Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

XAVIER DE OLIVEIRA - Imitador

Conheci pessoalmentel Xavier de Oliveira, foi talvez o único imitador que  teve contratos em casas de fados, muitas das vezes em parceria com vozes que ele imitava.

Foi amigo de meu avô e de meu pai, era uma pessoa muito bem disposta, que irradiava simpatia.

Tive a sorte de seu filho Luís Oliveira,  ter contactado comigo, e como é daqueles filhos que fez e guardou religiosamente o espólio sobre o pai, solicitei-lhe que me desse informação mais detalhada sobre o pai. e assim hoje, com texto e iconografia de sua autoria, publico com muito carinho,  em homenagem à memória de seu pai, o Fadista/Cançonetista/Imitador Xavier de Oliveira, mais esta página neste blog.

 Luís Oliveira, também é um apaixonado do Fado e canta-o como amador.

Foto de Alfredo Marceneiro, Candida Ramos e Xavier de Oliveira


Recordar o Imitador Xavier de Oliveira
 
Xavier Pinto de Oliveira, nasceu a 18 de maio de 1939 na localidade de Quinta do Anjo perto de Palmela.
Oriundo de uma família de agricultores, logo de muito cedo se viu que tinha muito jeito para cantar, começou a fazer a sua primeira imitação por volta dos catorze anos, o artista que primeiro imitou e o que mais gostava era Luís Piçarra, que nessa altura estava no seu apogeu.
Em 1962, morava na Moita, e trabalhava numa oficina de automóveis, como electricista, é aí que numa festa têm a sua estreia em público, como amador, onde obtêm grande êxito e é incentivado a continuar, e acaba por ser descoberto pelo então conhecido locutor de radio Armando Marques Ferreira, que lhe dá mais motivos para se tornar profissional.
Já como profissional, é convidado em 1963 para actuar no Coliseu dos Recreios na Grande Noite do Fado, tendo obtido grande êxito.
Cantou em vários programas de radio, no programa “Serão para Trabalhadores” , na Emissora Nacional, no programa “Comboio das Seis e Meia, etc.
Teve várias actuações na televisão, no programa “Zíp Zip” e “Natal dos hospitais” .
Fez parte do elenco da revista “Na Brasa” com Humberto Madeira, Eugenio Salvador Elvira Velez, entre outros. Também actuou no estrangeiro, Estados Unidos da America, Alemanha, Franca, Espanha, e ainda nas ex.colónias, Angola e Moçambique.
 Xavier de Oliveira, gravou 12 discos, sendo o primeiro em 1966.
Imitou grandes artistas de nomeada, destacando, Alfredo Marceneiro, Alberto Ribeiro, António Mourão, Fernando Farinha, Luís Piçarra, Nelson Ned, Roberto Carlos, Carlos do Carmo, Egidio, Eduardo Nascimento, Tony de Matos, Trintão da Silva, Frei Hermano da Câmara, Rui de Mascarenhas, Manuel Fernandes, Manuel de Almeida, Francisco José, etc.
Para alem da faceta de imitador também interpretou duas canções suas, o Fado Canção Rosa Moleira, gravado em 1966, e a canção Garotas de Agora, um dos seus grandes êxitos, em 1971.
Faleceu prematuramente, no dia 25 de abril de 1972 com 33 anos, entre Samora Correia e Benavente onde se ia encontrar com a saudosa Herminia Silva.
 
Luís Oliveira
(Filho)

 

 Xavier de Oliveira canta

imitando Luis Piçarra

SER BENFIQUISTA


 

 

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Viva Lisboa: Solidário com o Luís Oliveira
música: Ser Benfiquista
publicado por Vítor Marceneiro às 14:51
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

NECA RAFAEL - Fadista Humorístico

NECA RAFAEL – A Memória do Tempo

Manuel Garcia da Silva, nasceu a 2 de Janeiro de 1906 na Freguesia de Paranhos concelho do Porto, e residiu até á hora do seu desaparecimento (carnal) na Freguesia de S. Pedro da Afurada no concelho de Vila Nova de Caia. Tudo isto seria pouco relevante, se não estivéssemos a falar daquele que foi, sem dúvida, o maior fadista humorístico que o povo conheceu... Neca Rafael.

A sua classe, o seu enorme talento artístico, e a sua boa disposição, foram uma constante nos palcos deste país durante aproximadamente 4 décadas. Sublinhe-se que, para além de ter sido o rei dos fadistas humorísticos, ele foi também um criativo de raro talento, autor de inúmeras Rábulas Teatrais, que fizeram as delícias do seu público. José Neves, da Rádio Festival, escreveu que, (e passo a citar) " A humildade era a primeira das virtudes do Neca " depois desta alusão pouco mais haverá a acrescentar, a não ser um "Muito Obrigado Neca Rafael, por teres existido.

A memória do tempo não permitirá que a obra deste enorme artista fique sepultada no esquecimento, e talvez alguém se lembre de nos brindar com uma reedição dos seus muitos sucessos. Entretanto, fiquem com estes versos singelos, mas que exprimem toda a minha admiração por Neca Rafael.

 

Dom Neca Rafael

 

Este sentimento estranho

Que decerto nos invade

Tem a cor e o tamanho

Da nossa grande saudade

 

                                   Este sopro de magia

                                  Tem beleza e emoção

                                   Nos versos há alegria

                                   Na saudade há gratidão

 

O tempo tem na memória

Essa existência feliz

Dum nome que fez história

Na alma deste país

 

                                  Nesta passagem menor

                                  P' la vida, qual carrossel;

                                  E com saudade e amor

                                  Que se realça o valor

                                  De Dom Neca Rafael

Texto e poema do poeta  José Fernandes de Castro

Apoio iconográfico de Fernando Batista - Porto

Neca Rafael canta

Orquesta Barulheira

de sua autoria

 

 

 

 

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música: Orquesta Barulheira
publicado por Vítor Marceneiro às 23:51
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Saudades do passado, para viver o futuro...

DESTAQUE:

Logo após a publicação desta página, recebi do meu querido amigo Dr. Domingos Messias, este poema, (ver comentários)a que dou o destaque que merece, destaque que decerto não tinha no local dedicado aos comentários,  agradeco a sua colaboração,  pedindo desde já as minhas desculpas, por o fazer, sem lhe pedir autorização.

Conselho :

Era bom que alguns cretinos do "bota abaixo" com dor de c.., que mandam "bicadas" cobardemente anónimas, aprendessem como se comporta quem na realidade tem cultura para nos transmitir os seus conhecimentos, com classe e categoria.... aprendei, e mais vos digo estão perdoados, eu ainda me lembro de alguns (IF), leia-se SE,que aprendi com Rudyard Kipling 

De Teixeira de Pascoaes, pseudónimo literário de

Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos(1877-1952)

 

«a sua saudade» em Poeta

Quando a primeira lágrima aflorou

Nos meus olhos, divina claridade

A minha pátria aldeia alumiou

Duma luz triste, que era já saudade.

Humildes, pobres cousas, como eu sou

Dor acesa na vossa escuridade...

Sou, em futuro, o tempo que passou-

Em num, o antigo tempo é nova idade.

Sou fraga da montanha, névoa astral,

Quimérica figura matinal,

Imagem de alma em terra modelada.

Sou o homem de si mesmo fugitivo;

Fantasma a delirar, mistério vivo,

A loucura de Deus, o sonho e o nada.

 

 

 


 

Deu-me hoje para recordar as salas de cinema, poiso das minhas fantasias, e causa de tantas "gazetas" às aulas.

Comecei a fazer cinema amador, em 8 mm ainda a preto e branco, tinha para aí os meus 18 anos, com a  minha primeira máquina, adquirida a prestações. Mais tarde veio o 8 mm a cores e posteriormente o super 8  já com hipótese de banda sonora magnética.

O cinema foi uma das minhas paixões, assim como a fotografia, em ambos fui profissional, mais no cinema, onde fui produtor, director de som e realizador.

Como disse,  lembro o passado para viver o futuro, sem saudosismos retrógrados .

Lembram-se?

Cinema Paris - à Estrela

Jardim Cinema ao Rato

Cinema Europa - Campo d´Ourique

Cinema Palatino ao Alto de Santo Amaro

Cinema Promotora ao Largo do Calvário Alcântara

Cinema Eden à Rua do Alvito em Alcântara

Cinearte a Santos

Cinema S. Jorge

Cinema Tivoli

Cine Esplanada do Parque Mayer ou seja Terraço do Capitólio

Eden Teatro

O Galo,  situado no edifico do Eden Teatro

Cinema Condes

Cinema Odeon

Cinema Olímpia

Cinema Politeama

Cinema Chiado Terrace

Cinema S. Luiz

Cinema Loreto

Salão Lisboa, Martim Moniz

Cinema Nimas

Cine Palácio

Cinema Roma

Cinema Alvalade

Cinema Monumental

Cinema Mundial

Cinema Liz

Cinema Imperial ao Chile

Cinema Império

 


                       

 O primeiro filme a que assisti, foi História de uma Cantadeira, no Cinema Paris, levado pela  minha tia Aida. Naquele tempo os miúdos desde que acompanhados, não pagavam bilhete, embora tendo que ficar sentados ao colo do familiar. Eu tinha cerca de 6 anos e fartei-me de chorar, pois minha mãe tinha falecido há relativamente pouco tempo, e aquela "Linda Senhora do filme", fez-me recordá-la. Passado pouco tempo venho a conhecer a tal "Linda Senhora!", que era grande amiga do meu avô,  e que por vezes  o transportava a nossa  casa, depois de grandes noites de fado, ainda hoje recordadas por muita gente, — era a saudosa Amália Rodrigues. 

 

            

 


Mais tarde depois  dos filmes dos "cow-boys e índios" comecei a ver romances, e o que mais me marcou  foi: CASABLANC

   

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publicado por Vítor Marceneiro às 10:52
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Antigas Salas de cinema de Lisboa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Vítor Marceneiro às 10:50
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Sábado, 12 de Janeiro de 2008

FADO - ALCINDO DE CARVALHO

ALCINDO DE CARVALHO, nasceu em Lisboa, o pai era alfaiate e também aprendeu a arte.

Um dos irmãos tocava guitarra, e outro viola, e  ele começou a cantar.
 Estreou-se profissionalmente no “Faia”, onde esteve vários anos  e mais tarde na Parreirinha de Alfama.

Tem uma dicção e tom de voz que muito se assemelham ao estilo de Carlos Ramos.

Gravou alguns discos e estreou-se na Televisão em 1974.
Lisboa Capital Mundial da Cultura em 1994, é convidado por Ricardo Pais, a participar num programa de fados no CCB,  com José Pedro Gomes e Carlos Zel .

Faz parte do espectáculo “CABELO BRANCO É SAUDADE”, com Ricardo Ribeiro, Celeste Rodrigues e Argentina Santos, cuja estreia foi em 2005 no Teatro Nacional S.João  no Porto,

espectáculo este, que já correu todo o país, assim como já teve vários apresentações no estrangeiro.

 

Alcindo de Carvalho

Canta: Tristeza Sai do meu Fado 

                                                            
 

 

 

Nota:

O Sr. Pedro Moreira, mandou-me mais alguns dados sobre a carreira de Alcindo de Carvalho, que acho ter de dar destaque.

 

Do blog do Teatro Municipal da Guarda, que encontra no endereço que referi acima passo a citar: "Alcindo de Carvalho é outro dos fadistas que emergiu das casas de fado e que integra o espectáculo “Cabelo branco é saudade”. Nasceu em Lisboa, no Bairro Alto, em 1932. Começou a cantar o fado com regularidade após ter sido seleccionado numa audição da ex- Emissora Nacional. Depois e a convite do guitarrista Carvalhinho, passou a cantar no restaurante Márcia Condessa. Mais tarde passaria pela casa “A Faia”, onde se apresentou ao longo de 14 anos ao lado de Lucília e Carlos do Carmo e Alfredo Maceneiro. Posteriormente transitou para “A Parreirinha de Alfama” e, mais recentemente, para o Clube de Fado. Foi homenageado em 2004 com o Prémio de Carreira, atribuído anualmente pela Casa da Imprensa".

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música: Tristeza sai do meu Fado
publicado por Vítor Marceneiro às 11:33
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

FADO - TRIStÂO DA SILVA PARTIU FAZ HOJE 30 ANOS

1O de JANEIRO de 1978

Num trágico acidente de automóvel faleceu o cantor TRISTÃO DA SILVA

o mundo artista está mais pobre.

 

Faz hoje 30 anos que partiu do nosso convivio Tristão da Silva, já aqui tinha sido homenageado, mas hoje é sentidamente que o relembro.

 

Tristão da Silva, um alfacinha de gema, nasceu na Penha de França, em 17 de Julho de 1927.

Em 1937 usava o nome artístico Manuel da Silva passando a ser apelidado de “Miúdo do Alto Pina” é aos 10 anos de idade que é contratado pelo empresário José Miguel para actuar no Café Mondego, de que este é proprietário, mas devido a ser menor, a Inspecção de Espectáculos só lhe permite actuar aos Domingos às “matinée”.

Adopta finalmente o nome artístico de Tristão da Silva, durante a sua carreira tem imensos êxitos é raro o poeta que não deseja que ele interprete os seus poemas.

È frequentemente convidado para actuar fora do país, principalmente no Brasil, onde chega a ter um Restaurante com Fados, mas nunca esqueceu o colorido e o tipicismo da sua Lisboa, e acabo por regressar.

Tive o prazer de estar com ele em cartaz no Restaurante Típico Luso no Bairro Alto, quando da sua reabertura em 1971.

O seu vasto repertório em dividia-se entre o fado e a canção, mas Tristão da Silva quer em poemas de fado ou de canção, interpretava-os com tal “garra” que nos deliciava, não há dúvidas que tinha alma fadista, que foi um grande cantor. Aliás sobre Tristão da Silva. disse o grande poeta Carlos Conde:

Justamente consagrado

Todos sabem que o Tristão,

Tem sido grande no Fado

P´ra ser maior na canção!

 

Não pediu vez a ninguém

P´ra chegar onde chegou,

O prestigio que hoje tem

A seu tempo o conquistou!

 

O Tristão não é dos tais

Que julgam muito saber,

Por isso é que vale mais

Do que o julga valer!

 

 


 

 

 

Tristão da Silva canta:

Calçada da Glória

Autoria de: Álvaro Duarte Simões

 

                                                              

 

 

 


 

 

 

Tristão da Silva Canta:

Lisboa é Sempre Lisboa

De Artur Ribeiro e Nobrega e Sousa

 

 

 
 
Notas:
Agradeço a colaboração do Coleccionador e grande amante do Fado Fernando Batista.

 

 

 

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Viva Lisboa: Que saudades Tristão
música: Tristão da Silva, canta Calçada da Glória e Lisboa é sempre
publicado por Vítor Marceneiro às 23:00
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

FLORA PEREIRA

Nasceu a 9 de Abril de 1929

Fadista  que aparece nos anos cinquenta do século vinte, esteou-se na Emissora Nacional como cançonetista onde obteve grandes êxito no célebre programa da época " O Comboio das Seis e Meia".

Começo a cantar o Fado e rapidamente se profissionalizou-se, tendo  actuado praticamente em todas as Casas de Fado da época, A Severa, Tipóia, Adega Machado, Toca do Carlos Ramos e muitos anos na Parreirinha de Alfama, com um estilo muito próprio, e pessoa muito afável granjeado muitos admiradores e amigos, quer entre os clientes quer com os colegas.

A última casa de Fados onde esteve contratada foi no "Nónó", no Bairro Alto.

Pela mão do empresário Emílio Mateus, gravou para a editora "Estúdio", gravou 3 EP, onde se destacam dois Fados do seu repertórios - "Antes Só" e "Sou Tua".

Actuou  no Teatro S.Luiz em 1963, na Festa de Consagração a Alfredo Marceneiro, de quem era amiga, também   cantou muitas das vezes em parceria com meu pai, Alfredo Duarte Júnior

Faleceu na sua casa em Campo de Ourique no dia em que fazia precisamente 79 anos de idade. Foi a sepultar no Cemitério de Benfica.

 

Flora Pereira

canta: Chamaram-me Ovelha Negra

Letra de: João Dias

Música de: Jaime Santos

 

 

 

 

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música: Chamaram-me Ovelha Negra
publicado por Vítor Marceneiro às 19:52
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

FADO - Coincidências...

Recebi este mail do meu amigo Acácio Monteiro, que foi para mim uma novidade, assim publico o mesmo na integra


De: nunes [gilasio@gmail.com]
Enviado: segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008 15:12
Para: fado.em.movimento@sapo.pt
Assunto:
Uma curiosidade que me parece importante destacar

Constatei que   numa entrevista feita a Mariza e publicada na revista TABU em 14 de Outubro de 2006 o seguinte texto, com algumas correcções semânticas feitas por mim:

 

... já canto desde os 5 anos, mas cedo, não mais tarde que as dez e meia, punha o meu xaile e nessa altura ti­nha um cabelo enorme... Cha­mavam-me 'o passarinho'.

A minha mãe não achava piada nenhuma, mas o meu pai pega­va em mim e íamos muitas ve­zes de moto, para as associações ouvir fados e cantar. Era um bi­cho, um vírus. Eu levava aquilo muito a sério, e já sentia a res­ponsabilidade.

Nunca concorri à Grande Noite, o meu pai não achava piada a esse tipo de concurso e tentou proteger-me disso. Cantava fado vadio, mas nunca tinha entrado numa casa profissional. A primeira vez que tal aconteceu, foi na Adega Machado, ti­nha sete anos. O meu pai era muito amigo do filho do Alfre­do Marceneiro, o Alfredo Duar­te Jr., e ele convidou-nos, a lá ir uma noite, depois da ceia ele pôs-me em  cima do pequeno palco e cantei, sem ter muito a noção do que era uma casa de fados profissional....

Em anexo uma provável fotografia do referido evento, aonde se destaca a famosa sala da Adega Machado. Para mim esta curiosidade revela uma cumplicidade histórica digna de referência e anotação.

 

Com um abraço de

 Acácio Monteiro

 

Mariza aos 7 anos  na Adega Machado

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Viva Lisboa: Feliz, aprendi mais uma....
publicado por Vítor Marceneiro às 15:17
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Sábado, 5 de Janeiro de 2008

FADO - CUSTÓDIO CASTELO - Guitarrista com alma fadista

CUSTÓDIO CASTELO- Guitarrista. Esta é a minha homenagem ao músico e amigo, divulgando a sua composição,  a Lisboa, inserida no seu último CD, só com músicas de sua autoria. Para saber mais sobre este grande artista:

WWW.CUSTODIOCASTELO.COM

 

 

VELHO FADO DE LISBOA

                                                           
 

 Custódio Castelo

 é acompanhado por:

 Viola : Carlos Velez 

 Viola Baixo: Fernando Maia

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Viva Lisboa: Viva a Amizade
música: Velho Fado de Lisboa de Custódio Castelo
publicado por Vítor Marceneiro às 00:18
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

SILÊNCIO, MORREU O POETA... VÍTOR FRANCISCO

      Partiu um homem do Fado, Vítor Francisco, poeta, editor do site  "Terreiro do Fado" que muito contribuiu para a divulgação do Fado e de Portugal.

  Todos os amantes do Fado lhe estão certamente agradecidos, lamentando eu, não o ter conhecido pessoalmente,  mas é sentidamente que digo:

       — Obrigado amigo Vítor por tudo o que deu ao Fado.

Vítor Marceneiro

 


Do nosso querido amigo o poeta Euclides Cavaco, tenho a honra de publicar esta sentida mensagem.

Olá amigos da poesia e do fado...
Vítor Manuel Moreira Francisco , insigne poeta e fadista
faleceu em Lisboa na noite de 31 de Dezembro
deixando o fado e a poesia de luto e muita consternação
no coração dos amigos.
Este é um póstumo tributo ao fadista e poeta/amigo.

 

TRISTE  ADEUS

 

Adeus fadista  partiste

À vida  foste roubado

Deixaste a poesia triste

E ficou de luto o fado !...

 

Vítor Manuel Moreira

Francisco, já nos deixou

Dedicou a vida inteira

Ao fado que tanto amou.

 

Do fado grande expoente

Deu-lhe na alma guarida

Que nele estava presente

Como constante da vida.

 

O fado sentiu nobreza

Ao ser tão bem divulgado

Como canção portuguesa

No seu Terreiro  do Fado.

 

Grande fadista e poeta

Com talento e com mestria

Que transmitiu à caneta

Enriquecendo a poesia.

 

Compartilhámos contigo

A tua franca amizade

Na alma  de  cada  amigo

Fica uma eterna saudade !...

 

Euclides Cavaco

 


 

 

Em sua memória, dedico-lhe o poema "Silêncio... Hoje Morreu um Poeta", cantado pelo saudoso Tony de Matos, com letra de Rui Manuel e música de Vital d´Ássunção e acompanhado pela orquesta de Shegundo Gallarza.

                                                       

 

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Viva Lisboa: Comovido
música: Silêncio, Hoje Morreu um Poeta, canta Tony de Matos
publicado por Vítor Marceneiro às 21:16
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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

2008 SEJAM FELIZES

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Viva Lisboa: FELIZ e ORGULHOSO
publicado por Vítor Marceneiro às 00:01
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