Domingo, 31 de Janeiro de 2010

LISBOA - poema de Sophia de Mello Breyner Andresen

 

 

 

 
LISBOA


Digo:
"Lisboa"
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
- Digo para ver
 
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publicado por Vítor Marceneiro às 15:19
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

JORGE FERNANDO E ANA MOURA

O cantor, músico, autor e compositor Jorge Fernando,  apresenta-nos em Video mais um tema, "POR UM DIA" cantado a duo com Ana Moura, que tenho o prazer de aqui apresentar com a devida autorização do mesmo.

Este vídeo está também disponível no Youtube numa versão que inclui várias depoimentos.

Os créditos do video-clip estão devidamente inseridos no final.

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Viva Lisboa: Grande homem do Fado
música: POR UM DIA
publicado por Vítor Marceneiro às 11:50
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

PAULO CONDE... poeta e escritor

 

  

Lisboa, tão linda és!
Os bairros de Lisboa cantados por
Carlos Conde
(Evocação de Lisboa do meio do século XX)
Ilustrações de Walter Bensaúde
 Finalmente a paixão de Carlos Conde em livro!
Uma obra dedicada a todos os que amam Lisboa e a perpetuam com carinho.
"Lisboa, tão linda és" é uma obra única no panorama olisiponense e uma pérola na cultura portuguesa!"
(Paulo Conde)

  

Paulo Conde, natural de Lisboa, inicia colaboração escrita, através de artigos de opinião, com prestigiados órgãos de comunicação social. Em 1997 é fundador e redactor da publicação periódica regional ;A Voz do Guia;. Em 1998 integra a colectânea de poesia popular do concelho de Benavente ;Poetas nossos;, com alguns poemas da sua já vasta obra. Em 1999 inicia trabalho de investigação ao espólio do poeta Carlos Conde e a toda a componente do fado (investigação que mantém actualmente) e colabora na elaboração do livro ;Memórias de um tempo de rádio;, a publicar brevemente. Em 2000 recebe menção honrosa da Câmara Municipal de Alenquer, por ocasião dos I Jogos Florais deste município. Em 2001 edita a obra biográfica ;Fado, vida e obra do poeta Carlos Conde;, coordenando toda a sua divulgação, realizando diversas iniciativas no âmbito do primeiro centenário do nascimento do poeta.

Agência Lusa

 

Para já disponível na livraria bubok em:

 

http://www.bubok.pt/libro/detalles/751/Lisboa-tao-linda-es

aguardando o interesse de uma editora nacional.

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Viva Lisboa: grande conde...BISNETO
publicado por Vítor Marceneiro às 12:01
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

JOSÉ MANUEL PEDROSA MOREIRA

 - Partilhar é ser solidário -

 

 

"Portugal é o nosso tesoiro, mas embora pequeno e pobre, vale mais que o oiro, a tradição que o cobre"

José Manuel Pedrosa Moreira (José Pedrosa) nasceu em 1954, na tarde do dia de S. João Baptista, padroeiro da Terra que o viu nascer, a Freguesia de S. João Baptista de Canelas, Vila Nova de Gaia, é casado e pai de dois filhos. Filho de gente trabalhadora (pai comerciante e mãe dona de casa e educadora dos dois filhos - o próprio e uma irmã mais velha dois anos), cedo soube o que era colaborar na ajuda ao pai, na mercearia, ou à mãe, nas tarefas domésticas. Como qualquer rapaz, gostava muito de jogar à bola (e até tinha bastante habilidade), pelo que não admira que, paralelamente aos estudos liceais, tenha sido atleta de futebol no Boavista Futebol Clube, entre os 13 e os 17 anos. A conselho do seu treinador (saudoso Sr. Jaime Garcia), que um dia lhe disse “que preferia vê-lo como um bom engenheiro, do que como mau futebolista”, deixou o futebol e dedicou-se aos estudos, tendo concluído a Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Começou a sua actividade como professor do ensino secundário no ano lectivo de 1976/77, ainda antes de concluir a Licenciatura, na Escola Secundária de Penafiel. Por aí permaneceu dois anos, findos os quais conseguiu colocação em escolas de Vila Nova de Gaia. Em 1984, ingressou no Colégio Internato dos Carvalhos como professor, onde ainda se mantém com funções de Director Pedagógico Adjunto.
Tem dedicado a sua vida ao associativismo, tendo desempenhado funções de Membro e Presidente da Assembleia de Freguesia de Canelas, Presidente da Assembleia Geral do Canelas Gaia Futebol Clube, Presidente Adjunto da Direcção da Associação de Solidariedade Humanitária de Canelas. É autor da monografia “Associação de Solidariedade Humanitária de Canelas - 10 anos de vida”.
O gosto pela fotografia é algo que vem da sua adolescência, pois aos 13/14 anos fazia centenas de diapositivos. Hoje, para onde quer que vá, a máquina fotográfica acompanha-o sempre. Adora viajar e, se pudesse ou puder um dia, gostava de dar a volta ao mundo. Dos muitos locais que teve e tem o privilégio de visitar, faz trabalhos em “power point” (pps) ou em vídeo (WMV) que partilha com as várias centenas de contactos de amigos reais e virtuais (internautas), pois entende que “a partilha é a melhor forma do mundo se poder entender e ser solidário”. Dando utilidade às suas fotos, tem uma rubrica quinzenal, intitulada “Viagens na Nossa Terra”, na página oficial do Colégio dos Carvalhos (
www.cic.pt).

 

 

Terras de Portugal - Canta Alfredo Duarte Júnior

 

No trabalho que venho desenvolvendo neste blogue, tenho tido colaborações e/ou ajudas preciosas. Uma delas foi quando recebi, por correio electrónico, um trabalho de José Pedrosa, em “PowerPoint”, cujo conteúdo, para além de muito bem delineado, era oportuno aqui publicá-lo.

Como era deontologicamente correcto, escrevi-lhe a solicitar autorização, para usar as suas produções e, em alguns casos, fazer pequenas alterações. Aceitou de bom grado, dando-me inclusive, o que é raro neste “mundo-cão”, que, infelizmente, é a internet, o seu código de acesso aos ficheiros para eu os poder alterar. Não me fiz rogado e, frequentemente, utilizo os seus trabalhos.

Aqui lhe presto a minha homenagem. Permitam-me realçar o quanto me apraz, ainda, encontrar pessoas que compartilham o que fazem e o que sabem, e o orgulho que sentem de nos falarem das suas origens. Bem-haja caro amigo.

 

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música: Terras de Portugal
publicado por Vítor Marceneiro às 14:37
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Vasco da Gama

 

Célebre navegador português, nascido em Sines (1469-1524), a quem D. Manuel I confiou o comando da frota que em 8 de Julho de 1497 largou do Tejo em demanda da Índia, e que se compunha de quatro pequenos navios: S. Gabriel, S. Rafael, Bérrio e S. Miguel (este último não passou da baía de S. Brás, onde foi queimado).

Em 2 de Março de 1498, aportou a armada a Moçambique, depois de haver sofrido medonhos temporais e de ter Vasco da Gama sufocado com mão de Ferro uma revolta da marinhagem.

O piloto que o sultão de Moçambique lhe deu para o conduzir à Índia, foi secretamente incumbido de entregar os navios portugueses aos Mouros em Mombaça. Um acaso fez fez descobrir a cilada e Vasco da Gama pôde continuar até Melinde, cujo rei lhe deu um piloto árabe, conhecedor do Índico.

Em 17 de Abril de 1498, avistava Calecut. Estava descoberto o caminho marítimo para a Índia.

D. Manuel recompensou este glorioso feito, nomeando Vasco da Gama almirante-mor das Índias e fazendo-lhe doação de trezentos mil réis de renda.

Voltou mais duas vezes à Índia, de que foi governador e segundo vice-rei.

Vasco da Gama

 

FADO DO MARINHEIRO

 

Criação de: Estêvão Amarante

 

                                                     O marujo criou fama.

                                                     Desde um tal Vasco da Gama

                                                     Que no mar foi o primeiro;

                                                     E o Pedro Álvares Cabral

                                                     Só foi grande em Portugal

                                                      Por ter sido marinheiro.

 

A lutar como um soldado,

Peito ao léu, rosto queimado,

Ao sol da terra africana,

Com a farda em desalinho,

(Foi às ordens de Mouzinho

Que deu caça ao Gungunhana !

 

                                                     Quando o mar era um segredo,

                                                     Os antigos tinham medo

                                                     De perder-se ou ir a pique;

                                                     Só zombavam das porcelas

                                                     As primeiras caravelas

                                                     Do Infante Dom Henrique!

 

Fartos já de andar nos mares,

Também vamos pelos ares

Sem temor, abrir caminho;

Pois bem sabe toda a gente

Que o marujo mais valente

É o avô Gago Coutinho!

 

                                                     Nessa Alcântara afamada,

                                                     O marujo anda à pancada

                                                     E arma sempre espalhafato;

                                                     É que guarda na memória

                                                     O banzé que houve na história

                                                     Do António Prior do Crato.

 

Quando vai p'rá Fonte Santa

E dá largas à garganta,

P'la guitarra acompanhado.

Até chora o mundo inteiro,

Porque a voz do marinheiro

É a voz do próprio Fado!...

 

  

 

Caravela Portuguesa dos Descobrimentos

 

FADO DAS CARAVELAS

 

­­Criação de Estêvão Amarante

 

Quando foi das descobertas e conquistas,

Os fadistas,

Guitarristas

De mais fama,

Lá no fundo do porão,

Deram alma e coração

Às descobertas do Gama.

 

                                                      No alto mar

                                                      Ia o barco a naufragar,

                                                      O vento rijo a soprar,

                                                      Que até os mastros levou.

                                                      Foi ao sentir,

                                                      Uma guitarra a carpir,

                                                      Que o Neptuno querendo ouvir,

                                                      A tempestade abrandou.

 

E nas horas d'incerteza, à marinhagem

Deu coragem

Na miragem

Da vitória.

Cabe ao fado o seu quinhão,

De todo e qualquer padrão,

Dos que fala a nossa História.

 

                                                      No alto mar

                                                      Quando em noites de luar,

                                                      O pensamento a pairar,

                                                      Na nossa aldeia natal.

                                                      Ai, era ver,

                                                      Quanta lágrima a correr,

­                                                      Na guitarra a descrever,

                                                      Saudades de Portugal.

 

 

 

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publicado por Vítor Marceneiro às 22:27
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

REIS MAGOS

Uma tradicão milenária, nesta data come o saboroso bolo-de-rei quem pode, porque ainda há gente neste mundo,  que nem pão têm,  nem neste nem em outros dias... como é possível meu Deus!

 

 

Os Três Reis Magos, Melquior, Baltazar e Gaspar, na tradição cristã, são personagens que teriam visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes. Foram mencionados apenas no Evangelho segundo Mateus, onde se afirma que teriam vindo "do leste" para venerar o Cristo, "nascido Rei dos Judeus". Como três presentes foram registrados, diz-se tradicionalmente que tenham sido três, embora Mateus não tenha especificado seu número. São figuras constantes em relatos do natividade e nas comemorações do Natal.

 

ADORAÇÃO DOS REIS MAGOS

 Poema de Auta de Souza

 


Jesus sorri. Que ternura,
Que doce favo de luz
Vejo brilhar na candura
De seus dois olhos azuis!

 

                           Chegam os Magos. De joelho, 
                           Cheios de unção e de amor, 
                           Beijam o pesinho vermelho 
                           Do pequenino Senhor. 

 

Trazem-lhe mesmo um tesouro
Lembrando glória e tormento:
Caçoulas de incenso e ouro
É a mirra do sofrimento. 
  
                           Ó Reis do Grande Oriente, 
                           Por que lembrastes, então, 
                           Á mãe do louro inocente 
                           A dor sem fim da Paixão?
 
Não vedes que a Virgem chora
Olhando a mirra cruel?
É que ela se lembra agora
Da esponja embebida em fel.

 

                          Talvez não vísseis o lindo 
                           Bando gentil de pastores 
                           Que o rodearam sorrindo, 
                           Mas só lhe trouxeram flores!

 

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música: Poema de Auta de Souza
publicado por Vítor Marceneiro às 12:41
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