Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

BOMBEIROS DE PORTUGAL - BOMBEIROS DE TODO O MUNDO

AS NOSSAS CONDOLÊNCIAS ÀS FAMILIAS ENLUTADAS 

PRESTAMOS HOMENAGEM AOS MORTOS EM COMBATE

COM ESTA SINGELA HOMENAGEM AO SOM DO TOQUE DE SILENCIO

UM MINUTO DE SILENCIO

DESCANSEM EM PAZ


 

SAÚDAMOS OS BOMBEIROS DE TODO O MUNDO - SOLDADOS DA PAZ - OBRIGADO

BEM HAJAM, DEUS VOS PROTEJA


 

 

Ser Bombeiro é ser Guerreiro

 

Autora: Leontina Marques

 

Grande o coração de bombeiro

Que nada ele pede em troca

Entra no meio do braseiro

Nunca sabendo se volta.

 

Muitos dos campos floridos

Se vai transformar em pasto.

Muitos teimam em não limpar!

Quando chega a casa a desgraça

Se chama a corporação de bombeiros.

Com àgua e a vida o fogo tentar apagar.

 

Faço de minhas palavras

Um grito do meu coração

Limpem terrenos e bermas

Também pedido da multidão.

 

Ainda há também mão inimiga

E mentalidades de vingança

Quando se ouve tocar a sirene

Nos bombeiros está a esperança.

 

Ser bombeiro é ser bravo guerreiro

Sempre disposto a todos nós ajudar,

Deixa o conforto de casa e família

Nunca sabendo se ainda vai voltar.

 

Aí de nós...quando a sirene tocar, e o bombeiro faltar!Para o fogo apagar.

 

Hoje quantas famílias desoladas,

Porque o pior não se evitou.

Perderam seu bravo guerreiro

Porque no fogo, a morte encontrou!

 

 

Homenagem Aos Bombeiros De Todo Mundo

 

Bombeiro homem de Paz

Bombeiro homem destemido

Bombeiro para salvar os outros

Põe sua vida em perigo

 

Bombeiro homem de bem

Bombeiro que as chamas apaga

Bombeiro que a todos acode

Bombeiro homem de garra

 

Tantas noites sem dormir

Quando à fogos no verão

Eles se esforçam por tudo

Homens de bom coração

 

A tantos lados se deslocam

A toda a hora que os chamam

Quer de noite ou de dia

Deviam lhe dar mais valor

São eles que nos acodem

Nas nossas horas de dor

 

In: Portal da FENIX

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Viva Lisboa: Paz às suas almas
música: Toque de Silêncio
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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Quarta-feira, 28 de Agosto de 2013

Vítor Marceneeiro - JANELA DA VIDA

Em 1994, na comemoração do 1º aniversário da SIC, disse e/ou declamei,  com fundo musical o poema Janela da Vida. Foi um poema do repertório de Alfredo Marceneiro, mas que infelizmente ele não o pode gravar.


 

 Esta letra da autoria de Carlos Conde, para o repertório de meu avô Alfredo Marceneiro, foi escrita no final dos anos vinte do século passado, foi "CENSURADA", mas acabou por ser cantada "à revelia" tendo criado alguns dissabores ao seu autor o poeta Carlos Conde,  quer ao meu avô.

Qualquer semelhança com o panorama  actual, é obviamente DESCABIDA!!!, será ?


Vítor Duarte Marceneiro diz:

Janela da Vida

Poema de Carlos Conde

Música do Fado do Cravo de Alfredo Marceneiro

 

 

 

 Nota: Os versos abaixo transcritos, diferem do que se gravou, em virtude do poema ser demasiado longo


 

"JANELA DA VIDA"

Letra de: Carlos Conde
Música: Marcha de Alfredo Marceneiro


Para ver quanta fé perdida
E quanta miséria sem par
Há neste orbe, atroz ruim
Pus-me à janela da vida
E alonguei o meu olhar
P´lo vasto Mundo sem fim.

Pus todo o meu sentimento
Na mágoa que não se aparta
Do que mais nos desconsola;
E assim a cada momento
Vi buçais comendo à farta
E génios pedindo esmola!

Vi muitas vezes a razão
Por muitos posta de rastos
E a mentira em viva chama;
Até por triste irrisão
Vi nulidades nos astros
E vi ciências na lama!...

Vi dar aos ladrões valores
E sentimentos perdidos
Nas que passam por honradas
Vi cinismos vencedores
Muitos heróis esquecidos
E vaidades medalhadas

Vi no torpor mais imundo
Profundas crenças caindo
E maldições ascendendo
Tudo vi neste Mundo
Vi miseráveis subindo
Homens honrados descendem

Esse é rico, e não tem filhos
Que os filhos não dão prazer
A certa gente de bem
Aquele tem duros trilhos
Mas é capaz de morrer
P´los filhinhos que tem

Esta é rica em frases ledas
Diz-se a mais casta donzela
Mas a honra onde ela vai
Aquela não veste sedas
Mas os garotitos dela
São filhos do mesmo pai

Por isso afirmo com siso
Que p´ra na vida ter sorte
Não basta a fé decidida
P´ra ser feliz é preciso
Ser canalha até à morte
Ou não pensar mais na vida

                                

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Viva Lisboa: Portugal está a ser mutilado!.
música: Janela da Vida de Carlos Conde e Alfredo Marceneiro
publicado por Vítor Marceneiro às 12:00
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Domingo, 25 de Agosto de 2013

FERNANDO FARINHA, Cantor, poeta e compositor

FERNANDO TAVARES FARINHA, nasceu no Barreiro no dia 20 de Dezembro de 1928, mas só foi registado a 5 de Maio de 1929.

Em 1933 seus pais vêm par Lisboa e fixam-se no Bairro da Bica, tinha  então 4 anos.

Sendo o Bairro da Bica essencialmente bairrista e fadista decerto o fado logo o marcou e fez vir ao cimo todos os seu dotes de artista.

Aos 7 anos já cantava e entrou em vários concursos infantis, teve tanto êxito que passou a ser chamado de “Miúdo da Bica”, por esta altura foi convidado para mascote da Marcha da Bica (1935).

Aos catorze anos actua no Café Luso, Café Latino, Retiro da Severa, Café Mondego, e Solar da Alegria.

1940 Grava o seu primeiro disco EP com quatro temas: Descrença, Meu Destino, Tem Juízo Rapaz e Sempre Linda,. Acabaria por gravar durante a sua vida quase 50 discos, ainda neste ano  foi presença assídua nos serões para trabalhadores organizados pela FNAT.

1942  estreia como atracção no Teatro na revista “Boa Vai Ela”, em que também entrava Hermínia Silva, mais tarde nos anos sessenta ainda é atracção na revista “Sal e Pimenta”

1951 tem a sua primeira deslocação ao estrangeiro indo ao Brasil onde teve grande aceitação.

Ainda em 1951 é contratado pela Adega Mesquita onde se mantém durante dez anos.

É por esta altura  que sente a vocação para escrever, e começa a cantar letras feitas por si:

    Belos Tempos, Mãe há só Uma, Ciumenta, Menina do Rés-do-Chão, Quero-te mais do que à vida, Eu ontem e hoje, Um Fado a Marceneiro, Um Fado à Juventude e Um Copo mais um Copo, Estações de Amor, Rosa Peixeira, Dias Contados, Grande Verdade, Ti´Ana da Fava Rica, Deus queira, Cinco Bairros, Sou do Povo, Beijo Emprestado.

Dos seus poemas decerto o que mais êxito teve foi “ Belos Tempos” na música do fado “Loucura” de Júlio de Sousa, mas Fernando Farinha tem muitos êxitos de outros autores dos quais destaco:

    Fado das Trincheiras letra de João Bastos e Félix Bermudes e Música de António Melo

    Guitarra Triste letra e música de Álvaro Duarte Simões

    Eterna Amizade letra de João Linhares Barbosa e música de Joaquim Campos

Mais tarde sempre inspirado começa também a compor, e a sua arte não fica por aqui começa, também a caricaturar as figuras com quem convive.

1955 comemora as suas “Bodas de Prata” de carreira artística no Coliseu dos Recreios em Lisboa e é premiado com a Guitarra de Prata.

1957  a Rádio Peninsular atribui-lhe o galardão de a “Voz mais portuguesa de Portugal”

1962    é coroado Rei da Rádio Portuguesa numa gala organizada no Eden-Teatro, e ainda neste ano recebe o “Microfone de Ouro do RCP. Ainda neste ano no festival do Casino do Estoril recebe o “Disco de Ouro”.

1963    foi-lhe atribuído o “Oscar da Imprensa” no Festival no  Pavilhão dos Desportos

Protagoniza dois filmes “ O Miúdo da Bica” e “ A Última Pega”

 Ente finais dos anos 60 em diante faz digressões artísticas por todo o mundos, Bélgica, França, Inglaterra, Alemanha, África do Sul, Argentina e E.U.A..

Depois de 1974 faz parte do projecto “Cantar Abril”

Fernando Farinha deixou-nos em 12 de Fevereiro de 1988.

Além da Rua que edilidade lhe atribuiu há pouco tempo, e de uma placa que o povo da Bica tem afixada numa parede do bairro, desconheço que lhe tenham prestado mais homenagens (politiquices!?)

 

 

Fernando Farinha " Rei da Rádio 1962/63"

Comemoração e homenagem ao galardoado na Adega Mesquita, na foto podem ver-se do lado direito de Fernando Farinha, Vítor Mesquita, "Ti"  Adelina Mesquita, Alfredo Marceneiro e o "Ti" Mesquita. Em frente sentado o viola Pedro Leal. Ao lado esquerdo, Eduarda Maria e o guitarrista Fontes Rocha.


Fernando Farinha & Alfredo Marceneiro

ANTES E DEPOIS

Video de Manuel Mesquitella


 

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Viva Lisboa: Grande Miúdo da Bica
música: Antes e Depois - Dueto com Marceneiro
publicado por Vítor Marceneiro às 17:00
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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013

Jorge Costa Pinto (Maestro/Compositor)

 

Estreia, aos 5 anos, no palco do Cine-Teatro de Anadia, a tocar bateria com o pai ao piano que lhe dá a conhecer os primeiros "standards" norte-americanos.

Em Cascais, aos 10 anos inicia-se com uma "big band", a Orquestra Baía, fazendo a ronda dos bailes locais.

Pouco tempo depois, no "Café Chave d'Ouro", em Lisboa, toma parte da primeira "jam-session" internacional, organizada por Luís Vilas Boas, sendo também um dos pioneiros na fundação do Hot Club de Portugal.

Aos dezassete profissionaliza-se: Casino da Póvoa de Varzim, "Orquestra Vieira Pinto".

Entretanto cursa piano e composição na 'Academia Amadores de Música', tendo como professores, entre outros, Fernando Lopes Graça, Francine Benoit; música contemporânea: Jorge Peixinho e Louis Sager.

Em Boston, USA, no "Berklee College of Music" (1965), estudou Jazz, Arranging, com Herb Pomeroy, J, Progris, desenvolve trabalhos de bateria com Alan Dawson.

Durante a sua actividade de baterista, na área do jazz, tem oportunidade de tocar com Hazel Scott, Frederich Gulda , Marshall Brown , George Wein.

Na rádio - Emissora Nacional - (1958), apresenta o seu primeiro grupo a tocar música de jazz, sob o patrocínio de L. Vilas Boas; na Rádio Televisão Portuguesa, tem a oportunidade de se apresentar com várias formações - sexteto, octeto e big band - em programas de divulgação desta linguagem musical: “Jazz no Estúdio 'A”, neste programa, a 'big band', é a primeira orquestra organizada em Portugal, para interpretar Jazz (1963).

Aos 29 anos deixa de tocar bateria e dedica-se à direcção de orquestra.

Nessa qualidade dirige em Portugal, Espanha, França, Luxemburgo, Jugoslávia, Grécia, Irlanda, Brasil, Venezuela, Argentina, África do Sul, país onde grava música portuguesa e internacional a convite da South African Broadcast Corporation - SABC - dirigindo a sua Orquestra Sinfónica em concertos no City Hall e Auditório da SABC, na cidade de Joanesburgo.

Fundou a editora Tecla em 1967. Os primeiros disco foram de João Maria Tudela e Florbela Queiroz. Depois editaram vários discos de Madalena Iglésias, numa altura em que trabalhava como arranjador para outras editoras.
Fez os arranjos da canção "Por Morrer uma Andorinha" para Carlos do Carmo ainda na editora Philipps, que mais tarde assina pela  Tecla e gravaram canções como "Gaivota", "Canoas do Tejo" e "Pedra Filosofal".
No cinema fez a banda sonora dos filmes "Portugal Desconhecido", de Raúl Faria, Belarmino (1964) de Fernando Lopes, "Campista em Apuros" de Herlander Peyroteo e "Sarilho de Fraldas" de Constantino Esteves.
A editora Tecla fechou após o 25 de Abril.
Criou a editora Jorsom onde edita trabalhos próprios, música clássica portuguesa, etc. Aos 70 anos continua a dirigir a sua orquestra de Jazz.

Em Nova Iorque (1973), no 'Institute of Audio Research' frequenta o curso de 'Audio Engeneering' , para produtores e arranjadores musicais.

Na Rádio Televisão Portuguesa (1980-1981),  foi convidado por João Soares Louro, para trabalhar como assessor do Departamento de Programas Musicais e Recreativos na direcção de Carlos Cruz e Maria Elisa,  vem a .exercer a função de subdirector de programas, onde promoveu a produção de programas de Jazz.

No Conservat6rio Nacional de Lisboa - Escola de Música – (1987-1989), iniciou a leccionação de Jazz , com a cadeira pós-graduação: "Introduçao ao Jazz".

As suas obras - jazz, câmara e sinfónicas - estão gravadas em disco e editadas em partituras, não só em Portugal, mas ainda em França, Espanha,. Brasil, Japão, USA, Inglaterra, Venezuela, Jugoslávia, Grécia.

Organiza e apresenta a sua Big Band , em Julho de 2003 , no “XXII Festival Internacional de Jazz do Estoril”; Hot Club de Portugal; Teatro Aberto, Lisboa (2004) "Quinto Funchal Jazz 04"; "Festival de Big Bands da Nazaré " "Lagos Jazz 2004" com assinalável acolhimento do público e da crítica especializada.

por Luís Ramos in:Antena 2

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Viva Lisboa: Grande músico
publicado por Vítor Marceneiro às 18:00
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Sexta-feira, 16 de Agosto de 2013

FONTES ROCHA - Guitarrista

Faz dois anos que este grande músico e compositor nos deixou.

JOSÉ FONTES ROCHA, nasceu no Porto (Ramalde) em 1926.

Nasceu numa família de gente ligada à música, o seu avô paterno foi regente de uma banda popular,   e com ele aprendeu música e a tocar violino, mas o pai, que tocava guitarra, foi quem mais o influenciou,  a tocar o instrumento que veio a ser a sua grande vocação.

Aprendeu o ofício de electricista.

Aos  20 anos começou a tocar como amador entre amigos e em festas particulares e, dez anos depois, veio  para Lisboa, começou por adoptar o estilo de José Nunes, que acabou por  marcar profundamente a sua própria interpretação.

Na capital actuou durante algum tempo no restaurante típico Patrício, da Calçada de Carriche, e quando este encerrou, em 1956, foi trabalhar na sua profissão de elec­tricista para os CTT.

Actuou no Pampilho, na Calçada de Carriche (ex-Nova Sintra).

 Abandona definitivamente a profissão  de electricista e dedic­a-se em exclusivo à guitarra.

Foi contratado para a Adega Mesquita, donde transitou para a Taverna do Embuçado e depois para o Senhor Vinho, onde actuou vários anos.

Fez parte do conjunto de guitarras de Raul Nery (então também integrado por Júlio Gomes e Joel Pina), com o qual se deslocou ao estrangeiro para acompanhar Maria Teresa de Noronha em vários espectáculos; e com Amália Rodrigues, que acompanhou durante doze anos, tendo exibido-se em diversos países.

De todos os espectáculos em que parti­cipou, realça-se no  Olympia de Paris em 1968, destinado aos emigrantes portugueses com o viola Castro Mota ainda no conjunto de guitarras de Raul Nery.

Outro espectáculo memo­rável em que Fontes Rocha participou, com Pedro Leal à viola, foi nas Halles, também em Paris, cuja exibição, se saldou em mais um sucesso, em particular para Amália Rodrigues. Também no Lincoln Center de Nova Iorque, na temporada de 1969-1970, fazendo parte do mesmo conjunto de guitarras, teve ocasião de actuar com a Orquestra de André Kostelanetz e de contribuir para o êxito de Amália, que na interpretação da Casa Portu­guesa, baptizada pelos americanos de Kiss Song, obteve um dos seus maiores sucessos.

Além dos discos gravados com o conjunto de guitarras de Raul Nery, Fontes Rocha gravou mais três discos com guitarradas, e noutros acompanhou Amália e Natália Correia, esta na declamação de poesias. É também autor das músicas de vários fados, tais como Quentes e Boas (com letra de José Luís Gordo), Fado Isabel (Corrido cantado com diversas letras), Anda o Sol na Minha Rua (letra de David Mourão-Ferreira), Lavava no Rio Lavava e Trago o Fado nos Sentidos (ambos com letras de Amália).

 

 

Vítor Marceneiro, canta o Fado " O LOUCO"

Letra de:  Henrique Rego

Música: Fado Menor-Versículo Alfredo Marceneiro

Acompanhado por dois grandes músicos já ausentes:

Guitarra Portuguesa: Fontes Rocha

Viola Fado: Manuel Martins

 

 

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Viva Lisboa: Grande músico e compositor
música: O Louco
publicado por Vítor Marceneiro às 21:00
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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

GABINO FERREIRA - FADISTA DA VELHA GUARDA...

Gabino Ferreira nasceu a 13 de Novembro de 1922, nafreguesia do Bonfim.

Aos 14 anos começa a cantar o fado em festas nas colectividades e de beneficência

Aos 16 anos estreou-se no Café Portugal, chamado a "Catedral do Fado" portuense, e foi sendo solicitado para actuar noutros locais, por esta altura até lhe chamam o “Miúdo do Bonfim”.

Em 1940 com 18 anos é tal o seu prestígio que é convidado a actuar no espectáculo "Glória a Portugal" apresentado no Porto, em vários recintos, em comemoração do aniversário da Fundação e da Restauração da Nacionalidade.

Em 1942, com vinte anos, decide vir para Lisboa, estreando-se na Esplanada Luso (ex. Retiro da Severa), mais tarde é contratado para Café Luso, já na Travessa da Queimada, altura em que o elenco era dos mais aceites pelo grande público, como Filipe Pinto, Maria do Carmo Torres, Júlio Vieitas, Fernando Farinha, Frutuoso França, Mário José Paninho e outros mais. Cantou também no Retiro dos Marialvas, actuou em quase todos os restaurantes típicos da época tendo finalmente sido contratado para “A Severa” como gerente artístico.

No programa radiofónico "Voz de Portugal", cantou também ao lado de Berta Cardoso, Maria Cármen, Quinita Gomes e Moisés Campelos.

­ Simultaneamente tem outra actividade profissional e opta por abandonar a vida artística profissional, numa fase da sua carreira em que era considerado um dos grandes intérpretes do fado do seu tempo. Não deixou, porém, de cantar. E hoje, quando aparece nas tertúlias fadistas continua a deliciar-nos quando canta o Fado como ele o faz.

Gravou dois discos (long play) , um em 1979, (Fado da Velha Guarda), e outro em 1980, (Fados e Saudades de Gabino Ferreira).

Dispõe de um vasto reportório,tais como: Quem Não Tem Mãe Não Tem Nada, Vamos Para as Hortas, Juventude, O Fado Está Doente, A Praga Que te Rogo, Ri Sempre!, A Vida É Uma Tacada, Carta do Hospital, Despedida, Esposa Ideal, Incertezas do Tempo, Três Fases (Partida, Ausência e Chegada), Lenda da Amendoeira, Até Logo!, Escravos e Donos, e Cabelo Branco e Alfama, etc.

Gabino Ferreira foi casado com Ana Lala, natural de Serpa e que também cantava o Fado, que faleceu em Outubro de 2004, facto que muito o abalou.

Gabino Ferreiora faleceu em Lisboa no dia 22 de Novembro de 2011,  vivia  com a filha Liliana, que com é natural, o tratou nos últimos tempos da sua vida  com todo o zelo e carinho.

GABINO FERREIRA

TEM POR DIREITO E MÉRITO PRÓPRIO UM LUGAR NA

HISTÓRIA DO FADO

 

 

Saiba mais sobre Gabino Ferreira e oiça duas interpretações suas "Alfama" e "O Fado está Doente" em:

 

Gabino Ferreira canta " O Fado Está Doente"
Letra de: Carlos Conde
Música : Gabino Ferreira

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Viva Lisboa: Muito triste e saudoso
música: O Fado está doente
publicado por Vítor Marceneiro às 12:00
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Sábado, 10 de Agosto de 2013

FRUTUOSO FRANÇA

 

Nasceu em Lisboa no bairro de Alcântara) em 1912, tendo começado a cantar o fado muito jovem, nas sociedades de recreio, onde também fez teatro dra­mático. Participou em cegadas, estreando-se numa da autoria de Carlos Conde intitulada «Carnaval da Vida». Cantou nos antigos retiros Perna de Pau e Ferro de Engomar, na Adega Vitória, no Café dos Anjos, no Retiro da Severa, no Solar da Alegria, no Café Mondego, no Café Ginásio e no Café Luso (da Avenida).

 

Em 1936 iniciou a sua carreira de cantador profissional, no Café Luso (da Avenida) e também quando este foi transferido para a Travessa da Queimada, onde ainda hoje existe.

Participou nas revistas "Iscas Com Elas" e "Dança da Luta" (1938) levadas à cena no Teatro Apolo, conquis­tando o público com o seu estilo castiço e com as letras dos seus fados.

Em 1950 parte para Angola, onde permaneceu durante dez anos a trabalhar na sua profissão de cortador de carnes, mais tarde na Rodésia, África do Sul e Holanda.

Regressa a Portugal em 1976, e reinicia a sua actividade de cantador, actuando em festas, em casas típicas,  na televisão e na rádio.

È dos fadistas que tem todo o seu repertório gravado em discos,  nos quais inclui fados com músicas da sua autoria como Anabela, Amigos São Inimigos, O Mineiro, Doutora Inocente, Diálogo em Sentido Figurado, Coisas da Vida, Salve!, Vê-te ao Espelho e Eterno Amor de Mãe, O Sábio e o Barqueiro, Fado Cadillac, Maria da Paixão, Contraste, Não Com­preendo, etc., para além de outros autores.

Dos cerca de 30 fados cantados por Frutuoso França, um dos que tiveram maior audiência foi “O Médico e a Duquesa”, com música sua e letra de Joaquim M. S. Teixeira.

Nos anos 80, em que eu trabalhava como produtor cinematográfico, com os realizadores de filmes de animação, Mário Neves Sénior e Mário Neves Júnior, decidimos fazer um pequeno filme documentário numa sátira ao poema do “Médico e a Duquesa”, que para não ser muito dispendioso nós próprios éramos os actores e técnicos.

O pequeno filme (tem o mesmo tempo do disco, pois a música de fundo e o cantar é a própria narração),  estreou no Condes antes do filme principal em cartaz.

Foram vários dias de filmagens, só os três no estúdio, em que era mais o tempo que riamos às gargalhadas, do que filmávamos, com as fotos que vos mostro a seguir podem deduzir“o gozo” que nos deu fazer este filme.

Eu fui o mais sacrificado, tive que cortar o bigode, fiz o “travesti” da Duquesa  e andei vários dias enjoado com as pinturas.

Infelizmente não consegui arranjar o tema cantado pelo Frutuoso França, pois julgo que só existe em disco de massa para grafonola, mas transcrevo a letra, que conjuntamente com as fotos vos dará uma ideia do trabalho final.

Entretanto estou a tentar arranjar uma cópia do filme na Cinemateca Nacional, pois perdi o contacto do pai e filho Mário Neves.

Vítor Duarte Marceneiro

 

VIDEO CLIP - O Médico e a Duquesa

 

  

  

  

O MÉDICO E A DUQUESA

 

Autor: Frutuoso França Foto 1

 

Era um médico ilustre e inteligente

Que o povo humilde amava com prazer

E ele a todos queria meigamente

Salvando muita gente de morrer.

 

Mas num dia fatal se apaixonou

p'la mais linda cliente, uma duquesa,

Que dele escarneceu e assim falou:

"Não lhe dou minha mão, sou da Nobreza!"

 

Foto 2

Mais tarde a duquesa adoecia

E os grandes da Ciência são chamados,

Mas pertinaz doença a envolvia

Deixando os cirurgiões desanimados.

 

Foto 3

 

Ela ao ver-se pior, desfalecida,

Do seu médico antigo se lembrou.

E esse jovem doutor salvou-lhe a vida

O que a muitos colegas espantou.

 

 Ela então ofereceu-lhe a sua mão

Para lhe pagar, altiva e sedutora Foto 4

Mas teve uma tremenda decepção

Ouvindo esta resposta esmagadora.

 

"Se vós sois da Nobreza, é por dever

Qu'assim me quereis pagar, mas (se me entende)

Eu sou muito mais nobre, pode crer,

Pois o amor duquesa não se vende

 

Foto 5 Foto 6

 

Curta Metragem cores 35mm (1980)

Realizador: Mario Neves

Efeitos especiais: Mário Jorge

Produção: Vítor Duarte

 

Foto 1 - Duquesa (Vítor Duarte) com Médico (Mário Jorge)

Foto 2 - Duquesa (Vítor Duarte)

Foto 3 - Duquesa (Vítor Duarte) com Mordomo (Mário Neves)

Foto 4 - Duquesa (Vítor Duarte) com Médico (Mário Jorge)

Foto 5 - Duquesa (Vítor Duarte) com Mordomo (Mário Neves)

Foto 6 - Mário Jorge, Mário Neves e Vítor Duarte

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Viva Lisboa: Saudoso, Velhos Tempos
música: O Médico e a Duquesa
publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
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Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

Frederico de Brito -BRITINHO - Poeta Popular

Joaquim Frederico de Brito (1894 – 1977), foi compositor e poeta, era conhecido no meio do Fado com o diminutivo de “Britinho e também poeta-chauffer, alcunha que lhe atribuíram  porque  durante muitos anos foi motorista de táxi.

 

Aos 8 anos, leu o livro de Avelino de Sousa, «Lira do Fado», que o levou a escrever versos que o seu irmão mais velho João de Brito cantava em festas de amadores. É facto adquirido que durante a sua vida, escreveu mais de um milhar de letras e compôs várias centenas de músicas.

Participou na opereta História do Fado, de Avelino de Sousa,  com Alfredo Marceneiro e outros,  can­tando versos de sua autoria.

Em 1931 edita um  livro de sua autoria, “Musa ao Volante”, em que  compilou todos os versos que até esta altura já tinha escrito.

Para além de grande poeta, foi também compositor, é de sua autoria a letra e música do tema "Biografia do Fado",  que foi uma criação de Carlos Ramos; "Fado do Cauteleiro", criação de Estêvão Amarante; "Janela Virada pa­ra o Mar",  criação de Tristão da Silva; "Não Digam ao Fado..." cantado por  Carlos do Carmo e Beatriz da Conceição,o  tema  "Canoas do Tejo"  cantado por Carlos do Carmo,  Max, Beatriz da Conceição, Francisco José, Tony de Matos e muitos outros, o  Fado "Carmencita" na voz de Amália, também foi um dos seus grandes sucessos, tal como "Troca de Olhares", "Ra­paz do Camarão", "Casinha dum Pobre" , "Fado Corri­dinho" , "Fado do Britinho",  "Fado dos Sonhos" , o celebérrimo "Fado da Azenha", que David Mourão­-Ferreira considerou uma das melhores criações da poesia popular portuguesa.

Vários compositores, entre eles Raul Ferrão, Raul Portela, Jaime Mendes e Alves Coelho (filho) escreveram músicas para letras de Frederico de Brito.

As revistas Anima-te Zé (Maria Vitória, 1934), Salsifré (Apolo, 1936), Bocage (Eden, 1937), Chu­va de Mulheres (Eden, 1938), Sol-e-Dó (Varieda­des, 1939) e Haja Saúde!, com a qual se inaugurou o Teatro ABC integraram várias composições de sua autoria, grandes compositores de nomeada,  co­mo Ferrão, Portela e Alves Coelho, compõem para as suas  letras,  de cunho bem popular e  fadista, que foram cantadas no teatro de revista, por fadistas e cançonetistas.

Frederico de Brito, era muito estimado nos meios fadistas,  o diminutivo "Britinho" reflectia aliás,  essa generalizada simpatia.

Foi um poeta popu­lar, que manteve os pa­drões do Fado tradicional, sem “lamechas retrógradas”, e sem quaisquer exageros de lirismos, pseudo-intelectuais.

As  composições do seu vasto espólio  continuam ainda hoje a ser interpretadas  por muitos  artistas,  com a aceitação e o agrado do grande  público.

 

  Beatriz da Conceição

Canta  "Canoa" de Frederico de Brito

 

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Viva Lisboa: Grande Poeta
música: Canoa - Canta Beatriz da Conceição
publicado por Vítor Marceneiro às 15:00
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Segunda-feira, 5 de Agosto de 2013

Francisco Stoffel

 Era daqueles Fadistas que imprimem fado ao escutá-lo, tinha decerto uma carreira brilhante em frente, a sua maneira de cantar, era fado no mais puro sentido de saber o que se canta e como ele transmitia essa emoção ao deslizar na sua voz os versos do poema. Eu estava em Àfrica, tinha comprado o disco que tinha saído e logo a seguir a noticia brutal- Morreu o Franciscvo Stoffel, Meu Deus, que choque ! apenas com 22 anos. Corria a època de 60 a 70, os que amamos o fado e sua Famíla, destroçados, resta-nos lembra-lo e ouvir o que Ele nos deixou e com enorme sentimento e emoção aí está esse vídeo que editei para o YouTube com um abraço à Familia, aos Fadistas e a Ele que lá de onde se encontra , ficará contente por O recordarmos.

 

 

Francisco Stoffel canta: Por Morrer Uma Andorinha 

Texto e Video-Clip de: Américo Santos Pereira

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Viva Lisboa: Grande Fadista
música: Por Morrer Uma Andorinha
publicado por Vítor Marceneiro às 20:00
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Sexta-feira, 2 de Agosto de 2013

FRANCISCO JOSÉ

A coragem e oportunidade de Francisco José, que ao actuar em directo num programa,  na RTP antes do 25 de Abril, denunciou a falta de apoio  dado aos artistas portugueses quer na Rádio, quer na Televisão. As suas palavras caíram que nem uma "bomba" nos poderes de então, de tal  forma, que a partir da aquele incidente, os programas em directo na RTP,  foram proibidos, e Francisco José  foi considerado "persona non grata" quer na RTP quer na Emissora Nacional.

  

Acompanhei grande parte do «percurso artístico» do Chico Zé que, um dia, teve a coragem de trocar as «engenharias» pelas cantigas que eram, afinal, a sua grande paixão. Testemunhei, inclusivamente, os seus primeiros passos com o Prof. Mota Pereira, no Centro de Preparação de Artistas da Rádio, onde des­pontaram algumas das grandes «estrelas» do microfone que principiaram a bri­lhar por volta dos anos 50.
O Chico Zé impôs-se, rapidamente, como uma das vozes mais bonitas e mais românticas da Rádio que, na época, era o meio de comunicação por excelência, em Portugal. As jovens sonhadoras e apaixonadas desse tempo suspiravam exta­siadas ao ouvirem aquela voz bem timbrada (a que não faltava sequer um ligeiro «toque» alentejano) e acorriam, frenéticas, às salas de espectáculo onde o seu ídolo se apresentava.
O saudoso poeta e homem da Rádio, José Castelo, um dos responsáveis do popular «Comboio das seis e meia» que animava os fins de tarde no Politeama e no Capitólio, começou um dia a chamar-lhe «o coração que canta» e o «slo­gan» ficou. Com a chegada da Televisão a Portugal, o sucesso do Chico Zé ganhou uma nova dimensão e um dia surgiu a hipótese de viajar até ao Brasil. Atraído pelo sabor da aventura, o Chico Zé lá foi e o sucesso foi estrondoso, não sem que, antes, tivesse de travar uma sucessão de duras «batalhas» que sempre conseguiu superar. Creio que para lá do seu estilo romântico, servido por uma voz invulgarmente agradável e bem timbrada, o seu triunfo no Brasil ficou a dever-se a uma perfeita dicção que permitia entender tudo aquilo que ele cantava. Um amigo meu, jornalista do grande país irmão, disse-me uma vez a propósito do sucesso do nosso artista em terras brasileiras: «Você sabe que nós nem sempre entendemos, com facilidade, tudo o que um português está falando mas com o Francisco José a coisa é diferente – não perdemos uma só palavra do que ele canta e isso é muito importante, em especial se os versos são gostosos de se ouvirem...»
Artur Agostinho
 
 
 

Já escrevi aqui sobre este grande artista,  recebi do meu amigo do Porto o Dr. José Manuel Pedrosa Moreira, um Video-Clip, em que Francisco José canta "Olhos Castanhos", volto a relembrá-lo com muito gosto.

 

O panorama hoje está na mesma, ou ainda pior, excepção feita a dois ou três eleitos (do lobbie). Há alguns que sofreram censuras e hoje são censores!!

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Viva Lisboa: Grande Português
música: Olhos Castanhos
publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
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