Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Grande Noite de Fados no Estafado

HOJE DIA 11 de Outubro de 2012


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Viva Lisboa: AH! Fadista
publicado por Vítor Marceneiro às 00:48
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

O Leilão da Mariquinhas

O Leilão da Mariquinhas

Letra de Linhares Barbosa

Múisica: Fados Mouraria

 

 

“O LEILÃO DA MARIQUINHAS”

 

 

Letra. Linhares Barbosa

Música: Fado Mouraria

 

Ninguém sabe dizer nada

Da famosa Mariquinhas

A casa foi leiloada

Venderam-lhe as tabuinhas

 

Ainda fresca e com gajé

Encontrei na Mouraria

A antiga Rosa Maria

E o Chico do Cachené

Fui-lhes falar, já se vê

E perguntei-lhes, de entrada

P´la Mariquinhas coitada?

Respondeu-me o Chico: e vê-la

Tenho querido saber dela

Ninguém sabe dizer nada.

 

E as outras suas amigas?

A Clotilde, a Júlia, a Alda

A Inês, a Berta e a Mafalda?

E as outras mais raparigas?

Aprendiam-lhe as cantigas

As mais ternas, coitadinhas

Formosas como andorinhas

Olhos e peitos em brasa

Que pena tenho da casa

Da formosa Mariquinhas.

 

Então o Chico apertado

Com perguntas, explicou-se

A vizinhança zangou-se

Fez um abaixo assinado,

Diziam que havia fado

Ali até de Madrugada

E a pobre foi intimada,

A sair, foi posta fora

E por more de uma penhora

A casa foi leiloada.

 

 

O Chico foi ao leilão

E arrematou a guitarra

O espelho a colcha com barra

O cofre forte e o fogão,

Como não houve cambão

Porque eram coisas mesquinhas

Trouxe um par de chinelinhas

O alvará e as bambinelas

E até das próprias janelas

Venderam-lhe as tabuínhas.

 

 

A cantar este Fado na Adega do João. na Loubagueira 

 


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música: O Leilão da Mariquinhas
publicado por Vítor Marceneiro às 22:04
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Quarta-feira, 28 de Março de 2012

Fado Patrimônio Imaterial da Humanidade... continuidade na Ilha Terceira

Tal como informei, tive a subida honra,  de ter sido convidado pelo Magnífico  Pró-Reitor da Universidade dos Açores do

Campus da Ilha Terceira , Professor Doutor David João Horta Lopes,  para falar de Fado e da figura do meu avô Alfredo Marceneiro - O patriarca do Fado.

 

 

MISSÃO CUMPRIDA, E VALORIZADA, COM A PRESENÇA INESPERADA DO PRÓPRIO MAGNÍFICO REITOR DA UNIVERSIDADE DOS AÇORES, PROFESSOR DOUTOR JORGE DE MEDEIROS.

SINTO-ME ORGULHOSO POR TER SIDO APALUDIDO, ASSIM COMO OS RESTANTES INTERVENIENTES QUE ME ACOMPANHARAM.

FUI EFUSIVAMENTE ENALTECIDO, PELO MEU TRABALHO EM PROL DO FADO E DA FIGURA DE MEU AVÔ ALFREDO MARCENEIRO, TENDO-NOS SIDO SUGERIDO PROPOR A REPETIÇÃO DO EVENTO NO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE PONTA DELGADA.

 


 

 

 

AUDITÓRIO DA UNIVERSIDADE

Dia 29 Março,  às 16:30 Horas

 

Fruto  do empenho e dedição que o responsável pela minha vinda a Angra do Heroísmo, o Professor Américo Roque, teremos possibilidades de fazer um pequeno apontamento de Fado, e.  assim estará presente o seguinte elenco:

 

 

Guitarra Portuguesa: Prof. Carlos Batista

Viola de acompanhamento: Liberal Lourenço

Cantará Fado clássico a Profª Célia Teixeira

Cantará Fado de Coimbra o Prof. Amárico Roque 

Eu para além de apresentar o "Diaporama Fado em Movimento" cantarei alguns Fado de 

meu avô.

 

 

O Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores está instalado provisoriamente no antigo Hospital Militar da Terra Chã, infra-estrutura localizada na freguesia da Terra Chã, arredores da cidade de Angra do Heroísmo. Encontra-se em construção o novo Campus, em S. Pedro, a cerca de 1 km do centro de Angra do Heroísmo. Este Campus universitário será constituído por um Edifício de Aulas (Complexo Pedagógico), por um Edifício de Apoio ao Aluno (Acção Social), pelo Edifício Interdepartamental, pelo complexo Desportivo, e pelo Edifício da Associação de Estudantes. Prevê-se, também, a construção de um edifício para a Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo. Os estudantes do Campus tem à sua disposição um conjunto serviços de apoio que vão desde a residência universitária (Flor de Angra) aos laboratórios didácticos e a uma cantina. No Campus funciona também a Associação dos Estudantes do Campus de Angra do Heroísmo (AECAH), que entre outras actividades organiza anualmente uma "Semana Académica", evento importante entre as festas da ilha Terceira. Para além de um campo experimental, dotado de estufas, sito nas instalações da Terra Chã, o Departamento de Ciências Agrárias dispõe de uma exploração experimental de bovinicultura - a Granja Universitária - sita na Achada, no interior da ilha, a cerca de 10 km da Terra Chã. No Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, para além das actividades de ensino, investigação (Centro de Investigação e Tecnologia Agrária dos Açores - CITAA e Centro de Biotecnologia dos Açores - CBA), desenvolvem-se muitas e variadas actividades extracurriculares, tais como palestras, conferências, desporto e outras actividades.

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música: Falar de Marceneiro
publicado por Vítor Marceneiro às 20:30
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Quinta-feira, 8 de Março de 2012

FADO PATRIMONIO IMATERIAL DA HUMANIDADE - Contributos de continuidade

 Dia 9 de Março de 2012 pelas 21 horas estarei em Vale de Cambra para falar sobre Fado e sobre Alfredo Marceneiro

Como poderão verificar no cartaz haverá mais intervenientes e canta-se Fado

 

Vale de Cambra é uma cidade portuguesa situada no Distrito de Aveiro. Pertence à Grande Área Metropolitana do Porto, situada na região Norte e sub-região de Entre Douro e Vouga, com 3 912 habitantes. É sede de um município com 146,21 km² de área e 22 864 habitantes (2011),[1] subdividido em 9 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Arouca, a leste por São Pedro do Sul, a sueste por Oliveira de Frades, a sul por Sever do Vouga e a oeste por Oliveira de Azeméis.

 

 

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publicado por Vítor Marceneiro às 20:44
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

FADO PATRIMONIO IMATERIAL DA HUMANIDADE - Contributos de continuidade

Contributo para a "militância" do Fado como parte integrante na cultura portuguesa, quer o Cine-Clube, e  eu, não tivemos qualquer subsídio, houve a ajuda da Casa do Professor de Braga na logística.

Tenho muitas solicitações para falar de Fado e do meu avô e do meu trabalho, mas não consigo responder a todos os convites, porque não tenho posses para suportar as despesas. 

Diz o povo, e tem razão quem corre por gosto não cansa, mas... começa a faltar o folego....

 

Declarações de Miguel Ramos, responsável pela programação do

Cine-Clube Aurélio da Paz dos Reis em Braga

 

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publicado por Vítor Marceneiro às 12:10
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012

FADO PATRIMONIO IMATERIAL DA HUMANIDADE

 

 

Fui convidado pela jornalista da Antena 1, Raquel Morão Lopes, que se deslocou a minha casa no Cadaval  com uma equipa de emissão para me entrevistar em directo, para  noticiário das 9 Horas,  das 10 Horas e para o  programa Antena Aberta

Autorizou-me que fizesse um pequeno filme da sua entrevista para a Antena Aberta.

Fui também  solicitado por diversos órgãos de informação, quer de revistas, jornais, rádio e televisão, para dar entrevistas.

Senti-me deveras orgulhoso, pois verifiquei que estas solicitações, que para além de ser neto de quem sou, tinha muito a ver com o meu trabalho, que de há quatro anos para cá é um elemento de consulta credível sobre o Fado e seus intervenientes, quer em Portugal quer no estrangeiro.

 

 

Videoclip  da entrevista para o programa ANTENA ABERTA

 

 

 

Vídeo com imagens fixas e  com o som  da entrevista para o Noticiário das 9 -  Antena 1

 

 

 

 

 

Vídeo com imagens fixas e  com o som  da entrevista para o Noticiário das 10 - Antena 1


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música: ANTENA UM EM DIRECTO
publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
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Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Vítor Marceneiro canta Amor é Água que Corre

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música: Amor é Água que Corre
publicado por Vítor Marceneiro às 23:30
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

Fados do meu Fado... desabafos

Há tanta gente boa que conheço, que fazem parte do meu mundo de vivência,  que nos últimos tempos se têm resguardado na comodidade do silêncio, alguns deles lutámos lado a lado noutros tempos, para que assim não fosse... para que isto mudasse... e lá vem o provérbio, mudam-se os tempos, mudam-se as verdades... desculpem,  queria dizer  mudam-se as vontades!

Muitos de vós que me lêem sabem que tenho razão,  como tenho a certeza alguns acontecimentos - (feitos) - (calúnias) - (mentiras), em que vocês  se calaram, olharam para o lado, mas creiam  que a razão e a justiça virão forçosamente ao de cima, como é apanágio da verdade, leve o tempo que levar....  e também sei que muitos de vós, ao olharem-se ao espelho, dirão em sussurro,  porque me calei?! Mas os que mais me marcaram foram os bons amigos conselheiros.... tens razão, devias era estar calado... o calado vence sempre... será?

Muita boa gente, já  não se lembra  da fábula que lemos, nos nossos tempos de escola, e percebemos a mansagem... bem alguns!  O REI VAI NU

Mas confesso que também aprendi a dar mais valor à palavra "AMIGO".

 

 

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-carácter e nem dos sem-ética.
                    O que mais me preocupa é o silêncio dos bons!"

Martin Luther King Jr.

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publicado por Vítor Marceneiro às 21:41
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

CRISTINA NÓBREGA & VÍTOR MARCENEIRO - JANTAR DE GALA - FADOS

 

Nota: o Jantar e a sessão de Fado é exclusiva pra os congressistas

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publicado por Vítor Marceneiro às 15:50
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Fados do meu Fado, memórias de uma vida

Há 58 anos estava eu em vésperas  ir para a escola,   as aulas começavam nessa época a 7 de Outubro, nesse ano 1951, como dia 7 foi a um Domingo, as aulas começaram no dia  8.  

A escola que fui frequentar foram as Oficinas de S. José, dos Padres Salesianos, situada nos Prazeres, no bairro de Campo d´Ourique, escola que ainda hoje existe.

Recordo o livro, o caderno de duas linhas, um lápis, uma borracha de apagar, uma ardósia, uma pena para poder escrever na ardósia, uma caixa de lata  pequena, com um pedaço de pano molhado, que servia para limpar a ardósia, e a mala que a tia Aida me deu, uma cesta de verga para levar o almoço, 2 carcaças com ovo mexido e uma laranja, preparado pela avó Judite.

Estava entusiasmado, porque também era o dia que eu iria estrear umas calças compridas, um "pull-over" grená sem mangas, que me deu a avó Maria, e mais que tudo as botas de cano alto (á cow-boy) que o meu pai me comprou na feira da ladra, recordo também que nessa altura  ainda usava um fumo preto no braço direito, por luto de minha mãe.

 

Fotos de recordação: Em cima eu com 6 anos, em baixo a foto do livro da 1ª classe e a foto da minha primeira comunhão junto á estátua de S. Domingos Sávio no dia 31 de Janeiro de 1952, no Colégio dos Salesianos.

                                       

 

Curiosidades: Ao escrever este texto e relembrar todas estas passagens da vida, nomeadamente o material do trabalho escolar de então, não posso deixar de expor aqui o que  os pais cujos filhos entraram  para a primeira classe (leia-se 1º ano), como a minha filha Beatriz, tiveram de adquirir!

 

Lista de material escolar para o 1º ano do ensino em 2009:

 

• 1 Livro de Matemática

• 1 Livro de Língua Portuguesa

• 1 Livro Estudo do meio

• 1 Dossier A4 de duas argolas de lombada larga

• 1 Borracha branca

• 2 Lápis de carvão n.°2

• 1 Afia com depósito

• 1 Bloco de folhas A4 com margens: (1 pautado, 1 desenho)

• 1 Bloco de papel "Cavalinho" A4.

• 1 Resma de Papel

• 1 Bloco de papel de lustro A4

• 2 Cartolinas ( cores diversas)

• 2 Rolos de papel crepe ( cores diversas)

• 2 Caderno de linhas A4,de capa preta (sem argolas),        de preferência plastificado;

• 1 Caderno de linhas A5 sem argolas);

• 1 Caderno de desenho A5 (sem argolas);

•  Lápis de cor (12 unidades)

• Lápis de cera (12 unidades)

• Canetas de cor (12 unidades)

• 1 caixa para guardar os materiais de cartão

• 1 Conjunto simples de aguarelas

• 2 Pincéis {um grosso/um fino)

• 1 Régua de 15cm

• 1 Tesoura bicos redondos.

• 2 Tubos de cola UHU.(1 em stick e 1 em líquido)

• 1 recarga de fita cola transparente

• 5 Micas de plástico

• 2 Rolos de cozinha

• 1 embalagens toalhetes c/álcool

• 1 novelo de lã ( cor diversa)

• 1 revista (usada)

  

           Vou novamente relembrar a minha ida à feira da ladra nesse ano de 1951, com o meu pai antes do inicio da escola, em que para além da compra de uma grafonola, é também a história das minha botas de cano alto, que acima referi.

 

Foi num Sábado de Agosto de 1951, que o meu pai me foi buscar a casa dos meus avós para me levar a conhecer a Feira da Ladra. Nessa época meu pai já tinha abraçado a profissão de "Artista de Variedades – Fadista", mas estava no início, o que ainda não lhe dava estabilidade económica. Com o falecimento precoce de minha mãe, passei a viver com os meus avós, na Rua da Páscoa, a Santa Isabel – Campo de Ourique.

Fomos a pé até ao Largo do Rato, descemos a Rua de S. Bento e, quando íamos a meio da Av.ª D. Carlos I, comecei a chorar porque me doíam muito os pés; tinha calçado nessa altura umas botas de carneira com sola de pneu, boas para jogar à bola, mas para caminhadas pareciam ser feitas de chumbo. Meu pai ficou um pouco arreliado, pois estava a fazer planos para irmos até ao Campo de Santa Clara a pé, e logo me disse:

– Lá vamos ter que gastar catorze tostões em dois bilhetes de eléctrico para a Graça.

                               

Carro Elécrico aberto anos 50

Chegámos a Santos e apanhámos o eléctrico, tal como o da foto acima (eléctrico aberto). Lembro-me que enjoei um pouco, pois o meu pai disse-me:

– Eh pá, estás amarelo, não vomites no carro – e passou-me para o topo do banco, onde era totalmente aberto, agarrando-me o braço com força para eu não cair.

Lá chegámos e entrámos para o recinto, pelo lado da Rua da Voz do Operário.

 

                    

                                          

                                    Foto do ambiente da Feira da Ladra, anos 50

 

Aquilo era um mundo fantástico para mim (tantas coisa giras); algumas eu nem sabia para que serviam, mas meu pai era frequentador e já ia com a ideia fixa do que queria comprar: uma grafonola! Fomos ao poiso do homem que ele sabia ter uma para vender, embora avariada. Na semana anterior já tinha tentado negociar um bom preço, mas não conseguiu. Com a minha presença (talvez para puxar ao sentimento) e batendo no argumento de que a corda estava partida e talvez nunca fosse possível arranjá-la, lá a comprámos por 20$00, incluindo uma caixa de agulhas e um disco de massa da "Voz do Dono" com dois temas de Maria Alice (que mais tarde veio a ser mulher de Valentim de Carvalho).

Tentámos, nos vários comerciantes, arranjar um disco do meu avô para lhe fazer a supresa, mas em vão; os discos de "Marceneiro" ainda eram preciosidades, raras de mais para aparecerem por ali.

Com o meu pai a transportar a grafonola, que depois de fechada parecia uma mala e tinha uma pega, começámos a descer em direcção à Av.ª 24 de Julho, para nos irmos embora. Ao passarmos junto ao gradeamento que dá para o Hospital da Marinha, havia um homem a vender calçado usado, mas com bom aspecto e muito bem engraxado. Os meus olhos fixaram logo uma botas de cano alto (à cow-boy). Pedi ao meu pai para ir ver se eram da minha medida, calcei-as e recordo que estavam um pouco compridas. Mas o homem disse logo que era a minha medida e que tinham solas novas, estavam muito baratas, só 15$00. Ó paizinho, compre, para eu levar para a escola (eu entrava em Outubro desse ano de 1952 para a 1ª Classe, nas Oficinas de S. José, aos Prazeres).

– São caras e o pai só tem... – e levou a mão ao bolso, mostrando 8$60.

O homem, com a sua lábia de vendedor, disse-lhe:    

– Estas botas, por 15$00, são um pechincha... Mas como o miúdo está aí tão triste, dê cá isso e leve lá as botas.

Mesmo antes que meu pai dissesse algo, embrulhou-as em papel de jornal, atou-as com uma guita, à volta. Eu agarrei-as logo, pois o meu pai, carregado com a grafonola, ainda podia dizer que não, o que não aconteceu. Lá deu o dinheiro ao homem e – meu Deus, como hoje recordo (sem pieguices ,mas com uma lágrima no olho) – que alegria!

Começámos a descer para a 24 de Julho, quando o meu pai se volta para mim e a rir diz:

– O menino Vitó levou a sua avante, mas esqueceu-se de uma coisa: o pai não tem mais dinheiro e agora temos que ir para casa a pé; e olha que não te posso ajudar porque a grafonola ainda é pesada.

– Ó paizinho, não há problema; eu aguento.

– Sempre quero ver isso – retorquiu ele.

Chegámos ao Cais do Sodré e eu derreado, já não conseguia dar mais um passo. Meu pai, a quem também já doía o braço de carregar a grafonola, poisou-a no chão, junto a uma parede, sentou-me em cima dela, disse-me que não saísse dali porque ia ao bar da gare dos comboios, ver se estava lá alguém conhecido.

Fiquei ali e, passados uns minutos, o meu pai aparece com uma sandes de torresmos e um pirolito. Fiquei deliciado, porque já havia um bom bocado que tinha fome e sede, mas não tinha dito nada para não complicar ainda mais a situação. Então, ele disse-me:

– Bem, espero que tenhas aprendido a lição; mas como o pai ainda descobriu aqui no fundo do bolso uns trocos, que deram para as sandes e ainda nos sobrou 2$00, assim podemos ir de eléctrico até ao Rato.

Calculem o alívio e alegria quando ouvi esta novidade, e lá fomos os dois a rir às gargalhadas para a paragem do eléctrico.

Foi um dia em cheio (que saudades, pai)...

Mal chegámos a casa, o meu avô começou logo meter-se com o meu pai, em ar de troça:

– Uma grafonola... e avariada!

– Deixe estar, que eu e o Vitó arranjamos isto – dizia o meu pai.

Claro que eu não percebia nada daquelas coisas, mas recordo ter ficado todo orgulhoso com o comentário. No futuro viria a ter esse jeito para as máquinas e ferramentas, mas meu pai era um grande “engenhocas”, lá em casa arranjava tudo.

Limpámos muito bem a caixa, que estava um pouco mal tratada, e meu pai desmontou o engenho de corda. Lembro-me que era parecido com a corda dos relógios de sala e – vejam a nossa sorte – a corda não estava partida, tinha-se solto o engate da ponta, que prendia ao sistema de fixação do enrolamento. O meu pai todo contente só dizia:

– Eu sabia, eu sabia!

Após a montagem, com a família toda à volta do engenho posto em cima da mesa de jantar, o meu pai dá à corda, destrava a pequena alavanca e o prato começa a rodar. Foi uma proeza saudada com grande algazarra e alegria. Logo o meu avô deu o dito por não dito:

– Já podemos tentar arranjar uns discos meus.

Entretanto, meu pai monta uma agulha, dá à corda (avisa-nos que não se deve rodar até prender, pois pode partir a corda ou voltar a soltar-se o engate) e põe o disco da Maria Alice. Foi, decerto, o primeiro disco que ouvi na minha vida, de tal forma que ainda hoje me lembro do fado na totalidade:

 

Acredita meu amor

Quando te vou visitar

Às grades dessa prisão

Sufocada pela dor

De te ver assim penar

Estala meu coração

 

Por mim mataste um rival

És agora condenado

Ao degredo por castigo

Mas juro por amor fatal

Não vai meu corpo a teu lado

Mas vai minha alma contigo

 

Depois, tomámos o gosto à grafonola e o primeiro disco do meu avô que arranjámos foi da “ODEON”, com os temas, "Amor de Mãe" e "Os Olhos". Como sabem, as grafonolas não tinham uma velocidade constante, e então o meu avô, quando se ouvia, exclamava:

– Então não é que até parece que tenho voz de mulher!!

                                   

                                         

                                      Disco de massa para grafonola

Mas voltemos às botas. Conforme tinha sido combinado, eram para estrear no primeiro dia de aulas, e assim foi, penso que a 6 ou 7 de Outubro. Nesse dia chovia torrencialmente, as botas vinham mesmo a calhar.

Ao fim do dia cheguei a casa desolado e com os pés todos molhados, pois as solas estavam todas desfeitas: eram de cartão colado sobre a sola inicial já gasta, muito bem pintadas, com anilina preta e graxa, o que lhes dava aquele aspecto consistente e novo! Fartei-me de chorar com o desgosto, mas mais tarde até rimos, porque nos lembrámos de como fora o negócio e, afinal, os enganados fomos nós. Pediu-se orçamento ao sapateiro, mas a minha avó disse logo que não se podia agora estar com aquela despesa, as solas e a mão-de-obra custavam quase 30$00 (o meu avô, naquela altura, ganhava 50$00 por noite e o meu pai, quando arranjava para cantar, não ganhava mais do que 20$00 a 25$00 por noite).

Ora, a solução acabou por ser uma alegria e um orgulho para todos nós, isto porque o meu bisavô (pai do meu avô Alfredo) era sapateiro e o meu avô, nos intervalos da escola, até o pai morrer, foi aprendendo o oficio e dando uma ajuda no trabalho. Como o meu avô era habilidoso, desembaraçava-se bem; comprou num armazém, em S. Paulo, um bocado de sola que lhe custou 6$00 ou 8$00 e, como tinha as ferramentas da arte de sapateiro que tinham sido do pai – as formas, sovelas etc. – foi ele próprio que me colocou as solas nas botas, botas que usei enquanto me serviram. Creio que ainda acabaram por levar umas solas de borracha.

Desculpem estes desabafos/recordações dos meus Fados!

 

Vítor Duarte Marceneiro

 

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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

A CASA DA MARIQUINHAS- ALFREDO MARCENEIRO e VÌTOR MARCENEIRO

A CASA DA MARIQUINHAS

Foram muitos os temas que Alfredo Marceneiro cantou, mas, de entre todos eles, houve um que teve  grande êxito com versos  da autoria do grande jornalista e poeta Silva Tavares e que foi, aliás, considerado o "ex-libris" das suas criações, " A Casa da Mariquinhas".
 Todos os que o escutavam, eram unânimes em afirmar que os versos que Silva Tavares escreveu, quando cantados pelo Alfredo, "viam imagens reais". Marceneiro, numa ideia genial, decide  demonstrar a todos que, também no seu ofício, é um mestre e na escala de 1/10 constroi em madeira a Casa da Mariquinhas, recriando todos os pormenores que são descritos nos versos do fado.


 "CASA DA MARIQUINHAS"

 

                                         É numa rua bizarra 
                                         A casa da Mariquinhas
                                         Tem na sala uma guitarra
                                         Janelas com tabuínhas.

 

Vive com muitas amigas
Aquela de quem vos falo
E não há maior regalo
De vida de raparigas
É doida pelas cantigas
Como no campo a cigarra
Se canta o fado á guitarra
De comovida até chora
A casa alegre onde mora
É numa rua bizarra

 

                                                 Para se tornar notada
                                                 Usa coisas esquisitas
                                                 Muitas rendas, muitas fitas
                                                 Lenços de cor variada
                                                 Pretendida e desejada
                                                 Altiva como as rainhas
                                                 Ri das muitas, coitadinhas
                                                 Que a censuram rudemente
                                                 Por verem cheia de gente
                                                 A casa da Mariquinhas

 

É de aparência singela
Mas muito mal mobilada
No fundo não vale nada
O tudo da casa dela
No vão de cada janela
Sobre coluna, uma jarra
Colchas de chita com barra
Quadros de gosto magano
Em vez de ter um piano
Tem na sala uma guitarra

 

                                                  Para guardar o parco espólio
                                                  Um cofre forte comprou
                                                  E como o gás acabou
                                                  Ilumina-se a petróleo
                                                  Limpa as mobílias com óleo
                                                  De amêndoa doce e mesquinhas
                                                  Passam defronte as vizinhas
                                                  Para ver oque lá se passa
                                                  Mas ela tem por pirraça
                                                 Janelas com Tabuinhas

 

O tema  " A Casa da Mariquinhas ", teve tal êxito, que levou  outros poetas a se basearem nele, Linhares Barbosa, Carlos Conde e Dr. Lopes Victor,  compondo outras versões igualmente cantadas por Marceneiro:

O poeta João Linhares Barbosa, escreveu:


O LEILÃO DA MARIQUINHAS

 

                                        Ninguém sabe dizer nada
                                        Da famosa Mariquinhas
                                        A casa foi leiloada
                                        Venderam-lhe as tabuinhas

 

Ainda fresca e com gagé
Encontrei na Mouraria
A antiga Rosa Maria
E o Chico do Cachené
Fui-lhes falar, já se vê
E perguntei-lhes, de entrada
P´la Mariquinhas coitada?
Respondeu-me o Chico: e vê-la
Tenho querido saber dela
Ninguém sabe dizer nada.

 

                                                  E as outras suas amigas?
                                                  A Clotilde, a Júlia, a Alda
                                                  A Inês, a Berta e a Mafalda?
                                                  E as outras mais raparigas?
                                                  Aprendiam-lhe as cantigas
                                                  As mais ternas, coitadinhas
                                                  Formosas como andorinhas
                                                  Olhos e peitos em brasa
                                                  Que pena tenho da casa
                                                  Da formosa Mariquinhas.


Então o Chico apertado
Com perguntas, explicou-se
A vizinhança zangou-se
Fez um abaixo assinado,
Diziam que havia fado
Ali até de Madrugada
E a pobre foi intimada,
A sair, foi posta fora
E por more de uma penhora
A casa foi leiloada.

 

                                                 O Chico foi ao leilão
                                                 E arrematou a guitarra
                                                 O espelho a colcha com barra
                                                 O cofre forte e o fogão,
                                                 Como não houve gambão
                                                 Porque eram coisas mesquinhas
                                                 Trouxe um par de chinelinhas
                                                 O alvará e as bambinelas
                                                 E até das próprias janelas
                                                 Venderam-lhe as tabuinhas
.

 

 

Nota:ver o restante batando clicar na foto de Marceneiro no lado direito desta página ou em:

 
http://alfredomarceneiro.blogs.sapo.pt
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música: A Casa da Mariquinhas e o Leilão da Mariquinhas
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

PROJECTO "LISBOA NO GUINESS, A CIDADE MAIS CANTADO DO MUNDO"

DECLARAÇÕES DE VÍTOR DUARTE MARCENEIRO

 

Minuta da proposta apresentada desde o inicio em 2004:

 

 

                       GUINESS RECORDS

      “Lisboa a Cidade mais cantada do Mundo”

 

Pesquisa e recolha do maior número possível de Letras de Fado, poemas e prosas sobre LISBOA, sendo que se crê que o maior contributo vem dos poetas e letristas de Fado.

Iniciar o processo de candidatura ao Guiness BooK of Records, sabendo-se que esta iniciativa/modalidade é original no Guiness.

Lisboa ao fazer parte do Guiness Book terá uma divulgação em milhões de pessoas.

 

METODOLOGIA:

 1º Serão compiladas as Letras de Fado sobre LISBOA devidamente identificadas;

·         Autor da Letra

·         Autor da música

·         Registo na SPA se existir

·         Nome do intérprete criador e de outros executantes

·         Gravação fonográfica

·         Programa de Televisão

 

2º Serão compilados os poemas sobre Lisboa, que se desconheça se foram ou não cantados ou gravados.

 

3º Serão compiladas as Letras das Marchas Populares, em que entre a palavra LISBOA

·         Autor da Letra

·         Autor da música

·         Registo na SPA se existir

·         Bairro Executante

·         Ano da Exibição

·         Gravação se existir

 

4º Serão compilados todos os poemas, sonetos prosas sobre LISBOA que se encontrem.

 Será necessário um exaustivo trabalho de pesquisa, passagem a sistema informático, e ficará assim também uma valiosa base de dados sobre este património cultural sobre LISBOA. (Consulta acessível ao público na Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa)

 

Poderá ser elaborado um livro com as Letras mais emblemáticas, traduzidas para Espanhol e Inglês, e dar oportunidade a alguns “pintores aguarelistas” de rua para ilustrarem o mesmo com trabalhos seus também sobre LISBOA. (Venda na Biblioteca Municipal e Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa e outros.)

 Esperamos que outras cidades após esta iniciativa de Lisboa, nos venham tirar o “Recorde” o que só é publicado no ano seguinte, assim na primeira apresentação apresentaremos um número considerável de Letras, mas ficando com uma reserva para podermos contra-atacar.

Dado que nos últimos anos poucos poemas sobre Lisboa tem surgido e estes muito pouco divulgados, seria interessante e estimulante para os poetas, a CML, organizar um concurso para incentivar a criação de letras de fado, poemas, prosas ou sonetos tendo como mote a Cidade de Lisboa. (por ex: seria constituído um Júri para escolher as cinco (ou mais) dos melhores trabalhos entre todas as modalidades, e poderia ainda vir a dar lugar a um Espectáculo (p.e. no S. Luiz), e se possível seriam publicadas em livro a editar pela CML.

 Um dos Fados considerado unanimemente por todos os Fadistas e público em geral é Letra de Artur Ribeiro, que é autor de muitos outros fados, e por diversas razões nunca foi devidamente homenageado, pelo que seria uma “ Acção de Grande Cariz Popular” ser o mesmo agraciado a título póstumo pela CML. (ex. medalha de ouro da Cidade ou o nome de uma rua)

 

Resposta da Vereadora da Cultura  da C.M.L. Drª  Maria Manuel Pinto Barbosa, após várias reuniões em que o projecto foi bastante apreciado.

 

 

 

 

Passados dois meses escreve-me a EGEAC:

 

 

 

 

 

 

Todas as pessoas, a quem já que tinha falado do projecto,   quando lhes contei a decisão da EGEAC, ficaram estupefactas.

Em meados do ano de 2006, em conversa como o meu amigo Nuno Bonneville, tesoureiro da Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém, achou como lisboeta e homem que acompanha o Fado, que o projecto merecia ser levado a efeito, porque, era um grande tributo a Lisboa e ao Fado.

No mês de Junho desse mesmo ano, recebo um telefonema do Nuno Bonneville, para me encontrar com ele,  para termos uma reunião com   o então Vereador da Cultura Dr. José Amaral Lopes, a quem expus o projecto, relatando-lhe os contactos já havidos.

Após mais alguns detalhes solicitados, o sr. Vereador elogia a ideia, e de imediato  a aprova,   nomeando a sua assessora, Dr.ª Paula de Carvalho, para dar seguimento ao projecto, enviando-o para a EGEAC.  

Sugeri  que o projecto fosse acompanhado pela Dr.ª Sara Pereira,   que aceitou, após conversa telefónica que com ela mantive.

A ajuda pecuniária  acordada seria paga mensalmente e durante  6 meses de trabalho de pesquisa, seguindo-se a recolha e registo de uma base de dados. Foi acordado que devido à grande quantidade de dados que se esperavam encontrar, o prazo poderia ser insuficiente, pelo que poderia vir a ser renovado.

Embora já tivesse sido  dada luz verde pelo senhor Vereador, que era simultaneamente Presidente da EGEAC., atingimos, o fim do ano, sem que o projecto avançasse.

Ora, nesta altura já todos os orgãos de informação tinham publicitado o projecto, através duma entrevista dada por mim à agência LUSA, conduzida pelo jornalista Nuno Lopes, assim como, já tinha estado presente no programa da Fátima Lopes na SIC. A publicidade dada ao assunto, motivou, que tivesse recebido várias mensagens de incentivo, sobretudo, de apreciadores de Lisboa e do Fado, assim como esteve na origem de ter sido convidado pela direcção do Sapo, para dar inicio a um blogue sobre o assunto, ficando desde logo registado como “Lisboa no Guiness”.

Antes mesmo do contrato assinado, e de ter recebido qualquer remuneração, entreguei no Museu do Fado um DVD, com os seguintes dados: Registo de Poemas de Fado de Lisboa, "350 de A a Z" e ainda Registos de Fado de temas gerais, incluindo grande parte do repertório de Alfredo Marceneiro, Amália Rodrigues, Hermínia Silva, Fernando Farinha e muitos outros, num total de 315 registos de "A a Z". Aliás na altura os temas de Lisboa foram aqui publicados.

O próprio vereador, e alguns orgãos de informação, e eu próprio, questionámos a Dr.ª. Sara Pereira,   sobre o andamento do projecto, que informou, faltarem resolver, apenas, alguns pormenores de carácter burocrático.

No início de Janeiro de 2007 comecei a publicação do blogue, tendo continuado a trabalhar nas pesquisas e recolhas.

Em Março ou Abril de 2007, assinei um contrato no Museu do Fado, tendo-me sido paga a quantia acordada, mas, sem que até hoje tenha recebido cópia do contrato, e o que lamento, nunca tenha conseguido ser recebido pela Dr.ª Sara Pereira, a despeito, das várias tentativas que efectuei.

Termino este comentário, com a satisfação de ver visitado o meu blogue de minha iniciativa pessoal, com o apoio técnico do SAPO, (sem qualquer remuneração de qualquer entidade), por cera de 300.000 leitores, que penso, muito ter contribuído para a divulgação do Fado e de Lisboa. Sinto também do mesmo modo, grande satisfação, pela autoria dos livros biográficos de meu avô e de Hermínia Silva. Penso mesmo que o trabalho realizado no blogue, e o meu trabalho como autor de livros de grandes referências do Fado, me deram o ensejo de receber com grande honra e orgulho, o prémio ENSAIO/DIVULGAÇÃO da Gala Amália Rodrigues 2008.

Infelizmente, não posso sentir nenhuma satisfação em relação à atitude da EGEAC e do Museu Fado…

Resta-me acrescentar, que de tudo isto, sejam Lisboa e o Fado os principais prejudicados…

 

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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Projecto Lisboa no Guiness - Vítor Marceneiro

GUINESS RECORDS “Lisboa a Cidade mais cantada do Mundo”
Pesquisa e recolha do maior número possível de Letras de Fado, poemas e prosas sobre LISBOA, sendo que se crê que o maior contributo vem dos poetas e letristas de Fado. Iniciar o processo de candidatura ao Guiness BooK of Records, sabendo-se que esta iniciativa/modalidade é original no Guiness. Lisboa ao fazer parte do Guiness Book terá uma divulgação em milhões de pessoas. METODOLOGIA: 1º Serão compiladas as Letras de Fado sobre LISBOA devidamente identificadas; · Autor da Letra · Autor da música · Registo na SPA se existir · Nome do intérprete criador e de outros executantes · Gravação fonográfica · Programa de Televisão 2º Serão compilados os poemas sobre Lisboa, que se desconheça se foram ou não cantados ou gravados. 3º Serão compiladas as Letras das Marchas Populares, em que entre a palavra LISBOA · Autor da Letra · Autor da música · Registo na SPA se existir · Bairro Executante · Ano da Exibição · Gravação se existir 4º Serão compilados todos os poemas, sonetos prosas sobre LISBOA que se encontrem. Será necessário um exaustivo trabalho de pesquisa, passagem a sistema informático, e ficará assim também uma valiosa base de dados sobre este património cultural sobre LISBOA. (Consulta acessível ao público na Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa) Poderá ser elaborado um livro com as Letras mais emblemáticas, traduzidas para Espanhol e Inglês, e dar oportunidade a alguns “pintores aguarelistas” de rua para ilustrarem o mesmo com trabalhos seus também sobre LISBOA. (Venda na Biblioteca Municipal e Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa e outros.) Esperamos que outras cidades após esta iniciativa de Lisboa, nos venham tirar o “Recorde” o que só é publicado no ano seguinte, assim na primeira apresentação apresentaremos um número considerável de Letras, mas ficando com uma reserva para podermos contra-atacar. Dado que nos últimos anos poucos poemas sobre Lisboa tem surgido e estes muito pouco divulgados, seria interessante e estimulante para os poetas, a CML, organizar um concurso para incentivar a criação de letras de fado, poemas, prosas ou sonetos tendo como mote a Cidade de Lisboa. (por ex: seria constituído um Júri para escolher as cinco (ou mais) dos melhores trabalhos entre todas as modalidades, e poderia ainda vir a dar lugar a um Espectáculo (p.e. no S. Luiz), e se possível seriam publicadas em livro a editar pela CML. Um dos Fados considerado unanimemente por todos os Fadistas e público em geral é Letra de Artur Ribeiro, que é autor de muitos outros fados, e por diversas razões nunca foi devidamente homenageado, pelo que seria uma “ Acção de Grande Cariz Popular” ser o mesmo agraciado a título póstumo pela CML. (ex. medalha de ouro da Cidade ou o nome de uma rua) A Resposta da Vereadora da Cultura da C.M.L. Drª Maria Manuel Pinto Barbosa, após várias reuniões em que o projecto foi bastante apreciado, foi positiva e enviou um ofício á EGEAC . Passados dois meses escreve-me a EGEAC:
" ....Parabéns pelo projecto mas não está no âmbito da EGEAC, colocar Lisboa no Guiness!!
Todas as pessoas, que conheciam ou que tinham colaborado no projecto, quando lhes contei a decisão da EGEAC, ficaram estupefactas.
Em meados do ano de 2006, em conversa como o meu amigo Nuno Bonneville, tesoureiro da Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém, achou como lisboeta e homem que acompanha o Fado, que o projecto merecia ser levado a efeito, porque, era um grande tributo a Lisboa e ao Fado. No mês de Junho desse mesmo ano, recebo um telefonema do Nuno Bonneville, para me encontrar com ele, para termos uma reunião com o então Vereador da Cultura Dr. José Amaral Lopes, a quem expus o projecto, relatando-lhe os contactos já havidos. Após mais alguns detalhes solicitados, o sr. Vereador elogia a ideia, e de imediato a aprova, nomeando a sua assessora, Dr.ª Paula de Carvalho, para dar seguimento ao projecto, enviando-o para a EGEAC. Sugeri que o projecto fosse acompanhado pela Dr.ª Sara Pereira, que aceitou, após conversa telefónica que com ela mantive. A ajuda pecuniária acordada seria paga mensalmente e durante 6 meses de trabalho de pesquisa, seguindo-se a recolha e registo de uma base de dados. Foi acordado que devido à grande quantidade de dados que se esperavam encontrar, o prazo poderia ser insuficiente, pelo que poderia vir a ser renovado. Embora já tivesse sido dada luz verde pelo senhor Vereador, que era simultaneamente Presidente da EGEAC., atingimos, o fim do ano, sem que o projecto avançasse. Ora, nesta altura já todos os órgãos de informação tinham publicitado o projecto, através duma entrevista dada por mim à agência LUSA, conduzida pelo jornalista Nuno Lopes, assim como, já tinha estado presente no programa da Fátima Lopes na SIC. A publicidade dada ao assunto, motivou, que tivesse recebido várias mensagens de incentivo, sobretudo, de apreciadores de Lisboa e do Fado, assim como esteve na origem de ter sido convidado pela direcção do Sapo, para dar inicio a um blogue sobre o assunto, ficando desde logo registado como “Lisboa no Guiness”. Antes mesmo do contrato assinado, e de ter recebido qualquer remuneração, entreguei no Museu do Fado um DVD, com os seguintes dados: Registo de Poemas de Fado de Lisboa, "350 de A a Z" e ainda Registos de Fado de temas gerais, incluindo grande parte do repertório de Alfredo Marceneiro, Amália Rodrigues, Hermínia Silva, Fernando Farinha e muitos outros, num total de 315 registos de "A a Z". Aliás na altura os temas de Lisboa foram aqui publicados. O próprio vereador, e alguns órgãos de informação, e eu próprio, questionámos a Dr.ª. Sara Pereira, sobre o andamento do projecto, que informou, faltarem resolver, apenas, alguns pormenores de carácter burocrático. No início de Janeiro de 2007 comecei a publicação do blogue, tendo continuado a trabalhar nas pesquisas e recolhas. Em Março ou Abril de 2007, assinei um contrato no Museu do Fado, tendo-me sido paga a quantia acordada, mas, sem que até hoje tenha recebido cópia do contrato, e o que lamento, nunca tenha conseguido ser recebido pela Dr.ª Sara Pereira, a despeito, das várias tentativas que efectuei. Termino este comentário, com a satisfação de ver visitado o meu blogue de minha iniciativa pessoal, com o apoio técnico do SAPO, (sem qualquer remuneração de qualquer entidade), por cerca de 300.000 leitores, que penso, muito ter contribuído para a divulgação do Fado e de Lisboa. Sinto também do mesmo modo, grande satisfação, pela autoria dos livros biográficos de meu avô e de Hermínia Silva. Penso mesmo que o trabalho realizado no blogue, e o meu trabalho como autor de livros de grandes referências do Fado, me deram o ensejo de receber com grande honra e orgulho, o prémio ENSAIO/DIVULGAÇÃO da Gala Amália Rodrigues 2008. Infelizmente, não posso sentir nenhuma satisfação em relação à atitude da EGEAC e do Museu Fado… Resta-me acrescentar, que com tudo isto, sejam Lisboa e o Fado os principais prejudicados…
Entretanto entreguei no Museu do Fado a base de dados recolhida até esta altura, e mais uma vez fui informado pela Drª Sara Pereira, directora do museu que não estão interessados em colocar Lisboa no Guiness!!!...
Vítor Marceneiro
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publicado por Vítor Marceneiro às 01:20
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Domingo, 30 de Março de 2008

FADO VERSÍCULO e a Comunicação Social

É tal a confusão que reina na maior parte dos orgãos de comunicação social, que apesar de já estar provado, que, só por desconhecimento absoluto da Academia das Ciências Cinematográficas Espanhola, em matéria de fado, é que foi atribuido o Goya ao tema Fado da Saudade, que a imprensa, ao contrário do que era habitual, há uns anos atrás, continua a publicitar um "feito", que constitui uma “burla”, com a agravante, de ouvirem apenas uma das partes envolvidas no diferendo (Carlos do Carmo), esquecendo a outra parte que se diz lesada, que sou eu, (Vítor Marceneiro) e todos os restantes herdeiros de Alfredo Marceneiro.

E a confusão é tal, que esta noticia da revista "TV 7 Dias", atribui-me a autoria dos clássicos gravados por Carlos do Carmo, no seu album "À NOITE", quando o verdadeiro autor é ALFREDO MARCENEIRO, e não VITOR MARCENEIRO.

 

Trata-se de uma "gralha", da revista, bem o sei, mas evidencia que o meu nome é conhecido, razão porque referem VITOR MARCENEIRO como autor, o que me leva a pensar que não desconhecem o diferendo existente entre Vitor Marceneiro,  Carlos do Carmo e Sociedade Portuguesa de Autores,  embora, nunca tenham tido a curiosidade de ouvirem a minha opinião sobre o assunto.

Mas, como "fraudes", e atitudes menos honestas, não são por mim praticadas, porque continuo a seguir o ditado popular de "o seu a seu dono", venho corrigir a noticia da revista, afirmando que o autor dos clássicos cantados por Carlos do Carmo no seu novo album, é ALFREDO MARCENEIRO,  QUE É O MESMO AUTOR DA MUSICA DO FADO SAUDADE. SÓ QUE, QUEM DIZ TER RECEBIDO O PRÉMIO GOYA, COM UMA MUSICA QUE NÃO É DELE, FOI CARLOS DO CARMO....

NÂO ESTRANHA A COMUNICAÇÃO SOCIAL, QUE O AUTOR DO POEMA, ESSE SIM INÉDITO, E QUE FOI, AFINAL, QUEM NA REALIDADE RECEBEU EM MÃO O PRÉMIO GOYA, NUNCA SEJA REFERIDO, FALADO  E ENTREVISTADO?

É de lamentar, que a imprensa não se esforce por repor a verdade, investigando, pesquisando e ouvindo todas as partes interessadas. 

QUE É FEITO, AFINAL, DAQUELA CLASSE DE JORNALISTAS, QUE TANTO SOFREU COM A CENSURA ?

 

 

Notícia ublicada na  na "Revista 7 Dias" da Semana de 12 a 18 de Março de 2008, página 112

 

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publicado por Vítor Marceneiro às 18:38
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Domingo, 23 de Março de 2008

RECORDAR GRANDES VULTOS DO FADO

Recordamos alguns dos grandes vultos do Fado já desaparecidos , mas sempre na nossa memória. Decerto alguns não são mencionados, por tal facto  as nossas desculpas, pois era praticamente impossível mencioná-los a todos.

Este modesto trabalho é um tributo a todos os amantes do Fado.

Agradeço ao grande poeta Euclides Cavaco, por se disponibilizar para esta iniciativa.

 

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música: Trinuna dos Fadistas - de Euclides Cavaco
publicado por Vítor Marceneiro às 21:36
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Sábado, 22 de Março de 2008

FELIZ PÁSCOA - RECORDAR GRANDES VULTOS DO FADO

Feliz Páscoa

O SOL NA MINHA MÃO
de Euclides Cavaco

                                         Se a água é o símbolo da vida
                                         É graças ao poder do Astro Rei
                                         Que a Terra aos humanos dá guarida
                                         E excede muito além tudo o que sei...

Será que seja o Sol fonte Divina
A revelar de Deus a Majestade?
Inspirando aos seres humanos a doutrina
De nascer p´ra todos em igualdade!

                                        Deus à Terra o Sol da vida quis dar
                                        P’ra todo o ser igual sem distinção
                                        Sem direito de alguém jamais roubar...

Mas no mundo há do Sol muito ladrão.
Eu quero com todos compartilhar
Lustre o Sol que pousou na minha mão
!
 

 Paz e harmonia aos homens de todos as raças e credos.

Sem ódios, sem espinhos...

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música: Poema declamado por Euclides Cavaco "Tribuna dos Fadistas"
publicado por Vítor Marceneiro às 16:22
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

A GENTE NÂO FAZ AMIGOS, RECONHECE-OS

Ainda em relação aos mais de  100.000, que rectificar o não ter por lapso mencionado o meu amigo Daniel Gouveia ( que não vê o blog porque não tem tempo) mas que está sempre à minha disposição para colaborar, como têm feito, pelo lapso peço desculpa, mas ele até sabe que não foi por falta de consideração.

 

Permitam-me ainda dar um destaque especial á mensagem que abaixo transcrevo, 5.000 visitatntes depois:

 

Caro Lisboa no Guiness,

negocioseriscos, deixou um comentário ao post
100.000 VISITANTES EM 10 MESES às 03:12, 2007-11-30.

Caso pretenda responder a este comentário, poderá fazê-lo, usando este
link.

Comentário:
É sempre agradável contemplar a árdua tarefa junto do seu criador, e se contribuímos com uma ínfima parte, mais nos satisfaz, pois é um pouco de nós a juntar ao todo do criativo. No universo, o projecto deverá ser a criação, a evolução com harmonia, mas às vezes com alterações violentas e caóticas, para o que tudo e todos contribuímos desde o mais ínfimo ao infinito sem nos preocupar o resultado final pois só o grande mestre sabe quando e como acaba. O penoso trabalho do Vítor Duarte está à vista e já foi observado por mais de cem mil, motivo de orgulho, como é óbvio, pois esse será o estímulo para que se complete até ao final. Na tragicomédia da vida de cada um de nós temos que a assumir a realização, a encenação, o ensaio, a actuação, a bilheteira, e na falta de espectadores, resta-nos a solidão de sermos o único a apreciar o resultado. Na realidade existem milhões de projectos no universo que contribuem para o todo, e que por uma questão de tempo e dimensão só são apreciados por uma minoria. Mas, a obra fica e isso é mais importante do que a mediocridade de nada fazer. Vítor, perdoa-me mas sinto um pouco de inveja neste teu trabalho, pois já tens cem mil em tão pouco tempo, e eu até à data de hoje, sinto-me espectador solitário de tudo o que fiz na vida. Só posso gritar ”BRAVO”, aplaudir de pé, e enviar-te aquele abraço.

 Acácio Monteiro

 

Meu caro amigo Acácio Monteiro,

Não posso deixar de ficar deveras sensibilizado com a tua mensagem, com os teus elogios, que sei são sinceros.

Conhecemo-nos há um par de anos, e devo-te dizer que estás a ser injusto contigo próprio, podes crer que todos os que contigo convivemos e trabalhámos, sempre te admirámos, és um profissional competente em tudo o que metes a fazer, aprendi muito contigo, quando  andámos nas andanças da fotografia, muito aprendi contigo, e acima de tudo nunca me afectou os elogios que te davam quando pegava nalgum trabalho que já tinha passado pela tua mão.

Estivemos meia-duzia de anos sem conviver e agora há cerca de um ano que nos voltámos a encontrar, quem nos visse diria que somos loucos... ou seja eu sou completamente doido, recomeçámos a nossa relação tal qual nos tivéssemos despedido na véspera, fenónemo que só acontece com quem é amigo ...digo AMIGO.

E continuo a fazer  tudo há pressa ( o que é contra os teus hábitos) só falo aos gritos, mas tu ris-te, e discutimos, discutimos, mas depois rimos e voltamos a fazer coisas que nos dão muito gozo, como deves ter reparado, já não passamos sem nos, cumprimentar-mos, discutir-mos todos os dias, e sobretudo rimos... o riso é um vírus que não tem vacina, e nós felizmente estamos infectados...

Houve momentos nestes anos de ausência que muitas vezes em ti pensei, e sempre estiveste naquela pasta do "cérebro/coração" que tem o título "AMIGOS DO PEITO"

Espero que durante muitos mais anos leves com o meu "dito mau feitio" que a ti em nada te afecta, porque sabes que é pura «extroversão».

 

 

AMIGOS

 

Se alguma coisa me consome e me entristece é que a roda furiosa da vida, não me permite ter sempre ao meu lado,

Morando comigo

Andando comigo

Falando comigo

Vivendo comigo

Todos os meus amigos

·        Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

·        Tenho amigos que não percebem o amor que lhes devoto.

·        Tenho amigos que não imaginam a necessidade que tenho deles.

·        A alguns dos meus amigos não os procuro, basta-me saber que eles existem.

·        Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles... eles não iriam acreditar.

·        Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

·        Se um dos meus amigos morrer, eu ficarei torto para um lado.

·        Se todos os meus amigos morrerem, eu desabo!

·        Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

Muitos dos meus amigos irão ler esta crónica e não sabem, não fazem ideia, que estão incluídos

...na sagrada relação de meus amigos.

 

A gente não faz amigos, reconhece-os.

 

 

 

PARTIR É MORRER UM POUCO

 Canta: Anónio dos Santos

 

 

 

 

 

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Viva Lisboa: Viva a Amizade
música: Partir é Morrer um Pouco
publicado por Vítor Marceneiro às 23:18
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