Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

BARCO NEGRO & MÃE PRETA

Foi em 1954, que  os brasileiros, Piratini (Antônio Amábile) e Caco Velho (Matheus Nunes) criaram uma notável canção, a que deram o título  "Mãe preta", que foi um grande êxito em no Brasil, e que óbviamnete não passou despercebido em Portugal.

O disco,  e consequentemente o poema,  foram proibidos em Portugal.

David Mourão-Ferreira, aproveitando a melodia,  escreveu para Amália,  outro excepcional poema,  “Barco Negro”, também muito bom,  mas que nada tinha que ver com o poema original, pois seu poema, a  tragédia do pescador substitui  a tragédia da exploração/escravatura e do racismo.

Amália Rodrigues tornou a música mundialmente famosa ao cantá-lo no filme francês os “Amantes do Tejo”

Com o advento do 25 de Abril Amália grava o poema original "Mãe preta", em 1978

 

 

       

MÃE PRETA

 

(Piratini e Caco Velho)

   

velha encarquilhada

carapinha branca

gandola de renda

caindo na anca

embalando o berço

do filho do sinhô

que há pouco tempo

a sinhá ganhou

era assim que mãe preta fazia

criava todo branco

com muita alegria

enquanto na senzala

seu bem apanhava

mãe preta mais uma lágrima enxugava

mãe preta, mãe preta,

mãe preta, mãe preta

enquanto a chibata

batia em seu amor

mãe preta embalava

o filho branco do sinhô

          

Barco Negro

    

(David Mourão-Ferreira)

          

De manhã, que medo, que me achasses feia!

Acordei, tremendo, deitada n'areia

Mas logo os teus olhos disseram que não,

E o sol penetrou no meu coração.[Bis]

 

Vi depois, numa rocha, uma cruz,

E o teu barco negro dançava na luz

Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas

Dizem as velhas da praia, que não voltas:

 

São loucas! São loucas!

 

Eu sei, meu amor,

Que nem chegaste a partir,

Pois tudo, em meu redor,

Me diz qu'estás sempre comigo.[Bis]

 

No vento que lança areia nos vidros;

Na água que canta, no fogo mortiço;

No calor do leito, nos bancos vazios;

Dentro do meu peito, estás sempre comigo.

 

Amália canta: Barco Negro

 

 

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música: Barco Negro
publicado por Vítor Marceneiro às 15:00
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Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Manuel Carvalho - Carta para Portugal

 CARTA PARA PORTUGAL

 

      Caro amigo  

Antes de me sentar para te escrever, pus um CD da Amália a tocar. Sim, sim, da Amália! Rio-me aqui sozinho, divertido,  ao imaginar a tua cara de espanto. É verdade,  podes crer, agora também gosto de fado. Como aliás já gosto de muitas outras coisas a que antigamente, antes de emigrar, não ligava nenhuma e até tinha mesmo declarada aversão.

Seria demasiado longo e talvez infrutífero tentar explicar-te as premissas desta mudança tão radical. Talvez lá mais para o fim da carta, comeces a ver uma luzita ao fundo do túnel.

Aceita , pois, por agora, sem objecções, o facto consumado: gosto de fado, adoro fado. Neste preciso momento, a voz cristalina e sem par da grande diva desliza-me pela alma  como uma cascata refrigerante de diamantes:

 

 

 

 

  

(...)

Dizem as velhas da praia

Que não voltas.

São loucas! São loucas!

 (...)

 

            Perguntavas-me na tua última carta, com uma ponta de inquetação, bem o percebi,  se tencionava regressar, algum dia, a Portugal, pondo assim um termo a esta já tão longa aventura da emigração.

            Que resposta te poderei dar? Será a emigração uma viagem sem regresso? Certamente, na grande maioria dos casos. E os números nus e crus das estatísticas estão lá para comprová-lo.

 Regresso! Palavra de mil alquimias. Nos primeiros tempos, a sua evocação é  abençoado remédio contra os males da saudade e do desenraizamento. Depois, à medida que novas raízes começam a rasgar húmus imprevistos, transforma-se, sem nos darmos conta disso, num espinho cravado nas carnes, num agente perturbador da paz de espírito.

Como todos aqueles que um dia partiram do chão que os viu nascer, a minha firme intenção era regressar o mais rapidamente possível. Cinco anos? Dez anos? Já nem me recordo com precisão dos prazos então estabelecidos.

              Mas, como diz o ditado, o homem põe e Deus dispõe. E tortuosos são os caminhos da vida. Imprevistamente, estas terras alheias, onde nos nasceram e  cresceram os filhos, começam, num impreciso e decisivo momento, a ser também nossas e, quando nos apercebemos disso, é irremediavelmente tarde. Já então,  tal como cantou o Poeta, temos a alma pelo mundo em pedaços repartida e o sonho do REGRESSO, miragem cada vez mais esfumada e inalcançável, perde-se definitivamente nos insondáveis espaços míticos do imaginário colectivo da diáspora.  É um  enorme choque, acredita, esta constatação.

             Mas ninguém pode viver eternamente paredes meias com o desespero. Finalmente, após longa travessia do deserto, num belo dia de todas as graças, um subtil e poderoso mecanismo de sublimação põe-se lentamente em marcha. É então chegada a hora de, estoicamente, fazer das tripas coração e  agarrar agulha e linhas para remendar o rasgão que nos dilacera a alma .

 

(...)

Eu sei , meu amor, que nem chegaste a partir

Pois tudo em meu redor me diz

Que estás sempre comigo

(...)

           

            No meu caso pessoal, a mais balsâmica das respostas para as minhas apreensões e simultaneamente para a tua pergunta descobri-a na mensagem inconformista da letra deste fado. Como poderei regressar se nunca parti verdadeiramente de Portugal? Estás a compreender o paradoxo? Portugal, meu amigo, nunca deixou de estar incrustado no meu espírito, no decorrer da minha errância por este mundo além. Adivinho, sinto a sua presença constante no pulsar da carne,  no sussurro da memória, nos sobressaltos  dos sentidos, no latejar das emoções, na voz  da alma.

             Sim, podes crer, nunca cheguei a partir definitivamente de Portugal, ou talvez melhor, recorrendo a uma imagem mais convincente, quando parti trouxe Portugal comigo, na mala, para, companheiro indefectível,  me fazer companhia nas horas de solidão.

Então agora que vivemos esta espantosa revolução das comunicações que alterou drasticamente a geografia do mundo e que encurtou as distâncias físicas e afectivas, a minha convicção é cada vez mais profunda e sustentável. Basta chegar a casa e ligar a televisão ou o computador para que Portugal, como um deus omnipresente, como um génio da lâmpada, desperte e invada as mais recônditas fibras do meu corpo sempre pronto para ser lavrado e semeado pelas forças telúricas que tutelam a minha existência.

            Será pois despropositado falar de regresso. Não queiras ser, com a tua pergunta dilacerante, uma das velhas da praia...da minha vida. Para quê subverter um equilíbrio tão penosamente conquistado?

(...)

Dentro do meu peito

Estás sempre comigo.

(...)

 

Compreendes agora por que razão gosto de fado? E por que , entre todos, o meu predilecto seja o Barco Negro da Amália?

Como sempre que me é possível, aí estarei este verão em Portugal para mais um cíclico regresso às origens e aos prados floridos da infância. Até lá, recebe um grande abraço deste  teu amigo

 

http://manuelcarvalho.8m.com

                                                 

 

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Viva Lisboa: Alma Lusa... sempre
publicado por Vítor Marceneiro às 21:30
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

O Leilão da Mariquinhas

O Leilão da Mariquinhas

Letra de Linhares Barbosa

Múisica: Fados Mouraria

 

 

“O LEILÃO DA MARIQUINHAS”

 

 

Letra. Linhares Barbosa

Música: Fado Mouraria

 

Ninguém sabe dizer nada

Da famosa Mariquinhas

A casa foi leiloada

Venderam-lhe as tabuinhas

 

Ainda fresca e com gajé

Encontrei na Mouraria

A antiga Rosa Maria

E o Chico do Cachené

Fui-lhes falar, já se vê

E perguntei-lhes, de entrada

P´la Mariquinhas coitada?

Respondeu-me o Chico: e vê-la

Tenho querido saber dela

Ninguém sabe dizer nada.

 

E as outras suas amigas?

A Clotilde, a Júlia, a Alda

A Inês, a Berta e a Mafalda?

E as outras mais raparigas?

Aprendiam-lhe as cantigas

As mais ternas, coitadinhas

Formosas como andorinhas

Olhos e peitos em brasa

Que pena tenho da casa

Da formosa Mariquinhas.

 

Então o Chico apertado

Com perguntas, explicou-se

A vizinhança zangou-se

Fez um abaixo assinado,

Diziam que havia fado

Ali até de Madrugada

E a pobre foi intimada,

A sair, foi posta fora

E por more de uma penhora

A casa foi leiloada.

 

 

O Chico foi ao leilão

E arrematou a guitarra

O espelho a colcha com barra

O cofre forte e o fogão,

Como não houve cambão

Porque eram coisas mesquinhas

Trouxe um par de chinelinhas

O alvará e as bambinelas

E até das próprias janelas

Venderam-lhe as tabuínhas.

 

 

A cantar este Fado na Adega do João. na Loubagueira 

 


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Viva Lisboa: Tudo se vende, Tudo é leiloado
música: O Leilão da Mariquinhas
publicado por Vítor Marceneiro às 22:04
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Sábado, 19 de Maio de 2012

JANELA DA VIDA de Carlos Conde

FOI ESCRITO NOS ANOS TRINTA DO SÉCULO XX,  SE AFIRMÁSSE-MOS QUE TINHA SIDO ESCRITO AGORA...

DIRIA-MOS DECERTO... BEM OBSERVADO 

 

  

 

 

 

"JANELA DA VIDA"

 

Letra de:Carlos Conde

Música: Marcha de Alfredo Marceneiro

 

Para ver quanta fé perdida

E quanta miséria sem par

Há neste orbe, atroz ruim

Pus-me à janela da vida

E alonguei o meu olhar

P´lo vasto Mundo sem fim.

 

Pus todo o meu sentimento

Na mágoa que não se aparta

Do que mais nos desconsola;

E assim a cada momento

Vi buçais comendo à farta

E génios pedindo esmola!

 

Vi muitas vezes a razão

Por muitos posta de rastos

E a mentira em viva chama;

Até por triste irrisão

Vi nulidades nos astros

E vi ciências na lama!...

 

Vi dar aos ladrões valores

E sentimentos perdidos

Nas que passam por honradas

Vi cinismos vencedores

Muitos heróis esquecidos

E vaidades medalhadas

 

Vi no torpor mais imundo

Profundas crenças caindo

E maldições ascendendo

Tudo vi neste Mundo

Vi miseráveis subindo

Homens  honrados descendo

 

Esse é rico, e não tem filhos

Que os filhos não dão prazer

A certa gente de bem

Aquele tem duros trilhos

Mas é capaz de morrer

P´los filhinhos que tem

 

Esta é rica em frases ledas

Diz-se a mais casta donzela

Mas a honra onde ela vai

Aquela não veste sedas

Mas os garotitos dela

São filhos do mesmo pai

 

Por isso afirmo com ciso

Que p´ra na vida ter sorte

Não basta a fé decidida

P´ra ser feliz é preciso

Ser canalha até à morte

Ou não pensar mais na vida.

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Viva Lisboa: PUNHO ERGUIDO (mão dtª)
música: Janela da Vida
publicado por Vítor Marceneiro às 22:52
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Professor Edgar Nogueira - Guitarrista

 

O Quarteto Edgar Nogueira apresentou o seu novo trabalho no dia 27 de Maio de 2010

 FADO DO SÉC. XXI

Na sala da conhecida Casa de Fados, Café LUSO, no Bairro Alto 

Foram apresentados poemas de Camões e Florbela Espanca,

além de outros musicados pelo autor e mentor deste agrupamento.

O concerto,  foi gravado em para edição de DVD.

Um trabalho de excelência,  um concerto de prestígio.

  

O Professor Edgar Nogueira, exímio instrumentista em guitarra Portuguesa, regista uma carreira com sensivelmente três decadas e nada tolhe as suas intenções artísticas, o próprio considera que está a viver uma fase de grande maturidade, fortemente impulsionada por projectos recentemente concretizados, como é o caso do último álbum editado, “Painéis de Lisboa”, desenho musical de apreciado valor lírico ao qual se juntaram outros instrumentos como a guitarra clássica e o violoncelo.

O CD tem vindo a ser apresentado e divulgado, e, no âmbito da programação mais recente, uma das composições dá título ao espectáculo que poderão assistir no Café Luso, Fado do Século XXI, que reveste especial significado pela ligação do músico a este espaço histórico que o acolhe, bem como a gravação ao vivo, que o tornará ainda mais vibrante.

A propósito do lançamento desta obra, o Maestro António Victorino de Almeida classificou-a como “música de concerto”, o que confirma as aspirações na base.

 

Elementos do Quarteto Edgar Nogueira:

guitarrista - Edgar Nogueira

violoncelista- Teresa Rombo

violista- Nelson Aleixo

fadista- Catarina  Rosa

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publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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Sábado, 12 de Maio de 2012

VÍTOR DUARTE MARCENEIRO

Chamo-me Vítor Manuel de Azevedo Duarte, nasci em Lisboa no Bairro de Alcântara, em 28 de Abril de 1945, sou  filho do fadista Alfredo Duarte Júnior, e neto do Alfredo Marceneiro.

Com o falecimento de minha mãe aos 5 anos, fui viver para casa dos meus avós, Alfredo e Judite, pelo que se poderá dizer que nasci e fui criado a ouvir Fado.

Nunca fui pressionado para me dedicar ao Fado, antes pelo contrário, era incentivado a estudar e tirar um curso (o Fado não era futuro para ninguém dizia o meu avô).

Desde muito jovem, fui registando sem me aperceber “as vivências do Fado” quando acompanhava o meu avô ou o meu pai, ambos me falavam de Fado, e das suas vivências, a partir dos meus 10 anos o meu avô leva-me praticamente todos os sábados com ele para a sua volta fadista, Bairro Alto, Viela, Alfama e depois Ritz para desfazer a barba, e acabar na Márcia Condença, já gostava de ouvir alguns fadistas,  e fiz desde logo a minha selecção de preferências, que hoje se mantém.

Frequentei os bailes de Lisboa, acho que fui razoável bailarino, adorava ir ao cinema e exibir-me com a minha moto (cheguei a exibir gesso e ligaduras), a minha juventude em nada foi influenciada pelo fado, andei até aos vinte anos noutros fados.

Desde muito jovem que tinha a paixão pela fotografia, (tinha um laboratório em casa), com cerca de 17 anos, fui fotógrafo na Viela, do Sérgio, cantavam lá nessa altura Berta Cardoso e Beatriz Ferreira e o próprio Sérgio, mas esta actividade era paralela à minha profissão ligada aos automóveis, como tinha uma moto ajudava para a gasolina, ser fotógrafo já era o pretexto para andar no Fado, pois eu não cantava e nem tal me passava pela cabeça, mas arranjei muitos amigos no meio, confesso que mais clientes que artistas, e obviamente quando sabiam quem eu era, logo o tema da conversa era o meu avô.

Em Alcântara, onde eu passei a morar com a minha avó Maria (da parte da minha mãe) quando passei a frequentar a Escola Industrial Marquês de Pombal, abre o Restaurante Típico O Timpanas, e vou para lá como fotógrafo, pois era amigo dos donos a família Forjaz de Brito, (O Rui Forjaz de Brito foi o autor do prefácio do meu primeiro livro sobre o meu avô. Ainda em Alcântara logo ao lado do Timpanas, havia também “A Cesária”, onde o meu saudoso tio Carlos parava e quase sempre cantava, que eu comecei a frequentar, era sempre até ás duas e tal da madrugada, de manhã é que era difícil acordar para ir trabalhar, mas nunca faltei aos meus compromissos, mas que houve muitos dias que até parecia que dormia em pé, houve, mas valeu a pena, que saudades.

Só cantei  em público já tinha cerca de 20 Anos, como aliás expliquei  como tudo de passou no meu livro biográfico da Hermínia Silva, e que já aqui foi publicado.VER PÁGINA

Entretanto faço o serviço militar na Arma de Cavalaria –Santarém e Santa Margarida, onde aperfeiçoei  a arte da fotografia e me iniciei com no Filme, isto porque, embora a minha especialidade fosse Carros de Combate M-47, o comando  pelas minhas aptidões nos audiovisuais, nomeia-me responsável pelo departamento de Fotocine do quartel.

Mal acabei o serviço militar tive uma experiência curta como profissional de Fado no Restaurante Típico Luso, ao lado de Tristão da Silva, Augusta Ermida e Plínio Sérgio.

É por esta altura que gravei a solo e em dueto com meu avô e com meu pai, para as editoras, EMI-Valentim de Carvalho e Discos Estúdio do nosso amigo Emílio Mateus.

A paixão pelos audiovisuais leva-me a abandonar a segurança que tinha no ramo automóvel, e a abraçar uma carreira no cinema, bastante mais insegura, mas para mim mais gratificante.

Comecei com Director Comercial, passei a Produtor Executivo, na Cinegra produtora do Magazine Cinematográfico VIP87, do realizador António de Almeida Lopes até Abril de 74.

Como independente fui produtor e realizador do Jornal Cinematográfico “Bric à Brac” e de vários documentários e filmes de publicidade.

Em 1975 entro para o Ministério da Comunicação Social – Instituto Português de Cinema, como Chefe de Produção, mais tarde passo a exercer em simultâneo as funções de Operador de Som, posteriormente e após vários trabalhos inclusive 2 filmes de fundo, passo a Director de Som, vindo mais tarde com a ajuda de uma bolsa de estudo a fazer um o Curso de Engenheiro de Som (3anos) sendo isento de estágio pelo trabalho já feito antes do curso.

Fui ainda correspondente das Televisões

Em 1979, fui produtor e Director de Som no programa de Televisão para a RTP 1, “MARCENEIRO – Três Gerações de Fado”, programa este, onde canto com o pai e meu o avô, merecendo o agrado unânime quer da crítica, quer do público, o programa estreou em 1980 e meu avô vem a falecer em 1982, foi assim o seu último registo em filme.

Em 1991 fui o impulsionador das Comemorações do Centenário do Nascimento de Alfredo Marceneiro, tendo sido convidado por Joaquim Letria para a RTP 1 conjuntamente com meu pai e Carlos do Carmo.

Cantei no programa de fados produzido pela SIC, (o único até hoje) quando do primeiro aniversário desta estação de televisão, a convite do jornalista Vitor Moura Pinto.

Actuei várias vezes na “Grande Noite de Fado” no Coliseu dos Recreios a convite da Casa da Imprensa.

Fui convidado de Herman José no programa “Parabéns” na RTP 1 (1994), onde actuei, assim como de Carlos Cruz no programa “Zona Mais” na RTP 1, por Júlio Isidro para a TVI, e por Teresa Guilherme para a  SIC, nesta conjuntamente com meu pai e já após o falecimento de meu avô

José Lá Féria convida-me a actuar na abertura da emissão em directo da “Grande Noite do Fado emHomenagem a Alfredo Marceneiro” em 1998, para a RTP Internacional e RTP África

Na “Grande Noite do Fado de 2000 e 2001” fui convidado pelo jornalista e Director da Casa da Imprensa José La Féria, para Presidente do Júri. 

Sou o autor dos livros biográficos de meu avô “Recordar Alfredo Marceneiro”(1995) e“ Marceneiro – Os Fados que ele cantou”(2001)

Sou ainda autor e editor do livro biográfico “Recordar Hermínia Silva” (2004)

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Tenho produzido vários Diaporamas sobre Figuras do Fado, que utilizo quer em espectáculos quer em conferências sobre Fado.

Foi convidado de Manuel Luís Goucha no programa “Praça da Alegria” na RTP 1.

Fui o fadista convidado para cantar no VideoClip de promoção do Fado,  para a EXPO 98.

Tenho sido convidado pelas entidades competentes para fazer várias palestras subordinadas ao tema., Histórias para a História do Fado, nos seguintes locais:

Biblioteca Museu da República e Resistência – C.M.L.

Fonoteca Municipal de Lisboa.  

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Fórum Roque Gameiro – C.M. Almada  

Fórum Municipal – C.M. Benavente    

Salão Nobre – Casa da Imprensa

Fórum da Biblioteca Municipal  - C.M. Alenquer  

A Voz do Operário  

Sou sócio fundador da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado “A.P.A.F.” tendo sido recentemente eleito para vogal da direcção.

É Sócio Honorário da Associação Benaventense dos Amigos do Fado.

Fui entrevistado no programa  SIC 10 Horas de Fátima Lopes por ser o ideólogo e principal impulsionador de colocar Lisboa no Guiness Book of Records, como “A Cidade mais Cantado  do Mundo”.VER PÁGINA

Ainda na SIC 1O  Horas, cantei o Fado,  BAIRROS LISBOA, de Carlos Conde e Alfredo Marceneiro. VER PÁGINA

Mereceu ainda um especial  destaque esta iniciativa, tendo tido uma ampla divulgação que em Portugal como em praticamente todo o mundo através da notícia da LUSA pelo jornalista Nuno Lopes.VER PÁGINA

Foi ainda noticia de destaque no Jornal das 9 horas da SIC, e retransmitida na SIC INTERNACIONAL. VER PÁGINA

2006  Apresentei no Museu do Fado Diaporamas sobre Alfredo Marceneiro e Hermínia Silva

2007  Fui o produtor executivo do CD " MARCENEIRO...é só Fado"

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e ainda do CD " 3 Gerações de Fado

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assim como  o DVD - Alfredo Marceneiro 3 Gerações do Fado.

 VER PÁGINA

 

Geração de Marceneiro  na TVI - Tardes da Júlia.  

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/237096.html

 

Enaltecer o Fado e os fadista, é a minha aspiração, e por essa razão enquanto faço a recolha dos dados sobre Lisboa, vou fazendo História do  Fado, (lembrando quem o cultivou) mas como é natural e por direito com grande destaque ao meu avô Alfredo Rodrigo Duarte, que é também o meu,  e vosso Alfredo Marceneiro.

Continuo a cantar, não tanto como eu gostaria, mas tenho que entender que não faço parte do "Lobbie". continuo também a fazer palestras e a escrever sobre Fado.

Estive no Canadá,  Brasil a cantar e dar palestras sobre Fado,  recente estev nos Acores na Base das Lajes e na Universidade dos Açores.

 

Vítor Duarte Marceneiro canta:

AMOR É ÁGUA QUE CORRE

Letra de:Augusto de Sousa

Música: Marcha de Alfredo Marceneiro

Gravado ao vivo no Coliseu dos Recreios

 

 

Está em fase muito avançada de  arranque a criação da há muito já idealizada

"ASSOCIAÇÃO FADISTA - ALFREDO MARCENEIRO"

Em breve será anunciada a  metolodogia para angariar amigos/adeptos

 

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Viva Lisboa: Orgulho nas Origens
música: Amor é Água Que corre - Video Clip ao Vivo
publicado por Vítor Marceneiro às 14:00
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Domingo, 6 de Maio de 2012

MÃE - Dia da Mãe 2010

MÃE... com três letras apenas se escreve esta palavra, tal como PAI..., são palavras pequenas, mas como alguém já escreveu,  são aquelas que na VIDA, um  maior  significado têm.

Minha mãe partiu com 25 anos, tinha eu cinco anos, mas quando eu já escrever era à minha saudosa avò Maria,  que eu escrevia,  como se da minha mãe se tratrasse. Como muitos se hã-de lembrar este dia que foi durante muitos anos comemorado nos dias 8 de Dezembro. 

Saúdo as mães de todo o Mundo, com especial carinho para aquelas que acabam por passar os seus últimos dias de vida, ou sós nas suas casas, ou em lares, e tantas vezes esquecidas e desamparadas.

A solidão é muito triste, mas como deve ser angustiante a solidão de uma mulher que pariu um filho, e no fim da vida, se vê só e abandonada por esse próprio filho.  

Cito estes versos de um poema da autoria de Linhares Barbosa e celebrizado por  Fernando Farinha.


P´las mãos de minha mãezinha

 Andei nos tempos de então

Hoje com está vélhinha

É ela que anda p´la minha

Faço a minha obrigação

 

 

De Henrique Rego. 

 

 

 

DA MULHER DESVENTURADA NINGUÉM FUJA

SE ELA ACASO UM FILHO TEM,

DEIXÁ-LA SER DESGRAÇADA

PORQUE A DESGRAÇA NÃO SUJA

O SANTO AFECTO DE MÃE


De Eugénio de Andrade o poema "MÃE", num Video-Clip

Produzido por Estúdios Raposa

Poema dito pelo meu meu amigo Luís Gaspar

 

 

 

Também com muito gosto tenho o prazer de vos apresentar dois poemas de dois amigos sobre o tema "MÂE"

 

Mãe

 

por Maria da Luz

 

Sinto falta de ti mãe

Do calor do teu colo

Onde me acolhias e me fazias

Sentir que o mundo estava todo ali

E me protegias

 

Sinto falta de ti mãe

Quando me abrias os braços

E eu para ti corria feliz

Inocente menina

 

Sinto falta de ti mãe

Quando me falavas baixinho

E eu adormecia pensando que ouvia

A voz de um anjo

 

Sinto falta de ti mãe

Agora que no teu peito

Me queria esconder da vida

E contar-te os meus segredos

As minhas dores

 

Sinto falta de ti mãe

Ter as tuas mãos no meu rosto

Os  teus beijos secando minhas lágrimas

A tua voz dizendo palavras doces

Embalando a tua menina

 

Agora mãe

Como eu queria que me abrisses os braços

Quais asas de um anjo que me levasse

Ao encontro de um outro anjo que me espera

E a ele me entregasses

E eu pudesse estar de novo em paz

Acreditar que era verdade

Quando me dizias,  que tudo estava bem

E eu era feliz

 

 

Do meu amigo Júlio Dias, que ao enviar-me este poema, não escondia o seu orgulho dizendo: Sabes Vítor a minha mãe foi uma das últimas varinas, que percorreu com a sua canastra à cabeça as ruas da nossa  Lisboa, apregoando ...Oh. Viva da Costa...

 

 

ATÉ AMANHÃ MINHA MÃE

 

por Júlio Dias


A TUA VIDA FOI SER VARINA,
COMEÇAS-TE DE PEQUENINA,
NO MERCADO DA RIBEIRA,
ENTOAVAS O TEU PREGÃO,
PARA PODERES GANHAR O PÃO,
POR ESSA LISBOA INTEIRA!

 

 

 

FOSTE ENVIADA POR DEUS,
AMASTE TODOS OS TEUS,
COM AMOR E DEVOÇÃO
E, NA HORA DA PARTIDA,
ÉS A MÃE MAIS QUERIDA,
GUARDADA NO MEU CORAÇÃO!

 

OBRIGADO MINHA MÃE,
QUE SOUBESTE SER ALGUÉM,
NUMA VIDA SÃ,
O TEU CAMINHO EU SIGO,
UM DIA IREI TER CONTIGO,
BOA NOITE E ATÉ AMANHÃ!

 

 

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música: Poema mãe de Eugênio de Andrade
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012

1º de Maio DIA MUNDIAL DO TRABALHADOR

 

Espero não termos que vir a ter de comemorar ( leia-se actuar) num DIA NEGRO...

 

O DIA DO DESEMPREGADO e do reformado ROUBADO...

 

Saúdo todos os trabalhadores do mundo.

Tal como escrevi no ano passado, relembramos mais de 100 anos dos acontecimentos que deram lugar à comemoração deste dia, em que muitos homens e mulheres de coragem, perderam a vida para lutarem pelos direitos de todos os trabalhadores, quem diria que este ano, ainda pior que o anterir, fruto de uma desenfreada ambição capitalista, que responsáveis politicos não souberam travar, ou não quiseram, milhares de trabalhadores de todo o mundo estão dia a dia a perder o seu emprego,  a su dignidade, só quem estiver nessa situação poderá saber o quanto sofre.

A minha solidariedade ... Acreditemos que o amanhã será melhor...

 

  Tomo a liberdade de publicar aqui este poema do meu amigo e poeta Caraloa Escobar

 

 


1º de Maio – Dia Mundial do Trabalhador

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de Maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.

Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de Maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

 

Chicago, Maio de 1886 

 

O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos directamente aos piores momentos dos primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens. Não apenas se buscava a extracção da mais-valia, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.

Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais pólos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e social-democratas. Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. À época, Chicago não era apenas o centro da máfia e do crime organizado era também o centro do anarquismo na América do Norte, com importantes jornais operários como o Arbeiter Zeitung e o Verboten, dirigidos respectivamente por August Spies e Michel Schwab.

Como já se tornou praxe, os jornais patronais chamavam os líderes operários de preguiçosos e canalhas que buscavam criar desordens. Uma passeata pacífica, composta de trabalhadores, desempregados e familiares silenciou momentaneamente tais críticas, embora com resultados trágicos no pequeno prazo. No alto dos edifícios e nas esquinas estava posicionada a repressão policial. A manifestação terminou com um ardente comício.

No dia 3, a greve continuava em muitos estabelecimentos. Diante da fábrica McCormick Harvester, a policia disparou contra um grupo de operários, matando seis, deixando 50 feridos e centenas presos, Spies convocou os trabalhadores para uma concentração na tarde do dia 4. O ambiente era de revolta apesar dos líderes pedirem calma.

Os oradores se revezavam; Spies, Parsons e Sam Fieldem, pediram a união e a continuidade do movimento. No final da manifestação um grupo de 180 policiais atacou os manifestantes, espancando-os e pontapeando-os. Uma bomba estourou no meio dos guardas, uns 60 foram feridos e vários morreram. Reforços chegaram e começaram a atirar em todas as direcções. Centenas de pessoas de todas as idades morreram.

A repressão foi aumentando num crescendo sem fim: decretou-se “Estado de Sítio” e proibição de sair às ruas. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas, criminosos e gangsters pagos pelos patrões invadiram casas de trabalhadores, espancando-os e destruindo seus pertences.

A justiça burguesa levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O julgamento começou dia 21 de Junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de Outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.

 

Mártires de Chicago:

Parsons, Engel, Spies e Fischer foram enforcados, Lingg suicidou-se na prisão.

No dia 11 de Novembro, Spies, Engel, Fischer e Parsons foram levados para o pátio da prisão e executados. Lingg não estava entre eles, pois suicidou-se.

 

Spies fez a sua última defesa:

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é a vossa opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

 

Parsons também fez um discurso:

"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão". Fez um relato da acção dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:

"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objectivo do socialismo".

 

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Viva Lisboa: Desolado, Defraudado
publicado por Vítor Marceneiro às 01:18
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