Domingo, 16 de Fevereiro de 2014

CARLOS PAREDES


Nasceu em Coimbra a 16 de Fevereiro de 1925 

Em 1931 com 6 anos de idade a sua família muda-se para Lisboa.

Carlos Paredes foi desde muito jovem,  inspirado musicalmente pelo pai o avô e o  tio, aliás o pai, Artur Paredes, foi um grande mestre da guitarra de Coimbra.

A partir de 1935 frequenta as aulas de violino na Academia de Amadores de Música, em 1937 abandona as aulas de violino, e passa a iniciar com seu pai uma aprendizagem sistemática de guitarra portuguesa.

Começa cedo a mostrar as suas aptidões e a ser apreciado, em 1939 passa a ter um programa próprio na Emissora Nacional, que dura vários anos.

Em 1943 inscreve-se nas aulas de canto na Juventude Musical Portuguesa.

Em 1957 grava o seu primeiro EP para a Alvorada.

Entra para a função pública, por ser um militante anti-regime, é preso pela PIDE (1958 – 1960), e vem a ser expulso por esse motivo.

Compõe várias músicas para sonorização de filmes de curta-metragem.

Em 1963 novamente para a Alvorada “Verdes Anos”, com os temas compôs para várias curtas-metragens e variações.

1963 é convidado a compor a banda sonora para o filme Fado Corrido, de Jorge Brum do Canto. Ainda neste ano compõe música para o teatro, O Render dos Heróis, de José Cardoso Pires, Bodas de Sangue, de Carlos Avilez, A Casa de Bernarda Alba, de Garcia Lorca.

1965 compõe para o realizador Manoel de Oliveira, alguns temas para a curta metragem, As Pinturas do meu Irmão Júlio.

Em 1966 composição da banda sonora para o filme, Mudar de Vida, de Paulo Rocha, Crónica de Esforço Perdido, do Artqº António Macedo e ainda a música para a peça António Marinheiro, de Bernardo Santareno.

1967 a convite de Amália Rodrigues vai a Paris para actuar no "Olímpia", ainda neste ano grava o seu primeiro LP, Guitarra Portuguesa para a Casa Valentim de Carvalho.

Actua na ópera de Sidney, na Austrália, faz várias digressões pela América Latina, com destaque para Cuba em que a convite do Conselho Nacional de Cultura de Cuba é convidadode honra no III Festival da Canção da Cidade de Varadero.

Tem ainda actuações nos Estados Unidos e no Canadá, onde obtém grande êxito.

Grava e compõe dezenas de temas até praticamente ao fim dos seus dias, recebendo homenagens e prémios diversos.

Em 1974 é-lhe feita justiça, e é readmitido, nas suas funções na função pública.

Faleceu em Lisboa a 23 de Julho de 2004.

 

 

   

Carlos Paredes um dia afirmou: Os Portugueses já me ouvem tocar há tanto tempo que devem estar fartos de mim.

 

"Quando eu morrer, morre a guitarra também.
O meu pai dizia que, quando morresse, queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele.
Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.”

 

Tive o prazer de estar várias vezes com Carlos Paredes pois fiz parte de equipas que o filmaram, era uma figura apaixonante.  Recordo que na primeira vez que estivemos juntos e lhe fui apresentado, obviamente que se falou de meu avô, fiquei embevecido ao ouvi-lo,   a forma com que se exprimiu sobre a  figura de Marceneiro,  o elogio aos  seus dotes musicais, à sua forma de exprimir os poemas que dizia a cantar, tendo arrematado com  uma frase que nunca mais esquecerei:

Gostaria de ter tocado para Marceneiro, tal não aconteceu... e nem poderia ter acontecido, pois sei que não estava à altura!

 

OS PORTUGUESES NÃO ESTÃO, NEM NUNCA ESTIVERAM FARTOS DE CARLOS PAREDES, A  VASTA OBRA QUE NOS DEIXOU,  É UM LEGADO QUE NUNCA PODEREMOS OLVIDAR.

 

 

 

Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa: Grande músico
música: Variações
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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2 comentários:
De Fátima Soares a 23 de Julho de 2011 às 15:48
Parabéns pelo destaque é bem merecido. Eu conheci Carlos Paredes, trabalhava no Hospital de S. José e eu muito mais nova também a trabalhar lá, adorava vê-lo passar com a sua calma e o seu misticismo, por vezes sorria-me sendo que eu trabalhava igualmente como administrativa em frente ao seu serviço. Curiosamente a minha mãe conheceu e teve a honra de ser pegada ao colo por Fernando Maurício um grande senhor do Fado a minha avó morava na mouraria e a minha mãe nascida e criada ali conheceu-o cantando linda e magicamente como ainda cheguei a ouvir além das histórias e dos momentos maravilhosos. Gosto de Fado ou não fosse portuguesa, hoje já mulher bem adulta tenho saudades desse tempo, da Hermínia, da Amália, da casa da Severa na rua da minha avó. Mas outros vieram como Marisa, Mafalda Arnauth , Camané e tantos que elevam o nome de Portugal por esse mundo fora. Desculpe ter sido chata e entrar sem pedir, mas por um tempo recordei tempos bonitos. Bfsemana
De Vítor Marceneiro a 23 de Julho de 2011 às 22:13
Cara Fátima
Tenho muitas visitas e poucas mensagens, ~mas são mensagens como a sua que me fazem continuar. Bem haja.
Um grande abraço de agradecimento
Vítor Marceneiro

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