Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

RECORDAR TRISTÃO DA SILVA

Tristão da Silva, canta "Aquela Janela Virada p´ró Mar" 

 

TRISTÃO DA SILVA

Manuel Martins Tristão da Silva era um alfacinha de gema, que nasceu na Penha de França, em 17 de Julho de 1927.

Em 1937 usava o nome artístico Manuel da Silva passando a ser apelidado de “Miúdo do Alto Pina” e aos 10 anos de idade é contratado pelo empresário José Miguel para actuar no Café Mondego, de que este é proprietário, mas devido a ser menor, a Inspecção de Espectáculos só lhe permite actuar aos Domingos às “matinée”.

Adopta finalmente o nome artístico de Tristão da Silva, tendo durante a sua carreira tido imensos êxitos. È raro o poeta que não deseja que ele interprete os seus poemas.

È frequentemente convidado para actuar fora do país, principalmente no Brasil, onde chega a ter um restaurante típico com cozinha portuguesa e com Fados, nunca esquecendo o colorido e o tipicismo da sua Lisboa, onde acabou por regressar.

O seu vasto repertório dividia-se entre o fado e a canção, mas Tristão da Silva, com o seu grande talento deliciava-nos com as suas interpretações, dando-lhe tal “garra” fazendo sobressair a sua alma fadista, tais como:

Somos Dois Loucos

A Calçada da Glória

Aquela Janela Virada p´ro Mar

Ai se os meus olhos falassem

Mulher Deixada. etc.

O seu passatempo preferido era jogar bilhar, sendo considerado um bom executante

Um infeliz acidente levou-o prematuramente.

Tristão da Silva deixa descendentes, até este momento julgo que só o seu filho Tristão da Silva Jr., que a par com outra profissão, tem seguido as pisadas do pai, cantando os seus maiores êxitos.

 

Tristão da Silva

                                                 

                                                 Justamente consagrado

                                                 Todos sabem que o Tristão,

                                                 Tem sido grande no Fado

                                                 P´ra ser maior na canção!

 

                                                 Não pediu vez a ninguém

                                                 P´ra chegar onde chegou,

                                                 O prestigio que hoje tem

                                                 A seu tempo o conquistou!

 

                                                 O Tristão não é dos tais

                                                 Que julgam muito saber,

                                                 Por isso é que vale mais

                                                 Do que o julga valer!

Versos de: Carlos Conde

 

 


 

À PROCURA DO FADO

Repertório de Tristão da Silava 

Letra de: Frederico de Brito

 

                                                Lisboa de lado a lado

                                                Corri de noite e de dia

                                                Fui à procura do Fado

                                                Que fugiu da Mouraria.

 

                                                Bati às portas d'Alfama

                                                Disseram-me com desgosto

                                                Que se limpara da lama

                                                E saiu todo bem posto.

 

                                                Fui depois ao Bairro Alto

                                                Onde o Fado era bemquisto

                                                Pus o bairro em sobressalto

                                                Mas ninguém o tinha visto.

 

                                                Andei pela Madragoa

                                                Sem lá o ter encontrado

                                                Em suma: corri Lisboa

                                                E não encontrei o Fado.

 

                                                Confesso que não o vi

                                                Nem pelas tascas vizinhas.

                                                Se alguém o vir por ai

                                                Dê-lhe lá saudades minhas.

 

 

Contacto com o autor: clicando aqui
música: Aquela Janela Virada pr´ó mar
publicado por Vítor Marceneiro às 14:04
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