Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Jornal "I - Informaço" & Revista "Nós Melancólicos"

 

Jornal I - informação Edição fim-de-semana,integra a revista

NÓS Melancólicos Nº 46 -20/21 Março de 2010

  

Texto de Maria Ramos Silva

Fotos de José Miguel Soares

  

De avô para neto, a história é de canção. e de família. A viajem pelo ADN Marceneiro é um passeio por gerações que não esquecem o homem do lenço, do boné, do cigarro pendurado na boca com carisma e do discurso castiço. Ti Alfredo pela memória de Vítor Duarte

 

 

A plateia do extinto Solar da Hermínia tranca-se num reverente silêncio. O avô canta. O desfecho não traz surpresa. As palmas enchem a sala rendida à voz e à guitarra. A maior novidade do serão é anunciada pela boca do amigo Chico Fadista. "Mas vocês não sabem que existe uma terceira geração, aqui o Vítor também canta," O burburinho volta a perder potência e Vitó puxa dos desconhecidos galões. Ainda com as luzes em baixo, nessa passada artística em que os parentescos sucumbem às críticas sérias, o avô solta o veredicto, orgulhoso mas retorcido. "Pois, não está mau. É pena é andar a cantar a mesma coisa que eu ando a cantar há 30 anos! Arranje repertório."
Ao seu jeito sui generis concede o primeiro elogio ao neto. Outros duetos entre Vítor Duarte e o castiço companheiro do boné e do lenço se seguiriam, com o temperamento do veterano sempre a ser cozinhado em lume alto. "Aconteceu cantarmos os dois e ele interromper a meio. 'Estou cansado, já não me apetece. Esqueci-me dos versos. ‘ Quem começava? Claro, abre o avozinho.
Depois, era só agarrar." Numa actuação em Cascais, já com impressionantes 89 anos, exibe o cabelo negro integral que dispensava truques de pintura e os óculos escuros que se encaixaram na cara depois da operação às cataratas. A idosa voz que dá a deixa não vacila. O corpo hirto, falsamente negligente e distante das atenções, encosta-se à parede. Uma das mãos, escondida nos bolsos, continua a inibir movimentos desnecessários do tronco. Ti Alfredo, que o ofício de Marceneiro acabou por baptizar em pia popular, disfarça entre os restantes cinco dedos um lenço que aproxima discretamente dos cantos da boca. Um pormenor delicioso. "Colava a placa com marmelada, e esta começava a derreter!"
A vida de fadista não abundava em açúcar. A conversa do fado nem sequer vagueava pelos corredores do lar. Não valia fortunas e via a saúde empenhada pelas madrugadas fora. Uma criança lá em casa a cantar? "Nem pensar nisso. O fado, andar na noite, não dá nada", dizia. Mas pelo menos uma das etapas do percurso era canja. Canja com arroz.
A iguaria que lhe confortou o estômago durante 60 anos sempre que chegava a casa vindo da noite, partilhada com os fiéis escudeiros. "Quem o levasse encostava o carro e ia comer uma sopinha com ele. Era uma alegria poderem dizer "fui a casa do Ti Alfredo!" As fotos glamorosas dos anos 50 imortalizaram a imagem de marca: o cigarro High Life a fazer cama entre os lábios. Os posters e a caricatura mais emblemática, assinada por José Pragana, resistem na parede da casa de Vítor, no Sobral de Monte Agraço. Pelas 70 primaveras, por ordem do médico, Alfredo enterra a nicotina de vez. Morcego por sina e por gosto, passa a viver em pleno dos banhos de Lua quando se reforma do estaleiro naval, em 1945. O avozinho já leva mais de meio século nas pernas. O lenço que dá estilo ao pescoço e o boné enfiado são mais do que acessórios de moda pessoal – protegem a garganta e a cabeça que já não vão para novas, mas que continuam a frequentar o barbeiro por baixo do desaparecido Clube Ritz quando já passam das duas da matina. "Veja lá se o sol não lhe vai fazer mal", atirava o neto quando se passeavam às claras. "Sempre usou a mesma roupa de Inverno e de Verão. Mas no Inverno vestia ainda a gabardina. E usava sempre o lenço quando saía de casa. Começou a cantar com o lenço cruzado." A glória e queda de um homem contam-se ao ritmo do taxímetro. Os motoristas de praça são marco importante na sua longevidade e garantia de segurança nas incursões nocturnas. Briosos de carregar o fadista no banco de trás, desunham-se por uma viagem com Marceneiro e enterram o machado de guerra mal avistam a criatura. "Eram homens de bairro que não o deixavam sentir-se sozinho. Um dia na Rua das Taipas, às duas e tal da manhã, um táxi vê que é o Ti Alfredo. Quando pára e pergunta se quer boleia três táxis enfaixam-se uns nos outros. Começa grande discussão até verem que era ele. Ficou tudo bem." Da morada na Rua da Páscoa, em Campo de Ourique, desce à Igreja de Santa Isabel e vem a pé até ao Largo do Rato. Entra no carro e em dois tempos o conhecem, lançando um "boa noite, Ti Alfredo". "Nem punham o contador a marcar. 'Olhe, meu querido, vamos para o Bairro Alto mas vais pela Praça das Flores', pedia ele. Era para que a bandeirada não fosse pequena. Dava--lhes 20 escudos no final, mesmo que a corrida fosse só cinco." Em 1979, a ausência de réplica do condutor confere o receio do mestre. As gerações sucedem-se e com elas a memória perde forças para o anonimato completo. Já ninguém responde ao cumprimento. "Entra num táxi, diz boa noite, e nada. 'Viste? Estou lixado. ‘ Os seus antigos companheiros da noite já não existiam para o segurar." Alfredo só permanece sem sair de casa um ano antes de morrer, quando sente um fraquejar numa perna. Despede-se em Junho de 1982, com 94 anos, idade actualizada pelas buscas do neto que lhe situou o verdadeiro ano do nascimento em 1888. Vítor, que chegou há pouco do Canadá onde actuou para portugueses, recupera estas e outras biografias do fado em lisboanoguiness.blogs.sapo. pt, projecto criado em 2007 com o objectivo de tornar a capital portuguesa recordista do mundo enquanto a mais cantada. "Muitos poemas falam de uma mulher, a mulher Lisboa." Dedica-se ainda à investigação, num trajecto pelas memórias do fado e dos seus intérpretes ao longo dos anos, graças a muito know-how a partir da recordação, recapitulando a vida e obra dos "peões" do fado. "Encontro dados daqui, jornais antigos ali, pessoas que conheceram, etc. Estava lá sem saber que estava a assistir à história." Pouco se fazendo escutar, uma recalcada veia de actor latejou na família. O avô, personagem em tamanho grande já de si, chega a entrar na peça Fado, no Coliseu. Goza ainda de um breve apontamento, agora a cantar, num filme de António Lopes Ribeiro, nos anos 30. "Também acabei por não ser actor. Fiz apenas teatro na escola e na General Motors, mas mais tarde como realizador vivi um pouco esse papel. Há uma extroversão e um gosto." O gosto, agora pelo fado, ganhou força anímica entre a juventude de hoje, mercê de uma cultura linguística mais depurada. "As pessoas nunca deixaram de gostar de ouvir a guitarra, independentemente de gostar ou não de fado. Mas as letras ou não eram ouvidas ou achavam que era a história da desgraçadinha, quando esse não é o fado do Marceneiro." Só pelos 23 anos o próprio Viro, seguidor da pop dos Shadows e dos Beatles, se deixou embalar pela canção, vencendo os preconceitos próprios da idade. "Até então era altamente contestatário. Ele discutia comigo. 'Este neto falta ao respeito ao avô! ‘ Também o picava. 'Brevemente vou ser engenheiro de máquinas', dizia-lhe eu. E ele respondia: 'Você que anda lá a estudar para engenheiro diga-me lá o que quer dizer boninas?"
"Sete colinas são teu colo de cetim Onde as casas são boninas espalhadas em jardim" (Lisboa Casta Princesa, Álvaro Leal/Raul Ferrão)
Vítor lá engolia os espinhos das flores. Com 12,13 anos, poemas como os de Henrique Rego, mais tarde classificados como "fabulosos", desatinavam a sua consciência revolucionária. "Vinha de um bairro operário em Alcântara. 'Bailar à mercê? Nunca vou bailar à mercê de ninguém! Disse logo. Foi uma grande luta e tanto que tenho bailado." Filho de uma costureira que morreu jovem, aos 25 anos, e do "fadista bailarino" Alfredo Duarte Júnior, antigo pintor de automóveis da General Motors, onde também vem a trabalhar, mandava em homens com idade para serem seus pais. Quando já se encontra na Fiat, o então gerente oficial conhece dois responsáveis pelo Hotel Eduardo VIL Pela amizade vêm a saber que é neto de Alfredo. Com 21 anos, começa então a desatar a voz para o fado, com carregada herança nas costas. "Passei a ir para o Galito, em Cascais, onde estava o Zé Inácio (*), que fora porteiro da Adega Machado, o Carlos Zel, etc. Não tinha aspecto mas tinha palheta. Nunca tinha tentado cantar e sentia o peso, o que o meu pai passara por ser filho do Marceneiro. Entrava no Bairro Alto e todos o conheciam. Lá cantei um fado sem saber que cantava." Depois da tropa gravou sozinho e com o avô. Trabalhou em laboratório de fotografia e realizou publicidade. Em 1979 produziu o filme que reuniu as três gerações de fado da família. Foi casado 27 anos com uma prima em segundo grau, com quem teve um filho, que a morte cedo levou. Da actual relação nasceram dois meninos, uma tardia quarta geração que vive o apelido com entusiasmo, entre sete bisnetos do mestre, "Tenho um jeito Marceneiro mas não sou o meu avô. Quem diz que o imito é cretino, porque é impossível imitá-lo. Agora, tenho o ADN do meu avô, é óbvio. Fecho os olhos e sei que ali o meu avô dava aquela voltinha." Vítor, com 64 anos, recorda com saudade a cultura peculiar do avó, de quem escreveu a biografia. Aquele saber à margem dos livros que se fecharam na quarta classe, de quem falava e escrevia com tento pontuado com a sua devida asneira, sem beliscar a língua e insistindo nos acentos tónicos, desafiando a fleuma dos interlocutores durante as entrevistas. Era preciso saber levar e saber escutar. O fadista não gostava de respostas sincopadas. E zelava por algum purismo. "Não sendo um homem retrógrado, no fim até era bastante progressista, nalgumas coisas era retrógrado como eu sou. Se me perguntarem hoje se o fado evoluiu, é claro que evoluiu, mas há uma evolução que vai até um determinado ponto e produção, que eu contesto. Por exemplo, quanto mais simples for tocado o célebre fado menor, à antiga, mais valor tem."
Do Bairro Alto até à Márcia Condessa, na Praça da Alegria, os argumentos ferviam entre gerações. Discutiam de tudo. "Tinha mais a ver com o meu avô do que com o meu pai. Fui criado com ele. Ensinou-me para nunca andar com nenhuma mulher do fado. Era lowprofile. Aliás, a ele nunca lhe conheceram namorada." Nem grande moléstia provocada pelo crivo da censura, ainda que as letras previamente aprovadas tivessem que andar num livrinho debaixo do braço quando ia actuar. Alfredo levava Vítor à revista e ao fabuloso circo no Coliseu, onde engrossavam a chamada claque. A vida não era fácil e com estes bilhetes dados bastava a obrigação de arrancar com as palmas. "A sua própria forma de estar no fado levou a que nunca se conseguisse fixar muito numa casa, daí que mais tarde diziam que andava às esmolas. Não era. Havia era muita gente que para o ouvir o gratificava.” Alfredo só não podia ouvir falar em grandes deslocações. "Nunca quis ir para fora de Lisboa, muito menos para fora de Portugal." Inventava histórias e mais histórias para não arredar pé. Em 1976 desafiaram-no para uma ida ao Coliseu do Porto – Ofereciam alto cache e punham Mercedes e alojamento à disposição. "Às tantas pergunta-me quantas pessoas leva o Coliseu. 'Umas mil, Ti Alfredo.' Chamou-me aparte. 'Já viste? 200 contos, mais despesas, mesmo que os gajos queiram dar 50 gansos [escudos] para ver a minha tromba multiplica. É tanga! Depois não nos pagam.' Mil e um pretextos arranjados – Arranjadinhos como a merenda que levava consigo: uma carcaça com pastelinhos de bacalhau. Chegavam a ser dez, os comensais espontâneos que disputavam um bocadinho, só pelo prazer de provar a especialidade da mulher, a tia Judite, por quem se enamorou certo dia num baile na Fonte Santa.

(*) Na realidade José Inácio, que era um extraordinário Viola de acompanhamento de Fado, no Galito, tocava guitarra,  e à viola estava o "Pirolito da Ericeira" este sim,  tinha sido porteiro na Adega Machado, este  lapso, a que jornalista é alheia, é da minha responsabilidade pois com o entusiasmo de falar destes acontecimentos poderei tê-la induzido em erro.

 

Considero esta entrevista, na óptica do trabalho da jornalista, muito bem feita e de um rigor exemplar.  Permitam-me destacar que,  Maria Ramos Silva, no decorrer da entrevista me ia fazendo perguntas/reparos muito objectivos às minhas explicações, tendo eu feito uma observação elogiosa aos seus conhecimentos de "Marceneiro" e do Fado, respondeu-me: — Vítor, para além de outras fontes, eu sou visitante assídua dos seu blogue. Fiquei muito "orgulhoso". 

 

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Viva Lisboa: Orgulhoso
publicado por Vítor Marceneiro às 10:50
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Sábado, 27 de Março de 2010

LISBOA a cidade mais cantada do mundo

LISBOA é a menina bonita de quem tem olhos para ver

 

 

Se tudo aponta para que na realidade Lisboa é a cidade mais cantada do mundo, talvez se possa dizer também que Lisboa, é uma das cidades mais lindas do mundo,  é de frisar também,   que  nos milhares de Video-Clipes,  que se produzem sobre as diversas cidades do mundo, será Lisboa a única, em que se verifica, a utilização como música de fundo nos seus Video-Clipes, de temas que falam sobre elamesmo, e o Fado é sem sombra de dúvidas, a expressão musical e poética que mais "canta Lisboa".

 

Relembro aqui em verso a  " Grande Marcha de Lisboa de 1955", da autoria do grande poeta Silva Tavares, tema este que ainda hoje anda de "boca em boca"

 

MARCHA DE LISBOA DE 1955- Esta Lisboa Bendita

 

 

Letra: Silva Tavares
Música: João Andrade dos Santos

 

                                    É Lisboa ! Venham vê-la!
                                    São de sonho as graças que encerra! 
                                    Só Deus sabe se foi estrela
                                    E baixou lá do Céu à terra!


                                    Tem craveiros à janela; 
                                    No amor é leal, ardente.
                                    A falar —  não há voz mais bela
                                    A cantar—  não há voz mais quente

 

 

ESTRIBILHO

 

Esta Lisboa bendita,
Feita cristã p'ra viver,
É a menina bonita
De quem tem olhos p 'ra ver!
Moira sem alma nem lei,
Quis dar-lhe o céu cor e luz.
E o nosso primeiro rei,
Deu-lhe nova grei
E o sinal da cruz!

 

 

                                   Nas airosas caravelas
                                   Tempo após, com génio profundo, 
                                   Cruz Sangrando sobre a velas
                                   — Portugal dilatou o Mundo !

 

                                   E a Lisboa ribeirinha,
                                   Ao impor a sua cruz na guerra,
                                   Foi então a gentil rainha
                                   Ante a qual se curvou a Terra.


ESTRIBILHO

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publicado por Vítor Marceneiro às 14:25
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Quarta-feira, 24 de Março de 2010

DULCE PONTES - Relembra "Ti Herminia"

Dulce Pontes, é pela sua versatilidade artística, e, sobretudo pela sua extraordinária  voz, das nossas artistas mais conhecidas e reconhecidas no estrangeiro.

Por alguma razão, actuou já, com grandes artistas de nível mundial, como por exemplo, Andrea Bocelli e José Carreras, nos palcos mais conceituados do Mundo.

 

 

Dulce Pontes

canta Fado da Sina

de Amadeu do Vale e Jaime Mendes

criação de Hermínia Silva no filme

RIBATEJO

 

Dulce Pontes, nasceu no Montijo.

Estudou no Conservatório de Lisboa, onde aprendeu piano, e dança contemporânea.

Em 1988, inicia a sua actividade profissional na Comédia Musical "Enfim sós" prosseguindo com "Quem tramou o Comendador", no Teatro Maria Matos, como actriz, cantora e bailarina. Em 1990 é convidada a integrar o espectáculo "Licença para jogar" no Casino Estoril.

Torna-se popular junto do público português através do programa de televisão "Regresso ao passado" de Julio Isidro.

Em 1991 vence o Festival RTP da Canção representando Portugal no Festival Eurovisão da Canção, onde cantou "Lusitana Paixão", alcançando o oitavo lugar entre 22 países participantes, uma das melhores prestações de Portugal no Eurofestival.

Em 1992 gravou o seu primeiro álbum, chamado “Lusitana”, principalmente com música pop.

Em 1993, sai o seu segundo disco, chamado “Lágrimas”, em que Dulce aborda o fado duma forma que não convence os puristas, misturando fado tradicional com ritmos e instrumentos modernos, procurando criar novas formas de expressão musical. A sua interpretação do clássico "Povo Que Lavas No Rio" , é um exemplo desse “desvio”. Mas o álbum “Lágrimas” tinha também faixas de fados clássicos, gravados ao vivo e em estúdio, em que ela tenta manter o rigor do Fado clássico, com os temas "Lágrima" e "Estranha Forma de Vida", levando a que alguns entendidos na matéria (os tais que vão a congressos!) afirmassem, que estava encontrada a sucessora e herdeira de Amália Rodrigues. ( Amália ainda era viva, e pelo que julgo saber franziu o sobrolho!)

Para muitos admiradores o maior êxito do “Lágrimas” foi "A Canção do mar", que, no Brasil, foi usado como tema de abertura de uma adaptação em telenovela do romance “As Pupilas do Senhor Reitor”. Tornou-se um dos maiores êxitos da canção portuguesa de sempre (aliás as vendas do CD falam por si), sendo actualmente uma das canções portuguesas mais conhecidas, além fronteiras. "A Canção do Mar" interpretada pela Dulce faz também parte da banda sonora do filme americano "As Duas Faces de um Crime" no qual Richard Gere contracena com Edward Norton.

Em 1995 Dulce lançou o álbum “Brisa do Coração”, gravado ao vivo durante um concerto que teve lugar no Porto a 6 de Maio de 1995. O disco seguinte, “Caminhos”, lançado em 1996, continha temas clássicos como "Fado Português", "Gaivota" e "Mãe Preta", e também, outras composições originais.

Este disco consolidou a sua posição no mundo da música, confirmando-se que a sua via artística não estaria no Fado.

Em 1999 sai o CD “O Primeiro Canto”. Neste disco Dulce confirma que está seriamente interessada em ser uma artista da "Word Music". Em “O Primeiro Canto” introduz elementos do jazz, opta pela sonoridade acústica, dá nova vida a antigas tradições musicais da Península Ibérica, pois para além de cantar em português, canta também em galego e mirandês, e redescobre melodias e instrumentos há muito esquecidos.

Em 2003, foi lançado o “Focus”, que é fruto da colaboração da Dulce com o Maestro Ennio Morricone, onde cantou alguns dos clássicos do compositor, compostas especialmente para a sua voz. Com este trabalho foi alcançado o objectivo de consagrar uma grande voz. Gravado em Itália e destinado tanto ao público português como internacional, o “Focus” contém temas cantados em português, inglês, espanhol e italiano.

O CD “O Coração Tem Três Portas” editado em 2006, foi produzido na íntegra por Dulce, é composto por 2 CD e um DVD. 145minutos de música que Dulce considera ser o âmago da música Portuguesa: O Fado, o Folclore/Música Popular Portuguesa e a Música de inspiração medieval Galaico-Portuguesa versus Fado de Coimbra. Totalmente acústico, foi gravado ao vivo por 5 Continentes, na Igreja de Santa Maria em Óbidos e no Convento de Cristo em Tomar, em Istambul e o making of das gravações efectuadas nos monumentos.

 

Dulce Pontes em parceria com José Carreras, protagonizou a abertura oficial da eleição das Novas 7 Maravilhas do Mundo com o tema "One World" (Todos somos um) de sua autoria, para a maior emissão televisiva da história.

 

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música: Fado da Sina
publicado por Vítor Marceneiro às 07:32
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Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Natalia Juskiewicz - Um Violino no Fado

É uma violinista que nasceu em Koszalin na Polónia, e já reside em Portugal há vários anos.

Titular de um diploma superior em estudos clássicos de violino, pela Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, iniciou a sua carreira musical como intérprete solista e também  integrando orquestras e formações polacas de prestígio internacional.
Durante umas férias, apaixonou-se de tal forma por  Portugal,  que decidiu radicar-se por cá,  foi com bastante facilidade  que se adaptou-se quer à língua, quer à nossa cultura, afirmando que já se sente também bem  portuguesa.

Aqui desenvolveu um novo percurso profissional, quer a solo, quer fazendo parte de várias orquestras e grupos musicais, actividades que a levaram a viajar intensamente por todo o país, que passou a conhecer mais a fundo. 
No início deste ano, deu o primeiro passo para a concretização de um pessoalíssimo projecto artístico: um disco de Fado clássico onde a tradicional voz é substituída pelo violino.
É uma ideia simples e original, que está a merecer um grande cuidado na sua concretização e é, também, a homenagem sentida por parte de uma violinista clássica que, profundamente tocada pela expressão universal da nossa música, se descobriu com “alma fadista” e quis casar os dois universos, num processo de preparação e amadurecimento, gravou  dois fados, que são o “cartão-de-visita” para um cd, ainda em produção, que se adivinha arrebatador. No estúdio, com a artista, esteve um naipe de músicos de topo, acompanhantes habituais de nomes consagrados.
Foi também filmado um videoclip promocional
que apresenta este projecto, e  a imagem marcante de uma artista invulgar, que conseguiu “cantar o fado” com o violino.
Paulo Costa Pinto in: www.nataliaviolin.com

 

Natalia Juskiewicz, “Um Violino no Fado”. A apresentação está feita, é com imenso prazer que aqui apresento este magnífico trabalho, que é bem representativo de que o Fado toca em muitas almas, para além das dos portugueses.

 

 

 

Música de Alain Oulman

Tema: "Com que Voz"

Guitarra portugueas: Luis Guerreiro

Viola Fado: Tó Neto

Contrabaixo: Vasco Sousa

Realização de Video-Clip: Paulo Costa Pinto

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Viva Lisboa: Força Natália
música: Com que voz, música de
publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

LUÍSA SANTANELA - Actriz

Paola Luiza Maria Oliva (Luisa Satanela 1894-1974)

Em 1916 chega a Lisboa, vinda do Brasil trazida pelo empresário Luís Galhardo, uma Italiana (nascida em Turim) que viria a incendiar Lisboa.

A revista Portuguesa na altura, um bocado casca grossa, sentiu-se lisonjeada com essa vedeta, estrangeira, que já tinha estado em Portugal no teatro S Carlos. Em 1918 escrevem um papel que lhe assenta que nem uma luva: “GiGi”, na opereta “Conde Barão”. Tornou-se esse ano esposa de Estêvão Amarante; sendo o casal bonito do público Português. Esse casamento iria durar até 1930.

Uma mulher atenta sempre à modernidade a companhia Satanela-Amarante fixa-se no teatro Avenida. Revistas como “Miss Diabo”, ”Água-pé” são grandes êxitos de cartaz… É nessa altura que surge o bailarino Francis que coreografa grandes fantasias para ele e Satanela. Mas não só a elegância de Satanela atrai o publico era também a sua graça refinada como é o caso da rábula “Alegria das hortas”. Em 1931 dá-se o rompimento com Amarante e deixa a sua casa, da quinta do lagarto em Caneças, por causa dos credores.

Ela não era mulher de ficar parada e o público acolhe-a e mostra que mesmo sem Amarante ela tinha o seu lugar… e a revista “O canto da cigarra” é um tremendo sucesso;

ela própria supervisiona a feitura dos seus figurinos e fatos de fantasia executados por Madame Martin. Volta aos grandes êxitos com as revistas “Areias de Portugal” (1932)  “Pernas ao leu  (1933)" , “Loja do Povo”e “Sardinha Assada”!
Lança a futura actriz Maria José, como sua afilhada e menina-prodígio, que com 5 anos
apenas aparece nos finais com a réplica do fato da sua madrinha. Em 1935 ela volta para o Brasil regressando apenas a Portugal em 1945 onde na revista “Vitória” faz um tremendo êxito; logo seguida de outro: “Travessa da espera “. A sua ultima revista foi “Banhos de sol”; reaparece, tempos depois, na opereta “O Conde Barão”, (reposição) e “Passarinho da Ribeira”, sua última aparição em cena. O SNI dá a Satanela a concessão da Pousada de Óbidos que ela gere afastada do teatro e no mais profundo silêncio!

A cortina da vida fechou-se de vez para Satanela em 1974!

Texto de: Paulo VasKo in: http://www.fotolog.com/luzesdaribalta/64580372

 

Estevão Amarante ver em:  http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/64801.html

 

A Cantiga Nova

I

Diz um antigo

Que “quem canta seu mal espanta”

Porque alegra o coração

Quem a alma põe na garganta.

 

Vai daí em Portugal

— Perfumada flor de jardim! —

O povo sentimental

Parece, quando canta,

Que diz assim:

 

                                                  Estribilho

 

                                                  Não há nada como a trova

                                                  P´ra a gente cantar

                                                  Porque é sempre nova

                                                  Quando é popular

 

                                                  Cantai raparigas;

                                                  Rapazes cantai,

                                                  A ver se com cantigas

                                                  Se a dor se distrai

 

II

 

Este nosso Portugal

Onde o próprio sol luz sorrindo,

Sem a graça do arraial

Não seria tão fresco e lindo

 

E ante as cantigas d´amor

Certas noites há luar

Em que a lua perde a cor

E pelos céus subindo

Põe-se a escutar…

 

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publicado por Vítor Marceneiro às 17:46
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010

ANTÓNIO CHAINHO - Guitarrista

 

António Chainho , apresentou no dia 8 de Março de 2010,  o seu 6º álbum de originais. 
O registo, intitulado “Lisgoa”, explora, de acordo com a informação veiculada na página oficial do «mestre da guitarrista», as sonoridades únicas da Índia (numa clara homenagem ao passado do músico português naquele país), conjugando-as com os sons da guitarra portuguesa.
No disco participa, como habitualmente, a fadista Isabel Noronha, que acompanha Chainho há mais de três anos.
Além da guitarra de 12 cordas, estão presentes no álbum os sons das tablas e da sitar.
“Com ‘Lisgoa’ António Chainho afirma a Guitarra Portuguesa como um instrumento do Mundo que exprime um sentimento universal, admirada em todo o Mundo

 António Chainho, nasceu em 1938, em S. Francisco da Serra - Santiago do Cacém – Alentejo.

Muito cedo começou a tocar guitarra com o pai, que lhe deu algumas lições, mas é essencialmente um auto-didacta , aprendendo com os instrumentistas que ouvia na rádio.

Vem para Lisboa cumprir o serviço militar, é mobilizado para Moçambique, regressa fixa-se em Lisboa, começando a conviver com as gentes do Fado, e assim se inicia a acompanhar alguns fadistas. Tem a sua estreia profissional em 1960 numa colectividade lisboeta, começando então a ganhar a vida como guitarrista.

Esteve contratado no Restaurante Folclore em que era acompanhado pelo o violista José Maria Nóbrega, parelha que posteriormente se manteve durante vários anos como músicos privativos de Carlos do Carmo.

Ao longo da sua carreira, para além de Carlos do Carmo acompanhou nomes grandes do Fado, Alfredo Marceneiro, Lucília do Carmo, Hermínia Silva. Manuel de Almeida, etc.

Em 1983, participou na gravação do célebre álbum de Rão Kyao Fado Bailado.

Embora admita que gosta mais de acompanhar do que de tocar como solista, devem-se-lhe alguns registos em discos em que procura levar o fado a outros horizontes: A Guitarra e Outras Mulheres, onde contou com a participação de vozes não ligadas ao fado como Teresa Salgueiro (dos Madredeus), Filipa Pais, Marta Dias ou Elba Ramalho, e Lisboa-Rio , com a presença de Ney Matogrosso , Paulinho Moska ou Virgínia Rodrigues.

No meu primeiro EP a solo, e no EP com meu avô em dueto, fomos acompanhados por António Chainho e José Maria Nóbrega em 1973.

António Chainho foi agraciado com a medalha de mérito do Distrito de Setubal.

No dia 23 de Maio de 2009, a Câmara Municipal da sua terra natal, Santiago do Cacém, presta-lhe uma grande homenagem com a inauguração do Auditório Municipal António Chainho. 

 © Vítor Duarte Marceneiro

 

António Chainho toca:

 

 

 

 

 

 

Gaivotas ao Entardecer

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música: Gaivotas ao Entardecer
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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Domingo, 7 de Março de 2010

Homenagem aos Açores e ao Povo Açoreano

Aqui fica a minha homenagem aos Açores e aos nosso compatriotas açoreanos em todo o mundo, pela voz do grande fadista Fernando Farinha o tema "Adeus Açores", é também uma homenagem do meu amigo "tripeiro" José Pedrosa, que idealizou e realizou este video-clip.

 

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Viva Lisboa: Lisboeta e Açoreano
música: Adeus Açores por Fernando Farinha
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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Sábado, 6 de Março de 2010

Centro Cultural Português em Mississauga no Canadá

 

O ‘Portuguese Cultural Centre of Mississauga Inc., anteriormente conhecido como Portuguese Club of Mississauga, foi formado no dia 26 de Fevreiro de 1974 pelos seguintes fundadores:


José Francisco
José Joaquim Pinto
Manuel Costa Pacheco
Artur da Costa Janeiro
Juvenal de Lima
José Teixeira Carreiro
Manuel Raposo
João Cordeiro Silvestre
Fernando Sousa Pereira
Isaias de Melo


A recente incorporação do ‘Portuguese Cultural Centre of Mississauga Inc.’, foi um exercício para corrigir lacunas burocráticas e satisfazer a legislação actual do Canadá.

Esta a explicação  tem por fim de esclarecer porque ouve necessidade de mudar a designação inicial.

O ‘Portuguese Cultural Centre of Mississauga Inc.’ é uma organização sem fins lucrativos com os propósitos e objectivos de promover actividades sócio-recreativas, manter e desenvolver actividades culturais que visem o desenvolvimento e preservação da Cultura Portuguesa, tornando-se extensiva e acessível à juventude de origem e ascendência Portuguesa, e assim:

  • Ensinar a língua, literatura, geografia e história Portuguesa
  • Promover actividades desportivas
  • Promover o civismo e a integração dos seus sócios no seio da sociedade Canadiana em geral
  • Promover e apoiar actividades para os jovens
  • Apoiar os bons hábitos de entendimento e tolerância e participar em actividades da comunidade em geral para benefício da sociedade no seu todo

Bem hajam,  esta é bem a raça portuguesa que deu novos mundos ao mundo.

Quero agradecer a todos a amabilidade com que me receberam e em particular ao digníssimo  presidente do Centro Cultural Português em Mississauga no Canadá, o Exmº Senhor Gilberto Moniz.

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Viva Lisboa: Viva o Povo Português
publicado por Vítor Marceneiro às 21:00
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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

RESTAURANTE LISBOA Á NOITE em Toronto Canada

Hoje dia 5 de Março irei cantar no Restaurante

Lisboa á Noite, em Toronto-Canadá. 

 

 

O Restaurante Lisboa á Noite, é um restaurante típico português situado em Toronto no Canada.
Há mais de vinte anos dirigido por Adélia e Valdemar Mejdoubi esta casa bem portuguesa acolhe e tem o Fado como elemento musical em grandes noites em que a canção nacional é elemento que une duas culturas, a portuguesa e a canadiana.
Valdemar Mejdoubi há muito que é um homem da música, toca vários instrumentos, mas tem uma dedicação muito especial pela viola acompanhando Fado.
Incutiu na filha Soraia Mejdoubi o gosto pela música, como é normal nos jovens, Soaraia começa pela musica ligeira, mas cedo descobriu que tem alma de fadista, tem cantado em vários espectáculos e obviamente naquela que também é a sua casa.

Brevemente irei apresentar uma página sobre esta nossa compatriota, para quem se possa admirar pelo apelido Mejdoubi, a razão é que os seu avô paterno era de origem marroquina.

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Viva Lisboa: Honrado com este convite
publicado por Vítor Marceneiro às 18:00
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Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Luísa de Melo - Mulher Portuegusa dos Açores e Guitarrista

Foi esta querida amiga que muito se esforçou para que eu tivesse este convite para me deslocar ao Canadá.

Luísa Melo,   está radicada há muito no Canadá, ama o Fado e a guitarra, faz questão de afirmar que nasceu com o fado na alma.

(Ver página deste blogue em: http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/97923.html)

Começámos a contactar-nos via internet, até que veio a Portugal onde tive o prazer de a conhecer e pessoalmente e ao seu marido, Dinis de Melo, que muito a apoia neste seu “vício” de tocar guitarra.

Em Maio de 2008, veio para passar umas férias merecidas, mas a sua paixão pela guitarra, levou-a  tirar parte do tempo de fazer turismo, para ter aulas de guitarra com o guitarrista António Parreira no Museu do Fado.

Estivemos no Restaurante da Nini, fiz questão de a apresentar ao público presente, pedindo-lhe que nos tocasse algo, aceitou o convite, colocou  a “unha”, e quando se preparava para afinar a sua guitarra,  o meu amigo e grande guitarrista Luís Ribeiro, homem de um fino trato e de uma generosidade exemplar, fez questão que a Luísa usasse a  sua guitarra, esta ficou de tal modo comovida com esta atitude, que sem hesitar, pegou na guitarra do Luís Ribeiro e  tocou com tal sentimento, que todos nós ficámos "arrepiados".

Foi uma grande noite de Fado e acima de tudo, o reforçar de uma amizade que já era latente.

Quero expressar que para além dos atributos que tem, pois é uma grande mulher, têm um sentimento de origem de classe, que é deveras deslumbrante.

Obrigado Luísa de Melo, é para mim um grande orgulho ser seu amigo e como nos apelidamos "irmãos do coração".

 

Vítor Duarte Marceneiro com Luísa de Melo e seu marido Dinis de Melo

Maio de 2008

 

 

Luísa de Melo com o marido Dinis de Melo em Lisboa, ás portas da Mouraria

Maio de 2008

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Viva Lisboa: Honrado com esta amizade
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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Quarta-feira, 3 de Março de 2010

VÍTOR DUARTE MARCENEIRO NO CANADÁ

Parto hoje para o Canadá para cantar e falar da "Geração de Marceneiro", nos dias 5 e 6 de Março de 2010

 

 

Como podem vericar terei a honra de fazer parte de um espectáculo conjuntamento com portugueses na sua maioria oriundos dos Açores e  residentes no Canadá, que tanto  veneram o nosso Fado.

Estarei também presente a 5 de Março, no Restaurante Lisboa á Noite, em Toronto.

 

 

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Viva Lisboa: MUITO FELIZ E HONRADO
publicado por Vítor Marceneiro às 09:00
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

MAFALDA ARNAUTH

 

Nasceu em Lisboa, 4 de Outubro de 1974

Foi descoberta por João Braga num concurso de Fado levado a efeito no extinto "Clube de Fado Amália" . em Birre-Cascais, propriedade de Bela Bueri e do grande músico e poeta  Tó Moliças,  corria o ano de 1995.

João Braga,  logo a convidou para entrar num concerto no Teatro de São Luís, em Lisboa, no qual foi estrondosamente ovacionada.

O seu primeiro álbum, Mafalda Arnauth (1999), foi aclamado pela crítica e recebeu o prémio de "voz revelação" do ano pela revista portuguesa BLITZ,

 O seu segundo disco, " Esta Voz Que Me Atravessa"   foi editado em 2001.

Em 2003, Mafalda Arnauth lançou "Encantamento", no qual surge também como compositora.

Em 2005 grava "Diário" , que foi saudado pela crítica e pelos fãs como o melhor trabalho da cantora até o momento.

Este ano com produção própria  edita "Flor do Fado", com alguns temas seus e outros já gravados por outros fadistas, mas para mim e para grande maioria do público, é  sublime  a sua interpretação do excepcional poema que Manuel Alegre fez para  a bonita canção de José Niza "Flor de Verde Pinho" . (ouvir este tema em (http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/141318.html)

Sou amigo de Mafalda,  nutro por ela um enorme respeito e carinho.

É de  realçar também  o seu enorme empenho,  que mesmo dentro dos "meandros tumultuosos"  da vida artística, conseguiu chegar ao fim do curso de veterinária.

Parabéns Mafalda

 

Mafalda Arnauth

canta: Serás Sempre Lisboa

Letra e música de sua autoria

 

 

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música: Serás Sempre Lisboa
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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