Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

ALBERTO RIBEIRO

Albert Ribeiro canta 

Adeus Lisboa

 

ALBERTO RIBEIRO nasceu em Ermesinde em 1920.

Oriundo de uma família de artistas, tinha um irmão e uma irmã que também cantavam, mas que não foram muito conhecidos.

Com a sua voz extensa, de grande facilidade nos agudos, de timbre quente, que se podia colocar ao lado dos grandes cantores da sua época mesmo no estrangeiro, onde também era apreciado.

Obteve grande de popularidade, surgiu como intérprete principal do filme "Capas Negras" contracenando com Amália Rodrigues, continuando no período que se lhe seguiu como vedeta de cinema em várias películas nacionais e internacionais.

Em 1946 é inaugurada no Parque Mayer a “Sala Júlia Mendes” sendo Alberto Ribeiro primeira figura de cartaz ao lado de Amália Rodrigues.

Foi o galã de inúmeras operetas, quer pela sua figura, quer pelo seu cantar era o intérprete ideal, para um espectáculo muito em voga na época, mas muito cedo se retirou de cena sem que houvesse uma quebra de popularidade e de prestígio, que o justificasse.
Eis que vinte e cinco anos depois da primeira apresentação da opereta "Nazaré" reaparece novamente, igual a si mesmo, sem a mínima perca nos dotes da sua voz, que tantos admiradores conquistou.
Passado pouco tempo, retira-se novamente de cena, sem que ninguém o compreenda, remetendo-se a um silêncio que ninguém conseguiu até hoje quebrar, mas o público não o esquece, e com os seus a serem reeditados consecutivamente,  são a prova definitiva que a fidelidade dos admiradores de sempre tem arrastado consigo novos ouvintes interessados, e também eles fascinados por uma voz cujas raras qualidades perduram, a despeito da sua inexplicável decisão de se afastar dos palcos, no apogeu da sua carreira.

 

ADEUS LISBOA

Letra de: Alberto Dias Ribeiro

Música de. Amadeu do Vale

 

Adeus velha Lisboa

das guitarras

Plangentes de amargura

pelas vielas

Lisboa dos pardais

Lisboa das cigarras

Do sol  batendo em cheio

Nos vidros das janelas

 

Adeus Lisboa

Da velha Alfama sombria

Lisboa da Mouraria

Lisboa da tradição

Adeus Lisboa

Cheia de luz e de cor

Lisboa do meu amor

Amor do meu coração

 

Adeus velha Lisboa

Das canções

De pares de namorados

Pelas esquinas

Das tardes outonais

Das graças dos pregões

Da cor verde do Tejo

Dos olhos das varinas

 

Adeus Lisboa

Da velha Alfama sombria

Lisboa da Mouraria

Lisboa da tradição

Adeus Lisboa

Cheia de luz e de cor

Lisboa do meu amor

Amor do meu coração

Contacto com o autor: clicando aqui
música: Adeus Lisboa
publicado por Vítor Marceneiro às 16:30
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33 comentários:
De Nuno Almeida Coelho a 10 de Setembro de 2007 às 12:47
Só para precisar algumas datas e colocar algumas outras referência que ajudarão a melhor compreender um dos mais sonantes nomes da cena musical portuguesa. Alberto Ribeiro retirou-se realmente cedo, mas na década de 1960 voltou ao palco para a comemoração dos 25 anos da opereta "Nazaré" onde interpretava, entre outras canções "Maria da Nazaré" de sua autoria em parceria com o poeta António Vilar da Costa e que foi um estrondoso êxito na década de 1940. Refira-se ainda que foi ele o criador de "Cartas de amor" mais tarde muito popularizadas por Tony de Matos. No citado filme que copratogonizava com Amália, interpretou "Coimbra", canção que a fadista tornaria internacionalmente conhecida. O intérprete de Marianita ", "Senhora da Nazaré", "soldados de Portugal", "O Porto é assim" ou "Eu já não sei", este último retomado por outros nomes como Florência , faleceu em 2000 na cidade do Porto, onde nasceu em 1920.
De Vítor Marceneiro a 10 de Setembro de 2007 às 21:25
Caro Amigo Nuno Coelho
Obrigado por estas excelentes informações, só tenho pena é que não colabore mais vezes, pois ficamos todos a ganhar com as suas interessante e importantes. informações que muito contribuem para a melhoria das minhas singelas crónicas.
Como já sabe para mim é um prazer qualquer tipo de colaboraçã0, este espaço está sempre à sua disposição.
Ganha o Fado ganhamos todos nós.
Um abraço Fadista
Vítor Marceneiro
De N. Lopes a 10 de Setembro de 2007 às 12:55
A irmã chama-se (ou chamava-se) Ivone Ribeiro que nunca se profissionalizou ou nunca encarou o fado como profissão, tendo todavia editado um LP pela Polygram em finais da década de 1980 onde recordava alguns temas de Alberto Ribeiro e também de Aura Ribeiro, nomeadamente "Senhora Dona Fortuna".
De Vítor Marceneiro a 10 de Setembro de 2007 às 21:32
Na realidade na Canção do Sul, fala de uma irmã e de um irmão, e o nome da irmã com uma foto é segundo eles Aura Ribeiro.
Um abraço
Vítor
De N. Lopes a 11 de Setembro de 2007 às 01:39
Tem toda a razão troquei a irmã era Aura Ribeiro e Ivone Ribeiro era a sobrinha, filha de Aura, de quem aliás era o êxito "Senhora Dona Fortuna". As minhas desculpas pela troca!
De N. A. Coelho a 10 de Setembro de 2007 às 13:18
Eu pretendi sim especificar a data do reaparecimento para comemorar os 25 anos da opereta "Nazaré", foi em 1963 tendo dividio o palco, entre outros, com a actriz Irene Cruz. A opereta terá sido estreada em Lisboa em 1938. O êxito foi absoluto. O cantor seria ainda recordado no filme "Manhã submersa" (1980) de Lauro António cujas canções eram interpretadas por Alberto Ribeiro.
De Flores de Verde Pino a 15 de Setembro de 2007 às 17:39
Nota-se que o autor está a par, será que investiga a nova biografia de que se falar por aí?
De Ai Flores de Verde Pino a 15 de Setembro de 2007 às 17:39
Grande Albertro Ribeiro que largou os palcos não apenas porque estava amargurado e desgastado com as intrigas de que foi alvo, mas porque tinha possibilidades financeiras para viver sem actuar; porque cantar cantou quase até morrer anonimamente num coro na sua cidade natal, o Porto!
De GNV a 14 de Maio de 2008 às 13:37
Vim aqui parar porque encontrei um vinil (78rpm - discos copacabana) desta mesma música: Adeus Lisboa e no lado B: tudo isto é fado
De Padre Armenio a 5 de Fevereiro de 2009 às 14:00
Gostaria de saber a data de nascimento e falecimetno de Alberto Ribeiro. Alguem pode me ajudar. Obrigado !
De Vítor Marceneiro a 5 de Fevereiro de 2009 às 20:36
Caro Amigo
Eu também gostaria de completar esta página com essas datas, se vier saber também agradeço que me indique.
Vítor Marceneiro
De Jaime Azinheira a 7 de Junho de 2009 às 16:28
De facto a voz de Alberto Ribeiro, é uma referência, dentro do gosto da época e as suas canções fazem parte das minhas memórias de infância. Curiosamente a minha canção preferida dele não era nenhum dos êxitos mais comuns, como o "Marco do Correio", "Coimbra", "Fado Hilário" ou "Lisboa", mas "O Contrabandista" que além de um excelente poema, ainda influenciado pela mitologia gitana e espanholista (que serviu a Carmen " de Bizet ) e uma partitura muito interessante que articula muito bem o galope inicial em decrescendo (o contabandista temido e valente voltava de Espanha...) com o registo de fado final.
Lamento que ao serviço público de rádio (as RDP) não tenha um programa regular para revisitar a música ligeira do passado que também, quer se queira quer não, é uma componente cultural da nossa memória colectiva.


De Mário a 3 de Março de 2010 às 12:41
Para quando a homenagem que se impõe, ao saudoso Alberto Ribeiro, o grande cantor da voz de veludo.

Cumprimentos
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Para quando a homenagem que se impõe, ao saudoso Alberto Ribeiro, o grande cantor da voz de veludo. <BR><BR>Cumprimentos <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Máro</A>
De Márcia Cristina Nepomuceno a 16 de Novembro de 2010 às 21:43
Sou sobrinha neta do cantor Alberto Ribeiro e gostaria de um contacto com os filhos deles. Moro no Brasil mas em maio do próximo ano, em 2011 estarei visitando Lisboa. Gostaria de saber se existe um museu ou arquivo com a biografia e material do meu tio-avô. Tenho apenas um CD, gravado gentilmente por um colega jornalista português.
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Sou sobrinha neta do cantor Alberto Ribeiro e gostaria de um contacto com os filhos deles. Moro no Brasil mas em maio do próximo ano, em 2011 estarei visitando Lisboa. Gostaria de saber se existe um museu ou arquivo com a biografia e material do meu tio-avô. Tenho apenas um CD, gravado gentilmente por um colega jornalista português. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>agrdecida</A> , <BR>márcia
De Vítor Marceneiro a 16 de Novembro de 2010 às 22:06
Cara Amiga
Existe um museu do Fado, não sei se ele lá está representado.
Há uma filmoteca Nacional, como ele fez filmes é natural que lá esteja.
Quando chegar a Portugal, haverá quem lhe indique.
Pode consultar também na internet.
Lamento não a puder ajudar mais.
Cumprimento´.
Vítor Marceneiro
De Sandra José Ribeiro Pereira a 30 de Dezembro de 2013 às 08:30
Olá, Marcia. Somos primas :-) . Descobri há pouco tempo que o meu avô era primo direito do Alberto. Fiquei curiosa porque deste lado da família fui a única a seguir-lhe os passos e queria muito saber da restante família. O meu email é- sandrajoseteatro@gmail.com
Se me conseguir ajudar fico grata. Um beijinho.
De Isabel Ribeiro a 23 de Março de 2011 às 16:42
Márcia Cristina eu sou Isabel Ribeiro e sou nora do Alberto Ribeiro. estou casada com o filho José Manuel. Além do filho tem também uma filha Marília. A Elita, a mulher do Alberto Ribeiro gostou de saber de sí. Dê notícias.
De Vítor Marceneiro a 23 de Março de 2011 às 19:13
Caros Amigos
Também fiquei contente por terem comentado.
Teria muito gosto em ver a Dª Elita, e saber mais sobre o Alberto Ribeiro, o meu email é marceneiro@sapo.pt, se fizerem o favor de escrever eu combino.
Um abraço
Vítor
De Isabel Ribeiro a 24 de Março de 2011 às 12:31
Para quem gostaria de saber, ALBERTO RIBEIRO nasceu a 29 de Fevereiro de 1920 em Ermesinde e faleceu a 26 de Junho de 2010, em Lisboa.
De Isabel Ribeiro a 24 de Março de 2011 às 12:59
Perdão, por lapso, indiquei o ano de falecimento de 2010, quando, de facto, ocorreu em 2000.
As minhas desculpas.
De Alberto Ribeiro a 10 de Maio de 2012 às 07:18
Chamo-me Alberto Ribeiro, embora nao tenha nada a ver com o famoso cantor. Ha neste espaco 2 informacoes contraditorias; Uma delas diz que Alberto Ribeiro faleceu no Porto em 2000, outra diz que foi em Lisboa. Qual dela a verdadeira?
De Ivone Ribeiro a 12 de Outubro de 2013 às 13:06
Sou a Ivone, filha da Aura Ribeiro e sobrinha de Alberto Ribeiro por quem fui criada até aos 10 anos, e gostaria de ter contacto com a minha tia Elita e com os meus primos, Zé Manel e Marília.

De Sandra José Ribeiro Pereira a 30 de Dezembro de 2013 às 08:47
Olá Ivone. Chamo-me Sandra e o meu avô era primo direito do Alberto. Sou de Chaves mas agora estou mais por Lisboa porque sou actriz da Companhia de Actores. Gostava de saber da restante família. Só há pouco soube que tinha um primo actor e fiquei com vontade de conhecer mais sobre este lado familiar. O meu email é- sandrajoseteatro@gmail.com
Um beijinho e obrigada. :-)
De filomena saraiva a 26 de Março de 2017 às 00:29
A Ivone tem duas irmas? É que eu sou sobrinha neta do Alberto Ribeiro. Sou filha da sua prima Celeste
De filomena saraiva a 26 de Março de 2017 às 00:38
A Ivone cantou no "Rodrigo" ?
De Sandra José Ribeiro Pereira a 30 de Dezembro de 2013 às 08:40
Olá, Isabel, Chamo-me Sandra, nasci em Chaves e sou atriz da Companhia de Actores, em Lisboa. Queria muito saber da restante ,família. O meu bisavô era irmão do pai do Alberto. Quando a minha mãe me falou do primo fiquei curiosa. Podem-me contactar, por favor? O meu email é sandrajoseteatro@gmail.com
Aguardo, um beijinho e obrigada.
De Márcia Nepomuceno a 8 de Janeiro de 2015 às 13:13
Cara Isabel,
Lamento demorar tanto a saber de seu recado, mas agora não quero perder mais o contato. No Brasil, ainda moramos com a Maria Esmeralda e a Aurinha. Conheci seu marido quando pequeno, devemos ter quase a mesma idade. Já sou hoje uma senhora, mas me lembro de ir com a minha vó Esmeralda no apartamento do tio Alberto em São Paulo. Estarei em Lisboa entre fevereiro ou março e teria um enorme prazer em encontrá-los. A imagem que tenho da tia Elita é de uma mulher linda, bailarina espanhola, e de cabelos negros como os meus.
meu e-mail é marcianepo@uol.com.br ou marcia@gw.com.br ou ainda pelo facebook marcia nepomuceno . um beijinho.
De Sandra José a 21 de Julho de 2015 às 13:20
Olá, Isabel, somos primas. Tenho falado com a Márcia Cristina, sobrinha do primo Alberto Ribeiro e gostaríamos de saber d evocês. estão em Portugal? Onde? Beijinhos

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