Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Alfredo Marceneiro no CINE-CLUBE BRAGA

 

 

Hestória(s) do Fado

 

Alguns dizem que o Fado é uma alegria melancólica, enquanto outros dizem que é a dor cantada através de uma linguagem universal que atravessa a barreira da língua transportando a todo o lado a emoção da música. Outros ainda há que, a cantar, dizem que o Fado são almas vencidas, noites perdidas, sombras bizarras, … amor ciúme, cinzas e lume, dor e pecado… e tudo existe e tudo isto é Fado. Para nós, e desde que em criança o ouvíamos fosse numa casa de fados ou numa cozinha portuguesa, o Fado é algo coberto por uma reverência quase sagrada que nos levava a aceitar prontamente e com inabalável respeito a ordem de “silêncio que se vai cantar o Fado!” ditada por um qualquer arauto que em qualquer outra situação não colheria um décimo do respeito.

 

Mas… talvez uma boa aproximação àquilo que parece ser o Fado seja feita contando aquilo que nos parece que o Fado foi. A história do Fado, assim como a própria música, é feita de estórias mais ou menos populares, bucólicas, de um sentimentalismo muito próprio, e com uma propensão para evitar finais felizes em detrimento de um caminho de agruras que, talvez por isso, torna mais belo o belo Fado.

 

Em tempos de “reconhecimento oficial” e internacional, o Cineclube Aurélio da Paz dos Reis associa-se às várias homenagens que 2012 certamente fará ao Fado, dedicando-lhe um ciclo anual, um ciclo que pretende contar o Fado. Ao longo de todo o ano de 2012, fazendo uso da primeira sexta-feira de cada mês e dos olhos privilegiados do cinema português, o Cineclube de Braga tentará desenrolar as estórias de uma música que se confunde com a história de um país. [Carlos Silva, Cineclube Aurélio da Paz dos Reis]

 

Alfredo  Marceneiro – Três  Gerações  de  Fado

 

   

sinopse

 

Alfredo Marceneiro, que sempre foi relutante a dar a cara para a TV, acede em 1979 às solicitações do seu neto Vítor Duarte, à altura profissional de audiovisuais, para produzir este documentário a cores, que foi exibido em 1980, uma única vez. Um documento em que Alfredo Marceneiro com a sua forma única de se expressar, rodeado pelos seus descendentes, nos explica os seus estilos, as suas criações, o seu Fado. As filmagens decorreram em ambiente de tertúlia com Alfredo Marceneiro que lembra que foi "o primeiro a catar à meia-luz".

 

Entre Há festa na Mouraria (António Amargo / A.Marceneiro) e Cabelo Branco (H.Rêgo / A.Marceneiro), Ti’Alfredo, como era tratado carinhosamente pelos fadistas, recorda as suas participações nas cegadas e salienta a importância de bem dizer as palavras e respeitar a pontuação. Quanto à forma de cantar, Marceneiro atesta que "cada qual canta à sua maneira e nisso é que está a evidência do fadista". Alfredo Marceneiro revela-nos as suas raízes musicais, o avô materno fadista e tocador no Cadaval, e o pai, tocador de trombone e contrabaixo.

 

A sessão contará com a presença de um convidado especial. Vítor Duarte Marceneiro, produtor do filme, neto e biógrafo de Alfredo Marceneiro, investigador e divulgador do Fado, ficará connosco à conversa no final da projecção e trará com ele um manancial de objectos e materiais divulgadores do Fado e dos seus intervenientes. Depois de Jorge Moças nos ter acompanhado na conversa em torno da figura da Severa, teremos agora acesso a uma perspectiva muito intíma do neto do aclamado Patriarca do Fado.

 

ficha técnica

 

Realizou e montou: Luis Gaspar

Escreveu os textos: Fernando Peres

Gravou: Vítor Duarte

Filmaram: Carlos Gaspar, Leonel Efe

Produção: Vítor Duarte / RTP

Género: Documentário

Duração: 62’20 / cor / M12

Formato: 4:3

Som: Mono

Idioma original: Português Ano de lançamento: 1980

 

mais  informações

 

Programação do auditório da Casa do Professor: João Catalão

Programação do ciclo: Cineclube Aurélio da Paz dos Reis

Equipa do Cineclube Aurélio da Paz dos Reis:

César Pedro

Programação / Apoio Técnico: Miguel Ramos

Programação: Joana Dias

Programação / Apoio Jurídico: Henrique Cachetas

Produção / Apoio Técnico: Carlos Silva

Produção / Divulgação: Maria João Macedo

Design / Comunicação: João Quintas

Apoio Fiscal Tiago Rito: Sócio Honorário

Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa: Grato
publicado por Vítor Marceneiro às 00:05
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3 comentários:
De Jorge Vicente a 2 de Fevereiro de 2012 às 12:47
Só tenho pena que não seja em Lisboa!

Muitos parabéns pela iniciativa e um grande sucesso!

Abraços
Jorge Vicente
De Manuel Correia de Chaves a 3 de Fevereiro de 2012 às 11:34
O Vítor deu ao Fado, o legado do avô, mas não só, este blogue e as biografias em livro, são já um legado dele próprio que ao Fado deixa.
Continua, espero que por muitos anos, porque creio que ainda tens mais para dar.
Um abraço
M. Correia
De Rosa Silva Azoriana a 25 de Março de 2012 às 22:50
Tive o prazer de cumprimentar o neto do grandioso fadista durante o I Festival de Bandas, Porto Judeu, Terceira

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