Segunda-feira, 15 de Março de 2010

LUÍSA SANTANELA - Actriz

Paola Luiza Maria Oliva (Luisa Satanela 1894-1974)

Em 1916 chega a Lisboa, vinda do Brasil trazida pelo empresário Luís Galhardo, uma Italiana (nascida em Turim) que viria a incendiar Lisboa.

A revista Portuguesa na altura, um bocado casca grossa, sentiu-se lisonjeada com essa vedeta, estrangeira, que já tinha estado em Portugal no teatro S Carlos. Em 1918 escrevem um papel que lhe assenta que nem uma luva: “GiGi”, na opereta “Conde Barão”. Tornou-se esse ano esposa de Estêvão Amarante; sendo o casal bonito do público Português. Esse casamento iria durar até 1930.

Uma mulher atenta sempre à modernidade a companhia Satanela-Amarante fixa-se no teatro Avenida. Revistas como “Miss Diabo”, ”Água-pé” são grandes êxitos de cartaz… É nessa altura que surge o bailarino Francis que coreografa grandes fantasias para ele e Satanela. Mas não só a elegância de Satanela atrai o publico era também a sua graça refinada como é o caso da rábula “Alegria das hortas”. Em 1931 dá-se o rompimento com Amarante e deixa a sua casa, da quinta do lagarto em Caneças, por causa dos credores.

Ela não era mulher de ficar parada e o público acolhe-a e mostra que mesmo sem Amarante ela tinha o seu lugar… e a revista “O canto da cigarra” é um tremendo sucesso;

ela própria supervisiona a feitura dos seus figurinos e fatos de fantasia executados por Madame Martin. Volta aos grandes êxitos com as revistas “Areias de Portugal” (1932)  “Pernas ao leu  (1933)" , “Loja do Povo”e “Sardinha Assada”!
Lança a futura actriz Maria José, como sua afilhada e menina-prodígio, que com 5 anos
apenas aparece nos finais com a réplica do fato da sua madrinha. Em 1935 ela volta para o Brasil regressando apenas a Portugal em 1945 onde na revista “Vitória” faz um tremendo êxito; logo seguida de outro: “Travessa da espera “. A sua ultima revista foi “Banhos de sol”; reaparece, tempos depois, na opereta “O Conde Barão”, (reposição) e “Passarinho da Ribeira”, sua última aparição em cena. O SNI dá a Satanela a concessão da Pousada de Óbidos que ela gere afastada do teatro e no mais profundo silêncio!

A cortina da vida fechou-se de vez para Satanela em 1974!

Texto de: Paulo VasKo in: http://www.fotolog.com/luzesdaribalta/64580372

 

Estevão Amarante ver em:  http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/64801.html

 

A Cantiga Nova

I

Diz um antigo

Que “quem canta seu mal espanta”

Porque alegra o coração

Quem a alma põe na garganta.

 

Vai daí em Portugal

— Perfumada flor de jardim! —

O povo sentimental

Parece, quando canta,

Que diz assim:

 

                                                  Estribilho

 

                                                  Não há nada como a trova

                                                  P´ra a gente cantar

                                                  Porque é sempre nova

                                                  Quando é popular

 

                                                  Cantai raparigas;

                                                  Rapazes cantai,

                                                  A ver se com cantigas

                                                  Se a dor se distrai

 

II

 

Este nosso Portugal

Onde o próprio sol luz sorrindo,

Sem a graça do arraial

Não seria tão fresco e lindo

 

E ante as cantigas d´amor

Certas noites há luar

Em que a lua perde a cor

E pelos céus subindo

Põe-se a escutar…

 

Contacto com o autor: clicando aqui
publicado por Vítor Marceneiro às 17:46
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