Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014

CIDÁLIA MOREIRA

Nasceu em Olhão, no Algarve em 1944.

Desde muito miúda que tinha a paixão de dançar e cantar, fazendo sempre parte das festas  da escola, onde sobressaía.

Aos 7 anos é a vocalista dum conjunto de animação de bailes, onde se mantém até aos 14. Cidália tem uma apetência pelo flamengo, mas nunca enjeitou o Fado, que cantava nas patuscadas onde o pai a costumava levar,  e onde havia sempre alguém que tocava guitarra e viola, aliás seu pai era primo direito do Miguel e seu irmão Casimiro Ramos.

Em 1973 vem para Lisboa e a sua estreia no Fado profissional é na Viela, na Rua das Taipas cujo proprietário era o fadista Sérgio,  integrando o elenco dessa altura, Beatriz Ferreira, Beatriz da Conceição e Berta Cardoso.

Cidália tem uma forma de cantar, com garra e estilo envolvente, dando muitas vezes nos seus gestos uma coreografia aciganada, que aliada à sua bonita figura, muito morena e com um cabelo negro muito comprido, levou a que a apelidassem muitas vezes de “A Cigana do Fado”.

Em 1979  Cidália Moreira numa digressão à Alemanha, obteve um dos seus maiores êxitos cantando num castelo romântico perto de Hamburgo, na festa internacional de uma empresa vinícola alemã.

Grava vários discos EP e LP. É convidada para cantar para as comunidades portuguesas em quase todo o mundo, França, Alemanha, Espanha, África do Sul, Canadá e Estados Unidos, tendo tido no  Brasil tal êxito que a levou a ficar por lá cerca 4 anos.

É convidada para o teatro de revista como atracção, destacando-se as revistas, “Cá Vamos Cantando e Rindo”, “Ora Bolas P´ró Pagode”, “Força, Força Camarada Zé”. Numa das revistas em que entra no ABC canta “Lisboa meu Amor” que teve um êxito enorme, mas infelizmente não está gravado em disco.

A sua última revista foi no Teatro Maria Vitória “Odisseia no Parque 2005”.

Cidália Moreira tem actualmente um “show de Fado e Flamenco”, a que deu o título de “Tablao” que integra para além dos músicos um corpo de baile.

 © Vítor Duarte Marceneiro

 

Cidália Moreira canta:

O Meu Primeiro Amor (20 anos)

Letra de Nelson de Barros

Música de Frederico Valério

 

 

 

 

 

O Meu Primeiro Amor

 

Letra de Nelson de Barros - Música de Frederico Valério

 

 

 

Ai quem me dera

Ter outra vez vinte anos

 Ai como eu era

Como te amei, santo Deus! 

Meus olhos 

Pareciam dois franciscanos 

À espera

Do sol que vinha dos teus

 

 

Beijos que eu dava 

Ai como quem morde rosas 

Quanto te esperava 

Na viva que então vivi 

Podiam acabar os horizontes 

Podiam secar as fontes

Mas não vivia sem ti

  

 

Ai como é triste

De o dizer não me envergonho 

Saber que existe 

Um ser tão mau, tão ruim,

Tu que eras 

Um ombro para o meu sonho 

Traíste o melhor que havia em mim

 

  

Ai como o tempo 

Pôs neve nos teus cabelos

Ai como tempo

As nossas vidas desfez 

Quem me dera

Ter outra vez desenganos

Ter outra vez vinte anos

Para te amar outra vez!

 

  

Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa: Grande Fadista
música: O Meu Primeiro Amor (20 Anos)
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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4 comentários:
De Helena Silva a 17 de Setembro de 2007 às 10:25
Finalmente encontro algo acerca de Cidália Moreira que é de facto elucidativo e sem divagações e reflexões que espremidas não dão em nada. Cidália Moreira é daquelas interpretes carregada de 1 carisma único que vale a pena conhecer e divulgar.
De Domingos a 17 de Setembro de 2007 às 11:41
Quero desde já deixar uma palavra de enorme apreço e dar os sinceros parabéns a quem faz do fado conhecimento disponível em tão democrático meio como é a internet.
Muito obrigado lhes fico.
De josé pinto a 20 de Abril de 2012 às 20:09
minha querida Cidália ´só hoje siube através da rt. memória que lhe faleceu uma menina com 4 anos com um neurolastoma, também ma aconteceu o mesmo com a minha filha Ana Raquel com 5 anos
Um beijo muito grande.
De Filipe a 11 de Janeiro de 2013 às 20:36
Hoje vi uma entrevista desta senhora na RTP memória. Conheci um pouco mais de sua história. Fiquei literalmente encantado, apaixonado por esta personalidade de 68 anos vividos com paixão. Suas considerações sobre sensibilidade musical, sobre as pessoas, uma enorme e gratificante lição. Que maravilha e que frescura, que bonita é esta senhora tão sábia e doce, com uma vida tão plena e recheada de tanto sofrimento.

Tanta sabedoria, tanto encanto.... Bem haja querida senhora

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