Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Euclides Cavaco - Poeta e declamador, Amante do Fado, de Alma e Coração

EUCLIDES CAVACO , nasceu em Seixo de Mira, distrito de Coimbra onde concluiu a instrução primária.

Devido às carências económicas de então não lhe foi possível ingressar de imediato, como desjava,  nos estudos secundários.

Contudo a sua vontade de estudar era manifesta, por isso ainda muito jovem decidiu  ir para Lisboa a fim de conciliar o seu grande sonho de estudar, anseio que consumou   tendo assim concluído  em Lisboa o curso geral dos liceus e frequentado posteriormente os estudos superiores. 
Euclides Cavaco começou a escrever poesia nos seus anos académicos e dela tem feito  uma constante da vida.

Incondicionalmente apaixonado pelo FADO, foi talvez no FADO que encontrou a sua inspiração maior.

Por ele nutre uma transparente admiração consagrando-lhe grande parte da sua obra.

Em 1970 num impulso de aventura optou por se radicar  no Canadá, onde continua a residir.

No Canadá concluiu o curso em Gestão Administrativa e alcançou o estatuto de empresário.  

Em 1974 com  um grupo de amigos funda o programa de televisão Saudades de Portugal, de cujo foi apresentador.

Em 1976 é nomeado Comissário Público pelo Governo do Ontário.

Em 1980 liga-se à criação da RÁDIO VOZ DA AMIZADE, de que é director  e locutor   mais de 26 anos.

 

Euclides Cavaco acaba de lançar o seu quinto  livro de poesias, a que deu o título de HORIZONTES DA POESIA.encontra-se em Portugal, e já foi convidado a fazer várias apresentações  da sua obra em diversas cidades do país.

                 

  

A obra de Euclides Cavaco, é resumidamente a tenacidade de mais de 37 anos dedicados à divulgação da Língua e Cultura Portuguesa no mundo, dignificando com convicção patriótica o nome de Portugal da Nossa Gente e da nossa história.  

Pelo mérito da sua obra tem recebido diversas distinções honoríficas entre as quais se destacam:  

Condecoração oficial com a medalha de honra pelo Governo Federal do Canadá em 1992. 

Agraciado com a medalha e diploma de reconhecimento pelo Ministério da Cultura Canadiana em 1993.

Premiado com o PRECOM da literatura em 2000 na cidade de Toronto. 

Destacado pelo “ Free Press” numa edição especial em Maio de 2000 como  “ The King of Little Portugal” .

Homenageado pela Assembleia da República Portuguesa com a medalha de mérito em 2001. 

Em 2003 recebe o troféu por dedicação comunitária  “John McKenna Award”

Distinguido com o troféu Prestígio e Dedicação das Comunidades Portuguesas pela revista Portugal em 2004.

Certificado de Mérito em 2005 pelos 25 da Rádio Voz da Amizade - CHRW

1º prémio no concurso literário da Associação Cultural Poética Mensageiro da Poesia em Maio de 2006.

Em 2007 é um dos 10 poetas convidados a fazer parte da obra : 10 rostos da poesia Lusófona no mundo, ainda em 2007 volta a ser-lhe atribuído o 1º prémio literário pela  Associação Poética Mensageiro da Poesia. 

O seu género poético tem atraído a admiração e preferência de diversos intérpretes do FADO, da canção e das baladas. Mais de 120 temas seus já foram  gravados em CD. (Alguns estão disponíveis e audíveis na sua página)  

Editou também já 5 CDS com  mais de 70 récitas suas e assina diversas rubricas de poesia publicadas em conceituados jornais e revistas  e,  mantém  participação activa em muitíssimas  páginas na Internet.

Continua a recitar poesia  com grande convicção Lusíada nas frequentes aparições e entrevistas concedidas à rádio , TV  e nos espectáculos para onde é convidado ,  procurando glorificar sempre  o nome de Portugal e

DESTE POVO QUE NÓS SOMOS.

 

OBRAS DO AUTOR :

 

PEDAÇOS DO MEU PAÍS

VOZ DA ALMA

ECOS DA POESIA

NATAL DA DIÁSPORA

RETALHOS DE FADO

QUANDO O MEU CANTO É POESIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Livros electrónicos:

TERRAS DA MINHA TERRA

RETALHOS DE FADO

FADO É A ALMA PORTUGUESA

PASSATEMPOS EM VERSO

 

Euclides Cavaco tornou-se recentemente sócio da A.P.A.F. -Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.

 

Nota de destaque:

No próximo Sábado dia 2 de Maio, Euclides Cavaco recebe o colar da Ordem Nacional dos escritores pelas mãos do seu presidente o Dr. José Verdasca.

 

 Poema dito pelo autor

 

ALMA DO FADO

 

Fado...

Meu fado amigo

Fado triste e magoado

P’las tristes penas da vida.

Ai...quantos silêncios

Comungas comigo

Por às mágoas dares guarida

Na tua alma de fado...

 

                                                     Fado

                                                     Meu fado confidente

                                                     Dos momentos de solidão

                                                     Meu fado feito gente

                                                     Que sentes no  peito

                                                     A dor e a agonia...

                                                     E com emoção

                                                     A transformas com teu jeito

                                                     Em suave melodia

                                                     Que mitigas docemente

                                                     Nos versos duma poesia...

 

Fado

Meu refúgio e acolhimento

Que a alma sabes abrir

Para à angústia dares alento.

 


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Viva Lisboa: Honrado com este amigo
música: Poema Alma do Fado
publicado por Vítor Marceneiro às 19:33
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

RAÍZES DE MARCENEIRO…. pôem FADO EM MOVIMENTO

RAÍZES DE MARCENEIRO…. pôem FADO EM MOVIMENTO


Trata-se de um espectáculo de som, animação de imagem e canto ao vivo, onde se recordam grandes nomes do Fado, passando em revista a sua biografia, ao mesmo tempo que se projectam fotografias de arquivo, excertos sonoros de filmes em que participaram, capas de discos, cartazes de espectáculos, etc., e se cantam fados do seu repertório e outros, por vozes conhecidas do nosso melhor meio fadista, acompanhados por guitarristas e violistas. A concepção, locução e parte do canto são feitos por Vítor Duarte “Marceneiro” (neto de Alfredo Marceneiro), investigador, conferencista e crítico. É membro da Direcção da A.P.A.F, e autor de dois livros monográficos sobre o seu avô, e um sobre Hermína Silva, tendo em preparação, um outro sobre Amália Rodrigues. É ainda autor do projecto “Lisboa a cidade mais cantada do mundo” que o levou a construir um blog na internet http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt
que tem sido visitado e apreciado por de mais de 300.000 leitores em pouco mais de um ano, que a par de outros trabalhos e publicações, veio contribuir para que tivesse sido galardoado com o prémio “Ensaio/Divulgação”, pelo júri dos Prémios da Gala Amália Rodrigues 2008. As vozes convidadas são de reconhecido mérito, escolhidas entre contemporâneos das figuras celebradas e jovens valores, normalmente triunfadores das mais recentes edições da Grande Noite do Fado ou outros certames do género. Vítor Duarte, comenta as carreiras das figuras tratadas e as imagens que se vão projectando, em diálogo informal e descontraído com o público, num ecrã onde se projectam as imagens animadas e legendadas, em diaporama. O espectáculo vai alternando sequências de imagens, comentários e histórias curiosas, com a execução de fados pelo próprio e pelos outros intervenientes, incluindo-se uma guitarrada para enaltecer o papel da guitarra portuguesa, já que os músicos são profissionais da melhor qualidade. O espectáculo está organizado por módulos, podendo incidir apenas sobre uma figura, ou duas, ou três, ou todas, dependendo do tempo disponível, a acordar com a entidade contratante, podendo ir de uma a mais horas e incluir um número variável de fados cantados pelos intérpretes presentes, assim como pode ser programada uma sequência de espectáculos com intervalos regulares, todos de conteúdo diferente. Normalmente o espectáculo incluindo um curto intervalo tem a duração de cerca de 2 horas, mas quase sempre o público reage muito bem à metodologia e o espectáculo acaba por se prolongar sempre um pouco mais. Resumindo, os elementos intervenientes, são, Vítor Duarte e outro fadista, e mais 2 vozes femininas, acompanhados musicalmente por um guitarra e um viola. Este espectáculo/conferência, já foi levado a efeito em várias instituições, como MUSEU DO FADO, MUSEU DA MÚSICA, FORUM CML ALMADA, CINE-TEATRO DE BENAVENTE, assim como em salas de prestigio, do PORTO, BRAGA, ALMEIRIM, LAGOS, SAGRES, CADAVAL, e ainda várias colectividades na área de Lisboa.
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publicado por Vítor Marceneiro às 07:03
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Projecto Lisboa no Guiness - Vítor Marceneiro

GUINESS RECORDS “Lisboa a Cidade mais cantada do Mundo”
Pesquisa e recolha do maior número possível de Letras de Fado, poemas e prosas sobre LISBOA, sendo que se crê que o maior contributo vem dos poetas e letristas de Fado. Iniciar o processo de candidatura ao Guiness BooK of Records, sabendo-se que esta iniciativa/modalidade é original no Guiness. Lisboa ao fazer parte do Guiness Book terá uma divulgação em milhões de pessoas. METODOLOGIA: 1º Serão compiladas as Letras de Fado sobre LISBOA devidamente identificadas; · Autor da Letra · Autor da música · Registo na SPA se existir · Nome do intérprete criador e de outros executantes · Gravação fonográfica · Programa de Televisão 2º Serão compilados os poemas sobre Lisboa, que se desconheça se foram ou não cantados ou gravados. 3º Serão compiladas as Letras das Marchas Populares, em que entre a palavra LISBOA · Autor da Letra · Autor da música · Registo na SPA se existir · Bairro Executante · Ano da Exibição · Gravação se existir 4º Serão compilados todos os poemas, sonetos prosas sobre LISBOA que se encontrem. Será necessário um exaustivo trabalho de pesquisa, passagem a sistema informático, e ficará assim também uma valiosa base de dados sobre este património cultural sobre LISBOA. (Consulta acessível ao público na Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa) Poderá ser elaborado um livro com as Letras mais emblemáticas, traduzidas para Espanhol e Inglês, e dar oportunidade a alguns “pintores aguarelistas” de rua para ilustrarem o mesmo com trabalhos seus também sobre LISBOA. (Venda na Biblioteca Municipal e Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa e outros.) Esperamos que outras cidades após esta iniciativa de Lisboa, nos venham tirar o “Recorde” o que só é publicado no ano seguinte, assim na primeira apresentação apresentaremos um número considerável de Letras, mas ficando com uma reserva para podermos contra-atacar. Dado que nos últimos anos poucos poemas sobre Lisboa tem surgido e estes muito pouco divulgados, seria interessante e estimulante para os poetas, a CML, organizar um concurso para incentivar a criação de letras de fado, poemas, prosas ou sonetos tendo como mote a Cidade de Lisboa. (por ex: seria constituído um Júri para escolher as cinco (ou mais) dos melhores trabalhos entre todas as modalidades, e poderia ainda vir a dar lugar a um Espectáculo (p.e. no S. Luiz), e se possível seriam publicadas em livro a editar pela CML. Um dos Fados considerado unanimemente por todos os Fadistas e público em geral é Letra de Artur Ribeiro, que é autor de muitos outros fados, e por diversas razões nunca foi devidamente homenageado, pelo que seria uma “ Acção de Grande Cariz Popular” ser o mesmo agraciado a título póstumo pela CML. (ex. medalha de ouro da Cidade ou o nome de uma rua) A Resposta da Vereadora da Cultura da C.M.L. Drª Maria Manuel Pinto Barbosa, após várias reuniões em que o projecto foi bastante apreciado, foi positiva e enviou um ofício á EGEAC . Passados dois meses escreve-me a EGEAC:
" ....Parabéns pelo projecto mas não está no âmbito da EGEAC, colocar Lisboa no Guiness!!
Todas as pessoas, que conheciam ou que tinham colaborado no projecto, quando lhes contei a decisão da EGEAC, ficaram estupefactas.
Em meados do ano de 2006, em conversa como o meu amigo Nuno Bonneville, tesoureiro da Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém, achou como lisboeta e homem que acompanha o Fado, que o projecto merecia ser levado a efeito, porque, era um grande tributo a Lisboa e ao Fado. No mês de Junho desse mesmo ano, recebo um telefonema do Nuno Bonneville, para me encontrar com ele, para termos uma reunião com o então Vereador da Cultura Dr. José Amaral Lopes, a quem expus o projecto, relatando-lhe os contactos já havidos. Após mais alguns detalhes solicitados, o sr. Vereador elogia a ideia, e de imediato a aprova, nomeando a sua assessora, Dr.ª Paula de Carvalho, para dar seguimento ao projecto, enviando-o para a EGEAC. Sugeri que o projecto fosse acompanhado pela Dr.ª Sara Pereira, que aceitou, após conversa telefónica que com ela mantive. A ajuda pecuniária acordada seria paga mensalmente e durante 6 meses de trabalho de pesquisa, seguindo-se a recolha e registo de uma base de dados. Foi acordado que devido à grande quantidade de dados que se esperavam encontrar, o prazo poderia ser insuficiente, pelo que poderia vir a ser renovado. Embora já tivesse sido dada luz verde pelo senhor Vereador, que era simultaneamente Presidente da EGEAC., atingimos, o fim do ano, sem que o projecto avançasse. Ora, nesta altura já todos os órgãos de informação tinham publicitado o projecto, através duma entrevista dada por mim à agência LUSA, conduzida pelo jornalista Nuno Lopes, assim como, já tinha estado presente no programa da Fátima Lopes na SIC. A publicidade dada ao assunto, motivou, que tivesse recebido várias mensagens de incentivo, sobretudo, de apreciadores de Lisboa e do Fado, assim como esteve na origem de ter sido convidado pela direcção do Sapo, para dar inicio a um blogue sobre o assunto, ficando desde logo registado como “Lisboa no Guiness”. Antes mesmo do contrato assinado, e de ter recebido qualquer remuneração, entreguei no Museu do Fado um DVD, com os seguintes dados: Registo de Poemas de Fado de Lisboa, "350 de A a Z" e ainda Registos de Fado de temas gerais, incluindo grande parte do repertório de Alfredo Marceneiro, Amália Rodrigues, Hermínia Silva, Fernando Farinha e muitos outros, num total de 315 registos de "A a Z". Aliás na altura os temas de Lisboa foram aqui publicados. O próprio vereador, e alguns órgãos de informação, e eu próprio, questionámos a Dr.ª. Sara Pereira, sobre o andamento do projecto, que informou, faltarem resolver, apenas, alguns pormenores de carácter burocrático. No início de Janeiro de 2007 comecei a publicação do blogue, tendo continuado a trabalhar nas pesquisas e recolhas. Em Março ou Abril de 2007, assinei um contrato no Museu do Fado, tendo-me sido paga a quantia acordada, mas, sem que até hoje tenha recebido cópia do contrato, e o que lamento, nunca tenha conseguido ser recebido pela Dr.ª Sara Pereira, a despeito, das várias tentativas que efectuei. Termino este comentário, com a satisfação de ver visitado o meu blogue de minha iniciativa pessoal, com o apoio técnico do SAPO, (sem qualquer remuneração de qualquer entidade), por cerca de 300.000 leitores, que penso, muito ter contribuído para a divulgação do Fado e de Lisboa. Sinto também do mesmo modo, grande satisfação, pela autoria dos livros biográficos de meu avô e de Hermínia Silva. Penso mesmo que o trabalho realizado no blogue, e o meu trabalho como autor de livros de grandes referências do Fado, me deram o ensejo de receber com grande honra e orgulho, o prémio ENSAIO/DIVULGAÇÃO da Gala Amália Rodrigues 2008. Infelizmente, não posso sentir nenhuma satisfação em relação à atitude da EGEAC e do Museu Fado… Resta-me acrescentar, que com tudo isto, sejam Lisboa e o Fado os principais prejudicados…
Entretanto entreguei no Museu do Fado a base de dados recolhida até esta altura, e mais uma vez fui informado pela Drª Sara Pereira, directora do museu que não estão interessados em colocar Lisboa no Guiness!!!...
Vítor Marceneiro
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Marceneiro III

VÍTOR DUARTE MARCENEIRO
A tradição impôs-lhe o apelido Marceneiro), entrecruza-se com o Fado, através da sua descendência. Filho de Alfredo Duarte Júnior, o fadista bailarino, e neto de uma das figuras nucleares do Fado, Alfredo Marceneiro, Vítor Duarte cedo se habitua aos percursos e convívios fadistas.Aos sábados com 10 anos, acompanhava o avô ou o pai aos espaços fadistas, e as "passeatas" por Alfama ou Bairro Alto. Porém, afirma, nunca se sentiu pressionado para seguir qualquer carreira no Fado. Só aos 20 anos, este filho do bairro de Alcântara, cantou pela primeira vez em público. Teve ainda uma curta experiência no Restaurante Típico Luso ao lado de Tristão da Silva, Augusta Ermida e Plínio Sérgio, e gravou com o avô e o pai para duas discográficas. Seguirá aliás uma outra carreira profissional que abandonará para se dedicar ao cinema e à televisão. Será produtor executivo na Cinegra até Abril de 1974. Como independente, foi produtor e realizador do jornal cinematográfico "Bric à Brac" e de vários documentários e filmes de publicidade. Em 1975 integra os quadros do Instituto Português de Cinema como Chefe de Produção, mais tarde exerce em simultâneo as funções de operador de som, e posteriormente assume a direcção de som, aliás como bolseiro licenciou-se em engenharia de som.Correspondente das televisões CBS e ARD, em 1979 foi produtor e director de som do programa da RTP 1, "Marceneiro - Três Gerações de Fado", o último registo em filme de Alfredo Marceneiro. Descobre assim o interesse por uma outra faceta a cantar, em vários espectáculos e programas de televisão, até em 1995 editar o seu primeiro livro: "Recordar Alfredo Marceneiro", a que se seguiu em 2001, "Marceneiro - Os Fados que ele cantou" e, em 2004, "Recordar Hermínia Silva".Realiza várias conferências sobre temas e figuras fadistas, nomeadamente o seu avô, mas também Hermínia Silva, Berta Cardoso, Manuel de Almeida, entre outros.Actualmente está empenhado em colocar Lisboa no Guíness Book como "a cidade mais cantada no mundo". No âmbito deste seu intento mantém activo o blog:
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt
onde divulga as suas investigações, nomeadamente fixando biografias de vários fadistas, poetas e músicos de fado, para além de referenciar as diferentes temáticas fadistas.Em 2008 é galardoado pela Fundação Amália Rodrigues com o prémio ENSAIO/DIVULGAÇÃO

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Domingo, 20 de Abril de 2008

GRANDE MARCHA DE LISBOA 2008

 LISBOA DE CAMÕES, VIEIRA , PESSOA.....

..........E OUTROS NOMES DE PROA

É  com grande honra que tenho o prazer de apresentar pela primeira vez em público,  o poema e a música vencedora do concurso para a grande "Marcha de Lisboa de 2008".

Sinto-me sensibilizado pela distinção com que os autores me agraciaram, ao aceitarem o meu pedido.

Para realçar esta obra fiz este singelo video-clip, como preito de homenagem aos seus autores.

Devo no entanto informar que no caso do poema é a versão final, mas no que respeita à música e à interpretação, esta gravação  foi somente a base  para  apresentação a concurso, pelo que haverá decerto uma orquestação final.

Letra de: José Luís Gordo

Música de:Professor Arménio de Melo

Voz: Vanessa alves

 

  

 

 

Nota: Este composição está protegida por direitos autorais, pelo que é proibida a sua reprodução, sem autorização expressa dos autores. No entanto o poema pode ser transcrito somente para efeitos de divulgação.

 

MARCHA DE LISBOA 2008

Lisboa de Camões, Vieira e Pessoa

 

Letra de: José Luís Gordo

Música de: Arménio de Melo

 

 

Das varandas e janelas

Dos telhados encarnados

E o Tejo cheio de estrelas

Nos olhos dos namorados

E no Chiado janota

Sentado na Brasileira

Lá está falando Pessoa

No Padre António Vieira

 

                              refrão

 

                             

                             

                              Olá Lisboa                           

                              Cidade das sete colinas

                              Do Camões e do Pessoa

                              De tantos nomes de proa

                              E das antigas varinas

                              Olá Lisboa

                              Dos poentes cor-de-rosa

                              Da sua Sé já velhinha

                             Tão perfeita e tão formosa

                             Cidade mulher rainha

 

Dos amores e ilusões

Da saia Augusta e garrida

Do Terreiro de paixões

Da Liberdade da vida

De espelhos feitos de mar

Senhora de Fado e saudade

Onde Alfamas se penteiam

Seis letras, nome, cidade

 

                            refrão

 

                            Olá Lisboa

                            Dos poentes cor-de-rosa

                            Da sua Sé já velhinha

                           Tão perfeita e tão formosa

                            Cidade mulher rainha

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música: Lisboa de Camões, Vieira e Pessoa
publicado por Vítor Marceneiro às 01:15
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

III GALA AMÁLIA - Galardoados 2008

Em notícia publicada hoje no jornal, “Diário de Notícias” e depois de através da  Agência Noticiosa “Lusa” já termos tomado conhecimento dos galardoados para os prémios  “Carreira” e “ Instrumentista”, tivemos  hoje conhecimento dos  restantes comtemplados, assim como a constituição do respectivo júri.

 

Galardoados na III  Gala AMÁLIA

Ana Moura.............................. Melhor intérprete

Beatriz da Conceição ......... Prémio carreira

Carlos M. Proença...............  Melhor instrumentista (Viola)

Marco Rodrigues.................  Prémio revelação

Moniz Pereira........................  Prémio Composição/poesia

Pedro Moutinho...................  Melhor Álbum

Vítor Duarte (Marceneiro)... Ensaio/divulgação

 

Composição do Júri

 

Américo Lourenço........Juiz e vogal do C.A. da Fundação Amália

Gabriela Canavilhas......Pres. Orquestra Metropolitana de Lisboa

Helder Moutinho.............Fadista/autor/produtor

MachadoSoares.............Juiz Conselheiro, autor/compositor

Nelson Tereso.................Advogado e vogal na Fundação Amália

Nuno Lopes.....................Jornalista

 

É evidente, que é sempre satisfatório, ver o nosso trabalho reconhecido, pelo que me sinto grato pela distinção que o júri me conferiu. No entanto, não quero deixar de recordar todos aqueles que à semelhança do trabalho que tenho vindo a desenvolver se dedicam igualmente ao estudo e divulgação do Fado, esperando, que possam também ter a satisfação de virem a ser galardoados, e sentirem a mesma alegria e emoção que eu senti quando tomei conhecimento desta nomeação.

Aproveito ainda para recordar, o galardoado que me antecedeu, Prof. Rui Vieira Nery.

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Domingo, 13 de Abril de 2008

ARMÉNIO DE MELO - GUITARRISTA

Arménio de Melo nasceu em Santa Maria de Lamas, Feira, em 1953.

Aos 13 anos de idade iniciou a aprendizagem da Guitarra Portuguesa com o Guitarrista Manuel dos Santos, profissionalizando-se por altura de 1968. Em 1978 já integra o consagrado conjunto do Prof. Martinho d'Assunção.

Estudou no Instituto Gregoriano de Lisboa e possui o curso complementar de música pela Academia de Amadores de Música e a Licenciatura em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa. Foi professor na Academia de Amadores de Música, Escola Profissional e Conservatório Regional de Almada, Conservatório Regional de Loures, Conservatório Regional de Palmela. Actualmente lecciona Guitarra Portuguesa, no Musicentro (Salesianos, Oficinas de S. José, Lisboa) onde dirige cursos de Guitarra Portuguesa, de Viola de Fado e de Canto de Fado.

Em 1975 dá-se a sua primeira apresentação no estrangeiro, onde para além de acompanhador de fado, apresenta verdadeiros recitais de Guitarra Portuguesa, bastante apreciados pelo público.

Já actuou em todos os países da Europa Ocidental, na ex União Soviética, Canadá, E.U.A, Brasil, Venezuela, México, Angola, África do Sul, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal, Moçambique, Japão, Hong-Kong, Macau e Índia.

De todas estas tournées, muitas delas já repetidas, salientam-se as seguintes apresentações:

Suécia: Lulea - para as Nações Unidas; Estocolmo - com a presença do então primeiro ministro Olof Palme; Malmo - para o Congresso Social Democrata.

França: vários festivais com «Visages de Ia Guitarre» (1985-86); Festival de Albi (1989); «Rendez- vous de Ia Guitarre» (1994), Expo Lingue Paris (1999 e 2004). Espanha: Festival Internacional de Folclore do Mediterrâneo (1989); aniversário da TV Galiza (1990); Festival de Jazz de Sevilha (1994), Festival de Segóvia (1994), Casa da Cultura de Madrid (1995), Rádio Nacional de Espanha (1996). Suiça: Festival de Genève.

Brasil: Canecão, Rio de Janeiro (1992-93); Memorial da América Latina, S.Paulo,

Venezuela: Centro Português de Caracas com a Orquestra Sinfónica Venezuela; um CD com a mesma; Teatro Teresa Carreño " As Cordas que nos Unem" (1996), Festival de Música El Hatillo (1997).

Alemanha: grande quantidade dos quais se destacam a Alte Opera Franquefurt (1992), Universidades de Estugarda (1989), Mainz e Mainheimm (1999) e ZDF (Televisão) vários.

Japão: “Feira Internacional de Tokio” (2003).

México: 4ª Semana Académica da Universidade de Guanajuato (2003).

Portugal: inúmeros recitais, Lisboa Capital da Cultura, Teatro S. Luís, (1996), Expo 98 Palco Promenade e Teatro Camões, Encontros Lusófonos Praça da Ribeira (produtor e executante), Cimeira Ibero-Americana Porto (produtor e executante) (1998) e Amália, Musical de Filipe La Féria desde 2000. Um sem fim de registos discográficos na área do fado bem como outros géneros musicais e até ao momento, 11 CDs a solo.

Em 2008 compõe a música vencedora para a  Grande Marcha de Lisboa 2008, com poema de José Luis Gordo.

Arménio de Melo

Toca acompanhado pelos violistas

Jaime Santos Jr. e José Elmiro

Fado Louco
Música de Alfredo Marceneiro

 

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música: Música Fado Louco de Alfredo Marceneiro
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

FLORA PEREIRA

 

 

A melhor forma de recordar e homenagear esta "Grande Cantadeira de Fados" é ouvi-la cantar

 

 

 

Flora Pereira canta:

SOU TUA

Letra Domingos Costa

Música Casimiro Tamos

 

 

 

 

 

 

O Fado está de luto, deixou-nos Flora Pereira.

Faleceu precisamente no dia em que completava 79 anos, nasceu em Lisboa, no Bairro de Alcantara a

9 de Abril de 1929

 

Lisboa, 09 Abr (Lusa) 

A fadista Flora Pereira, 79 anos, foi hoje encontrada morta na sua residência em Lisboa, disse à Lusa fonte da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF).
    "Morreu no dia em que completou 79 anos", observou mesma fonte.
    O corpo da fadista encontra-se em câmara ardente na Igreja de Santo Condestável, onde será rezada missa de corpo presente quinta-feira, realizando-se em seguida o funeral para o Cemitério de Benfica, às 15:00.
    Flora Pereira, com uma carreira de mais de 50 anos, começou como cançonetista na Emissora Nacional e chamou à atenção dos críticos no programa radiofónico "Comboio da seis e meia".
    Na década de 1950, enveredou pela carreira de fadista e em 1963 integrou o elenco da Festa de Homenagem a Alfredo Marceneiro ao lado de nomes como Berta Cardoso, Fernanda Maria, Carlos Ramos, Estela Alves, Hermínia Silva, Maria Amorim, Max, Fernando Farinha, Lucília do Carmo, Teresa de Noronha e Argentina Santos.
    "Teve vários êxitos, nomeadamente de Alberto Ribeiro, como o fado 'Antes só'", lembrou à Lusa o editor discográfico Emílio Mateus, que em 1971 gravou um LP da artista.
    "Outro êxito seu foi o fado 'Sou tua', que interpretava como ninguém", referiu por seu lado o fadista Hélder Moutinho, que com ela cantou na casa de fados Nónó, no bairro Alto, em Lisboa.
    Além de actuar nesta casa de fados, Flora Pereira integrou os elencos da Nau Catrineta, Parreirinha de Alfama, e, mais recentemente, o Dragão de Alfama.
    "Voz bonita, clara e melodiosa" são qualificativos que lhe atribuem o poeta José Luís Gordo e o editor Emílio Mateus.
    Tinha "uma voz muito fadista, de bonito timbre", disse o investigador Vítor Duarte Marceneiro.
    NL.
    Lusa/Fim

 

 


 

 Agradeço a colaboração de Ofélia Pereira e Ferdando Baptista

 

 

 http://fadocravo.blogspot.com/       que é


 

 Blog a visitar pelos amantes do Fado, pois lá acontece Fado.... Fado.

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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

EU TAMBÉM TIVE UM SONHO - João Braga

Fado Bailado

de Alfredo Marceneiro

execução :

Guitarra Arménio de Melo

Violas Jaime Santos Jr. e José Elmiro

 

 

EU TAMBÉM TIVE UM SONHO

 

Na minha cama, só, estava deitado e, sem poder dormir, pus-me a sonhar — que eu sonho muitas vezes acordado e o que sonhei então vou-lhes contar: tive um pesadelo, em que eu, por conveniência, era comunista, membro de uma loja política, e que principiava com a minha ida ao Ministério da Cultura, onde o ministro me incumbia, não sem alguma pompa — que eu, no sonho mau, era algo presunçoso —, de superintender, junto da UNESCO, à candidatura do Fado a obra-prima do património oral e imaterial da humanidade, para o que me constituía em embaixador daquela ciclópica tarefa. O ministro disse-me ainda para formar uma equipa que trabalhasse comigo todos os pormenores para o bom sucesso da empresa.

 

Mal saí do Palácio da Ajuda desatei a falar ao telemóvel, primeiro para convidar uma jovem fadista em ascensão — achei de bom tom acrescentar algum ar hodierno à coisa —, depois um musicólogo de renome, de esquerda, como convém, finalmente o Museu do Fado, apoiado em várias associações da guitarra, do contrabaixo, do clarinete e de outros castiços instrumentos.

 

À medida que o pesadelo avançava, dei comigo a idealizar a cena em que o presidente Cavaco Silva me condecoraria com a Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, e uma onda de jactância abateu-se sobre os meus cabelos brancos, um tanto ralos, antecipando o êxtase pelos dividendos de triunfar onde o afamado tango fracassara. Mas a minha altivez, nessa fantasia, não conhecia limites e pus-me logo a pensar noutras glórias, noutras honrarias, eu tinha de ir mais além, o meu prestígio derrubaria fronteiras. Foi com algum arrepio que me imaginei no Itamarati, em cena idêntica, o Lula a galardoar-me com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, da mesma forma enternecida com que abraça o Chávez e, com mais alguns empenhos de peso, a receber até a Legião de Honra, lamentando, porém, que o “mon ami” Mitérrand já não fizesse parte do mundo dos vivos, pois não teria de renegar o meu comunismo oportunista a fim de entregar o tórax nas mãos do reaccionário Sarkozy. Quanto à da Jarreteira e do Banho, paciência, ficava de fora, tal como a Inglaterra que não integra o lote dos 170 países que subscreveram a Convenção.

 

E foi nessa altura do pesadelo que me ocorreu uma luminosa ideia que me ajudaria pela certa a atingir aqueles desideratos e mais alguns: dado que, além da Inglaterra, os Estados Unidos da América também estavam de fora da venturosa Convenção, eu teria apenas de agradar à maioria dos estados aderentes, quase todos do terceiro mundo. Como? Muito simplesmente lançando a teoria de que o fado nascera em África — Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné — e na América do Sul — Brasil e Rio da Prata. Estava feita a pombinha, deixava de fora a Ásia e a Oceânia, porque era um pouco complicado arranjar analogias entre a música fadista e as daquelas paragens, mas os estados desses continentes sensibilizar-se-iam com o aplauso dos seus pares africanos e sul-americanos. Os portugueses poderiam levar isso a mal, mas quem se rala com a indignação lusitana perante a minha ambição? Nada me deterá. Imediatamente após esta minha conclusão ouvi um burburinho, surgiram numerosos e agitados vultos na minha direcção, apavorei-me.

 

E eu que andava para ali entontecido, com o sol, com a luz, com a algazarra; de repente, porém fui atraído pelo doce trinar de uma guitarra: era o fado, mas o fado rigoroso, cantava-o a Severa a preceito, com a guitarra nas mãos do Vimioso tangia anseios de fogo no peito.

É verdade, era uma turba imensa, como se fora uma manifestação da Intersindical (que saudades!), só que encabeçada por Luiz de Camões, Fernando Pessoa, Alfredo Marceneiro e Amália Rodrigues — fiquei como que paralisado. Junto à cabeça da manif lobriguei ainda Sophia de Mello Breyner Andresen, David Mourão-Ferreira, Miguel Torga, Pedro Homem de Mello, António Botto, tudo poetas que eu cantei, consegui até ver o O’Neill escrevinhando uns versos a ridicularizarem-me, enquanto a multidão se ia aproximando de mim, sufocando-me, e eu a reconhecer cada vez mais rostos, Maria Teresa de Noronha, Ercília Costa, a “santa” do Fado, Armandinho, José Nunes e Jaime Santos, com uma fita negra nas guitarras, Carlos Ramos, Manuel de Almeida, Hermínia Silva, Júlio Gomes, Alfredo Mendes, Martinho d’Assunção, Joaquim do Vale (“covinhas”), Pedro Leal, Manuel Martins, José Inácio e Francisco Perez Andión, o meu Paquito, todos eles com fumos nas violas. O pesadelo atingia o seu auge, com tantos olhares de desprezo em cima da minha pessoa, todos os meus mestres, todas as vozes, os tocadores, os poetas e os compositores que eu idolatrei, Júlio Peres, Frederico Valério, Lucília do Carmo, Alain Oulman, Berta Cardoso, Fernando Farinha, José António Sabrosa, Carlos Conde, Henrique Rego, os dois Joões, Linhares Barbosa (o autor do “Pierrot”, sob o pseudónimo de Luís de Sousa) e Silva Tavares, Manuel de Andrade, Vasco Lima Couto, Joaquim Campos, Júlio Proença, os manos Porfírio, Ricardo e José, João Soares Fernandes (“ferro-velho”), também Fernando Maurício, Carlos Zel, e muitos mais. Estava ali o fado inteiro — como cantou o Marceneiro, o fado que eu traíra da forma mais vil e videirinha.

 

Camões adiantou-se então a todos e proferiu, num timbre forte e muito bonito, a fazer lembrar Manuel Alegre: “para trás, fadista ímpio e traidor aos teus, já não és digno da nossa pena, das nossas liras, do nosso canto. A partir de agora, doravante e para o futuro, não mais, não mais, voltarás a cantar esta canção!”

Senti um frio inumano a percorrer-me o corpo todo. Acordei encharcado em suor e dei graças a Deus por tudo não passar de um sonho, ainda que sinistro.

 

E eu então, fadista como era, peguei numa guitarra e fui tocar. Cantei ao desafio com a Severa, mas isto meus senhores, foi a sonhar. E ainda bem, porque mal acordei pus-me foi a cantar quadras do Luis Vaz e do Fernando, com complemento da Rodrigues, assim uma espécie de verso de pé quebrado, ao qual, como vocês todos sabem, se chama versículo. Claro que o cantei na famosa melodia do Tio Alfredo, que lhe deu o mesmo nome. De seguida adormeci profundamente, em paz com a minha consciência.

 

Lisboa, 5 de Abril de 2008

 

João Braga

 

P.S. As palavras em itálico são extraidas de uma letra de Francisco Radamanto que eu, no que toca a autorias, não brinco. Nem sequer em sonhos.

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música: Fado Bailado de Alfredo Marceneiro
publicado por Vítor Marceneiro às 21:45
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Sábado, 5 de Abril de 2008

EU TIVE UM SONHO - I HAVE A DREAM- Martin Luther King Jr.

Martin Luther King, foi assassinado há 40 anos por  ter tido a ousadia de SONHAR, numa sociedade racista e intolerante .

MESMO QUE ISSO LHE CUSTE A VIDA , SEMPRE QUE UM HOMEM SONHA, O MUNDO PULA E AVANÇA

 

  

 

 

 

Manuel Freire canta:

 

Pedra Filosofal

Poema de António Gedeão

Música de Manuel Freire

 

PEDRA FILOSOFAL

 

Eles não sabem que o sonho

É uma constante da vida

Tão concreta e definida

Como outra coisa qualquer

Como esta pedra cinzenta

Em que me sento e descanso

Como este ribeiro manso

Em serenos sobressaltos

Como estes pinheiros altos

Em que verde e oiro se agitam

Como estas aves que gritam

Em bebedeiras de azul

 

                                                                 Eles não sabem que o sonho

                                                                 É vinho, é espuma, é fermento

                                                                 Bichinho alacre e sedento

                                                                 De focinho pontiagudo

                                                                 Num perpétuo movimento

 

 

Eles não sabem que o sonho

É tela, é cor, é pincel

Base, fuste ou capitel

Arco em ogiva, vitral

Pináculo de catedral

Contraponto, sinfonia

Máscara grega, magia

Que é retorta de alquimista

Mapa do mundo distante

Rosa-dos-ventos, Infante

Caravela quinhentista

Que é Cabo da Boa Esperança

Ouro, canela, marfim

Florete de espadachim

Bastidor, passo de dança

Columbina e Arlequim

Passarola voadora

Pára-raios, locomotiva

Barco de proa festiva

Alto-forno, geradora

Cisão do átomo, radar

Ultra-som, televisão

Desembarque em foguetão

Na superfície lunar

 

                                                         Eles não sabem nem sonham

                                                         Que o sonho comanda a vida

                                                         Que sempre que um homem sonha

                                                         O mundo pula e avança

                                                         Como bola colorida

                                                         Entre as mãos de uma criança

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música: Pedra Filosofal
publicado por Vítor Marceneiro às 03:17
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

FADO VERSÍCULO - de Alfredo Marceneiro - ESQUECIDOS, IGNORANTES E COMPLACENTES

HÁ ESQUECIDOS.... HÁ IGNORANTRES ....HÁ  COMPLACENTES... TANTOS OPORTUNISTAS...HÁ .... as imagens falam por si, e o texto também.

...

Das normas mais experimentais das décadas de 1910 e 20 sobreviveu apenas o fenómeno isolado do Versículo — 

... um fado regular de quadras em redondilha maior mas em que a cada verso foi acrescentada um hemistíquio adicional de três sílabas, mantendo-se a obrigatoriedade da rima entre os finais dos heptassílabos originais mas verificando-se nova rima entre os finais dos hemistíquios assim apostos. Marceneiro celebrizar-se-á neste sub-género pelos fados Laranjeira e Versículo, reelaborações melódicas, respectivamente, dos fados Corrido e Menor de forma a acolher esta extensão da estrutura métrica original.

 

...

Texto de: Prof. Rui Vieira Nery , retirado do seu livro 

"Para uma História do Fado" editado em 2004.

Rui Vieira Nery  foi  consultor musical para o "Filme Fados" de Carlos Saura , e como  se recusa a tomar uma posição sobre a questão levantada, diz o povo e tem razão " QUEM CALA CONSENTE".

Pelo que me é licito  deduzir:

A MÚSICA DO FADO MENOR, COM COMPLEMENTO DE VERSÍCULO É DA AUTORIA DE ALFREDO MARCENEIRO.

 

ou então

1º Na opinião do Prof. Rui Vieira Nery , a música que Carlos do Carmo canta. nos versos com versículo de Fernando Pinto do Amaral, é a música do Fado Menor, música popular, e sem autor conhecido há mais de 100 anos.

2º E assim sendo, o Prof. Rui Vieira Nery , aceita que a Academia Espanhola, tenha optado por conselheiro musical,  o produtor Ivan Dias, e confirma que,  o Fado Menor é uma música original, mas composta em exclusivo para o filme "Fados"!, sendo o seu autor, Carlos do Carmo, e portanto está conforme os requisitos do Artº 13º, dos seu regulamentos. (afinal quem é o consultor musical? !)

Coincidências:

Carlos do Carmo é filho de Alfredo de Almeida e Lucília do Carmo, que foram dos maiores amigos do meu avô, e ele deles, era mesmo amizade não eram negócios.

Rui Vieira Nery é filho do grande guitarrista e também amigo e admirador de meu avô, Raul Nery ,  que o acompanhou e com quem conviveu desde miúdo. Felizmente ainda está entre nós, mas por uma questão de lisura nem me passa pela cabeça abordar com ele esta questão, pedindo-lhe a sua opinião.... Também sou pai.

 

 

 

 

Fernanda Maria canta:

Poema   "AUSÊNCIA "  de João Linhares Barbosa

Música "FADO VERSÍCULO" de Alfredo Marceneiro

 

Nota: Quero agradecer a colaboração

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música: Ausência, canta Fernanda Maria
publicado por Vítor Marceneiro às 13:12
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Fado Versículo AINDA O PRÉMIO GOYA

AINDA GOYA por Zé da Viela

Em tão pouco tempo, o Jornal de Noticias, faz duas entrevistas a Carlos do Carmo, e, em ambas, aborda a atribuição do Prémio Goya , embora, sem quererem entrar directamente no assunto, uma vez, que, em Março, já há mais informação, do que havia em Fevereiro (data da primeira entrevista), o que permitia, maior objectividade, na análise de um assunto, que tanta polémica tem gerado. Anda-se à volta da questão... mas pouco se avança, no intuito de esclarecer a vergonha que é o Filme Fados, o Fado da Saudade, e o Prémio Goya .

Para que servem então as entrevistas ?  Não deveriam as entrevistas servir, para dar voz às pessoas envolvidas, e proporcionar o esclarecimento das duvidas existentes ?

Não é estranho, que a imprensa, não entreviste, e não tenha a curiosidade ( ou dever ? ), de conhecer a opinião de outros intervenientes, tão importantes, como o produtor, o realizador, o autor da letra, e o musicólogo Rui Nery ?  Porquê sempre, e só Carlos do Carmo ? Será que o silêncio dos outros responsáveis, pretende transmitir, que por não estarem de acordo com o interprete ( já não há duvidas, que a musica não é original, por se tratar do Fado Menor), se furtam a esclarecer o assunto, como que a quererem dizer, que, se a "tramóia" foi urdida por Carlos do Carmo, ele agora que se justifique, porque nós não temos nada a ver com isso ...?

É uma hipótese que se pode admitir. (1)

Nem sequer o autor da letra, merece uma oportunidade, de na comunicação social, se pronunciar, sobre o assunto, ele que foi o verdadeiro ganhador, ( o poema é na verdade original ), e que foi, quem, em palco, recebeu o Goya ?  Isto não é estranho ?

E, não é estranho, que Rui Vieira Nery , tão "embrenhado" no Fado, autor de um livro, que se pretende seja importante para a História do Fado, se remeta ao silêncio ?

E, não é também muito estranho, que nenhum órgão de comunicação, tenha abordado uma pessoa, que muito tem escrito sobre o assunto, no Portal do Fado, com o pseudónimo de Fernando Zeloso, e, que nem sequer tenham transcrito afirmações importantes, que os textos que tem escrito contêm, tendo ele, ao que me parece, enviado os referidos textos para a imprensa ?

Fado é cultura, e, nenhum organismo oficial com responsabilidades na vida cultural se pronuncia ?

Caros amigos, tudo isto, já é mais do que estranho, é uma vergonha !

O que já começa a não ser estranho, é o comportamento de Carlos do Carmo, que já não consegue disfarçar a sua tradicional arrogância, que o leva a fazer afirmações descabidas, despropositadas, deselegantes e reveladoras de mau companheirismo, quando afirma, que pessoas, como João Ferreira Rosa e João Braga, que estão na história do Fado, para apenas citar estes dois nomes, se situam numa subcave.

É lamentável , e perfeitamente reveladora da sua forma de estar na vida, a afirmação que faz, de que a polémica só faz sentido, quando existe ao nível do 5º andar, e não da subcave, porque esta afirmação, já ultrapassa o Fado e o Prémio Goya .  Quero crer, que o próprio Carlos do Carmo, mais calmo e mais sereno, se envergonhará de ter proferido tal afirmação, porque ela vem contrariar, tudo o que tem afirmado ao longo da vida. 

Como é possível , que um homem , que , sempre se afirmou ser politicamente de esquerda, faça esta descriminação, entre a subcave e o 5ºandar ?  Será que quem vive na subcave, ( por não ter posses para mais, mas vivendo honradamente), não poderá ser tão ou mais digno, e respeitado, do que os que vivem, no luxo dos 5ºs . andares ?

É por estas e por outras, que nós temos a esquerda que temos....

E, ainda vem falar no que lhe dita a sua consciência ? Mas que consciência ?

Zé da Viela

 

Publicado Segunda-feira, 31 de Março de 2008,

in : http :/ vieladofado.blogs.sapo.pt /

(1) O destaque é da minha responsabilidade e irei na próxima crónica comentar e acrescentar mais alguns dados relevantes sobre este assunto.

 

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publicado por Vítor Marceneiro às 10:19
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