Sábado, 28 de Maio de 2016

Dom Vicente da Câmara - Faleceu hoje aos 88 anos de idade

Dom Vicente da Câmara deixou-nos. 

O corpo estará em câmara ardente hoje na Igreja da Graça.

O enterro será amanhã no cemitério dos Prazeres às 15.30 Hrs.


VicenteCamara Capa03.jpg

D. Vicente Maria do Carmo da Câmara, conhecido artisticamente por Vicente da Câmara, nasceu em 1928, em Lisboa na freguesia de Santa Catarina.

É Bisneto do dramaturgo, poeta e jornalista D. João da Câmara, que distinguiu-se desde novo pelo seu estilo pessoal (Fado das Caldas), que ninguém conseguiu até hoje imitar.

Vicente da Câmara estreou-se em público em 1948, com 20 anos na Emissora Nacional.

Acompanhando-se à guitarra, Vicente da Câmara mantém a tradição do fidalgo fadista, fiel ao fado castiço, não dispensando os outros acompanhadores.

Gravou vários discos com um repertório muito próprio para o seu estilo de cantar.

Vicente da Câmara cantou em festas e espectáculos por todo o País (incluindo Açores e Madeira), em Angola, Moçambique, África do Sul, França, Alemanha.

Actuou no S. Luís na Festa de Homenagem a Alfredo Marceneiro em 1963.

Em 1983/1984, em Hong-Kong, China Continental e Macau, território aonde voltaria outras vezes, a última delas em 1990.

Tem um filho que lhe segue as pisadas no Fado, o  José da Câmara.outos seu descenedentes também cantam.

Teve um enorme êxito com o Fado das Caldas, mas dos seus fados mais conhecidos, com letra da sua autoria é decerto:

 

A MODA DAS TRANÇAS PRETAS

 

Como era linda com seu ar namoradeiro,

'Té lhe chamavam menina das tranças pretas.

Pelo Chiado caminhava o dia inteiro

Apregoando raminhos de violetas.

 

E as raparigas de alta-roda que passavam

Ficavam tristes a pensar no seu cabelo.

Quando ela olhava, com vergonha disfarçavam,

E pouco a pouco todas deixaram crescê-lo.

 

Passaram dias e as meninas do Chiado

Usavam tranças enfeitadas com violetas.

Todas gostavam do seu novo penteado

E assim nasceu a moda das tranças pretas.

 

Da violeteira já ninguém hoje tem esperanças.

Deixou saudades, foi-se embora, e à tardinha

Está o Chiado carregado de mil tranças,

Mas tranças pretas, ninguém tem como ela tinha.

 

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Sexta-feira, 27 de Maio de 2016

Guitarra Portuguesa de Fernando Farinha Oferecida á A.C.F. "O Patriarca do Fado"

 

P1070921.JPGPhotos Ferando Farinha 002.jpg

 

 

Manuel Da Graça, que foi amigo e empresário de Fernando Farinha nos Estados Unidos e em França, fez questão de oferecer ao espólio da Associação Cultural de Fado "O Patriarca do Fado" - Alfredo Marceneiro, a  Guitarra Portuguesa que o Fernando Farinha possuia, e que embora não tocasse sempre que ia ao estrangeiro gostavde levar o simbolo do fado, na útima vez que esteve nos Esrados Unidos ofereceu ao Manuel DaGraça. Foiu uma honra esta oferta

 

 

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Quarta-feira, 25 de Maio de 2016

FERNANDO FARINHA - O Miúdo da Bica

FERNANDO TAVARES FARINHA, nasceu no Barreiro no dia 20 de Dezembro de 1928, mas só foi registado a 5 de Maio de 1929.

Em 1933 seus pais vêm par Lisboa e fixam-se no Bairro da Bica, tinha  então 4 anos.

Sendo o Bairro da Bica essencialmente bairrista e fadista decerto o fado logo o marcou e fez vir ao cimo todos os seu dotes de artista.

Aos 7 anos já cantava e entrou em vários concursos infantis, teve tanto êxito que passou a ser chamado de “Miúdo da Bica”, por esta altura foi convidado para mascote da Marcha da Bica (1935).

Aos catorze anos actua no Café Luso, Café Latino, Retiro da Severa, Café Mondego, e Solar da Alegria.

1940 Grava o seu primeiro disco EP com quatro temas: Descrença, Meu Destino, Tem Juízo Rapaz e Sempre Linda,. Acabaria por gravar durante a sua vida quase 50 discos, ainda neste ano  foi presença assídua nos serões para trabalhadores organizados pela FNAT.

1942  estreia como atracção no Teatro na revista “Boa Vai Ela”, em que também entrava Hermínia Silva, mais tarde nos anos sessenta ainda é atracção na revista “Sal e Pimenta”

1951 tem a sua primeira deslocação ao estrangeiro indo ao Brasil onde teve grande aceitação.

Ainda em 1951 é contratado pela Adega Mesquita onde se mantém durante dez anos.

É por esta altura  que sente a vocação para escrever, e começa a cantar letras feitas por si:

    Belos Tempos, Mãe há só Uma, Ciumenta, Menina do Rés-do-Chão, Quero-te mais do que à vida, Eu ontem e hoje, Um Fado a Marceneiro, Um Fado à Juventude e Um Copo mais um Copo, Estações de Amor, Rosa Peixeira, Dias Contados, Grande Verdade, Ti´Ana da Fava Rica, Deus queira, Cinco Bairros, Sou do Povo, Beijo Emprestado.

Dos seus poemas decerto o que mais êxito teve foi “ Belos Tempos” na música do fado “Loucura” de Júlio de Sousa, mas Fernando Farinha tem muitos êxitos de outros autores dos quais destaco:

    Fado das Trincheiras letra de João Bastos e Félix Bermudes e Música de António Melo

    Guitarra Triste letra e música de Álvaro Duarte Simões

    Eterna Amizade letra de João Linhares Barbosa e música de Joaquim Campos

Mais tarde sempre inspirado começa também a compor, e a sua arte não fica por aqui começa, também a caricaturar as figuras com quem convive.

1955 comemora as suas “Bodas de Prata” de carreira artística no Coliseu dos Recreios em Lisboa e é premiado com a Guitarra de Prata.

1957  a Rádio Peninsular atribui-lhe o galardão de a “Voz mais portuguesa de Portugal”

1962    é coroado Rei da Rádio Portuguesa numa gala organizada no Eden-Teatro, e ainda neste ano recebe o “Microfone de Ouro do RCP. Ainda neste ano no festival do Casino do Estoril recebe o “Disco de Ouro”.

1963    foi-lhe atribuído o “Oscar da Imprensa” no Festival no  Pavilhão dos Desportos

Protagoniza dois filmes “ O Miúdo da Bica” e “ A Última Pega”

Ente finais dos anos 60 em diante faz digressões artísticas por todo o mundos, Bélgica, França, Inglaterra, Alemanha, África do Sul, Argentina e E.U.A..

Depois de 1974 faz parte do projecto “Cantar Abril”

Fernando Farinha deixou-nos em 12 de Fevereiro de 1988.

Além da Rua que edilidade lhe atribuiu há pouco tempo, e de uma placa que o povo da Bica tem afixada numa parede do bairro, desconheço que lhe tenham prestado mais homenagens (politiquices!?)

Em 2015  escrevi a biografia de Fernando Farinha- O Miúdo da Bica, que foi editado pela TRDISOM - em livro com cd

 

©  Vítor Duarte Marceneiro

Registado na SPA 125820

Fernando Farinha & Alfredo Marceneiro

Cantam a dueto - Antes e Depois

                             

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Viva Lisboa: Que saudades Fernando
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Sábado, 21 de Maio de 2016

JOÃO MARIA DOS ANJOS - Fadista da Velha Guarda

Nasceu no fim do Século XIX em Lisboa no bairro de Alcântara (1891-1956).

Era a época do «Fado das Hortas». Lisboa divertia-se nesses sítios, com vinhos e petiscos e fados em mote e glosas. Nos Salões mais nobres, nos pátios e adegas típicas, nas esperas de gado, as cantigas à guitarra soavam em grandes despiques. Era a áurea de Júlia Mendes e Maria Vitória, das feiras de Agosto e das Touradas reais.

Pois foi nesta época que João Maria dos Anjos acompanhou o Fado, sendo um dos cantadores mais aplaudidos, fez parte dessa plêiade de genuínos a que pertenceram José Bacalhau, João Junça, Joaquim Real, João Espanta, José Peres e outros, na companhia dos quais começou a cantar o Fado nos antigos retiros do João da Ermida, Tia Iria e José dos Pacatos, e, depois, no Ferro de Engomar, Pedralvas, Charquinho, Caliça, Perna de Pau, António da Rosa e Quinta da Montanha.

Cantou também nos teatros Luís de Camões, Étoile, Trinas, Salão dos Anjos, Moderno e Coliseu da Rua da Palma, e mais tarde no Coliseu dos Recreios, S. Luiz, Eden, Apolo e Gimnásio.   

Num concurso, de Fados, em que concorreram muitos fadistas de nomeada na época, ganhou a medalha de oiro.

Possuía também o dom de ser poeta, compunha versos que passou também a cantar, bem compostos e com rimas muito bem improvisadas.  

Era um fadista da «Velha Guarda».  

Sim, um fadista da «Velha Guarda». Nasceu nos fins do Século XIX, que foi considerado, o tempo do «Fado das Hortas. Lisboa divertia-se nesses sítios endémicos de evasão, com vinhos e petiscos e Fados em mote e glosas. Nos Salões mais nobres, nos pátios e adegas típicas, nas esperas de gado, as cantigas à guitarra soavam em grandes despiques. Era a nos tempos áureos da  Júlia Mendes e Maria Vitória, das feiras de Agosto e das Touradas reais. 

Pois foi por essa época que João Maria dos Anjos veio acompanhando o fado, sendo cantador dos mais distintos. Entrou num concurso, e ganhou o primeiro prémio, a medalha de oiro.  

Também possuía o dom de ser poeta,  compunha os versos que entoava, com aquela voz arrastada e ritmada, de que só os eleitos conseguem. 

Foi no tempo do Fado no reinado de D. Carlos – quando o Hilário vinha de Coimbra a Lisboa, para saudar João de Deus!...  

Fado do tempo da efervescência romântica e republicana — com Guerra Junqueiro a escrever «A Pátria», Ângela Pinto a viver «A Severa», Adelina Abranches a «Rosa Enjeitada», Malhoa a pintar «S. Martinho» e o seu «Fado»!.,.

Fado do tempo da Grande Guerra — o Soldado Desconhecido sepultado nas lajes do Mosteiro da Batalha e Estêvão Amarante a cantar o «ganga> e o «Trinta e Um». 

O povo tomava conta dessas cantigas todas. Os cegos andavam de rua em rua a divulgar em panfletos estes temas.

João Maria dos Anjos passou por isto tudo, foram 65 anos de vida fadista.   

Ainda hoje é com melancolia que se faz esta evocação.    

Fado de outros tempos! Fado, saudoso de outras eras.

Ó fado que foste fado!

João Maria dos Anjos, e tantos outros que como ele  souberam dignificar e prestigiar o verdadeiro Fado, já partiram à muito. Perderam-se  essas figuras da boémia sadia dos velhos tempos, em que a camaradagem pairava acima das conveniências, enquanto o valor dominava a questão dos interesses e até a fúria da publicidade. 

Pobre “Velha Guarda”  Que ao menos o vosso  passado, honrado e  digno, pudesse servir de estímulo, de exemplo e de encorajamento, para alguns fadistas da moderna geração, desses raros fadistas que ainda não se subverteram nem vincaram na onda alta que se desfaz na espuma das vaidades, nem no brilho balofo e efémero dos triunfos passageiros.  

 

© Vítor Duarte Marceneiro

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Quinta-feira, 19 de Maio de 2016

JOÃO MARIA DOS ANJOS - Guitarrista

 

Nasceu em Lisboa em 1856, no bairro da Mouraria

Tal como era hábito na altura , ainda muito jovem teve que ira trabalhar, aprendeu o oficio, de “oficial de corte” vulgo sapateiro.

Começa a frequentar as tascas da Mouraria só para ouvir Fados, e logo sente a sua aptidão para a música.

Começou a aprender guitarra por intuição e mais tarde com a ajuda de alguns executantes da época.

As suas qualidades de executante de guitarra, eram muito comentados e consequentemente deram-lhe fama.

O Rei D. Carlos, que muito apreciava o Fado e a sonoridade da guitarra, contrata-o para lhe dar lições de execução da guitarra portuguesa.

João Maria dos Anjos, aos vinte e oito anos começa a ficar doente dos pulmões e é o próprio  Rei D.Carlos,  que  fazia questão de pagar  o médico e os tratamentos,  bem como assumiu as  despesas do  respectivo funeral, quando este veio a falecer.

Fundou o Sexteto de Guitarras João Maria dos Anjos, que era composto pelos seguintes elementos, nas Guitarras – João Maria dos Anjo,  Luís Cardoso da Silva ( alcunha, O Petrolino), João da Preta e Augusto Pinto de Araújo (alcunha, O Camões), nas Violas - António Eloy Cardoso e José Maria Uriceira ( alcunha, O Zaraquitana).

O Sexteto de Guitarras João Maria dos Anjos, fizeram a sua apresentação num concerto público, no dia 3 de Maio de 1873

Escreveu um livro para ensinar de forma simples a tocar guitarra portuguesa, “NOVO METHODO DE GUITARRA” que foi publicado muito pouco antes da sua morte.

João Maria dos Anjos morre na casa onde vivia, na  Rua Direita de Arroios, no dia 25 de Junho de 1889, tinha 33 anos.

Logo após a sua morte por deliberação camarária de 16 de Agosto de 1889, passou a chamar-se Rua dos Anjos à rua direita de Arroios antiga rua do registo Civil, em sua memória.

 

Capa e uma página do livro "Methodo de Guitarra

  

  

 

Imagem da Guitarra Portuguesa em 1796

 

 

 

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Sexta-feira, 13 de Maio de 2016

Fados da minha vida - A Escola

Há 64 anos estava eu em vésperas  ir para a escola,   as aulas começavam nessa época a 7 de Outubro, nesse ano 1952.

A escola que fui frequentar foram as Oficinas de S. José, dos Padres Salesianos, situada nos Prazeres, no bairro de Campo d´Ourique, escola que ainda hoje existe.

Recordo o livro, o caderno de duas linhas, um lápis, uma borracha de apagar, uma ardósia, uma pena para poder escrever na ardósia, uma caixa de lata  pequena, com um pedaço de pano molhado, que servia para limpar a ardósia, e a mala que a tia Aida me deu, uma cesta de verga para levar o almoço, 2 carcaças com ovo mexido e uma laranja, preparado pela avó Judite.

Estava entusiasmado, porque também era o dia que eu iria estrear umas calças compridas, um "pull-over" grená sem mangas, que me deu a avó Maria, e mais que tudo as botas de cano alto (á cow-boy) que o meu pai me comprou na feira da ladra, (ver relato em: http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/281578.html) recordo também que nessa altura  ainda usava um fumo preto  no braço direito, por luto de minha mãe.

 

Fotos de recordação: Em cima eu com 7 anos, em baixo a foto do livro da 1ª classe até á 4ª classe,  e a foto da minha primeira comunhão junto á estátua de S. Domingos Sávio no dia 31 de Janeiro de 1953, no Colégio dos Salesianos.

                                       

 

Livros Escolares anos 60.jpg

 

Curiosidades: Ao escrever este texto e relembrar todas estas passagens da vida, nomeadamente o material do trabalho escolar de então, não posso deixar de expor aqui o que  tive de adquirir estes anos  para os meus filhos,  a Beatriz e o Alfredo, desde o 1º anos escolar que ambos têm livros diferentes e é raro o ano que os livros não mudam, GRANDE NEGÓCIO COM O ENSINO,  porque estes ficam obsoletos, inclusive, se de  dos meninos não passar de ano (chumbar) o que é uma ideia remota!!! sabem por quê?... Sabem, sabem. os mesmos livros não vão servir, , terão de ser novos!! E Porquê? , pergunto eu?  

Porque somos um dos países evoluídos do mundo, e todos os anos repomos todas as novas descobertas sobre, a nossa historia, sobre a história universal, a matemática, a física, etc..  Ah! esquecia-me do PORTUGUÊS, também já mudou, cada vez me sinto mais analfabeto... até já ouvi dizer que a Lei de Ohm, está errada, o principio de Lavoisier... é tanga... a lei da gravidade.... etc, etc,

 

E digam lá se isto não é um Fado...

 

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Sábado, 7 de Maio de 2016

ANA MARIA DIAS - FADISTA NEGRA - Recordar

 

Ana Maria Gonçalves Dias,  nasceu em Luanda a 23 de Outubro de 1952 no bairro da Samba.

Desde os 4 anos de idade que   foi  educada  juntamente com portugueses da Metrópole,  o que lhe proporcionou   não ter sotaque africano,  a falar o português, exprimindo-se correctamente, quer oralmente, quer gramaticalmente.

Desde sempre que se lembra da mãe  a cantarolar Fados, enquanto fazia as lides da casa,  e, naturalmente os temas ficavam-lhe na memória, começando também, a cantarolar com ela.

Tinha 10 anos,  foi a um  concurso em Luanda, que se realizava no Cinema Restauração, era  o programa “Chá das Seis” , tendo ficado em primeiro em 1ºlugar, com apreço e unanimidade.

Por esta altura, estava-se  em 1962,   estava radicado em Angola,  o Maestro Casal Ribeiro, que ao ouvi-la,   logo se propôs dar-lhe aulas de canto, ensino e exercício da colocação da voz,  que durou cerca de nove anos, mas   entretanto,  já era muito solicitada para actuar em espectáculos.

Corria o ano de 1975,  parte para Portugal, e fixa-se em Santarém. Arranjou trabalho numa sapataria mas continua a cantar o Fado sempre que tem oportunidade.

Integrando-se cada vez mais na na comunidade portuguesa, cedo começa  a ser solicitada para cantar em certames com Fado,  sendo bastante aplaudida.

Em 1981 vem para Lisboa,  foi de imediato  contratada por João Ferreira da  Rosa, à altura proprietário  da Taverna do Embuçado, onde se manteve vários anos. Mais tarde transitou para a Taverna Del-Rei, pela mão de Maria JóJó.

Em 1987 é convidada a ir para o Porto actuar  no Mal-Cozinhado, cujo proprietário era o Zé Martinho.

É no Porto que ana Maria conhece  quem viria a ser seu marido e de quem  teve um filho,  era o Joaquim Dias,  filho do fadista Manuel Dias.

Volta para Lisboa e após o parto, está uns tempos sem cantar.

Mal se sente em condições, retorna à  Taverna Del-Rei, onde se mantém até aos dias de hoje.

Ana Maria ou Ana Maria Dias faz questão de se apresentar como a “Fadista-Negra”

Hoje em dia é usual, os fadistas por acordo dos proprietários das casas de fado, actuam intercaladamente entre umas e outras, razão pela qual, a encontrei numa ida ao  Restaurante Típico Guitarras de Lisboa,  o que me deu a oportunidade de realizar o vide-clip que se segue, julgo mesmo que será o primeiro que Ana Maria passa a ter no Youtube, filmado e gravado ao vivo, já lá tem um,  realizado pela  minha amiga “TiaMacheta”, com base em fotos,  e como é habitual no que ela faz, está muito bem conseguido.

Ana Maria faleceu a 28 de Novembro de 2011

Vítor Marceneiro

 

 

 

FILMADO EM ALTA DEFINIÇÂO "HD", SE NÃO VIR A JANELA COMPLETA, ACTIVE A JANELA PARA VER EM "ECRAN" INTEIRO

Ana Maria Dias - Fadista Negra

Canta: Zanguei-me como o meu amor

Letra: João Linhares Barbosa

Música: Jaime Santos

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