Terça-feira, 5 de Junho de 2007

CARLOS ZEL

CARLOS ZEL, Carlos Frazão, nasceu na Parede, a 29 de Setembro de 1950. Seu pai António Frazão, marceneiro de profissão era um apaixonado do fado, cantava como amador e editou um livro de poemas "O Poeta e Eu". Teve ainda um irmão ligado ao Fado,  o saudoso Alcino Frazão, que foi um exímio guitarrista, que infelizmente nos deixou ainda muito jovem.

 

Carlos Zel, começou a cantar no Estoril e Cascais como amador

 

Iniciou a sua carreira profissional em 1967, cantando na Emissora Nacional, altura que adopta o nome artístico de Carlos Zel.

 

Fez teatro de revista e musical - "Aldeia da Roupa Suja" (1978), "A Severa" (1990) e "Ai Quem Me Acode" (1994) -,

 

Na televisão chegou a participar na telenovela "Cinzas", como actor.

 

  

 

  

 

  

 

  

 

  

 

 

 

Deixou-nos cerca de uma dezena de produções discográficas
Em 1993, recebe o Prémio Prestígio, atribuído pela Casa de Imprensa, em 1997 a mesma entidade concedeu-lhe o Prémio José Neves de Sousa.

 

Foi ainda condecorado com a Medalha de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa, e ainda a Medalha de Mérito da Câmara Municipal de Cascais.
Em mais de 30 anos de carreira, fez vários espectáculos em Portugal e no Estrangeiro, cantou em casas de fado, e no fim da sua vida foi o impulsionador das “Quartas de Fado no Casino Estoril”

 

Faleceu repentinamente em Fevereiro de 2002.

 

Cascais deu o seu nome a uma rua do Concelho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                               AMAR OUTRA VEZ

 

 

 

Repertório de Carlos Zel 

 

Letra de: Rosa Lobato faria

 

Música de: Fernando Correia Martins

 

 

 

Eu já te amei no Rossio

 

Na pomba que esvoaçou

 

Aceitei o desafio

 

De te amar onde não estou

 

Eu já te amei à partida

 

Numa pedrinha do cais

 

Se te amei na despedida

 

Ao voltar trago-te a vida

 

Vou amar-te ainda mais

 

 

 

Amar uma mulher quando há luar

 

Rasgar as rendas à claridade

 

Amar uma mulher ao pé do mar

 

Romper a espuma da tempestade

 

Amar uma mulher se a chuva cai

 

Descer o rio, morrer à toa

 

É ter a lua

 

É ter o mar

 

É ter a chuva

 

É ter canoa

 

É ter uma mulher que faz lembrar

 

Lisboa

 

 

 

Eu já te amei na viela

 

Eu já te amei no jardim

 

Não sei que sombra era aquela

 

Que deitou luto por mim

 

Eu já te amei à noitinha

 

Quando o carmim se desfez

 

Quando ficaste sozinha

 

Mandei aquela andorinha

 

E fui amar-te outra vez

 

 

 

 

Contacto com o autor: clicando aqui
publicado por Vítor Marceneiro às 20:36
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3 comentários:
De ADRIANO a 5 de Junho de 2007 às 22:36
Gostaria antes de mais, elogiá-lo grandemente pelo excelente trabalho que tem desenvolvido. Vinha também dar a notícia para quem não souber, que no dia 7 de Junho começará "O Fado no 28", ou seja, inicia-se uma série de sessões de Fado nos eléctricos de Lisboa e queiram saber, que começa com, entre outros, dois grandes nomes do Fado, dois diamantes (diria): Esmeralda Amoedo e Nuno de Aguiar .Cumprimentos Adriano
De Vítor Marceneiro a 5 de Junho de 2007 às 23:14
Amigo Adriano
Obrigado pela sua lembrança.
Quer a Esmeralda Amoedo quer o Nuno de Aguiar são dois nomes na História do Fado.
Um abraço
Vítor Marceneiro
De Pedro Santos (Cascais) a 23 de Abril de 2008 às 00:55
Meu querido Amigo Carlos,

Foste «a candle in the wind» na tua presença, discreta mas não menos impressionante para quem te ouvia cantar e ainda mais para quem, além disso, teve o enorme privilégio de privar contigo.
Não me vou pôr aqui com lamechices ou cultos de personalidade porque sei que não ias achar piada nenhuma... Quero apenas dizer-te uma coisa que não tive tempo de te dizer: OBRIGADO !!!

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