Domingo, 30 de Novembro de 2014

Dia da Independência em 1640 - 1º de Dezembro

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 Os Conjurados foram um grupo nacionalista e patriótico português, nascido clandestinamente na parte final do domínio espanhol sobre Portugal, responsável pelo golpe de Estado do 1.º de Dezembro de 1640 que eliminou a possibilidade do Reino de Castela se apropriar do Reino de Portugal, para si, como estado independente e soberano sobre Espanha e o Mundo.

Era constituído por cerca de cinquenta homens, 40 da nobreza, e os restantes do clero e militares, daí também serem conhecidos por Os Quarenta Conjurados ou os Os Quarenta Aclamadores, por estarem envolvidos quarenta brasões. O objectivo - logrado com sucesso - era a destituição dos Habsburgos, proclamar e aclamar um rei português tal como aconteceu.

Aquele que ficou reconhecido como tendo sido o grande impulsionador da conspiração foi João Pinto Ribeiro, bacharel em direito canónico cuja jurisprudência anulou o juramento de Tomar por incumprimento de obrigações por parte dos Habsburgos espanhóis. No entanto podemos reconhecer também, como preponderante, que pode ter havido um papel e alguma influência dos jesuítas da província portuguesa, duma forma mais velada, nomeadamente pelo comportamento do Padre António Vieira e pela convivência familiar do Doutor D. André de Almada, especialmente sobre determinados fidalgos e que se encontram entre os quarenta. Aqueles nobres portugueses que tinham ficados presos e destituídos de quase tudo no desastre de Alcácer Quibir, mais precisamente seus filhos ou netos órfãos", que nada puderam fazer e lutar contra um diferente destino de Portugal, anos antes, durante a crise dinástica cuja sorte tinha imposto o domínio de um rei castelhano sobre os destinos do Reino de Portugal.

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Depois de se ter dado uma nova e a última reunião no palácio de D. Antão de Almada, hoje conhecido como Palácio da Independência por essa razão. A 1 de Dezembro de 1640, Os Conjurados invadiram o paço da ribeira onde se encontrava a vice-rainha de Portugal, a Duquesa de Mântua e o seu secretário-geral Miguel de Vasconcelos. Perante a invasão, a Duquesa de Mântua escondeu-se num armário e Miguel de Vasconcelos foi "defenestrado" (atirado pela janela) o que lhe causou a morte, e proclamaram rei D. João IV, Duque de Bragança descendente de D. João I, aos gritos de "Liberdade".

O povo e toda a nação portuguesa acorreu logo a apoiar a revolução, Restauração da Independência, e assim, D.Filipe III de Portugal e IV de Espanha, que se encontrava já a braços com uma revolução na Catalunha, não teve como retomar de imediato o poder em Portugal.

in: Wikipédia

 

Nota:

Para que fique bem esclarecido, e não sou monárquico, nasci no regime de república, supostamente democrática, mas o desentendimento, as quezílias e os tachos fizeram com que um senhor chamado António de Oliveira Salazar, distorcesse todos estes valores, criando um sistema anti-democrático de partido único, com polícia política, proibição de liberdade de expressão,  bufos etc.

Quem bem me conhece sabe de que lado estive a partir dos meus 14 para 15 anos, não mudei com a alvorada dos conjurados de 25 de Abril, acordei nessa manhã com a alegria e expectativa  da almejada liberdade.

Que fique bem esclarecido que tenho um imenso orgulho na nossa gloriosa história, tenho muitos amigos monárquicos, tenho muitos amigos de origem "nobre", mas sou republicano.

Que fique bem claro a todos os monárquicos, que o dia 5 de Outubro também é meu, quando os conjurados avançaram tal como no 25 de Abril muitos traidores e vendidos aos "usurpadores espanhóis", vieram para a rua gritar liberdade.... (os oportunistas, aliás como hoje ainda acontece, andam ao sabor das marés...políticas evidentemente)  enfim já sabem como é. Eu decerto estaria  desde o inicio com eles se vivesse nessa altura.

Aqui fica a minha homenagem aos bravos portugueses que em 1640 honraram o sangue lusitano.

Portanto é um dia para todos os portugueses independentemente das suas convicções políticas estarem em uníssono, no dia 6 voltamos a discutir... vale?

O actual governo de direita (PSD/CDS), tudo aceitaram para agradar á "TROIKA", e acabaram  com o feriado do 1º de Dezembro, aliás, se  pudessem também já tinham acabado com o feriado do 25 de Abril. Mas o que mais me conforta,  é voltaremos a erguer a "cabeça" e haverá lugar a um novo feriado, na data em que forem corridos estes actuais invasores da nossa soberania. Viva Portugal

 Vítor Duarte (Marceneiro)

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publicado por Vítor Marceneiro às 20:00
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