Terça-feira, 30 de Outubro de 2012

Associação O Patriarca do Fado "Alfredo Marceneiro" - Um sonho que se realizou



Tudo começou assim:


Comissão iniciadora para a criação da

                   “Associação Alfredo Marceneiro”,

com sede no Cadaval, composta pelos ilustres Cadavalenses, e apreciadores de Fado:

 

Francisco Pintéus

Dr. Pinto Carvalho

Dr. Diogo Abreu

José Militão

 

Texto do manisfesto entregue aos cidadãos.

 

É verdade! O “Ti Alfredo” teve as suas origens no Cadaval 

 

Como demonstram as fotografias  deste desdobrável, retiradas do livro da autoria de Vítor Duarte, neto do Ti Alfredo, grande divulgador da sua obra e que nas sessões de fado em que participa, sempre refere a origem Cadavalense do seu avô.

 

Conscientes do valor acrescentado que o nome MARCENEIRO poderá trazer para a divulgação do CADAVAL e, paralelamente, a promoção da obra do Ti Alfredo (quantas vezes injus­tamente esquecido), está em embrião a criação de uma Associação, com sede no Cadaval, para a concretização desses objectivos.

 

 

Que nos propomos fazer:

 

·        Atribuição de um prémio (anual ou

bianual?) com o nome de ALFREDO MARCENEIRO para premiar o melhor álbum de fado editado nesse período.

 

·        Realização de um Concurso Concelhio com vista à descoberta de novos talentos para o Fado.

 

·    Preservar a (s) memória (s) e referência (s) a Alfredo Marceneiro através da constituição de um Arquivo do que lhe disser respeito:

 

. Discos

. Imprensa

. Outras memórias

 

·        Realização de Colóquios e Conferências

com o objectivo de dar a conhecer o

contributo que ALFREDO MARCENEIRO deu e continua a dar para a grandiosidade do Fado.

 


Contacto com o autor: clicando aqui
publicado por Vítor Marceneiro às 08:19
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE FADO "O PATRIARCA DO FADO"

Na Conservatória do Registo Comercial R.N.P.C., em Lisboa, no dia 24 de Outubro de 2012, foi constituída a ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE FADO " O PATRIARCA DO FADO" a Associação Cultural de Fado " O Patriarca do Fado" sendo seu patrono Alfredo Marceneiro 

ver página no Facebook em https://www.facebook.com/pages/Associa%C3%A7%C3%A3o-Cultural-de-Fado-O-Patriarca-do-Fado/242139879147326?ref=hl


 

 

Aqui estão os estatutos, eem  breve daremos maia pormenores, para quem quiser  aderir...vamos fazer FADO a rigor.


 

Estatutos da Associação Cultural de Fado "O Patriarca do Fado"

por Associação Cultural de Fado "O Patriarca do Fado" a Domingo, 28 de Outubro de 2012 às 21:20 ·

 

ESTATUTOS DA ASSOCIAÇÃOCULTURAL DE FADO "O PATRIARCA DO FADO"

 

ARTIGO PRIMEIRO

Da denominação, sede e âmbito de acção e fins

1 - Sob a designação de ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE FADO ALFREDOMARCENEIRO, é criada uma associação sem fins lucrativos, e tem sede naRua Dr. Duarte Álvares de Abreu, número 21 - 1º Direito, Cadaval, freguesia de Cadaval, concelho de Cadaval e constitui-se por tempo indeterminado.

2 - A associação tem o número de pessoa colectiva 510431720 o numero deidentificação na segurança social 25104317204

 

ARTIGO SEGUNDO

Actividade

 

1 - A ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE FADO "O PATRIARCA DO FADO" tempor objectivos a promoção e a prática da acção cultural, no âmbito do Fado noseu todo, e em particular da figura do seu patrono "ALFREDOMARCENEIRO".

2 - A organização e funcionamento dos diversos sectores da actividade constarão de regulamentos Internos elaborados pela Direcção e aprovados emAssembleia Geral

3 - "Alfredo Marceneiro" é marca registada no INIP, estando a associaçãosujeita a regras de protecção do detentor dos referidos direitos, como de outrosque possam ser abrangidos nos termos da lei dos direitos de autor e direitosconexos.

a ) Para tal fim será elaborado um protocolo entre a direcção e o representantelegal dos referidos direitos.

 

ARTIGO TERCEIRO

Receitas

Constituem receitas da associação, designadamente:

a) A jóia inicial paga pelos sócios;

b) O produto das quotizações fixadas pela assembleia geral;

c) Os rendimentos de bens próprios e as receitas das actividades sociais;

d) As liberalidades aceites pela associação;

e) Os subsídios que lhe sejam atribuídos;

 

ARTIGO QUARTO

Órgãos

1 - São órgãos da associação a assembleia geral, a direcção e o conselhofiscal.

2 -A duração do mandato dos corpos gerentes é de três anos devendoproceder-se à sua eleição no último ano de cada mandato.

a) O mandato inicia-se com a tomada de posse perante o Presidente daMesa da Assembleia Geral ou seu substituto, o que deverá ter lugar até àprimeira quinzena do ano civil imediato ao das eleições.

b) Quando a eleição seja efectuada extraordinariamente fora do tempoestipulado nos termos do artigo 1, a posse terá lugar dentro do prazomáximo de 30 dias, considera-se que o mandato termina no prazo previstopara o termino do mandato inicial.

c) Quando as eleições não sejam realizadas atempadamente considera-seprorrogado o mandato em curso até à posse dos novos corpos gerentes.

3 - O exercício de qualquer cargo nos corpos gerentes é gratuito mas podejustificar o pagamento de despesas dele derivadas, previamente autorizadaspela direcção devidamente comprovadas.

4 - Em caso de vacatura da maioria dos membros de cada órgão social,depois de esgotados os respectivos suplentes, deverão realizar-se eleiçõesparciais para o preenchimento das vagas verificadas, no prazo máximo deum mês e a posse deverá ter lugar nos quinze dias seguintes às eleiçõesa) O termo do mandato dos membros eleitos nas condições do númeroanterior, coincidirá com o dos inicialmente eleitos.

5 - Não é permitido aos membros dos corpos gerentes o desempenhosimultâneo de mais de um cargo nos corpos gerentes.

6 - Os corpos gerentes são convocados pelos respectivos presidentes e sópodem deliberar com a presença da maioria dos seus titulares.a) As deliberações são tomadas por maioria dos votos dos titularespresentes que não podem abster-se, tendo o presidente, além do seu voto,direito a voto de desempate.b) As votações respeitantes a eleições de corpos gerentes ou a assuntos deincidência pessoal dos seus membros serão feitos obrigatoriamente porescrutínio secreto.

7 - Os membros dos corpos gerentes são responsáveis civil e criminalmentepelas faltas ou irregularidades cometidas no exercício do mandato.a) Além dos motivos previstos na lei, os membros dos corpos gerentes ficamexonerados de responsabilidade se não tiverem tomado parte na respectivaresolução e a reprovarem com declaração na acta da sessão imediata emque se encontrem presentes, ou se tiverem votado contra a resolução queficar registado em acta.

8- Os membros dos corpos gerentes não poderão votar em assuntos quelhes digam directamente respeito ou nos quais sejam interessados osrespectivos cônjuges, descendentes e equiparados.

a) Os membros dos corpos gerentes não podem contratar, directa ouindirectamente com a associação, salvo se do contrato resultar manifestobenefício para a associação.

b) Os fundamentos das deliberações sobre os contratos referidos no númeroanterior deverão constar das actas das reuniões dos respectivos corpos gerentes.

9 - Das reuniões dos corpos gerentes serão sempre lavradas actas queserão obrigatoriamente assinadas pelos membros presentes ou, quandorespeitem a reuniões da Assembleia Geral, pelos membros da respectiva Mesa.

a) O direito ao voto é sempre exercido presencialmente.

 

ARTIGO QUINTO

Assembleia Geral

 

1 - A Assembleia Geral é constituída por todos os seus associados no plenogozo dos seus direitos,

a) sócios efectivos e honorários em pleno uso dos seus direitos associativos,admitidos pelo menos há seis meses, que tenham as suas quotas em dia enão tenham sido suspensos.

b) Os sócios auxiliares podem participar na Assembleia Geral sem direito a voto.

2- A Competência da assembleia geral e a forma de funcionamento são osestabelecidos no Código Civil, designadamente no artigo 170º, e nos artigos172º a 179º, e outros estabelecidos e votados em assembleia geral.

3 - Compete à Mesa da Assembleia Geral dirigir, orientar e disciplinar ostrabalhos da Assembleia.

a) Decidir sobre os protestos e reclamações respeitantes aos actoseleitorais, sem prejuízo de recurso nos termos legais;

b) Conferir posse aos membros dos corpos gerentes eleitos.

4 - Compete à Assembleia Geral deliberar sobre todas as matérias nãocompreendidas nas atribuições legais ou estatutárias dos outros órgãos enecessariamente:

a) Definir as linhas fundamentais de actuação da Associação;

b) Eleger e destituir, por votação secreta, os membros da respectiva Mesa e a totalidade dos membros dos órgãos executivos e de fiscalização;~

c) Apreciar e votar anualmente o orçamento e o programa de acção para oexercício seguinte, bem como o relatório e contas de gerência;

d) Deliberar sobre a aquisição onerosa e a alienação, a qualquer título, debens imóveis e de outros bens patrimoniais de rendimento ou de valorhistórico ou artístico;

e)Fixar os montantes da quota anual;

f)Deliberar sobre a perda de qualidade de sócio de um associado.

g)Deliberar sobre a alteração dos Estatutos e sobre a extinção, cisão oufusão da Associação;

h)Deliberar sobre a aceitação de integração de uma instituição e respectivosbens;

i)Autorizar a Associação a demandar os membros dos corpos gerentes poractos praticados no exercício das suas funções;

j)Aprovar a adesão a uniões, federações ou confederações.

 

5 - A Assembleia Geral é dirigida pela respectiva Mesa, composta por trêselementos, um presidente, um primeiro secretário e um segundo secretário,competindo-lhes lavrar as respectivas actas.

a) Na falta ou impedimento de qualquer dos membros da Mesa daAssembleia Geral, competirá à Assembleia eleger os respectivos substitutosde entre os associados presentes os quais cessarão as suas funções notermo da reunião.

6 - A Assembleia reunirá em sessões ordinárias e extraordinárias.

7 - A Assembleia reunirá ordinariamente:

a) No final de cada mandato, durante o mês anterior ao términos domesmos, para eleição dos corpos gerentes;

b) Até trinta e um de Março de cada ano para discussão e votação dorelatório e contas de gerência do ano anterior, bem como do parecer doconselho fiscal;

c) Até trinta de Dezembro de cada ano, para apreciação e votação doorçamento e programa de acção para o ano seguinte.

8 - A Assembleia Geral reunirá em sessão extraordinária quando convocadapelo presidente da Mesa da Assembleia Geral.

a) A pedido da Direcção ou do Conselho Fiscal.

b) Por requerimento de, pelo menos, dez por cento dos associados no plenogozo dos seus direitos.

c) A Assembleia Geral deve ser convocada com, pelo menos, quinze dias deantecedência pelo Presidente da Mesa ou seu substituto nos termosestatutários.

d) A convocatória deverá ser afixada na sede e noutros locais de acessopúblico, constando obrigatoriamente o dia, a hora, o local e a ordem detrabalhos.

9 - A convocatória da Assembleia Geral Extraordinária, nos termos do artigo8 alínea b), deve ser feita no prazo de quinze dias após o pedido ou requerimento, devendo a reunião realizar-se no prazo máximo de trinta dias,a contar da data de recepção do pedido ou requerimento.10 - A Assembleia reunirá à hora marcada na convocatória se estiverpresente mais de metade dos associados com direito a voto, ou trinta minutos depois, em segunda convocatória, com qualquer número depresentes.

a) A Assembleia Geral extraordinária convocada a requerimento dosassociados só poderá reunir se estiverem presentes três quartos dosrequerentes.

11 - Salvo o disposto nas alíneas seguintes, as deliberações da AssembleiaGeral são tomadas por maioria absoluta dos votos dos associadospresentes.

a) As deliberações sobre as matérias constantes das alíneas g) e h) i) j) do artigo quinto da alínea 4, só serão válidas se obtiverem o voto favorável de,pelo menos, dois terços dos votos expressos.

b) No caso da alínea a) do artigo nono, a dissolução não terá lugar se, pelomenos, um número igual ao dobro dos membros dos corpos gerentes sedeclarar disposto a assegurar a permanência da associação, qualquer queseja o número de votos contra.

12 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, são anuláveis as deliberações tomadas sobre matéria estranha à ordem do dia, salvo se estiverem presentes todos os associados no pleno gozo dos seus direitos e todos concordarem com o aditamento.

13 - A deliberação da Assembleia Geral sobre o exercício do direito deacção civil ou penal contra os membros dos corpos gerentes, pode ser tomada na sessão convocada para apreciação do balanço, relatório e contasde exercício, mesmo que a respectiva proposta não conste da ordem detrabalhos.

 

ARTIGO SEXTO

Direcção

 

1 - A Direcção da Associação eleita em assembleia geral, é constituída porcinco membros dos quais um presidente, um vice-presidente, um secretário,um tesoureiro e um Director executivo.

a) poderá haver simultaneamente igual número de suplentes que se tornarãoefectivos à medida que se derem vagas, por convite do presidente tendo emconta a disponibilidade de cada um.

b) No caso da vacatura do cargo de Presidente será o mesmo preenchidopelo vice-presidente e este substituído por um suplente, de acordo com aalínea anterior.

c) Os suplentes poderão assistir às reuniões mas sem direito a voto.

2 - À direcção compete a gerência social, administrativa e financeira daassociação, representar a associação em juízo e fora dele, designadamente:

a) Garantir a efectivação dos direitos dos associados;

b) Elaborar anualmente e submeter ao parecer do órgão de fiscalização orelatório e contas de gerência, bem como o orçamento e programa de acçãopara o ano seguinte;

c) assegurar a organização e o funcionamento dos serviços, bem como aescrituração dos livros, nos termos da lei;

d) Organizar o quadro de pessoal, contratar e gerir o pessoal da associação;e) Zelar pelo cumprimento da lei, dos estatutos e das deliberações dosórgãos da associação.

2.1 - A gestão e desenvolvimento da normal gestão da Associação serãotarefas atribuídas ao Director executivo, de acordo com as directrizes eobjectivos agendados, e aprovados pelos membros da direcção.

3 - A forma do funcionamento da direcção é estabelecida no artigo 171º doCódigo Civil.

4 - A associação obriga-se com duas assinaturas da direcção.

5 - Compete ao presidente da Direcção:

a) Superintender na administração da associação orientando e fiscalizandoos respectivos trabalhos executados pelo Director Executivo.

b) Convocar e presidir às reuniões da Direcção, dirigindo os respectivostrabalhos;

c) Representar a associação em juízo ou fora dele;

d) Assinar e rubricar os termos de abertura e encerramento e o livro de actasda Direcção;

6 - Compete ao vice-presidente coadjuvar o presidente no exercício das suasfunções e substituí-lo nas suas ausências e impedimentos.

7- Compete ao secretário:

a)Lavrar as actas das reuniões da Direcção;

b)Organizar os processos dos assuntos que devem ser apreciados pelaDirecção.

8 - Compete ao tesoureiro:

a) Receber e guardar os valores da associação;

b) Promover a escrituração de todos os livros de receitas e despesas; .

c) Assinar as autorizações de pagamento e as guias de receitaconjuntamente com o presidente e arquivar todos os documentos de receitase despesas;

d) Apresentar mensalmente à Direcção o balancete em que se discriminarãoas receitas e despesas do mês anterior;

e) Superintender nos serviços de contabilidade e tesouraria.

9 - Compete ao Director Executivo, coadjuvar os restantes membros daDirecção nas respectivas atribuições, e designadamente a execução dosassuntos de expediente e de secretaria normais, assim como, assuntos e/ouprojectos estipulados em reunião de direcção, ou outros extraordinários quecareçam de solução urgente, com conhecimento preferencial ao presidente da direcção, pela forma mais viável, ou a um dos outros elementos que constituem a direcção, sendo obrigatoriamente rectificada por maioria dos membros da direcção na primeira reunião seguinte.

a) Todos os actos de mera gestão serão assinados pelo director executivo.

 

ARTIGO SÉTIMO

Conselho Fiscal

 

1- 0 Conselho fiscal eleito em assembleia geral é composto por trêsmembros, dos quais um presidente e dois vogais:

a) Haverá simultaneamente igual número de suplentes que se tornarãoefectivos à medida que se derem vagas, por convite do presidente tendo emconta a disponibilidade de cada um;

b) No caso de vacatura do cargo de presidente, será o mesmo preenchidopelo primeiro vogal e este por um suplente, de acordo com a suadisponibilidade.

2- Ao conselho fiscal compete fiscalizar os actos administrativos efinanceiros da direcção, fiscalizar as suas contas e relatórios, e dar parecersobre actos que impliquem aumento das despesas ou diminuição das receitaas) O Conselho fiscal pode solicitar à Direcção elementos que considere necessários ao cumprimento das suas atribuições, bem como propor reuniões extraordinárias para discussão, com aquele órgão, de determinados assuntos cuja importância o justifique;

b) O Conselho Fiscal reunirá sempre que o julgar conveniente, porconvocação do presidente e, obrigatoriamente, uma vez no ano para emitirparecer sobre o relatório e contas da gerência.

3 - A forma do seu funcionamento é estabelecida pelo artigo 171ª do CódigoCivil.

 

ARTIGO OITAVO

Admissão e exclusão

 

1 - As condições de admissão e exclusão dos associados, suas categorias,direitos e obrigações, sãos os aprovados em assembleia geral.

2 - Podem ser sócios, em número ilimitado, todos os indivíduos de ambos ossexos maiores de dezoito anos e as pessoas colectivas.

3 - Haverá quatro categorias de sócios:

a) Efectivos;

b) Honorários;

c) Auxiliares;

d) A titulo póstumo.

4 - São sócios efectivos todas as pessoas que se proponham colaborar narealização dos fins da Associação obrigando-se ao pagamento de uma quotamensal ou anula , nos montantes fixados pela Assembleia Geral.

5 - São sócios honorários todas as pessoas que, através de serviços oudonativos, dêem contribuição especialmente relevante para a realização dosfins da associação, como tal reconhecido e votado em Assembleia Geral.

6 - São sócios auxiliares todos os indivíduos de menor idade, desde que ospais sejam sócios efectivos ou auxiliares

7 - São direitos dos sócios efectivos e honorários:

a) Participar nas reuniões da Assembleia Geral;

b) Eleger e ser eleito para os cargos sociais,

c) Requerer a convocação da Assembleia Geral extraordinária nostermos estatutários;

d) Examinar os livros, relatórios e contas e demais documentos, desdeque o requeiram por escrito com a antecedência mínima de quinze dias ese verifique um interesse pessoal, directo e legítimo;

8 - São direitos dos sócios efectivos e honorários:

a) Participar nas reuniões da Assembleia Geral;

b) Eleger e ser eleito para os cargos sociais,

c) Requerer a convocação da Assembleia Geral extraordinária nostermos estatutários;

d) Examinar os livros, relatórios e contas e demais documentos, desde que orequeiram por escrito com a antecedência mínima de quinze dias e severifique um interesse pessoal, directo e legítimo.

9 - Os sócios a título póstumo serão proposto pela direcção, ou qualquersócio no pleno uso dos seus direitos para rectificação em assembleia.

a) - Serão aceites como sócios a título póstumo figuras relevantes da culturageral em particular do Fado, o outra, que serão analisadas pela direcção epostas à votação em assembleia geral.

10 - São deveres dos sócios efectivos e honorários:

a) Pagar pontualmente as quotas tratando-se de sócios efectivos;

b) Comparecer às reuniões da Assembleia Geral;

c) Cumprir as disposições estatutárias e os regulamentos e asdeliberações dos Corpos Gerentes;

d)Desempenhar com zelo, dedicação e eficiência os cargos paraque forem eleitos.

11 - Os sócios que violarem os deveres estabelecidos no artigo décimo ficamsujeitos às seguintes sanções:

a) Repreensão;

b) Suspensão dos direitos até noventa dias;

c) Demissão.

12 - São demitidos os sócios que, por actos dolosos, tenham prejudicadomaterialmente a Associação.

a) As sanções previstas nas alíneas a) e b) do número dez, são dacompetência da Direcção;

b) A demissão é sanção da exclusiva competência da Assembleia Geral,sob proposta da direcção;

c) A aplicação das sanções só se efectivam depois de audiência obrigatóriado associado;

d) A suspensão de direitos não desobriga do pagamento da quota.

13 - Os associados só podem exercer os direitos referidos no artigo sexto setiverem em dia o pagamento das suas quotas:

a) Os associados que tenham sido admitidos há menos de seis meses não gozam dos direitos referidos nas alíneas

b) e c) do nº 7 do artigo oitavo,podendo assistir às reuniões da Assembleia Geral mas sem direito a voto.

b) 0s sócios auxiliares, não têm direito a votar e nem podem ser eleitospara os corpos gerentes até a maioridade, se assim o pretenderem, e nessecaso não são abrangidos pelas restrições referidas no número 2 deste artigo.

c) Não são elegíveis para os corpos gerentes os associados que, medianteprocesso judicial, tenham sido removidos dos cargos directivos daAssociação ou tenham sido declarados responsáveis por irregularidadescometidas no exercício das suas funções.

14 - A qualidade de associado não é transmissível, quer por acto entre vivos,quer por sucessão.

15 - Perdem a qualidade de associado:

a) os que pedirem a sua exoneração;

b) os que deixarem de pagar as suas quotas durante doze meses;

c) os que forem demitidos nos termos do número 12 art.º 8;d) Os sócios auxiliares que ao atingirem a maioridade, não requeiram a suapassagem a sócios efectivos.

16 - No caso previsto na alínea b) do número anterior, perde a qualidade deassociado o sócio que tendo sido notificado pela Direcção para efectuar opagamento das quotas, o não tenha feito no prazo de trinta dias.

17 - O associado que, por qualquer forma, deixar de pertencer à Associação não tem direito a reaver as quotizações que haja pago, sem prejuízo da suaresponsabilidade por todas as prestações relativas ao tempo em que foimembro da Associação.

a) O associado que por sua livre vontade ou por decisão estatuária, deixe depertencer á associação, deverá entregar o seu cartão de sócio.

 

ARTIGO NONO

Extinção. Destino dos Bens

 

1 - Extinta a associação , o destino dos bens que integrarem o patrimóniosocial que não estejam afectados a fim determinado e que não lhe tenhamsido doados ou deixados com algum encargo e/ou obrigação contratual, seráobjecto da deliberação dos associados, a saber;

a) No caso de extinção da associação, competirá à Assembleia Geraldeliberar sobre o destino dos seus bens, nos termos da legislação em vigor,bem como eleger uma comissão liquidatária;

b) Os poderes da comissão liquidatária ficam limitados à prática dos actosmeramente conservatórios e necessários quer à liquidação do patrimóniosocial, quer à ultimação dos negócios e/ou obrigações contratuaispendentes;

c) Os direitos designados no Artigo Primeiro, alíneas a) e b), serão semprepertença do seu detentor;

d) Os casos omissos nestes Estatutos serão resolvidos pela Direcção que ossubmeterá à ratificação da Assembleia Geral seguinte, de acordo com a legislação em vigor

 



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Viva Lisboa: Viva o Fado
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012

CARLOS ESCOBAR - Poeta

O Fado estará doente?  Há quem ache que sim, estas polémicas são quanto mim, se assim for, terapias e um alinhavar de ideias, mesmo que divergentes

Carlos Escobar escreveu na sua página, acerca desta  página que eu lhe dediquei, e também cloquei no Facebool,  o seguinte:

Ontem o Victor Marceneiro,voltou a publicar na sua maravilhosa página "Lisboa no Guiness" a minha biografia, o que eu muito agradeço (sabe sempre bem lembrarem-se de nós),mas........reparei no titulo: Carlos Escobar e no sub titulo "Poeta Popular", eu poderia pregar uma rasteira ao meu amigo Vctor e perguntar-lhe o que é um poeta popular, mas não o vou fazer. Este é um tema que eu já abordei varadissimas vezes em programas de Rádio e sempre normalmente a propósito do grande Poeta António Aleixo. Poeta popular ...não existe, ou é poeta ou não é poeta e ainda pode ser um mau poeta e nesse caso chama-se Poetaço ou Poetastro. Acho que o termo "Poeta popular" foi inventado por um Poetaço ou Poetastro que não tendo nenhuma vocação para a função, começou a escrever com palavras "dificeis" que ninguém entendia e auto denominou-se poeta intelectual. Meus amigos , se eu quizer escrever dfícil, vou ao dicionário,procuro sinónimos e depois procuro palavras e rimas que fiquem a colar bem. Meu caro Victor seria o mesmo que eu te chamar "historiador popular" por escreveres as histórias de fadistas.........um abraço.

 

Eu respondo: Caro Carlos meu amigo e Poeta Popular, eu vou tentar explicar...

 

Não tens dúvidas que estou no Fado há mais anos do que tu, digamos assim, que a partir dos meus cinco anos, ao ir viver com meu avô, guardei inconscientemente informações/conversas/ditos, etc., que tenho vindo a relembrar e a partilhar com quem tem vontade de ler o que escrevo... e às vezes com tantos erros, mas de escrita porque de informação tenho a honra de ser considerado quer pelos admiradores quer pelos delatores, fonte segura, mas não sou um letrado e daí nada me incomoda ser escritor popular o até popularucho. Quando eu era muito miúdos, conheci e tive oportunidade de falar com muitos poetas de então, e ouvir meu avô falar deles, e com eles, assisti a debates, discussões etc... E nessa altura havia no Fado em relação a muitos poetas, estes serem apelidados com termo " Grande Poeta Popular", como, Carlos Conde, Linhares Barbosa, Henrique Rêgo, e outros.... era uma afirmação de mérito e admiração , também e com muita "profundidade", e essa eu entendi muito cedo, como tu sabes, tinha a ver com a --- CONSCIÊNCIA DE CLASSE----- e por isso era o máximo que se podia chamar a um grande poeta do povo, alguns deles pouco letrados mas homens de uma sensibilidade, que criaram letras que deram Fados Clássicos, que ainda hoje são os grandes êxitos, e que muita "dor de corno" deu na altura a alguns intelectuais, que nunca estiveram com o Fado e sempre o tentaram rebaixar, (basta ler as crónicas do final do século dezanove até cerca dos anos vinte do século vinte, não esquecendo" Fado Canção dos Vencidos"), chamavam-lhes depreciativamente "letristas", e já que falas em dicionários, que eram raros na época, nas mãos da populaça, mas havia exemplares nas tipografias, daí talvez a razão de o tipógrafo ser considerado uma classe operária mais informada e até mais politizada. Já agora lembro, que o maior epíteto que se podia dar a uma mulher fadista era "Cantadeira de Fados"... e lá diziam os entendidos, que não há o verbo "cantadar". Na realidade quando criei esta página sobre ti, no meu blogue em Junho de 2007, em que te pedi que fosse pela tua pena, dei-lhe somente o título Carlos Escobar - O Poeta, ao publicá-la novamente, mudei para "Poeta Popular" convicto que assim, era, como "preito" de orgulho e admiração, e fui até partilhá-lo na tua página, se me enganei.... só me resta pedir-te desculpa.

 

Como não fizeste o comentário na minha página, tomo a liberdade de o fazer, porque se fui cretino, não o escondo de ninguém, e já emendei o sub título

 

Um abraço

 

Vitó o teu amigo

 

Vítor Duarte Marceneiro o (Escritor Popular)

  

Carlos Fernando de Jesus Escobar nasceu em vendas novas, em 1947.

Com um ano de idade veio com seus pai viver para Lisboa na freguesia da Ajuda.

A sua vocação para escrever revelou-se quando tinha sete anos de idade ao redigir uma redacção para o exame da primeira classe, que foi premiada como a melhor do grupo de escolas “ A Voz do Operário “.

Por influência de familiares, entrou no mundo do teatro, escrevendo peças de teatro, rábulas para a revista à portuguesa, e teatro infantil.

Em 1984 em sociedade com o malogrado fadista Carlos Zel, abriu uma casa de fados na Madragoa, “ O Ardinita” (onde se iniciou o Senhor Vinho), com este contacto diário com guitarristas e fadistas, aliou a paixão que tinha pelo Fado e começou a escrever letras para fado.

Cantam e gravam poemas seus Dulce Guimarães, Lúcio Bamond, Vera Mónica, Beatriz da Conceição, Chico Madureira, Carlos Zel, Rodrigo, entre outros.

Os seus poemas mereceram a composição de música própria fazendo parcerias com músicos como o maestro Resende Dias que musicou o poema “ Lisboa Azul” para o repertório de Dulce Guimarães, seguiram-se outros compositores, Carlos Barra, Alcino Frazão e Mário Pacheco, António Sala, Carlos Alberto Vidal, José Luís Nobre Costa, maestro Armindo Velez, António Parreira, Nuno Nazareth Fernandes, Rui Garrido, Rogério Trindade, Vital d´Assunção e outros.

Vê o seu trabalho compensado com alguns poemas que tiveram enorme êxito “O Loirito” “ Cabeça Oca”, “ Silêncios” e “ Verde e Oiro”.

Sem ser para fado escreve, “ A Roda”, Falsas Promessas e “Quem torto Nasce”.

Nos anos oitenta na Grande Noite do Fado do Porto e alcançou o primeiro lugar na categoria juvenil, com um fado de sua autoria “O Fado Mindo” com música de Alexandre Santos.

Leva a efeito em Elvas uma exposição de poesia ilustrada, de parceria com o pintor João Tenreiro, na Casa da Cultura da Câmara Municipal de Elvas, dessa exposição é editado um livro “Poesia Ilustrada”

Recentemente o fadista Chico Madureira, gravou um trabalho “ Regresso” que inclui dois poemas seus, com músicas do grande Alfredo Marceneiro “ Mulher Vida” e “ Se Eu Morresse de Saudade”.

A viver presentemente no Algarve, tem na Rádio Clube de Alcoutim o seu programa de “ a poesia no fado”, onde continua a lutar pela poesia e pelo fado genuíno, contra o que considera aberrações ao fado.

A sua crónica em verso “ a remar com a rima” é editada semanalmente no jornal “ Postal do Algarve”.

Prepara o lançamento de um livro com o título “ D’além ao Fado” em que está a concentrar todos os seus poemas.

Carlos Roda, professor universitário, fez sobre a poesia de Carlos Escobar a seguinte análise: Carlos Escobar é um poeta fácil de definir, fala-nos com palavras concretas dos amores da sua vida: o Alentejo, Lisboa, o mar, a gentes da sua terra e os seus amores. É um poeta apaixonado e duro nos temas que mais o tocam, entra dentro de nós e torna-nos cúmplices das suas palavras. Sempre alerta para as injustiças e para os problemas sociais do nosso país, não hesita em escrever, às vezes de maneira sarcástica, outras, chocando para nos despertar.

(Biografia resumida pelo próprio)

 


 

BAIRROS SEM NOME

 

Letra Carlos Escobar

Musica: Carlos Barra

 

Vem cá minha cidade cantiga

Não estejas triste, pois eu estou aqui

Olá minha Lisboa velha amiga

Ainda há gente com amor por ti

 

Tens mar que chega a ti e fica manso                     

Tens rio que chega aqui p’ra namorar

E eu d’olhar p’ra ti nunca me canso

És minha, és namorada p’ra casar          

 

Cor do sangue que a gente te dá

São os vasos que cheiram tão bem

És vadia, és senhora, eu sei lá

És fadista com xaile de mãe

 

Sete seios com  leite  brotar

Vai p’ró Tejo o teu sal quando choras

Não te deixes Lisboa enfeitar

De amoreiras que não dão amoras

 

 

 

                          refrão

 

Tens tasquinhas em bairros fadistas

 

 

Tens no alto um bairro sem ruas

Tens a fama de altar para artistas

E com graça dizes graças das tuas

 

Tens as docas p’ró menino e p’rá menina

E ajuda como a tua ninguém tem

 

 

Madre boa mãe de goa pequenina

Torre azul barco sem remos, velha mãe

 

 

 

 

                                                                                                                                                     A Ver o Tejo - Óleo do Mestre Real Bordalo

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Viva Lisboa: Fadista no sentir e escrita
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Domingo, 21 de Outubro de 2012

Manuel Domingos - Fadista Amador - 2 anos de saudade

 MORREU O MANEL Morreu o Manel. Claro que ninguém que me escuta conheceu o Manel. O seu poiso era por Lisboa. O Manel é, por isso, um desconhecido. Para quase toda a gente. Menos para os cerca de seiscentos companheiros que teve com ele na guerra colonial da Guiné. Esses conheceram-no bem. Ao seu ar sempre alegre. À sua disposição, muitas vezes, para participar nas loucuras da juventude e nas loucuras de quem está a participar duma guerra. À sua melena a cair sobre a testa, o que lhe dava um ar malandreco. À sua voz e ao seu sentimento, que lhe permitiam cantar o fado de um modo castiço como poucos. Morreu o Manel. Quase ninguém o conheceu. E, no entanto, o Manel merecia ficar nas páginas da História de Portugal. Porque foi um herói. Aliás, igual a uns tantos mais que passaram pela guerra do Ultramar. Eu também lá estive. Não fui herói nenhum. Mas o Manel foi. Naquela noite, em Cutia, a meio caminho entre Mansoa e Mansabá, uma companhia de terroristas, como dizíamos então, ou de guerrilheiros, como docemente se diz agora, atacou um pequeno forte onde o Manel comandava um destacamento de apenas quinze homens. Cento e cinquenta, bem armados, contra quinze, também bem armados. Foi nessa noite que eu acreditei nos Afonsos Henriques, nos Álvares Pereira, nos seus feitos heróicos em inferioridade numérica. O Manel conseguiu, à custa da heroicidade de ele mesmo, ele que era o comandante, sair em campo aberto, peito feito às balas, e à granada, correr com o inimigo que os queria matar a todos. Nem um só foi ferido. O inimigo deixou muitos para sempre, ali. O Manel foi um herói. 

 

 

 

Recebeu a Cruz de Guerra de primeira Classe. Mas não ficará nos livros da história. Merecia ficar. Talvez por ser isso, é que amava o fado, essa canção bem portuguesa, do modo como sabíamos. Um fado que cantou até ao fim. Até já, Manel, meu camarada de armas. Enquanto não nos reencontrarmos, podes não estar nas páginas da História. Mas estás a oiro nas páginas do meu coração! São mais acolhedoras.

magpinto@netcabo.pt

poliscopio.blogspot.com


Por altura do falecimento do Manuel Domingos,  a 21 de Outubro de 2010,  em que eu não consegui estar presente para o acompanhar á sua última morada (do corpo) porque decerto o seu espírito estará algures, onde um dia nos encontraremos novamente, publiquei aqui uma página sobre a efeméride que teve o mérito de dar a conhecer a muitos dos seus amigos e que ficaram gartos porque poderam ir a tempo de o velar..

 

MANUEL DOMINGOS  foi"um amador de cousa amada", prefaciando Camões, tal o seu livre e desinteressado culto pelo fado. É amador por opção. A profissionalização, segundo afirma, retirava-lhe a liberdade e a independência por que pugna. Começou a cantar na década de 1960 no Galito [Estoril], altura em que diz "ter sido uma pedrada no charco" pelo "maior cuidado que se passou a ter na escolha das letras, e também pelo espírito de mudança que já se vivia". Actuou em várias casas da linha do Estoril, designadamente Cartola, Estribo que foi mais tarde o Forte D. Rodrigo, entre outras. Afirma que "não canta por cantar" tem especial cuidado nas letras que escolhe. "Há que respeitar os poetas", afirma o fadista que sublinha que "o fado são as palavras, e os sentimentos que delas advêm". "As letras têm de me dizer qualquer coisa para que sinta capacidade em as transmitir aos outros", afirma. Entre os poetas refere João Dias como um dos seus favoritos. 

Quanto a fados prefere os tradicionais, nomeadamente Fado das Horas, Fado Zeca, Mouraria, Corrido, ou o Alexandrino Antigo. Cultiva o espírito de tertúlia, um dos factores que mais o cativa no fado. onde conheceu "as melhores pessoas". Anima-o o espírito de solidariedade, de amizade e partilha. Esporadicamente cantou "rancheras" um gosto que partilha com Amália com quem conviveu, "especialmente nas décadas de 1960 a 1980" no Picadeiro (Estoril). Segundo afirma "as rancheras são os fados mexicanos, está lá tudo, as palavras, uma história, a emoção". Filho de pai espanhol, foi-lhe fácil o contacto com a língua de Cervantes, mas foram as interpretações de Pedro Infante que o levaram a cantar "rancheras".

Manuel Domingos trabalhou sempre na área das artes gráficas.

Por volta de  1971" gravou um LP ao vivo no Arreda, em Cascais, mas veio a gravar mais discos.

in: Programa da II Gala Amália Rodrigues


Foto do Manuel Domingos no Arreda comigo e com o meu avô

 

 


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Viva Lisboa: Grande Fadista
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Domingo, 14 de Outubro de 2012

CASTELO DE S: JORGE

 

CASTELO DE S.JORGE


É monumento nacional e há séculos que olha sobre Lisboa, sendo mais antigo que a própria cidade. Situado numa das sete famosas colinas da capital, o Castelo de São Jorge tem na Idade do Ferro as suas raízes (século VII a. C.). Este forte viu-se construído pelos mouros e viu-se tomado a estes pelos cristãos. E até serviu espaço de base militar aos "Filipes". São quase 30 séculos de História que nele se sobrepõem. Neste castelo já mandaram reis, generais, homens do clero e outros que tais. Hoje o Castelo de São Jorge está entregue ao povo… e às artes.

 

Letra de: Avelino Paulo Martins

 

                                        Lisboa com o seu lindo Castelo

                                        Que é testemunho do passado

                                         Monumento muito antigo e belo

                                         Que olha a Cidade, ali a seu lado.

 

Muralhas com musgo nas fachadas

Pedras cansadas, pelo tempo corroídas

Pelos turistas tantas vezes pisadas

Parecem chorar, sem serem ouvidas.

 

                                         Jardins com árvores antigas, seculares

                                         Algumas fontes correndo água natural

                                         Mesas antigas que parecem altares

                                         Lindas salas da Cisterna e Ogival.

 

Prisões com janelas muito protegidas

Por grades de ferro de grande porte

Onde existem lendas antigas escondidas

De presos abandonados à sua sorte.

 

                                          Canhões antigos, ao Tejo apontados

                                          Que são o testemunho constante e real

                                          Deixados pelos nossos antepassados

                                          Para defesa do reino de Portugal.

 

Olho a cidade com os seus monumentos

Que coisa mais bela o homem já fez

Recordo os heróis dos descobrimentos

E sinto orgulho de ter nascido português.

 

  

 

 

 

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Amália que Saudades... as cópias não substituem!

 

Foto montagem Amália no Panteão

© Vítor Duarte Marceneiro

 

Amália está sepultada no Panteão Nacional.

A grande senhora do fado, a mulher do povo, a voz de Portugal está desde o dia 8 de Julho de 2001, na sua última morada.

Os seus restos mortais foram depositados na Sala de Língua Portuguesa, junto a figuras célebres da nossa cultura como Guerra Junqueiro, Camilo Castelo Branco e João de Deus.

As opiniões sobre a trasladação dos restos mortais de Amália do cemitério dos Prazeres foram contraditórias, há quem advogue, que como "Amália é do povo, devia estar junto do povo", outros que "Amália deve ir para o Panteão por ser um símbolo de Portugal".

O que é certo é que mais uma vez não foi o povo que decidiu!


Video postado no Youtube por Casa do Fado



 

AMÁLIA

 

Poema: José Galhardo

Música: Frederico Valério

 

                                             Amália

                                             Quis Deus que fosse o meu nome

                                             Amália

                                             Acho-lhe um jeito engraçado

                                             Bem nosso e popular

                                             Quando oiço alguém gritar

                                             Amália

                                             Canta-me o fado

 

                                            Amália esta palavra ensinou-me

                                            Amália

                                            Tu tens na vida que amar

                                            São ordens do Senhor

                                            Amália sem amor

                                            Não liga, tens de gostar

                                            E como até morrer

                                            Amar é padecer

                                           Amália chora a cantar!

 

                                           Amália

                                           Disse-me alguém com ternura

                                           Amália

                                           Da mais bonita maneira

                                           E eu toda coração

                                           Julguei ouvir então

                                           Amália p´la vez primeira

 

                                           Amália

                                           Andas agora à procura

                                           Amália

                                           Daquele amor mas sem fé

                                           Alguém já mo tirou

                                           Alguém o encontrou

                                           Na rua com a outra ao pé

                                           E a quem lhe fala em mim

                                           Já só responde assim

                                           Amália? Não sei quem é!

 

 

 

 

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Viva Lisboa: A Diva
música: Amália
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Grande Noite de Fados no Estafado

HOJE DIA 11 de Outubro de 2012


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Viva Lisboa: AH! Fadista
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2012

AMÁLIA... A minha especialidade é o Fado

 

A minha especialidade é o Fado e nunca me desviarei desse caminho!

                                                                           

Afirmava Amália numa entrevista em 1945.

 

 

Uma entrevista sensacional com

AMÁLIA RODRIGUES

No momento da sua nova abalada para terras de Santa Cruz

 

 

Amália Rodrigues — a grande Amália Rodrigues — a cotovia de voz rendilhada e cristalina, figura eleita do sonho e da saudade lusíada, foi de novo — e no curto período de menos de um ano — até às longínquas e maravilhosas terras do Brasil.

A menina bonita desta Lisboa galante e romântica, a noiva mimada destes bairros sonhadores e tranquilos que o Tejo afaga numa carícia imperecível, não quis deixar este céu azul que a viu nascer, este sol de primavera eterna que tantas vezes a osculou num arrobo de pajem milenário, sem dizer o seu adeus, até breve ao povo português, por intermédio do nosso jornal, em cujas colunas ficam documentadas algumas preciosas declarações cedidas, em primeira mão, por esta extraordinária figura do Fado.

Enquanto os motores do «Clipper» da Pan-Americana, nessa noite primaveril de 30 de Maio, ensaiavam os primeiros roncos para o seu voo transoceânico, nós aproveitando uns minutos de tréguas concedidas pelos inúmeros admiradores da artista, que lá foram apresentar-lhe os cumprimentos e desejos de boa viagem, começamos, a entrevista. que oferecemos á curiosidade dos nossos leitores.

Fora nosso propósito ir até ao ir fundo de algumas considerações que estão um pouco à margem de um momento tão solene como é uma despedida, por isso prevenimos a artista do nosso intuito, ao que ela, modesta como sempre, tão simples e tão humilde na sua maneira de ser e de tratar, o que mais realça a sua extrema simpatia, respondeu num sorriso quase infantil, disposta a concedermos tudo o que precisássemos de si.

 

«...as saudades da pátria e da família eram já imperiosas...»

 

— Amália — começamos — os leitores da «Guitarra» desejam saber algo que se relacione com estas lua as duas consecutivas viagens ás terras de Além-Atlântico?   

Este meu segundo contrato — respondeu a artista — obedece ao unânime desejo da colónia Portuguesa no Brasil, que da primeira que visitei esse grande e florescente país não teve ocasião de me ouvir como esperava.

— Mas, não cantou em público?...

            — Sim, cantei, mas a minha permanência foi curta e o Brasil é grande...

            — Onde cantou?

            — No Casino Copacabana, para onde fui dirigida; e actuei por cedência dos meus empresários, em vários festivais no Teatro João Caetano, em honra do Corpo Expedicionário Brasileiro, que se encontrava combatendo na Europa. Deixei parte do meu repertório gravado em discos e fiz várias emissões na rádio Globo, propriedade do jornal carioca «O Globo».

            — Nesse caso a sua passagem ficou bem assinalada...

— Deixei em suspenso inúmeros contratos e convites, pois, como lhe disse, o Brasil é imenso e a nossa colónia é poderosíssima.

            — Não lhe foi possível deixar-se ficar por mais tempo?

— Aproxima-se o Natal e as saudades da Pátria e da família eram já imperiosas.

— E daí o regresso inevitável!?...

            — Era a primeira vez que me ausentava por tanto tempo e para tão longe e sentia minar-me dia a dia aquela doença da distancia, aquela falta de Lisboa – desta Lisboa a e quem tudo devo...

            — E uma lágrima furtiva começou a borbulhar nas suas órbitas cheias de mocidade, de uma mocidade a que não faltava, sequer, uma pequenina sombra de melancolia, fundo sentimental de uma aguarela matizada por todos os fulgores...       

 

«Farei o possível por corresponder ao interesse não só da colónia como do próprio público brasileiro...»

 

Mas a lágrima quedou silenciosa e nós insistimos:

— A natureza do novo contrato permite-lhe mais amplo raio de acção?

— Vou dirigida, como da primeira vez, para o Copacabana, mas autorizada para, nos dias exibir-me onde me aprouver.

            — E onde a esperam os maiores triunfos da sua fulgurante carreira...

— Farei o possível por corresponder ao interesse não só da colónia como do próprio público brasileiro, que também não teve oportunidade de me ouvir devidamente.     

— Que impressão lhe causou o público carioca, da sua maneira de reagir perante o Fado?

— Confesso que me senti tão à vontade como se cantasse num salão de Lisboa. O ambiente não se me tornou estranha e de toda a gente recebi as maiores provas de simpatia.

Esta afirmação pujante de firmeza e de sinceridade, deu-nos forças para entrarmos no terreno que ambicionávamos tocar, esclarecendo uma dúvida que tínhamos, produto de certos boatos postos a circular e que um jornal humorístico de Lisboa trouxe a lume, registando determinado incidente que teria ocorrido no Copacabana durante uma exibição da nossa entrevistada.

 

«A minha especialidade é o Fado e nunca me desviarei desse caminho!»

           

            Há um assunto que gostaríamos fosse por V. esclarecido para satisfação dos nossos leitores que, como deve saber, são todos, eles seus admiradores...

— Respondo a tudo. É só perguntar...

— Aquele «caso Vargas Herédia» a que um jornal de Lisboa se referiu em moldes de reportagem humorística, tem algum fundo de verdade?

Amália, cada vez mais senhora de si, respondeu à nossa pergunta com uma segurança e uma firmeza tais, que não nos deixou dúvidas sobre a sua inconfundível personalidade.

— Toda a gente sabe que eu canto essa canção espanhola e, como essa, outras que mais sugestionam a minha sensibilidade, sem contudo tentar com elas fazer carreira. A minha especialidade é o Fado e nunca me desviarei desse caminho!

— Não quer dizer que não possa em qualquer circunstância cantar uma ou outra canção de género diferente?

— Claro. É o que acontece com «Vargas Herédia» e «Los Picoñeros», canções que, manda a verdade, nunca foram por mim interpretada de modos a escandalizar ninguém, reconhecendo, embora, que estou longe de lhes dar a característica própria. Basta a diferença da linguagem...

— Continue, Amália, mas não se esqueça que nós sabemos o que a Império Argentina disse, publicamente, a respeito da sua interpretação nesses números.

— Evidentemente, houve exagero da grande artista espanhola e eu não sou ingénua ao ponto de acreditar na profundidade de um simples arrebatamento, dimanado mais por uma grande simpatia que a artista me votou que por qualquer outro motivo...

Todavia e neste ponto é que eu posso fazer fé — trabalhei essas canções dentro das possibilidades máximas dos meus recursos e do meu brio, afim de as não deturpar; já que executá-las, como na origem, seria impossível. E incluí-as, no meu repertório conscientemente convencida de que podia com elas não fazer má figura.

— Mas que o público frequentador do Copacabana não apreciou talvez?...

 

«No fim remato com o Mouraria e ficamos todos amigos ...»

 

— Reside precisamente nesse capítulo — continuou a Amália — a falta de lógica do tal jornal humorístico...

— Exemplifique...

— Eu fui recebida no Rio de Janeiro tal como o sou em Lisboa: o mesmo ambiente de simpatia, o mesmo carinho peja minha pessoa e, o mesmo interesse pela minha modesta arte. E sucedeu lá o que é uso suceder aqui quando mudo de género: formam-se partidos. Uns querem que eu cante só Fado; outros pedem-me também «Los Picoñeros» e «António Vargas Herédia» para variar e aligeirar um pouco a minha actuação. Sou forçada a atender ambos os partidos. No fim remato com o «Mouraria» e ficamos todos amigos. Ora aí está o que se passou no Brasil, cuja retumbância nunca poderia fornecer conteúdo para uma simples crónica....

 

«Vamos sempre as duas de braço dado...»

Satisfez-nos plenamente estes esclarecimentos, que vieram a tempo de desfazer certas insinuações postas a circular pela má-língua e, mudando de rumo, prosseguimos:

            — Que tempo pensa agora demorar-se?

            — Uns oito meses, aproximadamente.

            — Não pode fazer isso por menos?...

            — Não me será possível!...

            — V. sabe que Lisboa não a pode dispensar...

— Lisboa não fica sem mim. Para onde quer que eu vá levo-a comigo — vamos sempre as duas de braço dado...

—         Então boa viagem, Amália!

—      Obrigada. E não se esqueça de dizer adeus, por mim, ao povo português e de me enviar todos os números da «Guitarra de Portugal»

 

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Viva Lisboa: Fado ... Fadista... Cantadeira
publicado por Vítor Marceneiro às 12:00
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Sábado, 6 de Outubro de 2012

AMÁLIA RODRIGUES - A Diva do Fado

Já foi há 13  anos que

AMÁLIA RODRIGUES

se ausentou, em corpo, porque a sua imagem e o seu espirito, está nos nossos pensamentos

 

 

É SEMPRE TRISTONHA E INGRATA
QUE SE TORNA A DESPEDIDA
DE QUEM TEMOS AMIZADE
MAS SE A SAUDADE NOS MATA
EU QUERO TER MUITA VIDA
PARA MORRER DE SAUDADES

 

 

Flores que Amália tanto adorava

 

 

 E Cerejas

 

 

 

 

Obrigado Amália por tudo o que nos deste

Geração de Marceneiro

 

A NOSSA AMALIA E O POVO

 

A nossa Amália morreu

Nosso Povo estremeceu

Com tanto calor e frio

No céu entrou uma Fada

E uma canção magoada

Povo que Lavas no rio.

 

                                                     As avenidas e estradas

                                                     E as pedras das calçadas

                                                     Ficaram todas unidas

                                                     Os rapazinhos choraram

                                                     As andorinhas voltaram

                                                     Sempre de luto vestidas.

 

Os carpinteiros a correr

Foram todos para fazer

As tábuas do seu caixão

Os Anjinhos se juntaram

Os Santinhos se prostraram

Até Deus pediu perdão.

 

                                                      Desde a Rua de São Bento

                                                      Povo Unido, num lamento

                                                      Choravam lágrimas e prantos

                                                      Peregrinos de sandálias

                                                      Consagraram nossa Amália

                                                      E os Poetas eram tantos.

 

A Cidade de Lisboa

Desde Alfama à Madragoa

Desde a Estrela ao Rossio

Varinas de sete saias

Vê lá meu Povo não caias

Povo que Lavas no rio.

 

Poema de: Manuel Luis Caeiro de Pavia

 

 

 

A Tua Voz Amália           
 
A tua voz, Amália, é quente como um raio de sol em dia de inverno e fresca como talhada de melancia em tarde de canícula... É doce como um beijo de amor antes da posse e amarga como travo de ciúme após o amor... É macia como pétalas de rosa-chá ao bater Trindades e áspera como espinhos a fazer sangrar...
Nos teus olhos, Amália, negros e profundos como poços sem fundo, brilhantes e deslumbrantes como gemas preciosas, retracta-se a tua alma onde cabe a vida com todos os seus desesperos e crenças, com todas as suas revoltas e amores. Tudo quanto a vida tem de mau e de bom, as teus olhas o exprimem como nenhuns outros... Eles são a fonte onde vais beber a tua voz impar — essa voz que nos prende e nos domina, essa voz bruxa que nas encanta e faz sonhar...
Amália — encarnação da Severa e da Maria Vitória numa alma só — Amália sonhadora e boémia, Amália fadista e perdulária. Amália Mulher, pela magia da lua voz, para tudo quanto ela nos dá de vida palpitante e viva, — bendita sejas tu, Amália ! Bendita seja a tua voz !
 
Francisco Radamanto

 

 

Foto montagem Amália no Panteão

© Vítor Duarte Marceneiro

 

AMÁLIA

Poema: José Galhardo

Música: Frederico Valério

 

Amália está sepultada no Panteão Nacional.

A grande senhora do fado, a mulher do povo, a voz de Portugal está desde o dia 8 de Julho de 2001, na sua última morada.

Os seus restos mortais foram depositados na Sala de Língua Portuguesa, junto a figuras célebres da nossa cultura como Guerra Junqueiro, Camilo Castelo Branco e João de Deus.

As opiniões sobre a trasladação dos restos mortais de Amália do cemitério dos Prazeres foram contraditórias, há quem advogue, que como "Amália é do povo, devia estar junto do povo", outros que "Amália deve ir para o Panteão por ser um símbolo de Portugal".

O que é certo é que mais uma vez não foi o povo que decidiu!

 

 

 

 Amália partiu em 6 de Outubro de 1999

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Viva Lisboa: Saudades... amiga
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012

Fausto - O barco Vai de Sáida

 

 

Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, adoptou o nome artistico de somente FAUSTO.

Nasceu em  em Vila Franca das Naves, onde sua mãe era professora primária, embarcou ainda bebé no navio Pátria, que navegava entre Portugal e Angola. Foi naquela então colónia portuguesa que formou a sua primeira banda, Os Rebeldes. Veio para Lisboa com vinte anos, onde se licenciou em Ciências Políticas e Sociais, no então Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (actual ISCSP).

Estudava ainda quando lançou o primeiro álbum, Fausto. No âmbito do movimento associativo em Lisboa, aproximou-se de nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire, juntamente com José Mário Branco ou Luís Cília, que viviam no exílio.
Autor de doze discos, gravados entre 1970 e 2011 (dez de originais, uma colectânea regravada e um disco ao vivo), é presentemente um importante nome da música portuguesa, e da música popular em particular.
A sua obra tem sido revisitada por nomes como Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Teresa Salgueiro, Cristina Branco e Ana Moura.
Álbuns editados:

 Fausto (1970)
 Pró que der e vier (1974)
 Beco com saída (1975)
 Madrugada dos trapeiros (1977)
 Histórias de viajeiros (1979)
 Por este rio acima (1982)
 O despertar dos alquimistas (1985)
 Para além das cordilheiras (1987)
 A preto e branco (1988)

 Crónicas da terra ardente (1994)
 A ópera mágica do cantor maldito (2003)
 Em Busca das Montanhas Azuis (2011)

 

 

 

 

 

 

O BARCO VAI DE SAÍDA 

Poema de: Fausto

 

O barco vai de saída

Adeus ó cais de Alfama

Se agora vou de partida

Levo-te comigo ó cana verde

Lembra-te de mim ó meu amor

Lembra-te de mim nesta aventura

Pra lá da loucura

Pra lá do equador

 

Ah mas que ingrata ventura

Bem me posso queixar

Da Pátria a pouca fartura

Cheia de mágoas ai quebra-mar

Com tantos perigos ai minha vida

Com tantos medos e sobressaltos

Que eu já vou aos saltos

Que eu vou de fugida

 Sem contar essa história escondida

                                    Por servir de criado essa senhora

                                    Serviu-se ela também tão sedutora

                                    Foi pecado

                                    Foi pecado

                                    E foi pecado sim senhor

                                    Que vida boa era a de Lisboa

                                    Gingão de rota batida

                                    Corsário sem cruzado

                                    Ao som do baile mandado

                                    Em terras de pimenta e maravilha

                                    Com sonhos de prata e fantasia

                                    Com sonhos da cor do arco-íris

                                    Desvairas se os vires

                                    Desvairas magia

 

 

Já tenho a vela enfunada                              

Marrano sem vergonha

Judeu sem coisa nem fronha

Vou de viagem ai que largada

Só vejo cores ai que alegria

Só vejo piratas e tesouros

São pratas são ouros

São noites são dias

Vou no espantoso trono das águas

Vou no tremendo assopro dos ventos

Vou por cima dos meus pensamentos

Arrepia

Arrepia

E arrepia sim senhor

Que vida boa era a de Lisboa

 

                                                O mar das águas ardendo

O delírio dos céus

A fúria do barlavento

Arreia a vela e vai marujo ao leme

Vira o barco e cai marujo ao mar

Vira o barco na curva da morte

Olha a minha sorte

Olha o meu azar

 

E depois do barco virado

Grandes urros e gritos

Na salvação dos aflitos

Esfola

Mata

Agarra ai quem me ajuda

Reza

                                                 Implora

                                                 Escapa ai que pagode

                                                 Reza

                                                 Tremem heróis e eunucos

                                                  São mouros são turcos

                                                  São mouros acode


Aquilo é uma tempestade medonha

Aquilo vai pra´lá do que é eterno

Aquilo era o retrato do inferno

Vai ao fundo

Vou ao fundo

E vai ao fundo

Que vida boa era a de Lisboa

 

 

Video Clip  postado por maxima 06 no T«Youtube

Fausto Canta: Navegar, Navegar

 

  

Navegar, Navegar
Autoria: Fausto
 
Navegar, navegar
Mas ó minha cana verde
Mergulhar no teu corpo
Entre quatro paredes
Dar-te um beijo e ficar
Ir ao fundo e voltar
Ó minha cana verde
Navegar, navegar
 
                                             Quem conquista sempre rouba
                                             Quem cobiça nunca dá
                                             Quem oprime tiraniza
                                             Naufraga mil vezes
                                             Bonita eu sei lá
                                             Já vou de grilhões nos pés
                                             Já vou de algemas nas mãos
                                             De colares no pescoço
                                             Perdido e achado
                                             Vendido em leilão
                                             Eu fui a mercadoria
                                             Lá na praça de Mocá
                                             Quase às avé-marias
                                             Nos abismos do mar
                                             Navegar, navegar...
 
Já é tempo de partir
Adeus morenas de Goa
Já é tempo de voltar
Tenho saudades tuas
Meu amor
De Lisboa
Antes que chegue a noite
Que vem do cabo do mundo
Tirar vidas à sorte
Do fraco e do forte
De cima e do fundo
Trago um jeito bailarino
Que apesar de tudo baila
No meu olhar peregrino
Nos abismos do mar
Navegar, navegar...
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Viva Lisboa:
música: Navega, Navegar
publicado por Vítor Marceneiro às 16:00
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