Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012

Fausto - O barco Vai de Sáida

 

 

Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, adoptou o nome artistico de somente FAUSTO.

Nasceu em  em Vila Franca das Naves, onde sua mãe era professora primária, embarcou ainda bebé no navio Pátria, que navegava entre Portugal e Angola. Foi naquela então colónia portuguesa que formou a sua primeira banda, Os Rebeldes. Veio para Lisboa com vinte anos, onde se licenciou em Ciências Políticas e Sociais, no então Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (actual ISCSP).

Estudava ainda quando lançou o primeiro álbum, Fausto. No âmbito do movimento associativo em Lisboa, aproximou-se de nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire, juntamente com José Mário Branco ou Luís Cília, que viviam no exílio.
Autor de doze discos, gravados entre 1970 e 2011 (dez de originais, uma colectânea regravada e um disco ao vivo), é presentemente um importante nome da música portuguesa, e da música popular em particular.
A sua obra tem sido revisitada por nomes como Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Teresa Salgueiro, Cristina Branco e Ana Moura.
Álbuns editados:

 Fausto (1970)
 Pró que der e vier (1974)
 Beco com saída (1975)
 Madrugada dos trapeiros (1977)
 Histórias de viajeiros (1979)
 Por este rio acima (1982)
 O despertar dos alquimistas (1985)
 Para além das cordilheiras (1987)
 A preto e branco (1988)

 Crónicas da terra ardente (1994)
 A ópera mágica do cantor maldito (2003)
 Em Busca das Montanhas Azuis (2011)

 

 

 

 

 

 

O BARCO VAI DE SAÍDA 

Poema de: Fausto

 

O barco vai de saída

Adeus ó cais de Alfama

Se agora vou de partida

Levo-te comigo ó cana verde

Lembra-te de mim ó meu amor

Lembra-te de mim nesta aventura

Pra lá da loucura

Pra lá do equador

 

Ah mas que ingrata ventura

Bem me posso queixar

Da Pátria a pouca fartura

Cheia de mágoas ai quebra-mar

Com tantos perigos ai minha vida

Com tantos medos e sobressaltos

Que eu já vou aos saltos

Que eu vou de fugida

 Sem contar essa história escondida

                                    Por servir de criado essa senhora

                                    Serviu-se ela também tão sedutora

                                    Foi pecado

                                    Foi pecado

                                    E foi pecado sim senhor

                                    Que vida boa era a de Lisboa

                                    Gingão de rota batida

                                    Corsário sem cruzado

                                    Ao som do baile mandado

                                    Em terras de pimenta e maravilha

                                    Com sonhos de prata e fantasia

                                    Com sonhos da cor do arco-íris

                                    Desvairas se os vires

                                    Desvairas magia

 

 

Já tenho a vela enfunada                              

Marrano sem vergonha

Judeu sem coisa nem fronha

Vou de viagem ai que largada

Só vejo cores ai que alegria

Só vejo piratas e tesouros

São pratas são ouros

São noites são dias

Vou no espantoso trono das águas

Vou no tremendo assopro dos ventos

Vou por cima dos meus pensamentos

Arrepia

Arrepia

E arrepia sim senhor

Que vida boa era a de Lisboa

 

                                                O mar das águas ardendo

O delírio dos céus

A fúria do barlavento

Arreia a vela e vai marujo ao leme

Vira o barco e cai marujo ao mar

Vira o barco na curva da morte

Olha a minha sorte

Olha o meu azar

 

E depois do barco virado

Grandes urros e gritos

Na salvação dos aflitos

Esfola

Mata

Agarra ai quem me ajuda

Reza

                                                 Implora

                                                 Escapa ai que pagode

                                                 Reza

                                                 Tremem heróis e eunucos

                                                  São mouros são turcos

                                                  São mouros acode


Aquilo é uma tempestade medonha

Aquilo vai pra´lá do que é eterno

Aquilo era o retrato do inferno

Vai ao fundo

Vou ao fundo

E vai ao fundo

Que vida boa era a de Lisboa

 

 

Video Clip  postado por maxima 06 no T«Youtube

Fausto Canta: Navegar, Navegar

 

  

Navegar, Navegar
Autoria: Fausto
 
Navegar, navegar
Mas ó minha cana verde
Mergulhar no teu corpo
Entre quatro paredes
Dar-te um beijo e ficar
Ir ao fundo e voltar
Ó minha cana verde
Navegar, navegar
 
                                             Quem conquista sempre rouba
                                             Quem cobiça nunca dá
                                             Quem oprime tiraniza
                                             Naufraga mil vezes
                                             Bonita eu sei lá
                                             Já vou de grilhões nos pés
                                             Já vou de algemas nas mãos
                                             De colares no pescoço
                                             Perdido e achado
                                             Vendido em leilão
                                             Eu fui a mercadoria
                                             Lá na praça de Mocá
                                             Quase às avé-marias
                                             Nos abismos do mar
                                             Navegar, navegar...
 
Já é tempo de partir
Adeus morenas de Goa
Já é tempo de voltar
Tenho saudades tuas
Meu amor
De Lisboa
Antes que chegue a noite
Que vem do cabo do mundo
Tirar vidas à sorte
Do fraco e do forte
De cima e do fundo
Trago um jeito bailarino
Que apesar de tudo baila
No meu olhar peregrino
Nos abismos do mar
Navegar, navegar...
Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa:
música: Navega, Navegar
publicado por Vítor Marceneiro às 16:00
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