Quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

MARIA DO ESPÍRITO SANTO

Maria Amélia Consciência do Espírito Santo, nasceu em Lisboa no bairro de Xabregas em 1938.

O seu começo foi como o de tantos outros artistas, começando a cantar em festas de amigos, até que através de um concurso na Emissora Nacional, deu inicio à sua carreira artística, tendo passado a actuar nos espectáculos daquela Emissora, granjeando a simpatia e admiração do público, que a levou a passar rapidamente do anonimato para a ribalta.

Dedicou-se ao fado, tendo cantado nas mais conhecidas casas de fado, nomeadamente na " TOCA" propriedade do grande fadista Carlos Ramos, e mais tarde passou pelo cinema, não tendo o teatro de revista ficado insensível à sua figura insinuante, elegância e beleza, tendo integrado o elenco de revistas que tiveram êxito, como "Põe-te a Pau " e " Bate o Pé ".

Integrou também o elenco das "Caravanas da Saudade", fez várias digressões ao estrangeiro, e teve uma boa prestação no festival de "Aranda del Duero".

Do seu vasto repertório constam letras de Fados que lhe granjearam admiração, “Não te digo, Devagar Coração, Rainha do Tejo, O meu último pecado, Noutro Tempo, Olha o Toiro, A Minha Sina, Assim é que é, Sou Fadista, Se eu pudesse, Olhos Tontos, Lisboa do Fado”, etc.

No pleno uso de todas as suas capacidades, que a tornaram conhecida do grande público, sem qualquer explicação, retirou-se, abandonando a vida artística, privando-nos a todos os que muito a admirávamos, da sua simpática figura, da sua elegância e do seu talento.

 

 

LISBOA DO FADO

 Repertório de Maria do Espírito Santo

Letra: Moita Girão

Música: Adelino dos Santos

 

                                            És de todas as cidades

                                            A cidade mais vistosa

                                            Tensa. cor maravilhosa

                                            Com que se pintam saudades.

                                            Tens craveiros nas janelas

                                            Beijados pelo luar;

                                            És rica desde as chinelas

                                            Ao sol que te vem beijar.

 

                                            Estribilho

 

                                            Lisboa airosa

                                            Menina mimada

                                            Que sabe cantar;

                                            Tens graça de rosa

                                            Linda, perfumada,

                                            Aberta ao luar;

                                            Lisboa formosa.

                                            Menina risonha.

                                            De belo passado;

                                            Lisboa saudosa,

                                            Lisboa que sonha,

                                            Lisboa do fado!

 

                                            São teus bairros diamantes,

                                            Com que vaidosa te enfeitas;

                                            Sempre que à noite te deitas

                                            Vestes de estrelas brilhantes.

 

                                            Em carícia apaixonada,

                                            O Tejo beija-te os pés;

                                            Lisboa cidade amada,

                                            Lisboa tão linda és!

 

 Imagem de Lisboa - FotoM. Esteves

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Viva Lisboa: Grande Fadista
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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