Domingo, 12 de Agosto de 2012

FILME FADO - Carlos Saura, Carlos do Carmo & CIA.

Corria o ano de 2007,  e já alguém vaticinava o que se iria passar.

Estão em curso vários processos em tribunal por ilegalidades da produção, fugas ao fisco, direitos autorais não pagos, utilização abusiva de direitos conexos,  E O FADO VERSÍCULO ?, etc...

Alguém  (tribunal de contas e não só), já terá perguntado se já foram feitas as contas do dinheiro que todos nós pagámos... UM MILHÃO DE EUROS... 

E se lerem o contrato, logo verão o embuste...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Dr. Manuel Falcão, homem ligado aos audiovisuais, escreveu um artigo sobre o caso "FILME FADO -CARLOS SAURA -  CARLOS DO CARMO ". que não resisti a transcrever , pois é uma pessoa com conhecimentos da causa,  para se poder pronunciar objectivamente,  como faz  neste artigo publicado no Jornal Boa-Hora de distribuição gratuita.

Recebi um convite da EGEAC , para a apresentação do filme no Cinema S. Jorge, porque entra o meu avô, mas decidi não ir... também não comento, para já, aguardo ansiosamente o que se vai passar, e qual vai ser a reacção das gentes do Fado!

"ESPEREMOS QUE NÃO SEJA COMO A "FÁBULA DO REI VAI NU", PORQUE ENTÃO, O ÊXITO É ASSEGURADO, ISTO PORQUE OS ILUMINADOS ASSIM O IRÃO AFIRMAR"

 


 

DESFADOS

Anda por aí um grande alarido em torno de uma coisa chama­da "Fados", uma operação

pro­pagandística impulsionada e protagonizada por Carlos do Carmo, que logrou um inusita­do investimento público, à re­velia de todas as regras vigen­tes em matéria de financiamen­to ao audiovisual, para conse­guir um filme onde ele próprio brilhasse no papel de inspira­dor da obra. Para dar um ar cosmopolita à coisa arregimentou o sempre disponível Carlos Saura, que nos últimos anos se especializou em fazer bilhetes postais em torno de géneros musicais - primeiro o flamen­co, depois o tango e agora o fado. Claro que estes filmes não foram nem grátis nem rentá­veis e claro que houve sempre vários poderes a pagar a factu­ra, o que faz sentido porque na realidade eles foram usados     es­sencialmente como peças pro­pagandísticas. Pena é que o re­sultado final tenha sido sempre mais favorável a Saura e aos produtores que foram buscar os dinheiros públicos, do que aos países que financiaram a

operação, e, sobretudo, na reali­dade pouco fizeram a médio­-longo prazo pelos géneros mu­sicais cuja imagem no mundo se dizia irem exponenciar.

 

DO QUE LI E OUVI, APOSTO QUE ESTE É MAIS UM CASO DE DINHEIROS PÚBLICOS DEITADOS À RUA

 

O  mentor e os produtores do filme gabam-se de que ele esta­rá colocado em duas dezenas de mercados e sublinham o enorme valor que isto tem para a divulgação da cultura portu­guesa. Vamos por partes: pri­meiro é preciso ver que merca­dos são estes, em que circuns­tâncias vai o filme aparecer (para que audiências, em que circuitos, se estamos a falar de redes de salas de estreia, se sa­las e circuitos de filmes de au­tor, ou se de canais de televisão abertos); depois, é fundamental ver bem o que o filme é - e a esse nível as primeiras notícias são alarmantes na descaracteri­zação, na falta de rigor, no faci­litismo e até no pirosismo a que se recorreu.

No fundo a questão aqui é per­ceber se os tais imensos merca­dos onde dizem que o filme vai passar são relevantes em ter­mos de audiência e, depois, se o produto e o seu conteúdo con­tribuem para afirmar a marca de Portugal e a sua cultura ou se apenas aumentam a confu­são e a descaracterização. Do que li e ouvi, aposto que este é mais um caso de dinheiros pú­blicos deitados à rua para satis­fação de umas quantas vaida­des e interesses pessoais.

 

*mfalcao@gmail.com www.aesquinadorio.blogspot.com

 

Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa: Desolado com tudo isto
publicado por Vítor Marceneiro às 20:26
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6 comentários:
De domingos.mesias@gmail.com a 28 de Setembro de 2007 às 09:53
Amigo Marceneiro,
Por vezes até a má divulgação é divulgação. Por muitos e variados motivos aconteceu-me em Agosto deste ano, aquando da passagem de uma reportagem sobre fado no Porto, um acesso de indignação pela peça caricatural que a RTP1 exibiu. Escolheram-se os piores exemplos de intérpretes de fado, trocaram-se nomes a pessoas e confundiu-se Arcadas do Infante com Taverna do Infante, o que no Porto não são a mesma coisa. Não obstante tudo isso, com esta distância temporal é possível verificar que os mesmos locais visitados pela RTP estão agora mais diversificadamente frequentados e isso é «renovo», é FADO.
Viva o FADO, e ainda não vi o filme...
Domingos Mesias.

P.S. Quero deixar um sincero desejo de boa e rápida recuperação ao Carlos do Carmo.
De Maria Alves a 28 de Setembro de 2007 às 14:48
O filme envergonha-nos! Envergonha os fadistas que todos os dias e desde sempre estiveram no fado!
De Maria Luisa Castanheira a 28 de Setembro de 2007 às 20:00
Amália será sempre Amália!!!! Que não duvide nem a Mariza nem o Carlos do Carmo!!!! Amália será a eterna! Grande. A maior! O filme trata mal o fado e os fadistas!
De aideuseue@yahoo.com a 29 de Setembro de 2007 às 02:03
O filme é absolutamente uma vergonha para nós portugueses que não soubemos atempadamente fazer um filme sobre o fado. O filme é um ultrage ao FADO e aos fadistas! A todos que têm feito o fado. Vergonha das vergonhas o que fazem aà grande AMÁLIA RODRIGUES, antes o esquecimento a que votaram a castiça Hermínia Silva e a extraordinária Berta Cardoso. O filme é de dança não de fado, não nosso amantes de fado! Não do FADO. Que diz o meio fadista desta vergonha? Quando fazem um abaixo assinado na internet a exigir um reparo, uma reparação ao FADO! A Câmara de Lisboa deu um mulhão de contos fora o que deu o Turismo de Portugal! E para quê? Para aquele absoluto desastre que se chama "Fados" de Saura, Carlos do Carmo e Companhia!
De mariana tavares carodos a 7 de Dezembro de 2008 às 17:51
Acabo de ver o filme AMALIA.
Um outro atentado. Quem andou por detrás para que a imagem da DIVA ficasse manchada?
As leis neste pobre país acabaram-se!
Celeste, grita, e fala a verdade!
Amália não merecia isto!
De carlosescobar a 13 de Agosto de 2012 às 20:51
Sempre disse que este era um caso de polícia!!!

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