marceneiro quando se completam 25 anos sobre a sua morte.

"Alfredo Marceneiro é uma figura tutelar do fado, quer como intérprete quer como um dos compositores ainda hoje dos mais recorrentes", disse à Lusa Karter Mendes, da Associação Cultural de Festivais Amadores, que organiza o evento.

Apresentam-se a concurso 16 fadistas amadores - oito homens e oito mulheres - que serão acompanhados pelo grupo de guitarras de Manuel Lima.

Os candidatos serão avaliados por um júri composto por Marisa Pinto (vencedora da V Grande Noite do Fado de Braga e da do ano passado no Porto), João Alves Igreja (animador cultural), Domingos Machado (director do Museu de Cordofones), Fernando Aldeia (poeta), Felix Alonso Cabreriz (maestro) e Manuel Lago (director da Rádio Antena Minho).

Além dos candidatos, na noite de sábado actuam também os dois vencedores do ano passado, Camacho Silva e Teresa Baixo, e Vítor Duarte Marceneiro que falará sobre o seu avô apresentando um diaporama.

"Irei cantar apenas repertório do meu avô, que corresponde a cerca de 70 por cento dos chamados fados clássicos", disse à Lusa Vítor Duarte Marceneiro, neto de Alfredo Marceneiro.

"Leilão da Casa da Mariquinhas" (João Linhares Barbosa), "Bairros de Lisboa" (Carlos Conde) e "Amor é água que corre" (Augusto Sousa), todos com música de Alfredo Marceneiro são alguns dos fados que Vítor Duarte Marceneiro interpretará.

Para o fadista e investigador "esta é uma iniciativa que mostra não só que Alfredo Marceneiro é lembrado, apesar de ser cantado todas as noites, mas também que há interesse em conhecer a sua vida e carreira".

Alfredo Rodrigo Duarte tomou artisticamente o nome da sua profissão, Marceneiro. Nascido em Lisboa em 1891, marceneiro foi apontado como um dos nomes cimeiros do fado.

O musicólogo Rui Vieira Nery, em declarações à Lusa, afirmou que "Marceneiro é ainda hoje uma lição para todos: ouvintes, tocadores, compositores e intérpretes".

Vítor Duarte Marceneiro editou já dois livros sobre o avô, a biografia "Recordar Alfredo Marceneiro" e "Alfredo Marceneiro... Os Fados que ele cantou", e ainda uma biografia de Hermínia Silva.

Actualmente membro da direcção da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), dedica-se a compilar canções que refiram Lisboa com vista a tornar a capital "a cidade mais cantada". Neste sentido desenvolve um blog na Internet - http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt -

NL/LUSA

 

               .

Vítor Duarte canta com seu avô Alfredo Marceneiro em dueto

AMOR É ÁGUA QUE CORRE com letra de Augusto de Sousa e música de Alfredo Marceneiro

 

 

 

 


 

 

 

Braga é das mais antigas cidades portuguesas e uma das cidades cristãs mais antigas do mundo; fundada no tempo dos romanos como Bracara Augusta, conta com mais de 2000 anos de História como cidade. Situada no Norte de Portugal, mais propriamente no Vale do Cávado, Braga possui cerca de 174 mil habitantes, sendo o centro da Grande Área Metropolitana do Minho (GAM), com cerca 800 mil habitantes.

 

É uma cidade cheia de cultura e tradições, onde a História e a religião vivem lado a lado com a indústria tecnológica e a vida boémia universitária.

 

Na gíria popular é conhecida como:

A "Cidade dos Arcebispos": durante séculos o seu Arcebispo foi o mais importante da Península Ibérica; ainda é o detentor do velho título de Primaz das Espanhas.

A "Roma Portuguesa": no século XVI o Arcebispo D. Diogo de Sousa, influenciado pela sua visita à cidade de Roma, desenha uma nova cidade onde as praças e igrejas abundam tal como em Roma. A este título está também associado o facto de existirem inúmeras igrejas por km² em Braga. É, ainda, considerada como o maior centro de estudos religiosos em Portugal

A "Cidade Barroca": durante o século XVIII o arquitecto André Soares transforma a cidade de Braga no Ex-Libris do Barroco em Portugal.

A "Cidade Romana": no tempo dos romanos ser a maior e mais importante cidade situada no território onde seria Portugal. Ausónio, ilustre letrado de Bordéus e prefeito da Aquitânia, incluiu Bracara Augusta entre as grandes cidades do Império Romano[1].

A "Capital do Minho" ou o "Coração do Minho", por estar localizada no centro desta província. Braga reúne um pouco de todo o Minho e todo o Minho tem um pouco de Braga.

A "Cidade dos Três Sacro-Montes": são santuários situados a Sudeste da cidade numa cadeia montanhosa, e são pela ordem Este a Sul: O Bom Jesus, Sameiro e a Falperra (Sta. Maria Madalena e Sta. Marta das Cortiças).

A cidade está estritamente ligada a todo o Minho: a Norte situa-se o tradicional Alto Minho, a Este o Parque Nacional da Peneda-Gerês, a Sul as terras senhoriais de Basto e o industrial Ave e a Oeste o litoral marítimo Minhoto.

In: Wikipédia

 

 

 

 

 

 

                                                                                        BOM JESUS  

 

 

                           SÉ DE BRAGA

    

 

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publicado por Vítor Marceneiro às 17:55
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

BEATRIZ COSTA - Centenário do seu nascimento

Beatriz da Conceição , nasceu no Milharado, concelho de Mafra a  14 de Dezembro de 1907 e faleceu em Lisboa,  a 15 de Abril de 1996.

Adoptou o pseudónimo de Beatriz Costa, logo que se estreou-se aos quinze anos, como corista, na revista Chá e Torradas (1923) no Éden Teatro, em Lisboa. No ano seguinte, em 1924, estreia-se no Teatro Maria Vitória (Parque Mayer) com a revista “Ré-Vés”. Posteriormente, ingressa na companhia do Teatro Avenida estreando-se, no mesmo ano, no Rio de Janeiro onde é felicitada pela imprensa e pelos espectadores, nomeadamente nas revistas Fado Corrido e Tiro ao Alvo.

De regresso a Lisboa (1925) ocupa um lugar de destaque ao lado de Nascimento Fernandes em Ditosa Pátria, no Teatro da Trindade. Em Agosto do mesmo ano a Companhia do Trindade segue para o Porto apresentando-se no Sá da Bandeira e Beatriz faz a sua primeira ida como artista à cidade invicta

Em Outubro de 1925 integra uma Companhia de operetas sedeada no Teatro São Luiz.

De regresso à revista, passa pelos teatros Éden e Maria Vitória nas revistas “Fox Trot”, Malmequer, Olarila , Revista de Lisboa e Sete e meio.

Em 1927, traduzindo uma moda cinéfila, aparece pela primeira vez de franja e estreia-se no cinema em papéis episódicos de filmes de Rino Lupo - O Diabo em Lisboa - e, ainda no mesmo ano, havia dançado um tango em Fátima Milagrosa (do mesmo realizador) ao lado de Manoel de Oliveira.

Passou pelo Teatro Apolo, transferindo-se depois com a Companhia de Eva Stachino para o Trindade. Aí se fez Pó de Maio , onde conheceu o maior êxito da popularidade com o celebrado número D. Chica e Sr. Pires ao lado de Álvaro Pereira.

Volta ao Brasil em 1929, com a Companhia de Eva Stachino, no Rio de Janeiro, foi recebida sobre as mais efusivas manifestações e relembrada a sua revelação como actriz nos grandes órgãos de imprensa da América do Sul.

De volta ao continente, e ainda neste ano, Beatriz Costa aparece no documentário Memória de uma Actriz (com base nos artigos que já escrevia para O Século a contar episódios pícaros da sua carreira).

Em 1930 participa no filme Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros.

Em Dezembro de 1930, durante a visita de Ressano Garcia, gerente da Paramount em Lisboa, recebe um convite de Blumenthal e San Martin para um contrato muito vantajoso para o papel da protagonista de A Minha Noite de Núpcias (da versão original Her Wedding Night de Frank Tuttle e que na versão portuguesa foi dirigida por Alberto Cavalcanti), o terceiro fonofilme em português, a realizar-se em França.

Recebendo sempre provas de apreço desde o pessoal dos estúdios à mais considerada vedeta destaca das suas colegas estrangeiras Olga Tsehekova e Camila Horn.

Deixa a Companhia e é contratada por Corina Freire para participar nos êxitos de revistas como A Bola, Pato Marreco, O Mexilhão ou Pirilau.

Numa ida a Espanha, a convite da Casa da Imprensa de Badajoz para uma festa no Teatro Lopez Ayola, obteve estrondoso êxito ao representar Burrié, sendo homenageada juntamente com os outros artistas portugueses que a acompanhavam (Amarante e Nascimento Fernandes).

Em 1933 a sua imagem imortalizava-se n' A Canção de Lisboa, de Cotinelli Telmo, ao lado de António Silva e Vasco Santana, assim como  em 1936, ao participar na revista Arre Burro.

Em 1937 Beatriz ganha ao lado de Vasco Santana os votos de preferência dos cinéfilos portugueses e são eleitos "príncipes do cinema português", protagonizando em 1939 A Aldeia da Roupa Branca, de Chianca de Garcia, aquele que seria o seu último filme.

Ainda em  1939, Beatriz Costa aceitou novo convite para se deslocar ao Brasil para uma temporada que se prolongou por 10 anos (de 1939 a 1949) tal feito deveu-se à sua grande popularidade, e que ela chamou "os melhores anos da sua vida". Quase sempre actuou no Casino de Urca, no Rio, desde os tempos da peça Tiro-Liro-Liro, até ao final da década, altura do seu único casamento em 1947, com Edmundo Gregorian (poeta, escritor, escultor), de quem se divorciou dois anos depois.

Em 1949, regressa aos palcos de Lisboa para uma revista no Teatro Avenida, cujo título diz tudo sobre o mito que continuava a ser: Ela aí está!. E, aos 41 anos, repetiu os êxitos de há 20 anos atrás.

Ainda apareceu em Lisboa em revistas de sucesso como Com Jeito Vai, mas em 1960 despediu-se dos palcos em Está Bonita a Brincadeira.

É a partir da década de 60 que começa a viajar por todo o mundo, assistindo a festivais de teatro, de Ocidente a Oriente. Conheceu personalidades como Salvador Dali, Pablo Picasso, Sophia Loren, Greta Garbo, Edith Piaf ou o ReHassan II de Marrocos.

Depois da Revolução dos Cravos - quando já vivia no Hotel Tivoli, onde viveu até morrer - começou a publicar livros sobre a sua espantosa vida (já anteriormente a "publicara" em vários capítulos nas Páginas das Minhas Memórias nos anos 30), aconselhada e incentivada por Tomás Ribeiro Colaço. Ela que aprendera a ler aos 13 anos de idade e sozinha, seguindo a sua ambição de saber, começou a sua alfabetização à mesa d' A Brasileira, rodeada por figuras como Almada Negreiros, Gualdino Gomes, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio, entre outros.

Após o seu reaparecimento num espectáculo da Casa da Imprensa que decorreu no Coliseu dos Recreios foi sistematicamente solicitada pelos órgãos de comunicação social e espantou-se com as óptimas reacções do público leitor em relação a essa outra faceta da sua vida - escrever.

Em 1977 é editado pela Emi-Valentim de Carvalho um álbum que compila vários dos seus sucessos musicais e que em 1996 seria reeditado com o título Grande Marcha de Lisboa na Colecção Caravela da mesma editora. Apesar das muitas propostas para regressar aos palcos (por Vasco Morgado) preferiu ficar longe deles por considerar o teatro de revista muito diferente do que era, por "estar decadente".

Muitos foram também os convites para programas de televisão (por Joaquim Letria) e, de facto, viria a participar como membro de júri no concurso Prata da Casa (RTP) apresentado por Fialho Gouveia e que visava lançar jovens no mundo do espectáculo.

Um grupo de jovens chegaria mesmo a propor a sua candidatura simbólica nas eleições presidenciais de 1985 como meio de comemorar O Ano Internacional da Juventude do ano seguinte.

 

© Vítor Duarte Marceneiro

 

 

                                       FILMOGRAFIA

A Aldeia da Roupa Branca, de Chianca de Garcia (1939);

O Trevo de Quatro Folhas, de Chianca de Garcia (1936);

A Canção de Lisboa, de José Cotinelli Telmo (1933)

Minha Noite de Núpcias, de E. W. Emo (1931)

Lisboa, de J. Leitão de Barros (1930)

Fátima Milagrosa, de Rino Lupo (1928);

O Diabo em Lisboa, de Rino Lupo (1926).

 


                                             LIVROS

Quando se retirou da vida artística decidiu escrever livros biográficos «Sem Papas na Língua», 1975 e «Quando os Vascos eram Santanas», 1977. Figura acarinhada e querida em todo o país, viveu no Hotel Tivoli, em Lisboa, até ao fim dos seus dias. Divertida e risonha, manteve sempre o seu ar irreverente e um humor saudável. Mafra homenageou-a dando o seu nome ao Teatro Municipal Beatriz Costa. Os filmes em que é vedeta são constantemente exibidos na RTP Memória com enorme sucesso de audiências.

 

Beatriz COSTA, "Sem Papas na Língua" ,

Beatriz COSTA, "Quando os Vascos eram Santanas… e não só" ,

Beatriz COSTA, "Mulher Sem Fronteiras" ,

Beatriz COSTA, "Nos Cornos da Vida"

Beatriz COSTA, "Eles e Eu"

Beatriz COSTA, Obra inacabada

 

 

O MITO DA FRANJA

 

 "Sou uma cara de boneca de loiça num corpo de boneca de trapos."

 "Sou uma criatura estruturalmente alegre, desempoeirada, sensível ao bem que me façam e indiferente ao mal que me queiram."

 "Vim do povo e, artisticamente, ao doce contacto dele tenho vivido. Se de todas as classes me afluíram estímulos e aplausos, os daquela de que sou filha são os que mais me consolam, fortificam e envaidecem."

 "Sou uma mulher que lutou e conhece o pão que os oportunistas amassam. O que vale é que sou de boa cepa e fui amamentada a pão de milho e tive a água limpa do rio da minha avó."

 

 

 


 

 

Beatriz Costa canta

ARRE BURRO

Letra de: Alberto Barbosa e José Galhardo

Música de: Vasco Santanea e Amadeu do Vale 

 

Filme: Vítor Duarte Marceneiro
Consultas:
 Wikipédia
A Revista à Portuguesa - Vitor Pavão dos Santos
Biblioteca Nacional

 


Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa: Fadista
música: Arre Burro
publicado por Vítor Marceneiro às 19:19
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

ADÉLIA PEDROSA – O Fado do outro lado do Atlântico

Adélia Pedrosa, aplaudida e premiada no Brasil inteiro como uma das mais expressivas e versáteis intérpretes da música portuguesa, nasceu na praia de Pedrógão, no distrito de Leiria, Portugal.

Filha, neta e bisneta de pescadores, Adélia canta a nostalgia do mar. Por isso já foi chamada de Maria do Mar e teve dois fados escritos especialmente para ela - "Sou Filha de Pescador", de Armando Silva e "Garota da Beira-Mar", de Joaquim Pimentel.

Aos doze anos, acompanhada de seus avós adoptivos, pois era órfã de pai, foi par o Brasil, tendo a família fixado residência numa colónia de pescadores existente no Rio de Janeiro.

Ainda menina, Adélia cantava para matar as saudades que tinha de sua mãe e de sua pátria. Os pescadores humildes, nas suas fainas da rede, eram então, sua plateia.

Com apenas 17 anos, Adélia conheceu Joaquim Pimentel, a quem considerou um pai e um dos maiores divulgadores da música lusitana no Brasil e, na época, a expressão máxima do compositor e intérprete da canção portuguesa. O inspiradíssimo poeta de “Só Nós Dois” e “Deixa-me Só”, entre tantos outros sucessos, gostou de ouvi-la cantar e convidou-a a participar do Programa dos Astros, que dirigia e apresentava ao vivo, na Rádio Vera Cruz, no Rio de Janeiro.

Profissionalmente, fez sua estreia no “Fado”, restaurante de propriedade do grande Tony de Matos, também no Rio de Janeiro.

Incentivada pelo seu descobridor, Joaquim Pimentel, Adélia passou a fazer parte de programas de televisão. Gravou seu primeiro disco, onde fazia uma desgarrada com o fadista Sebastião Robalinho e cantava um fado que se identificava totalmente com sua vida e escrito especialmente para ela – “Sou filha de um Pescador”, também participou da gravação de um álbum de músicas portuguesas produzido pelo Centro de Turismo de Portugal, dirigido na época pelo do Dr.Felner da Costa, forte disseminador da cultura portuguesa no Brasil.

Adélia passou a receber convites para espectáculos em todo o Brasil.

Como não passou despercebida foi convidada em 1964 do Clube Português de Buenos Aires, fez sua primeira viagem à Argentina, numa digressão de grande sucesso por várias cidades, onde voltaria mais umas quantas vezes tal foi o êxito que alcançou

Em 1967, a convite do Governo Português, através do Dr.Felner da Costa, Adélia retornou à pátria-mãe, acompanhada de Joaquim Pimentel, Maria Teresa Quintas e Maria José Vilar.

Nesta estadia em Portugal, gravou três discos,  acompanhada dos melhores músicos da época, incluindo uma gravação para a Casa Valentim de Carvalho, acompanhada pela orquestra de Ferrer Trindade, regressando novamente ao Brasil onde tem a sua estrutura familiar assente.

Anos mais tarde, volta a Portugal para uma temporada no Restaurante  Sr.Vinho, propriedade da fadista Maria da Fé e José Luís Gordo, no Restaurante Malhoa, da fadista Maria Armanda. Actuou ainda em todos os Casinos do norte de Portugal, incluindo uma temporada de grande sucesso no Casino Estoril.

Gravou acompanhada pela Orquestra do Maestro Segundo Galarza, com temas de Manuel Paião e Eduardo Damas.

No Brasil, gravou um disco especial chamado “Só Nós Dois”, somente com composições de Joaquim Pimentel.

Foi proprietária dos famosos restaurantes típicos portugueses, Adega Lisboa Antiga e Abril em Portugal, ambos na cidade de São Paulo.

Com o Fado na alma, vem colhendo ao longo dos anos os maiores louvores e recebeu os mais diferentes adjectivos onde quer que se apresentasse: “moça do olhar mais puro do fado”, “Princesinha do Fado”, “Trigueirinha”, “Olhos que riem, boca que canta e chora”, “Pequena notável”, “Brejeira do fado”,“Verdadeira legenda da música portuguesa”, entre outros, que demonstram o seu  imenso carisma de fadista.

Hoje, nossa “Garota da Beira-Mar”, que o tempo transformou em senhora, ainda vive no Brasil e continua cantando e encantando o público com sua voz marcante e interpretação única.

Porém...longe do mar.

Nota: Foto nº 2 com Joaquim Pimentel

         Foto nº 3 com Alfredo Marceneiro na Viela

Cláudia Tulimoschi (filha)

http://adeliapedrosa.blogspot.com

 

 

                           
Adélia Pedrosa canta Fado Voltaste de
Joaquim Pimentel
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música: Video Clipe - Voltaste de Joaquim Pimentel
publicado por Vítor Marceneiro às 21:01
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

DOMINGOS CAMARINHA

DOMINGOS AUGUSTO CAMARINHA, nasceu em Lisboa, na freguesia da Graça, em 1915, um bairro onde o fado era cultivado com fervor.

Influenciado pelo pai, que "arranhava" a guitarra, aos oito anos Domingos Camarinha já tocava correcta­mente o Fado Corrido e, aos 23, tornou-se guitarrista profissional pela mão de Salvador Gomes, sem prejuízo da sua actividade básica de empregado de balcão, que exerceu desde os 11 aos 47 anos de idade.

Apresentando-se pela primeira vez num espectáculo público em 1938, teve ocasião de actuar depois no Retiro da Severa, onde substituiu durante alguns dias Armandinho. A partir de então e até final da sua carreira, actuou em diversos locais,  no Café Mondego, Solar da Alegria, Café Latino, Café Vera Cruz, Café Monumental, Café Luso (da Travessa da Queimada), na Adega da Lucília (onde substituiu Carlos Ramos, que então ainda não cantava), n' A Severa, Viela, e, por último, na Lisboa à Noite.

Esteve em Paris onde actuou nas casas típicas Fado (de Clara de Ovar), Au Portugal e Cour du Miracle (de Hélder António).

Entre 1944 e 1948,  no Rádio Clube Português teve um programa de guitarradas com Salvador Gomes e Amadeu Ramin. Gravou com Santos Moreira um programa de variações na BBC de Londres. Com Américo Silva gravou uma música, de sua autoria, para um programa de propaganda do Vinho do Porto Offley, que foi transmitido pelas emissoras Rádio Andorra, Rádio Monte Carlo e Rádio Luxemburgo. Participou ainda nos filmes,  Amantes do Tejo com Jaime Santos e Santos Moreira,  Sangue Toureiro e Fado Corrido com Santos Moreira.

Foi durante quatro anos guitarrista privativo de Fernando Farinha, com quem fez várias deslocações ao estrangeiro.

Entre 1954 e 1966 acompanhou Amália Rodrigues percorrendo com ela praticamente toda a Europa, bem como a África, Ásia Menor, América do Norte e Brasil. 

Executante com um estilo próprio, Domingos Camarinha foi também autor de con­siderável número de músicas de fados, dos quais se mencionam os seguintes: Fado dos Bailaricos (quadras soltas) e Cuidado Coração (letra do Dr. Leonel Neves), gravados por Amália Rodrigues; Espaço no Coração, Fado Carvalheira, Olhos Felizes (Fado Alcochete) e Prédio em Ruínas (letras de Femanda Maria) gravados por esta; Embalando o Menino, Mundo de Sonhos e Verde Mar (letras de Odete Mendes) interpretados por esta; Eu Tenho Tanta Saudade, Outros Tempos e Outro Fado (letras de Natália dos Anjos) inter­pretados por esta; Fado Ana (quadras soltas) gravado por Natalina Bizarro; Não Voltes, Porque Eu Não Quero e Triste Morada (letras de Jorge Rosa) interpretados por Beatriz Ferreira; Eu Faço o Que Quero (letra de António Domingos Abreu Rocha, interpretado por Paula Monteiro; Sol de Agosto (letra de Jorge Rosa) gravado por Maria da Fé; Maria Dolores (letra de João Dias) interpretado por Augusto Ermida; A Camélia dos Jornais, Este Mundo Não Presta, Sua Alteza a Canção, Falar - Falar Só Falar, Será Que Não Vale a Pena? (letras de Fernando Farinha) gravados por este; Aquela Velhinha Triste (letra de Luís Simão) e Quem Errou? (letra de António Domingos Abreu Rocha) interpretados por este; Hoje Apetece-me Farra, Não Mintas e Maria de Alfama (letras de Jorge Rosa) gravados por António Mourão; Velas Brancas (letra de Lopes Victor) interpretado por Sérgio; Tu És Mãe (letra de João Alberto) interpretado por Francisco Martinho.

São ainda de Domingos Camarinha o Fado Edite, Fado Jorge, Fado Lírio, Fado Meu Irmão, Fado Morgadinho, Fado Neta, Fado Plebeu, Fado Record, Fado Turquesa, Noites do Meu Bairro (marcha), Marcha do Camarinha (interpretação de Artur Batalha), Corridinho Farense ou Flor de Amendoeira, Cantares Portugueses, Variações em Lá Menor, Variações em Ré Menor, Variações em Sol, Variações em Si, Variações Sobre o Fado Corrido, Murmúrios do Mondego, Motivos sobre o Fado, Guitarra ao Luar e Guitarra Triste, composições gravadas em disco que documentam bem o seu talento musical que tanto contribuiu para o prestigio do Fado.

Este notável guitarrista, afastou-se da vida artística por motivos de saúde, em 1982, vindo a falecer em 1993, aos 78 anos.

 

 © Vítor Duarte Marceneiro

 Tributo a Domingos Camarinha

no temad e sua autoria

"Guitarra Triste"

                                                                 

Execução: Guitarra, Ricardo Rocha

 Viola, Paquito

 

Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa: fadistas do passado
música: Guitarra Triste- Variações
publicado por Vítor Marceneiro às 09:48
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

Maria Emília Ferreira

MARIA EMÍLIA FERREIRA., nasceu nas Caldas da Rainha, começou a cantar o Fado como amadora, tinha cerca de 12 anos.
Contemporânea de Maria Vitória, foram amigas e companheiras da boémia.
Foi também através do teatro que se tomou conhecida e admirada, com actuações, em Lisboa, no Teatro da Rua dos Condes, S. Luís, Coliseu dos Recreios, Avenida, Fantástico, Politeama, Maria Vitória e Eden-Teatro (onde participou na opereta Mouraria); e, no Porto, no Águia d'Ouro, S. João, Nacional (hoje Rivoli), Apolo- Terras  e Sá da Bandeira .
Profissionalizou-se em 1927 como cantadeira, foi convidada para actuar em terras brasileiras, mas preferiu cantar para o público português e em particular para o de Lisboa, que lhe proporcionou os seus maiores triunfos e a recompensou com estrondosas ovações, como sucedeu na célebre "Festa dos Vendedores de Jornais" realizada no Coliseu dos Recreios.
Dando às suas interpretações uma expressão inconfundível, que enternecia os que a ouviam, foi na verdade um caso invulgar de artista acarinhada por um público heterogéneo e entusiasta.
Já perto do fim da sua carreira (faleceu em 1941), actuou, sempre com o mesmo êxito, no Retiro da Severa, por onde passaram quase todos os grandes fadistas da década de 30, deliciando os numerosos admiradores com os fados que lhe deram fama, entre eles o Amor de Pai, com letra de Armando Neves e música do Fado “Marcha do Alfredo Marceneiro”, uma das suas mais populares interpretações.
© Vítor Duarte Marceneiro

  Manuel Dias canta

 

Amor de  Pai

Nota:

Infelizmente não temos a gravação de Maria Emília Ferreira, assim podem ouvir este fadista, Manuel Dias, que nos anos 60 teve um estrondoso sucesso com este tema.

Esta página teve a colaboração iconográfica do coleccionador  e grande  amante do Fado, Fernando Batista, do Porto

Contacto com o autor: clicando aqui
música: Amor de Pai, cantado por Manuel Dias
publicado por Vítor Marceneiro às 10:32
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