Terça-feira, 28 de Julho de 2015

FERNANDO FARINHA - O Miúdo da Bica

Fernando Farinha (Vulgo Miúdo da Bica)

2-Fernando Farinha.jpg

Fernando Tavares Farinha, nasceu no Barreiro no dia 20 de Dezembro de 1928, mas só foi registado a 5 de Maio de 1929.

Em 1933 seus pais vêm par Lisboa e fixam-se no Bairro da Bica, tinha  então 4 anos.

Sendo o Bairro da Bica essencialmente bairrista e fadista decerto o fado logo o marcou e fez vir ao cimo todos os seu dotes de artista.

Aos 7 anos já cantava e entrou em vários concursos infantis, teve tanto êxito que passou a ser chamado de “Miúdo da Bica”, por esta altura foi convidado para mascote da Marcha da Bica (1935).

Aos catorze anos actua no Café Luso, Café Latino, Retiro da Severa, Café Mondego, e Solar da Alegria.

1940 Grava o seu primeiro disco EP com quatro temas: Descrença, Meu Destino, Tem Juízo Rapaz e Sempre Linda,. Acabaria por gravar durante a sua vida quase 50 discos, ainda neste ano  foi presença assídua nos serões para trabalhadores organizados pela FNAT.

1942 - Estreia como atracção no Teatro na revista “Boa Vai Ela”, em que também entrava Hermínia Silva, mais tarde nos anos sessenta ainda é atracção na revista “Sal e Pimenta”

1951 - Tem a sua primeira deslocação ao estrangeiro indo ao Brasil onde teve grande aceitação.

Ainda em 1951 é contratado pela Adega Mesquita onde se mantém durante dez anos.

È por esta altura  que sente a vocação para escrever, e começa a cantar letras feitas por si:

  • Belos Tempos, Mãe há só Uma, Ciumenta, Menina do Rés-do-Chão, Quero-te mais do que à vida, Eu ontem e hoje, Um Fado a Marceneiro, Um Fado à Juventude e Um Copo mais um Copo, Estações de Amor, Rosa Peixeira, Dias Contados, Grande Verdade, Ti´Ana da Fava Rica, Deus queira, Cinco Bairros, Sou do Povo, Beijo Emprestado.

Dos seus poemas decerto o que mais êxito teve foi “ Belos Tempos” na música do fado “Loucura” de Júlio de Sousa, mas Fernando Farinha tem muitos êxitos de outros autores dos quais destaco:

  • Fado das Trincheiras letra de João Bastos e Félix Bermudes e Música de António Melo
  • Guitarra Triste letra e música de Álvaro Duarte Simões
  • Eterna Amizade letra de João Linhares Barbosa e música de Joaquim Campos

Mais tarde sempre inspirado começa também a compor, e a sua arte não fica por aqui começa, também a caricaturar as figuras com quem convive.

1955 - Comemora as suas “Bodas de Prata” de carreira artística no Coliseu dos Recreios em Lisboa e é premiado com a Guitarra de Prata.

1957 - A Rádio Peninsular atribui-lhe o galardão de a “Voz mais portuguesa de Portugal”

  • - É coroado Rei da Rádio Portuguesa numa gala organizada no Eden-Teatro, e ainda neste ano recebe o “Microfone de Ouro do RCP. Ainda neste ano no festival do Casino do Estoril recebe o “Disco de Ouro”.
  • - Foi-lhe atribuído o “Òscar da Imprensa” no Festival no Pavilhão dos Desportos

Protagoniza dois filmes “ O Miúdo da Bica” e “ A Última Pega”

 Ente finais dos anos 60 em diante faz digressões artísticas por todo o mundos, Bélgica, França, Inglaterra, Alemanha, África do Sul, Argentina e E.U.A..

Depois de 1974 faz parte do projecto “Cantar Abril”. A sua frontalidade ao assumir-se como um homem politicamente de esquerda, criou-lhe algumas inimizades, mas uma coisa é certa, Fernando Farinha tem um lugar na História do nosso Fado.

Em 1982, Manuel DaGraça,  seu amigo e empresário e proprietário da "Graça Records Company", produz um LP " Fernando Farinha - hoje e aqui - grande como sempre - UM FADINHO Á JUVENTUDE", o qual foi o seu último trabalho em disco,  tendo gravado doze temas. Apraz-me destacar o poema dedicado a Alfredo Marceneiro, logo após a sua morte,   em que se sente nas palavras que escreve, um grito de saudade/tristeza/revolta, de admiração e amizade, que ele nutria por aquele que foi o "Patriarca do Fado", e seu amigo.

 

Um Fado a Marceneiro

Letra de Fernando Farinha

 

À solta e desvairada, a morte certo dia

Entrou no velho pátio e ali quase em segredo

Num golpe traiçoeiro de raiva e cobardia

Maldosa nos levou p'ra sempre o Tio Alfredo

 

Ao chorar das guitarras, como se fosse um hino

Juntou-se a voz do povo, de Portugal inteiro

Tinha morrido o rei, fadista genuíno

O mais de todos nós, o grande Marceneiro

 

Sua garganta rouca, tinha o condão o bem

De nos dar fado a sério, sem ais, sem fantasia

Se o fado p'ra ser fado, algum segredo tem

Então esse segredo só ele o conhecia

 

Sempre que a noite chega, eu julgo ainda vê-lo

Fazendo a sua ronda p'los retiros do fado

De boné, ou mostrando o seu farto cabelo

E o seu lenço varino ao pescoço ajustado

 

Recordo as suas birras, e em grande cavaqueira

Seus gritos graciosos, se bem disposto estava

Oiço até o seu riso no Cacau da Ribeira

Onde, já madrugada, sua ronda findava

 

De Alfredo Marceneiro eu guardo um disco antigo

E um retrato dos dois sobre um fundo bairrista

Um fado ao desafio que ele cantou comigo

E uma eterna saudade desse enorme fadista

 

Fernando Farinha deixou-nos em 12 de Fevereiro de 1988.

Além da Rua que edilidade lhe atribuiu há pouco tempo, e de uma placa que o povo da Bica tem afixada numa parede do bairro, desconheço que lhe tenham sido prestadas mais homenagens (politiquices!?)

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Segunda-feira, 27 de Julho de 2015

Manuel DaGraça - Oferece Guitarra de Fernando Farinha A.C.F.P.F.

P1070921.JPG

 

Manuel Da Graça, que foi amigo e empresário de Fernando Farinha nos Estados Unidos e em França, fez questão de ofercer ao espólio da Associação Cultural de Fado "O Patriarca do Fado" - Alfredo Marceneiro, uma Guitarra Portuguesa que o Fernando lhe tinha oferecido.

 

 

Manuel DaGraça visitou-nos em Novembro de 2013

 

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Sexta-feira, 24 de Julho de 2015

JOSÉ MARIA NÓBREGA Violista de Fado

 Nasceu em Alijo, Alto Douro em 19 de Novembro de 1926. Aos 10 anos foi viver com os seus pais para o Porto, onde aprendeu de imediato a tocar bandolim. Entretanto trabalhou como aprendiz de alfaiate. Seu pai tocava guitarra com os amigos e pouco depois também quis fazer o mesmo com a ajuda dum vizinho que também tocava bandolim. Aos 13 anos tocava viola e pouco depois fundou com José Fonseca (violino) e Abílio Nunes (bandolim) um terceto de baile. Mais tarde este agrupamento transformou-se em sexteto com a entrada no grupo de um acordeonista, de um baterista e dum saxofonista. Era já maior de idade quando esta orquestra acabou. Em 1952 actuou com o guitarrista Marcírio Ferreira e a cantadeira Elisa Silva no Palácio de Cristal do Porto. Em 1953 tocou com o guitarrista Samuel Paixão no Dancing Palladium. Entretanto, estabeleceu-se como alfaiate em Padrão da Légua, Porto. Vivia ali um barbeiro, Álvaro Martins, que tocava guitarra portuguesa e que o influenciou na entrada para o Fado. Em 1957 actuaram no Tamariz do Porto. Convidados por Moniz Trindade, inaugurou em Janeiro de 1958 o Café Pam-Pam, que se situava junto à Praça do Chile. Quando o estabelecimento encerrou as suas portas, Álvaro Martins regressou ao Porto, e Nóbrega passou a acompanhar Jorge Fontes. Foi tocar para a Nau Catrineta, estabelecendo-se outra vez como alfaiate, agora no Largo da Misericórdia. Por falta de tempo e cada vez mais solicitado para o Fado, desistiu de vez da profissão de alfaiate. Foi tocar viola para o Folclore da Rua Nova da Trindade e entretanto quis aperfeiçoar-se, recebendo lições de Duarte Costa. Em Fevereiro de 1968 colaborou activamente na realização do Mês de Portugal promovido em Copenhaga pelo Centro de Turismo de Portugal, tendo actuado no Festival Português realizado no Restaurante  Lorry.  Actuou na Tágide, acompanhando a fadista Helena Tavares, na Nau Catrineta com Jorge Fontes acompanhou Moniz Trindade (1958 e 1959), e passou por todas as casas de Fado de Lisboa. Desde 2000 que faz parte do elenco do Restaurante Severa. Na sua vida profissional acompanhou grandes figuras do Fado como, Carlos do Carmo com quem está há 38 anos, Elisa Silva (1952) António Pires, Arminda da Conceição, Américo Lima, Carlos Figueiredo, Cidália Moreira, Fernando Forte, Ada de Castro, Alberto Costa, Alice Maya, Alice Maria, António Mourão, Amália Rodrigues, Berta Cardoso, Cândida Ramos, Carlos Barra, Celeste Rodrigues, Deolinda Rodrigues, Edith Guerra, Elsa Coimbra, Augusta Ermida, Jorge Fernando, Eduarda Maria, Fernando Manuel, Filipe Duarte, Florência, Flora Pereira, Francisco Martinho, Helena Lima, Flaviano Ramos, Helena Santos, Hermano da Câmara, Isaura Alice de Carvalho, Jaime dos Santos, Marcírio Ferreira (1952), António Chainho (1968), Raul Nery, José Fontes Rocha, Jorge Fontes, Carlos Gonçalves (1963), António Parreira, José Luís Nobre Costa, Samuel Paixão (1953), Joaquim Cordeiro (1959), Jorge Martinho, José Amaro, Julieta Santos, Laurita Duarte, Lena, Lídia Ribeiro, Lucília do Carmo, Manuel Dias, Maria Amélia "Miúda da Mouraria", Maria do Céu Crispim, Rodrigo, Alfredo Marceneiro, Hélder António, João Queirós, Maria Albertina, Maria da Fé, Maria José Villar, Tucha Mascarenhas, Isaura Alice de Carvalho, Madalena Ferraz, João Braga, Maria do Rosário, Mário Rui, Miguel Silva, Nazaré Ferrer, Maria Amélia Proença e muitos outros. A 20 de Novembro de 1965 actuou na Voz do Operário. Em 2005 a Casa da Imprensa atribuiu-lhe o Prémio Carreira e a Fundação Amália Rodrigues concedeu-lhe o prémio Viola do Fado.

in: Programa I Grande Gala dos Prémios Amália Rodrigues

 

Permitam-me  acrescentar algo mais, sobre o que atrás está descrito sobre José Maria Nóbrega.

Desde muito jovem que tive o privilégio de  conviver  com o José Maria Nóbrega., sou amigo do filho Pedro Nóbrega que também toca viola e viola baixo, assim como da família mais chegada.

Recordo ainda quando ele e o António Chainho, eram os músicos  privativos no "Folclore" (ficava ao lado da Cervejaria Trindade), espaço este,  que estava vocacionado para o turismo,  e como acabavam mais cedo (perto da meia-noite) que os restantes recintos, o Nóbrega e o Chainho iam até ao Faia acabar a noite. Era no  tempo em que o meu avô ainda parava no Faia.

Quando saí do serviço militar,  fui morar para a Amadora, onde o José Maria Nóbrega também habitava, ficámos vizinhos e o contacto era praticamente diário.

 

Em 1970 gravei o meu primeiro disco (EP) para e etiqueta "Estúdio", e fui acompanhado pelo António Chainho e pelo José Maria Nóbrega.

 Num recinto do qual eu era proprietário, passou a haver Fados às sextas-feiras à noite, e sempre que o Nóbrega estava livre, era ele que fazia parte da parelha de músicos, assim como em algumas festas e espectáculos de que fiz parte.

 Esta amizade e convivência quase diária,  durou até à minha saída da Amadora em 1995.

 Embora só nos encontremos de tempos a tempos, é sempre efusivamente que nos abraçamos.

 

Foto em casa de um amigo em 1988. Por estar a segurar  numa viola,  poder-se-á pensar que toco, mas não, é uma brincadeira, pois nas fadistagens em que entrámos, não faltava a boa disposição. A expressão do Nóbrega  é disso testemunho. 

 

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Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

A UNIÃO FAZ A FORÇA

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Até as crianças entendem.

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Terça-feira, 14 de Julho de 2015

José Viana - Actor, Desenhador, Escritor e Cantor - Zé Cacilheiro


 

José Maria Viana Dionísio nasceu em Lisboa, a 6 de Dezembro 1922.

Após a instrução primária, frequentou a Escola Industrial Machado de Castro mas não chegou a acabar nenhum curso.

Desde muito jovem que demonstrou aptidão e jeito para desenhar ,  aos 13 anos, já desenhava para o «Jornal O Senhor Doutor», o suplemento de «O Século», «Pim Pam Pum» e a fazer capas para o «O Papagaio».

O primeiro emprego foi como  retocador de gravura, na Casa Bertrand & Irmãos.

Também desde muito cedo se sente atraído pela música do swing e do jazz, passa também a cantar integrado em  conjuntos musicais que animam nas colectividades populares de cultura e recreio, posteriormente canta em recintos nocturnos, mas como segunda ocupação.

Continua a sua profissão de desenhador, até que é convidado como  publicista de cinema, para a Sonoro Filmes.

De espírito criativo e ávido de inovações, passa a frequentar a  Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, colaborando na pintura de cenários, na época em que por lá estavam   o Jacinto Ramos, Varela Silva, Raúl Solnado,  etc.

Estreia-se como actor amador, em obras de Gil Vicente, Alves Redol, e outros.

Estreia-se na RTP com o programa  «Riscos e Gatafunhos» e depois «Melodias de Sempre», programas que lhe dão grande notoriedade.

Esteve  no Teatro de Gerifalto,  e também  Teatro ABC (Vinho Novo),  pela mão do empresário José Miguel .

Estreia-se como autor, ao lado de Nelson Barros em 1959 na revista «Mulheres à Vista», e destaca-se na rábula «Inimigo de Lisboa». Em 1963, encena pela primeira vez uma revista, «Elas São o Espectáculo», seguindo-se outro sucesso com «Embaixador do Fado».

Nas andanças do teatro de revista, conhece uma actriz brasileira Jújú Batista, que lhe dá uma filha, a Maria.

Passados alguns anos José Viana conhece Dora Leal,  com quem contracena  e passa a ser sua companheira de que resultam duas filhas (a Maria Raquel e a Madalena Leal).

Em meados da década de 60, José Viana atinge o auge da sua carreira, na Empresa de Guiseppe Bastos e Vasco Morgado, então no Maria Vitória.

O «Zé Cacilheiro» surge em 1966, em «Zero, Zero, Zero - Ordem para Matar» que teve um êxito estrondoso, o tema foi gravado em disco e muito solicitado nas rádios de então. 

Outras rábulas merecem destaque como «Carlos dos Jornais» e «Catedrático do Fado em Grande Poeta é o Zé», 1968; «O Zé Povinho vai ao Médico»; em «Mãos à Obra», 1969; «Sinaleiro de Liberdade», em «Esperteza Saloia»; 1969; «Chefe de Cozinha do Hotel Portugal», em «Pimenta na Língua», 1970; «O Zé Povinho no Frente a Frente da TV em Cala-te Boca!», em 1971 ou «Miss Chalada,» em «Ora Bolas para o Pagode», em 1972.

 José Viana e Dora Leal após os acontecimento pós-25 de Abril de 1974, (José Viana referenciado com o PCP),  voltam ao Parque Mayer, em Festa no Parque,  corria o ano de 1987, mas sem grande aceitação popular.

No cinema, José Viana teve algumas participações,  em pequenos papéis como em O «Cerro dos Enforcados», de Fernando Garcia (1953) e «Perdeu-se um Marido», de Henrique Campos (1956) mas foi em «O Recado» (1972), de José Fonseca e Costa, a «A Fuga» (1976), de Luís Filipe Rocha, «A Ilha» (1990), de Joaquim Leitão, e «O Fim do Mundo» (1992), de João Mário Grilo, que o seu talento é mais reconhecido.

Faleceu em Lisboa no dia 8 de Janeiro de 2003 

 

José Viana canta: Zé Cacilheiro

 

 

ZÉ CACILHEIRO

 

Autores: César de Oliveira

Paulo da Fonseca/Carlos Dias           

 

Quando eu era rapazote

Levei comigo no bote

Uma varina atrevida

Manobrei e gostei dela

E lá me atraquei a ela

P’ró resto da minha vida

Às vezes uma pessoa

A saudade não perdoa

Faz bater o coração

Mas tenho grande vaidade

Em viver a mocidade

Dentro desta geração

 

                                Refrão

 

                              Sou marinheiro

                              Deste velho cacilheiro

                              Dedicado companheiro

                              Pequeno berço do povo

                              E navegando

                              A idade foi chegando

                              O cabelo branqueando

                              Mas o Tejo é sempre novo

 

Todos moram numa rua

A que chamam sempre sua

Mas eu cá não os invejo

O meu bairro é sobre as águas

Que cantam as sua mágoas

E a minha rua é o Tejo

Certa noite de luar

Vinha eu a navegar

E de pé, junto da proa

Eu vi, ou então sonhei

Que os braços do Cristo-Rei

Estavam a abraçar Lisboa

 

Refrão

 

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música: Zé Cacilheiro
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Sábado, 11 de Julho de 2015

Alfredo Marceneiro - Os Pregões de Lisboa

Alfredo Marceneiro - Medalha Ouro.jpg

Alfredo Marceneiro, a quem se deve a autoria da grande maioria dos fados tradicionais, que eram compostos por si ao cantar quer no fado menor, corrido ou mouraria, dava-lhe um estilo muito seu, que o guitarrista apanhava e assim nascia mais uma música para o Fado. Conforme a letra o estilo era diferente mesmo em músicas já feitas.

Alfredo Marceneiro foi sem dúvida o maior estilista do fado tradicional (castiço), de sempre.

Marceneiro que não tinha conhecimentos de composição musical, nunca engeitou como se inspirou nos pregões que ecoavam pela Lisboa do seu tempo de menino e moço, e ainda das canções que ouvia a sua mãe quando era pequeno e que segundo ele cantava muito bem, e também o pregões que entoavam por toda a Lisboa

 

 Marceneiro fala da sua inspiração através dos pregões

 

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Viva Lisboa: Pregões de Lisboa
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2015

Policia Sinaleiro

Policia Sinaleiro

 

 

Olha o policia sinaleiro

Ai, passa agora,

Mas se não passas

Ficas sem carta e sem dinheiro

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música: policia sinaleiro
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Terça-feira, 7 de Julho de 2015

Calceteiro de Lisboa - Calçada à Portuguesa

Calceteiros de Lisboa

 

NO  CHÃO FEITO DE PRETO E BRANCO

DA CALÇADA À PORTUGUESA

DEMORO O OLHAR

E ESCREVO O TEU NOME

DE DONA DO MAR E PRINCESA

Poema de José Luís Tino - Calçada à Portuguesa

 

 

 

 

 

 

 

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música: Calceteiro de Lisboa
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2015

Lisboa - Prestadores de serviços na rua - Pregões

Engraxador de rua

 

é croa ó graxa

 

O Fotógrafo de Rua - "Fotógrafo A La Minute"

 

Houve tempos em que poucos tinham possibilidades de ter uma "KodaK" , mas felizmente havia aquela caixinha mágica que tirava lá de dentro «um papel com as nossa caras», era uma delícia, até parecia magia.

 

Padeiro à porta

 

Padeiro à porta...


 

Ferro Velho à porta

 

Quem tem trapos ó garrafas, queira vender

compro papeis, guardas chuvas, moveis velhos...

 

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música: Prestadores de serviços na rua
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Domingo, 5 de Julho de 2015

Lisboa - Prestadores de serviços na rua -Ardina, Limpa Chaminés, Petrolino, Vendedor de Flores

O Ardina

 

O Ardina de Lisboa

Nas ruas mais pequeninas

Que o sol quando vem beijar

Cantam à vida os ardinas

E, nos pregões das varinas

Ouve a gente a voz do mar

 

Poema de: José Castelo

Oh. "Polar", traz a Bola oh. "Polar" , é o diário

 

Limpa Chaminés

....é o limpa chaminés.....

 

Petrolino

 

 

 

"Pitrolino.... à porta (soprava uma pequena corneta característica)

Vendia porta a porta, petróleo, alcool de queimar, lixivia, azeite, sabão, etc..

 

Vendedor de Flores

 

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