Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2015

Xavier de Oliveira - Cantor "Imitador"

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Conheci pessoalmentel Xavier de Oliveira, foi talvez o único imitador que  teve contratos em casas de fados, muitas das vezes em parceria com vozes que ele imitava.

Foi amigo de meu avô e de meu pai, era uma pessoa muito bem disposta, que irradiava simpatia.

Tive a sorte de seu filho Luís Oliveira,  ter contactado comigo, e como é daqueles filhos que fez e guardou religiosamente o espólio sobre o pai, solicitei-lhe que me desse informação mais detalhada sobre o pai. e assim hoje, com texto e iconografia de sua autoria, publico com muito carinho,  em homenagem à memória de seu pai, o Fadista/Cançonetista/Imitador Xavier de Oliveira, mais esta página neste blog.

 Luís Oliveira, também é um apaixonado do Fado e canta-o como amador.

 

   

  Foto de Alfredo Marceneiro, Candida Ramos e Xavier de Oliveira

Xavier Pinto de Oliveira, nasceu a 18 de maio de 1939 na localidade de Quinta do Anjo perto de Palmela.  

Oriundo de uma família de agricultores, logo de muito cedo se viu que tinha muito jeito para cantar, começou a fazer a sua primeira imitação por volta dos catorze anos, o artista que primeiro imitou e o que mais gostava era Luís Piçarra, que nessa altura estava no seu apogeu.

Em 1962, morava na Moita, e trabalhava numa oficina de automóveis, como electricista, é aí que numa festa têm a sua estreia em público, como amador, onde obtêm grande êxito e é incentivado a continuar, e acaba por ser descoberto pelo então conhecido locutor de radio Armando Marques Ferreira, que lhe dá mais motivos para se tornar profissional.

Já como profissional, é convidado em 1963 para actuar no Coliseu dos Recreios na Grande Noite do Fado, tendo obtido grande êxito.

Cantou em vários programas de radio, no programa “Serão para Trabalhadores” , na Emissora Nacional, no programa “Comboio das Seis e Meia, etc.  

Teve várias actuações na televisão, no programa “Zíp Zip” e “Natal dos hospitais” .

Fez parte do elenco da revista “Na Brasa” com Humberto Madeira, Eugenio Salvador Elvira Velez, entre outros. Também actuou no estrangeiro, Estados Unidos da America, Alemanha, Franca, Espanha, e ainda nas ex.colónias, Angola e Moçambique.

 Xavier de Oliveira, gravou 12 discos, sendo o primeiro em 1966.

Imitou grandes artistas de nomeada, destacando, Alfredo Marceneiro, Alberto Ribeiro, António Mourão, Fernando Farinha, Luís Piçarra, Nelson Ned, Roberto Carlos, Carlos do Carmo, Egidio, Eduardo Nascimento, Tony de Matos, Trintão da Silva, Frei Hermano da Câmara, Rui de Mascarenhas, Manuel Fernandes, Manuel de Almeida, Francisco José, etc.

Para alem da faceta de imitador também interpretou duas canções suas, o Fado Canção Rosa Moleira, gravado em 1966, e a canção Garotas de Agora, um dos seus grandes êxitos, em 1971.  

Faleceu prematuramente, no dia 25 de abril de 1972 com 33 anos, entre Samora Correia e Benavente onde se ia encontrar com a saudosa Herminia Silva.

  Luís Oliveira (Filho)

  Xavier de Oliveira

Canta: Ser Benfiquista

Imitando Luis Piçarra

 

2015-01-29

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música: Ser Benfiquista
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Domingo, 25 de Janeiro de 2015

VASCO DE LIMA COUTO

Poeta e actor, nasceu no Porto em 1923 e mor­reu em Lisboa em 1980.

A 27 de Março de 1947 estreou-se no palco pe­la mão de Alves da Cunha, e apresentou-se, em quase todos os teatros do país.

Em 1951 foi convidado para integrar a companhia de Amélia Rey Colaço- Robles Monteiro, no elenco de La Nina Boba, de Lope de Vega.

Em 1952 regressa ao Porto para ingressar no Teatro Experimen­tal do Porto, onde se manteve durante oito anos.

Representou mais de quarenta peças de grandes autores, entre elas: Morte de Um Caixeiro-viajante, de Arthur Miller, As Guerras de Alecrim e Manjerona, de António José da Silva, Ratos e Homens, de John Steinbeck e O Rino­ceronte, de Ionesco, Todos eram Meus Filhos, de Arthur Miller, etc.

Em 1967, no Teatro Estúdio de Lisboa, fez Bocage, Alma Sem Mundo, de Luzia Maria Martins, A Nossa Cidade, de Thornton Wilde, A Louca de Chaillot, de Giraudoux, A Noite de Verão e Anato­mia de Uma História de Amor, de Luzia Maria Mar­tins.

Foi para José Manuel Osório que escreveu uma das suas primeiras letras para Fado: Meu Amor Sem Direcção.

Em 1960 em Lisboa  desempenha a figura de D. Afonso IV na peça Castro, de António Ferreira. Fez algumas digressões à África do Sul, An­gola e Moçambique.

Escreveu poemas para serem cantados por, Amália, Carlos do Carmo, Max, Lenita Gentil, Vasco Rafael e outros.

Alguns dos seus poemas: Andorinha; Meu Nome Sabe-me a Areia (músicas de Alfredo Marceneiro); Disse-te Adeus e Morri (música de José António Sabrosa); Que Povo é Este, que Povo? (mú­sica do Fado das Horas); Fado da Madrugada (músi­ca do Fado Tamanquinhas); Preciso de Espaço (música de Verónica)

Após o 25 de Abril trabalhou na Cornucópia, que abandonou pouco tempo depois para fixar re­sidência em Paris, onde esteve alguns meses. Volta a  Lisboa para actuar no Encoberto, de Natália Cor­reia e  mais tarde no Maria Matos.

Foi autor dos seguintes livros: Arrebol (1943), Ro­mance (1947), Recado Invisível (1950), Os Olhos e o Silêncio (1952), O Silêncio Quebrado (1959), Bom Dia Meu Amor... (1975).

 

 

 

PRECISO DE ESPAÇO

 

Letra: Vasco Lima Couto

Música: Verónica

 

                                                    Preciso de espaço

                                                    Para ser feliz       

                                                    Preciso de espaço

                                                    Para ser raiz

                                                    Ter a rede pronta

                                                    Para o mar de sempre

                                                    Ter aves e sonho

                                                    Quando a terra escuta

                                                    E falar de amor

                                                    Aos tambores da luta

 

Refrão

 

Ter palavras certas

No Sol do caminho

E beber a rir

O doirado vinho

Misturar a vida

Misturar o vento

E nas madrugadas

Quando o povo abraço

Para estar contigo

Preciso de espaço

 

                                                  Preciso de espaço

                                                  Para ser feliz       

                                                  Preciso de espaço

                                                  Para ser raiz

                                                  Caminhar sem ódio

                                                  Falar sem mentiras

                                                  Ter meus olhos longe

                                                  Na luz de uma estrela

                                                  E ser como um rio

                                                  Que se agita ao vê-la

 

Refrão

 

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Viva Lisboa: Grande Poeta
música: Preciso de Espaço
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

Saudade dos Santos - Faleceu hoje aos 75 anos de idade

Faleceu hoje dia 23 de Janeiro

Saudade dos Santos faleceu vitima de doença prolongada, o corpo irá estar na Basílica da Estrela no Domingo dia 25 a partir das 15 horas e o funeral será no dia 26 e seguirá para o crematório do Cemitério do Alto de São João.

Ao seu marido Emílio Mateus, seus filhos e demais família os meus sentidos pêsames.

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Nasceu em S. Pedro de Alva,  a 15 de Fevereiro de 1939, mas veio viver para o Distrito de Lisboa ainda muito jovem.

Desde muito nova tem a paixão da poesia, o que  contribui para começar a tomar atenção ao fado, e toma-lhe o gosto.
Em 1957 num concurso de fados organizado no Luso é “Eleita Rainha das Cantadeiras”.
Faz várias digressões artísticas no Ultramar e nas Ilhas onde obtém acentuada êxito, faz teatro, cinema e televisão, grava vários discos e é muito tocada nas rádios.
Saudade dos Santos tem uma voz melodiosa que nos atrai, aliada à sua bonita figura e simpatia pessoal.
Era frequentemente convidada para cantar nos salões dos casinos, e em várias Casa de Fado, por último contratada na “Severa” e quando está no auge da sua popularidade, casa-se com o conhecido empresário Emílio Mateus, da Etiqueta Discos Estúdio.
Saudade dos Santos tomou a opção de abandonar a vida artística para dedicar todos os seus momentos ao lar e à educação dos filhos.
 

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Valentim Matias

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Valentim Carvalho Matias , nasceu a 25 de Outubro de 1942  em Vila Nova de S. Pedro, concelho de Azambuja.

Desde muito jovem que sentiu apetência pela música e pela poesia, começou  a escrever versos que ele próprio cantava "á capela" nas festas dos amigos e vizinhos, mas esta sua apetência para escrever e cantar já tinha raízes de Fado.Em 1961,  com 18 anos de idade foi morar para o Cadaval, onde iniciou a sua vida profissional como empregado de comércio, trabalhava de dia e estudava de noite o que lhe permitiu mais tarde ir trabalhar para um banco, onde se manteve até á reforma.

Ainda em 1961, Ingressou nos Bombeiros Voluntários do Cadaval e chegou a Comandante da Corporação em 1972 até 1996.

Cumpriu o serviço militar na Guiné de 1963 a 1965.

Nos anos oitenta, começou a cantar acompanhado de  guitarra e viola, passado pouco tempo,  iniciou um grupo musical, chamado  "Os Amantes do Fado" de que faziam parte também,  Maria de Lurdes (Milú), Francisco Duarte e Manuel Carriche e os músicos José de Oliveira Pedro e Eduardo Lemos, grupo este,  que era muito solicitado especialmente aos fins de semana  na zona Oeste e no Ribatejo.

Em 1989 aceita o convite para se candidatar ás eleições autárquicas  sendo eleito Presidente da Câmara Municipal do Cadaval, actividade esta,  que levou  a que actuasse só em casos muito pontuais, em 2001 reformou-se.

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 Valentim Matias nunca deixou de escrever poemas essencialmente para  músicas que Eduardo Lemos foi compondo, temas estes, que gravou em três CD´s, é de salientar que alguns dos seus poemas foram também  cantados e gravados por Rodrigo, António Pinto Basto, Guilherme Frazão, Luís Maia e Irene Oliveira, etc. Escreveu ainda vários temas musicais para teatro de revista amador.Quando se reformou voltou às lides fadistas, tem actuado por todo o País incluindo as regiões autónomas e em programas de televisão. No estrangeiro, esteve nos EUA, França, Suíça.Brevemente pensa gravar um novo CD com alguns temas novos de sua autoria .Tenho por Valentim Matias, grande estima e gratidão, pois sempre realçou a figura de meu avô, que como se sabe teve as suas origens no Cadaval,  é  membro da Associação Cultural de Fado "O Patriarca do Fado", sendo o autor do poema "Alfredo Marceneiro o Patriarca do Fado", que cantou no Teatro de Revista Amador (Grupo Gente Gira) e que passou a ser o hino da associação.

Vítor Marceneiro

 

O PATRIARCA DO FADO

 

                          Alfredo, foi o seu nome

                          Marceneiro, a profissão

                          Foi fadista de renome

                          Da nossa bela canção

 

                          Cantou Lisboa e o fado

                          De maneira bem singela

                          Por ele foi inventado

                          Cantar fado à luz de velas

 

                                    Refrão

 

                          O Patriarca do fado,

                          Foi Alfredo Marceneiro

                          Hoje e sempre recordado

                          Dentre todos o primeiro

                          Cantou , estilou a seu jeito

                          Fados lindo que venero

                          Há festa na Mouraria

                          E o Natal do Moleiro

                          P`rà Lucinda Camareira

                          Amor é Água que Corre

                          E o Leilão da Mariquinhas, não morre

                          A Menina do Mirante

                          Que é dos Bairros de Lisboa

                          Mocita dos Caracóis , o povo entoa.

 

                          No seu jeito bem castiço

                          Gostava de usar boné

                          E envolvia o pescoço

                          Com o lenço de cachené

                          Os poemas que cantava

                          Dizia -os como ninguém

                          Eu por mim também gostava

                          De os dizer assim tão bem

 

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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

FLORÊNCIA - Homenagem ao PORTO - CIDADE INVICTA

Foi minha preocupação, ao  " trazer " a este blog, grandes artistas, que são uma referência da linda cidade do Porto, homenagear também, através deles, todos os amantes do fado, uma vez, que, sei o quanto o Fado é apreciado na Cidade Invicta, que nos deu vozes como a de Florencia, Toni de Matos, Beatriz da Conceição e Maria da Fé, entre tantos outros e outras artistas, que embora não sendo profissionais, em muito contribuem, para que o Fado continue bem "vivo", mantendo-se assim a tradição, que vem já de 1949, ano em que se realizou pela primeira vez o Concurso das Cantadeiras do Norte de Portugal. 

Este video-clip é pois a minha sincera homenagem às gentes do Porto (Tripeiros).
Com imagens da vossa linda Cidade,  e penso que muito a propósito musicado com a voz da "nossa/vossa" Florência.
Permitam-me um agradecimento muito especial a um amigo do Porto, Fernando Batista que  me tem dado um apoio,  a todos os níveis extraordinário. 
 

Video-Clip: Homenagem ao Porto - Maria Tripeira
Declama e canta: Florência
Produção e Realização: Vítor Duarte Marceneiro
Fotos de Florência: De um amigo e admirador que quer manter o anonimato
Fotos e Slides do Porto: Cedidos por Fernando Batista, Postais Ilustrados e Arquivos da C.M.P.
 
 Nota: Esta página foi publicada inicialmnte a 31 de Agosto de 2007
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música: Maria Tripeira
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Domingo, 18 de Janeiro de 2015

FLORÊNCIA

 Florência Martins da Cunha Vieira, nasceu no Porto em 1943.
Aos 12 anos representando a freguesia do Bonfim, triunfa no “Concurso Rainha das Cantadeiras do Norte de Portugal”, tendo logo de seguida ganho em Lisboa, no Coliseu dos Recreios o “Concurso Rainha das Cantadeiras de Portugal”.
A sua carreira é marcada por uma precocidade extraordinária, a ponto de ser considerada a menina prodígio do fado, tendo multidões a aplaudi-la nos maiores palcos nacionais, sendo noticia na comunicação social, conquistando assim  o direito a ter carteira profissional.
Na voz de Florência há uma alegria contagiante, uma exuberância  natural que arrebatou gerações de  admiradores, mas não foi apenas a sua bonita voz que atraiu as atenções de um público atento e admirador, é que, Florência  ao cantar, transmitiu sempre uma mistura de sinceridade e pureza interpretativa, cativando as audiências com grande facilidade.
A velha rivalidade Lisboa/Porto rotula Florência como a  fadista do Porto, o que decerto modo é  injusto,  para quem adquiriu verdadeira fama nacional, o que se deveu também a nunca se ter fixado em Lisboa, como tantas outras fadistas oriundas do norte do País.
No auge de uma brilhante carreira, seus pais decidem partir para o Brasil, o que ao contrário do que se podia imaginar, lhe cria uma nova série de oportunidades, pois o seu talento não passa despercebido.
No Brasil, Florência conquista primeiramente a comunidade portuguesa aí residente e, depois, os próprios meios de comunicação de âmbito nacional.
Estreia-se a cantar fado na Casa do Porto do Rio de Janeiro, actua em  diversas casas típicas, faz rádio, e na televisão,  ganha o troféu  “Melhores da Semana” na TV Tupi.
Foi proprietária de um restaurante típico no Rio de Janeiro, a que deu o nome de Balada de Coimbra, que teve uma série de noites de Fado memoráveis.
A cantora não se cinge apenas ao fado, fazendo seu um repertório de influência popular, sempre marcado por uma contagiante alegria em palco que é a sua imagem de marca.
Gravou umas dezenas de discos EP e LP, quer em Portugal, quer no Brasil.
Florência foi uma artista que deu sempre o seu melhor ao público, por isso tem uma carreira artística tão longa e apreciada.
Em 1968  regressa a Portugal para actuar no Casino de Espinho, ficando definitivamente a residir no Porto.
Em 1971  reforça a sua discografia assinando contrato com a Editora Orfeu.
Em 1979  participa no Festival RTP da Canção com um tema que marca toda uma fase da sua carreira, “Comboio do Tua”, de Mário Contumélias e Manuel José Soares.
A sua carreira prossegue muito ligada a digressões por todo o país e no estrangeiro, em especial junto das comunidades portuguesas.

 

  

Florência canta o Fado Madragoa
Autores: Frederico Valério e J. Bastos
 

MADRAGOA

  

Uma saudade o mar tem
Seu Monumento em Lisboa
Velho bairro popular
Sombrio e vulgar
Que é a Madragoa
Reza a história que foi lá
Numa noite de natal
Que veio á luz o primeiro 
Herói marinheiro
Que honrou Portugal

 

Ò triste Madragoa
Tens a esperança e nada mais
Há tanta coisa boa 
Noutros bairros teus rivais 
Ò pobre Madragoa 
Não tens um só painel 
Um arco ou um brazão
Só tens ò Madragoa
Nos lábios doce mel
No peito um coração


A noite cai e o luar vem
Dar-lhe cor de opala
E as estrelas a brilhar
Parecem baixar
Do Céu para beijá-la
E a Madragoa a dormir tem
Como prémio ao seu labor
Lidos sonhos de princesa 
Da eterna beleza
Dos sonhos de amorLetra de: F. Valério 

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música: Oh! Madragoa
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015

MARGARIDA SOEIRO - Fadista de alma e coração

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 MARGARIDA  LOURENÇO SOEIRO, nasceu em Lisboa, apesar da sua infância ter sido em Santarém, onde estudou e cantou pela primeira vez fado.

Diz ter tido a sorte de ser acompanhada pelos melhores músicos deste país, desde muito cedo e privar com muitos dos nomes marcantes na história do fado.

Começou por cantar fados da Amália e só mais tarde, descobriu a beleza dos fados e da voz de Maria Teresa de Noronha.  Gostava de as ter conhecido pessoalmente.

Foi nesse percurso desde muito nova que aprendeu a ouvir, a sentir e a cantar . Não concorda totalmente com a máxima de que fado não se aprende. Não é totalmente verdade, nasce-se fadista, é certo, mas não só esta alma cresce com a vida, como escutando se aprende a melhor dizer.

Gosta de fado tradicional, admira Amália, Maria Teresa de Noronha,  Alfredo Marceneiro,  João Ferreira Rosa e Carlos Zel.

A sua carreira tem sido na área das ciências sociais e humanas,  no fado,  foi sempre amadora,  em 2011 lança o cd MOMENTOS.  Este disco junta alguns dos fados que canta regularmente e ainda  quatro letras inéditas em músicas de fado tradicional.

Canta regularmente na Casa da Mariquinhas em Alcântara, no entanto passou por algumas das casas emblemáticas de Lisboa. Desde o Senhor Vinho, Embuçado,  Os Gordos,  Pátio das  Cantigas, Tia Ló, Pindéricos, S. Caetano , Nove e Tal e actualmente na Maria da Mouraria.

Texto da própria

 

 

 

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música: Quadras para Amar
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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2015

ARMINDA VIDAL - Fadista, Actriz, Folclorista

Com 7 anos apenas, já Armínda cantava e encantava. Nasceu em Lisboa, num dos seus bairros mais característicos, a Mouraria. Cantou profissionalmente pela primeira vez em 1935 no Coliseu dos Recreios na fantasia «Ultima Maravilha» cantando um Fado que ficou célebre «O Mineiro». Durante vários anos, actuou brilhantemente no teatro ligeiro, fazendo revista e opereta, entre outras a «Casta Susana», o «Pão de Ló», «Banhos de Sol», «Agora é que são elas», etc. Trabalhou já no cinema, nos filmes «Serra Brava», «Homem do .Ribatejo», etc. Folclorista brilhante, interpreta curiosamente canções das nossas províncias. Correctíssima artista e ilustre profissional, Arminda Vidal grava no Valentim de Carvalho, canta na E. 'N., tendo actuado com assinalável êxito na Televisão Portuguesa. A sua Madrinha fadista, foi Ermelinda Vitória. Cantou já nos ambientes mais típicos da capital: Charquinho, Pedralvas, Caliça, Solar da Alegria, etc, tendo sido componente brilhante duma marcha popular, a da Mouraria. Esta simpática artista, criou alguns dos números mais conhecidos que o teatro de revista trouxe para a rua.

Acabou a sua carreira no Restaurante Folclore, que ficava ao lado da Cervejaria da Trindade, pertença da Sociedade Nacional de Cervejas do empresário Sousa Uva.
 

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Graças à informação de um  visitante do blogue, consegui este excelente Video-Clip de Arminha Vidal.

Os créditos são de: www.ERADOGRAMOPHONE.com, a quem agradeço, assim como a quem me informou que se intitula "Sempre Fado".

 

 

 

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Viva Lisboa:
música: O Comboio da Beira Baixa
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Sábado, 10 de Janeiro de 2015

ANTÓNIO MELO CORREIA

Fadista que aparece nos anos 60, com uma forma e um estilo muito próprio de cantar o Fado.

Aparecia e cantava nos locais onde acontecia Fado, boémio e bem disposto, pela sua simpatia e cortesia tinha facilidade em fazer amigos.

Penso que a sua estreia como profissional, foi pela mão de  João Ferreira Rosa, que o contratou  para actuar no  Embuçado. Mais tarde foi um dos sócios fundadores do Sr. Vinho, conjuntamente com José Luís Gordo e Maria da Fé.

Gravou alguns EP, mas a sua carreira acabou por ser curta, pois  um  trágico acontecimento, levou a que viesse a  falecer prematuramente.

Esta é uma pequena e singela homenagem, pois conheci-o e convivi com ele, era uma pessoa muito educada e com grande "fair-play", era dos jovens que apareceram nos anos 60 que o meu avô muito simpatizava, pois este também o sabia acarinhar.

 

António Melo Correia

Canta Quentes e Boas

Poema de José Luís Gordo

 

 

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Viva Lisboa: Saudades deste amigo
música: Quentes e Boas
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Ana Sofia Magalhães

 

Nasceu no Porto, em Massarelos  há 29 anos até que aos 16 anos de idade, vem com sua mãe para o sul e passam a viver em S.Martinho do Porto.

A música sempre fez parte da sua vida, mas não era o fado a música das suas preferência, no entanto conhecia a existência de Amália Rodrigues  e era essa a sua noção de fado.

A mãe, uma  apaixonada por fado, passava os dias a cantarolar e a ouvir os velhinhos discos de vinil do Fernando Maurício, Fernanda Maria, Carlos Zel e outros tantos, fados que eu também ouvia, o que a leva sem mesmo se aperceber que começa a memorizar o que ouve.

Ana Magalhães não hesita ao afirmar que foram Amália Rodrigues e Fernanda Maria as suas fadistas de eleição.

Em 2007, numa noite de fados organizada pelo  fadista João Roque em S.Martinho do Porto,  entre desafios e brincadeiras, perde o medo e lá a convecm a cantar um fado! Foi uma experiência inesquecível ser acompanhada por guitarristas, de tal maneira que não mais conseguiu deixar de ter vontade de cantar.

Conheçe então a Adega do João, onde via com frequência, acompanhada pela mãe às Quintas- Feiras de Fado, e assim que começa a conhecer e a conviver  os diversos fadistas e guitarristas.
Em 2008,  foi a vencedora do primeiro concurso de fado realizado pela Junta de Freguesia de S.Domingos de Benfica, o que levou a que a convidassem para  representar esta freguesia, na Grande noite do fado de 2008.
Ana Magalães afirma com convicção que o fado já faz parte do seu ser, de tal maneira que não consigue manter-me muito tempo afastada, mas como é uma jovem com os pés bem assentes na "terra", e como as coisas estão actualmente, hoje em dia,  mais vale saber fazer um pouco de tudo e apostar em ser polivalente!

 

Ana Magalhães

canta: Contínua Saudade

Vasco Lima Couto/Fado Vitória


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Viva Lisboa: Há sempre novos valores
música: Contínua Saudade
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015

ADELAIDE MARIA

Nasceu a 20 de Setembro de 1943 na Atalaia,  concelho da Lourinhã.

Casou e foi viver para a Amadora, lá nasceu a sua filha, e lá viveu largos anos, recentemente voltou á terra que a viu nascer, onde passou  residir.
A primeira vez que cantou em público tinha 28 anos, lembra com alegria que foi  muito aplaudida.  Depois desta experiência, tomou-lhe o gosto,  foi muito incentivada pela família e amigos  para continuar  a cantar, não se fez rogada, continuou a cantar como amadora, até que lhe surgiu um contrato, que a levou  a profissionalizar-se.
Esteve contratada  no Restaurante Típico "O Forcado", no bairro alto, durante vários anos e mais tarde no recinto "Visconde d´Ásseca" em Cadafais.
Foi á Holanda e Espanha, no entanto recusou muitos espectáculos para o estrangeiro para não descurar o apoio á família.
Actualmente é artista privativa na “Adega do João”  na  Loubagueira – Torres Vedras, nas  noites de Fado que ali acontecem ás sextas-feiras, onde é muito estimada.

Em Setembro de 2009 foi minha convidada num espectáculo na Amadora, integrado nas festas da cidade, onde mereceu estrondosos aplausos.

Adelaide Maria dá-me o prazer da sua amizade.

Canta: Estranha Forma de Vida

Letra: Amália Rodrigues

Música: Fado Bailado de Alfredo Marceneiro

VideoClip de João Gomes

 Adelaide Maria a cantar na "Adega do João", acompanhada na guitarra portuguesa por Fernando Silva, viola Jaime Santos (encoberto pela fadista) e na viola-baixo o músico, poeta e compositor Tó Moliças.

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música: Chave da Vida
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Domingo, 4 de Janeiro de 2015

José Pracana - O Kana para os amigos

JOSÉ PRACANA, nasceu a 18 de Março de 1946 em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores. Em 1956 veio residir para Lisboa com os pais e os irmãos

Iniciou a sua carreira artística em 1964 como fadista-amador, estatuto que sempre manteve, cantando e imitando em festas de estudantes. Frequentou várias casas de Fado-Amador que existiram no Estoril e em Cascais, onde aos fins de semana se juntava a José Carlos da Maia, Carlos Rocha, que em 1965 lhe proporciona as primeiras lições de guitarra portuguesa, João Ferreira-Rosa, António Mello Corrêa, Francisco Stoffel, João Braga, Teresa Tarouca, Carlos Guedes de Amorim, Francisco Pessoa e outros.

Em 1968 actuou pela primeira vez na RTP, num programa das Forças Armadas. Em 1969 foi ao Zip-Zip.

Em Dezembro de 1969, com Luís Vasconcellos Franco, seu conterrâneo, inaugurou o Bar de Fados Arredo, em Cascais, que dirigiu até 1972, ano em que abandonou a actividade empresarial para trabalhar na TAP  onde exerceu as funções de Comissário de Bordo e de funcionário da Direcção de Relações Públicas/Relações Externas e Protocolo da TAP/Air Portugal.

Na RTP participou no Curto-Circuito em 1970, programa de Artur Agostinho e João Soares Louro. A convite da RTP produziu o programa Vamos aos Fados, em 1976, uma série de cinco programas da sua autoria. Em 1985 entrou no programa televisivo de Carlos Cruz, "Um, Dois, Três". João Maria Tudela convidou-o para a RTP em 1987, actuando em Noites de Gala. No ano seguinte Simone de Oliveira teve a mesma iniciativa no Piano Bar. Em 1991 Júlio Isidro levou-o a Regresso ao Passado. A convite da RTP-Açores fez uma série de cinco programas com o título Silêncio Que Se Vai Cantar O Fado, em 1993. No ano seguinte Herman José convidou-o para Parabéns. Em 1995, Carlos Cruz fê-lo entrar em Zona Mais. etc.

Grande admirador de José Nunes e seu seguidor no estilo em que toca guitarra, e também de Alfredo Marceneiro.

Nos últimos anos regressou aos Açores onde vive actualmente.

José Pracana nos últimos tempos tem lutado contra uma doença que tem debilitado, mas estou crente que não o irá derrotar.... E Graças a Deus não derrotou.

Felicidades “Kana”

 

 

 

Esta página já tinha sido publicada neste blogue em 14 de Julho de 2008.

 

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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2015

AVELINO DE SOUSA, Compositor, poeta e dramaturgo

 

 

Nasceu em Lisboa  no ano 1880 e residia nos Bairro de Campolide, faleceu  em 1946.

Começou a trabalhar numa livraria, foi posteriormente tipógrafo e bi­bliotecário da Torre do Tombo.

Aos 15 anos já cantava as suas obras. Era pre­sença obrigatória em qualquer festa de trabalha­dores.

cantando apenas obras suas,  nor­malmente acompanhado pelo guitarrista Domin­gos Pavão, seu amigo de infância, o mote das suas letras, versava o amor, saudade e também usava o Fado, para através dele veicular as suas ideias politicas e sociais.

Cantou em tabernas, retiros, colectividades de recreio, em salas de gente elegante.

Travou grandes “despiques” com João Patusquinho, Manuel Serrano, João Black, Júlio Janota, Carlos Harrington e o Calci­nhas Narigudo.

Estreou-se em 1911, como autor teatral com a revista “Perdeu a Fala”, vindo a conquistar assinalá­vel êxito com a opereta “Bairro Alto”, com música de Venceslau Pinto, Alves Coelho e Raul Portela, apresentada em 1927 no Teatro São Luiz, em que a cantadeira Aldina de Sousa, desempenha o papel de Adelaide Pinóia cantando o Fado do Bairro Alto, “Cacho Doirado” (de colaboração com Venceslau de Olivei­ra), a fantasia “País do Sol” (de colaboração com Carlos Leal), o drama “A Guerra” (de colaboração com Luís Galhardo), e o «vaudeville» “Guerra do Fa­do”.

Publicou ainda, entre outros, os livros Canções do Fado, O Fado das Mulheres, A Canção Nacional (com prefácio de Angelina Vidal), Cinquenta So­netos e Cantem Todos...

Há uma quadra que compôs,  que ainda hoje, quase toda a gente, principalmente do Fado conhece, pela sua originalidade, sendo muito cantada em desgarradas:

 

Ao Fado tudo se canta,

Ao Fado tudo se diz:

— No cristal de uma garganta

Vive a alma de um país.

 

Colaborador regular da imprensa operária e da imprensa do Fado, coligiu em 1912 os artigos escritos em A Voz do Operário sob o título O Fado e os Seus Censores, com prefácio de Júlio Dantas, obra de referência na bibliografia fadista.

© Vítor Duarte Marceneiro

 

 

NOTA:

Meu avô era companheiro de Avelino de Sousa, (ainda não era conhecido como “Alfredo Marceneiro”), e foi por sua influência que entrou para sócio de “A Voz do Operário” em 1914, o que decerto muito contribuiu para o seu futuro como fadista, mais tarde e já conhecido como Alfredo Marceneiro, veio a integrar o elenco da opereta de Avelino de Sousa “História do Fado”, no Coliseu dos Recreios, como interprete de Fado.

 


 

FADO DO BAIRRO ALTO

 

Letra de: Avelino de Sousa

Música de: Alves Coelho

Cantado por: Aldina de Sousa n´Opereta Bairro Alto

 

Coro

 

É o fado nacional

A canção mais portuguesa,

Que nos fala ao coração

E que tem em Portugal

A graça, o encanto, a beleza,

Da mais sagrada oração!

 

                                                            I

                                                            Do Alto Longo ao Camões,

                                                            Atravessa-se num salto!

                                                            Mas tão curtas dimensões

                                                            Guardam sempre as tradições

                                                            Do meu velho Bairro Alto!

 

refrão

 

Quando chega a procissão

Dos Passos, no seu andor,

Todo o bairro vai então

Confirmar a devoção,

Beijar o pé ao Senhor!

O Bairro Alto

Vale mais que a Mouraria,

Onde a Severa vivia

E só por isso tem fama!...

O Bairro Alto,

Mais fidalgo e mais artista,

É mil vezes mais fadista

Até do que a própria Alfama.

 

                                                            II

 

                                                            Da madrugada ao alvor

                                                            Passa a rascoa e o faia...

                                                            E entre a navalha e o amor

                                                            Chora o fado a sua dor

                                                            Pela Rua da Atalaia!

 

                                                            Toda a gente dos jornais,

                                                            Poetas e actor's lá vão

                                                            Ouvir os sons divinais

                                                            Dos fadinhos nacionais

                                                            À taberna do Tacão!

 

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