Sexta-feira, 10 de Junho de 2016

Norberto de Araújo - Insigne filho de Lisboa

Jornalista e escritor português, Norberto Moreira de Araújo nasceu a 21 de Março de 1889, em Lisboa. Cedo mostrou apetência para as Letras. Em 1904, entrou como aprendiz na Imprensa Nacional, frequentando, posteriormente, o Curso Superior de Letras e, em 1916, veio a ingressar na redacção de O Mundo , mudando-se, passado um ano, para o jornal A Manhã , de que chegou a ser co-proprietário.
A sua intensa actividade jornalística levou-o a ser jornalista do Diário de Notícias , do Século da Noite e do Diário de Lisboa em que se manteve até morrer, a 25 de Novembro de 1952, como redactor principal. Aqui, através de um estilo de escrita incisivo e vibrátil, iniciou toda uma etapa de renovação nos processos jornalísticos. A sua grande originalidade reside na facilidade com que disserta sobre qualquer matéria. Não tem um estilo invariável, um estilo diferente para cada assunto. Ficou célebre a sua rubrica no Diário de Lisboa , "Páginas de Quinta-feira", onde deambulava pelas mais diversas áreas - quer fossem sínteses de arte, política, casos de rua, comédia burguesa, cultura, etc.
Versátil e laborioso, Norberto de Araújo fez reportagens de notável projecção como, por exemplo, duas viagens presidenciais, uma com António José de Almeida ao Brasil, e a outra com o general Carmona a Espanha. Em 1925, ano de ouro da comemoração de Santa Teresinha, desloca-se a Roma. Assiste ao julgamento do Angola e Metrópole - o caso Alves dos Reis, à visita da rainha D. Amélia ao Panteão de S. Vicente e mais tarde, iniciou uma série documental, intitulada "Como se trabalha em Lisboa?".
A par da actividade como jornalista, Norberto de Araújo manteve, intermitentemente, a sua actividade literária - 31 volumes publicados - que se repartiram pelos mais diversos campos, desde os livros puramente técnicos sobre artes gráficas, tal como Da Iluminura à Tricomia publicado em 1915, até ao teatro e à poesia. Foram levadas à cena as suas obras teatrais Dentro do Castigo (1924), em que o pendor melodramático com certa ousadia é atenuado por um discreto intimismo, e Duas Mulheres (1928) - peça representada nos 50 anos de teatro de Adelina Abranches. Na poesia, escreve odes românticas que comoviam principalmente as senhoras e que passaram à literatura com o nome de Miniaturas (1920) e Vinha Vindimada (1924).
A par da relevante carreira jornalística e da ampla obra literária, Norberto de Araújo é conhecido hoje especialmente como um olisipógrafo erudito, tendo-lhe concedido o munícipio de Lisboa a medalha de ouro da cidade. Autor do Inventário de Lisboa , 1944/1955 (concluído por D. Pires de Lima), das "Legendas de Lisboa" e das "Peregrinações de Lisboa", esta obra é a mais compulsada. É de assinalar o extenso e profundo conhecimento que Norberto de Sousa tinha das fontes e dos estudos esclarecedores do passado de Lisboa, que o dá ensejo a descrições extensas das ruas, palácios e monumentos, templos, instituições e dos mais diversos episódios da vida citadina lisboeta.
Norberto Moreira de Araújo morreu a 25 de Novembro de 1952, em Lisboa.

 In: Infopedia

Amália canta Marcha do Centenário - Lisboa Nasceu

da autoria de Norberto de Araújo

 

Estas são algumas das letras que consegui arranjar da autoria de Norberto de Araújo, e segue-se um video em que meu avô lê o que Norberto de Araújo escreveu dobre ele.

 

GRANDE MARCHA1935 (Lá vai Lisboa)

Norberto de Araújo

Bailarico de Benfica 1940

Norberto de Araújo

GRANDE MARCHA 1940 (Olha O Mangerico)

Norberto de Araújo

Marcha do Centenário 1947

Norberto de Araújo

GRANDE MARCHA 1950 (Noite se Stº António)

Norberto de Araújo

GRANDE MARCHA 1952 (Alcachofra Brava)

Norberto de Araújo

Alcachofra Brava 1952

Norberto de Araújo

Marcha de S. Vicente 1955

Norberto de Araújo

Cidade Maravilhosa 1955

Norberto de Araújo

Noite de Santo António

Norberto de Araújo

 

Marceneiro lê palavras de Norberto de Araújo

 

Contacto com o autor: clicando aqui
música: Marcha do Centenário
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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3 comentários:
De Gilasio a 4 de Março de 2011 às 04:29
Gostei muito de ver a foto do Sr. Norberto de Araújo. É pena estar tão gasta que já não se vê nada. Esperemos que com as novas tecnicas ela apareça vivinha como a sardinha que ainda tarda em aparecer, mas que já me deixa agua na boca só em pensar nela. Abraços de preferência com presunto e queijo da serra para aliviar essa dieta que o fará moço e apetecível ás encalhadas que polulam desgovernadas da costa.
De Vítor Marceneiro a 4 de Março de 2011 às 09:33
Pois é amigo Gilasio, afinal foste só tu que "picaste". É que, de uma boa centena de visitantes a estas páginas, ninguém fez qualquer comentário comentário, mas o vídeo já foi mais que copiado e visto
Na realidade assim que acabei a página porque só ontem consegui a foto, logo a publiquei, mas o sistema de inserção de fotos, por razões que desconheço (ou que devia conhecer) rejeitou a foto, apercebi-me do fenómeno umas horas depois, e quando estava a tentar resolvê-lo, e já está resolvido... pensei para mim... será que alguém nota?
Na troca de letras no teclado, que às vezes deixo passar “sem querer” "chamam-me analfabeto", pensei para comigo: — Deixa lá ver o que me chamam por dizer que há foto e não haver foto...!
A forma como defines o problema porque sei que o conheces “Esperemos que com as novas técnicas ela apareça vivinha como a sardinha que ainda tarda em aparecer” , nem todos entendem.
Um abraço, com tosta integral barrada com Flora, dieta continua, a seguir vou passar a eliminar outros vícios, em que este de fazer este “insignificante trabalho” é um deles.
Vítor "Decibeis" - è que o ataque agora é ao "Marceneiro"... veremos o que se segue.
De gilasio a 4 de Março de 2011 às 16:05
Já vi a foto do Sr. Norberto e que jeitoso que ele está. Antigamente era com um lápis, com muita paciência e boa vista, do velho se fazia novo e sem rugas. O "retoque" era uma arte. Hoje com um PC, "copy and paste", nem borbulhas nem acne aparece. Maquilhadoras só para passagem de modelos com ar andrógino. Na resposta tem um "è" e outro "é", dicotomia que é a minha ambição. Enquanto pobre sou de esquerda mas se me sair o "Euromilhões" passo a ser de direita para defender a camisola de rico. Nunca se esqueça, como o seu avô, que somos recordados pela obra, seja ela boa ou má. Por isso o Sr. Dr. Salazar ganhou o 1º prémio. Ainda hoje eu espero pelo regresso do Sr. Dom Sebastião, mártir na luta contra os infiéis, sem ser coronel, nem filosofo. Não há português tão recordado, que há-de voltar num dia de São Nunca á Tarde. Abraços pouco melados para não serem conotados com relações equívocas.

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