Segunda-feira, 24 de Março de 2014

José Carlos Ary dos Santos




Ary dos Santos, nasceu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1937.

Em 1954, com dezasseis anos de idade, que vê os seus poemas serem seleccionados para a Antologia do Prémio Almeida Garret

Em 1963 faz publicação do livro de poemas “ A Liturgia do Sangue”

Entretanto, concorre, sob pseudónimo, ao Festival da Canção da RTP com os poemas “Desfolhada” e “Tourada” obtendo os primeiros prémios.

Autor de mais de seiscentos poemas para canções, gravou, ele próprio, textos ou poemas de e com muitos outros autores e intérpretes e ainda um duplo álbum contendo O Sermão de Santo António aos Peixes do Padre António Vieira.

Numa iniciativa do Partido Copmunista Português houve dois espectáculos em Lisboa e no Porto, sendo  Ary dos Santos o apresentador intitiulado "25 Canções de Abril". (*)

À data da sua morte tinha em preparação um livro de poemas intitulado, “As Palavras das Cantigas” onde era seu propósito reunir os melhores poemas dos últimos quinze anos, e um outro intitulado Estrada da Luz - Rua da Saudade, que pretendia fosse uma autobiografia romanceada.

O poeta deixou-nos a 18 de Janeiro de 1984. Postumamente, o seu nome foi dado a um largo do Bairro de Alfama, descerrando-se uma lápide evocativa na casa da Rua da Saudade, onde viveu praticamente toda a sua vida.


ARY DOS SANTOS É SEM SOMBRA DE DÚVIDAS UM DOS GRANDES POETAS QUE "CANTOU" LISBOA...

(*) Deste espectáculo foi feito um filme em 16mm, com imagem de Carlos Gaspar, realização de Luís Gaspar e direcção de som Vítor Duarte (Marceneiro). Também foi editado um LP


Poema declamado por Ary dos Santos

"Retrato de Amália"

 



 

ALGUNS POEMAS FEITOS POR ARY DOS SANTOS PARA OS SEGUINTES ARTISTAS:


Amália Rodrigues

Meu amor, Meu Amor, Alfama, Rosa Vermelha, Amêndoa Amarga, O Meu é Teu, O Meu Amigo está Longe

 

Beatriz da Conceição

Meu Corpo

 

Carlos do Carmo

"Um Homem na cidade, Rosa da Noite, O Amarelo da Carris, O Cacilheiro, Fado da Pouca Sorte,

Fado do Campo Grande, Fado dos Azulejos, Fado Varina, O Homem das Castanhas, Nova Feira da Ladra,

Namorados da Cidade, Balada para uma Velhinha, Kirie, Lisboa Menina e Moça, Fado dos Cheirinhos,

Estrela da Tarde, Fado dos Açores, Fado da Madeira, Fado Lezíria, Fado Burrico, Fado da Serra,

Fado das Amendoeiras, Fado do Minho, Fado do Trigo, Fado Moliceiro, Fado Transmontano,

Fado Excursionista, Fado Manguela, Os Putos"

 

Fernando Tordo

"Carta para um Amigo, Cavalo à Solta, Tourada, É Tarde Meu Amor, Canto Franciscano, O Trabalho, Fado do Operário Leal, Os Bonzinhos e os Malvados, Balada para os Nossos Filhos, Retrato, O Amigo que Eu Canto"

 

Hugo Maio de Loureiro

Canção de Madrugar

 

José Afonso

A Cidade

 

José Manuel Osório

Desespero, Fado do Miradouro

 

Luísa Basto

De Pé, Oh Companheiro

 

Maria Armanda

Mãe Solteira, Fado-Mulher

 

Paulo de Carvalho

Semente, Quando um Homem Quiser, Amor Livre

 

Simone de Oliveira

Desfolhada, Avé Maria do Povo, Intróito, Sete Letras, Mulher Presente, As Pedras Preciosas, Os Metais,

Planta Carnívora, Os Pinheiros, Os Gatos, O Marisco, A Cidade, O País, O Nome

 

Teresa Silva Carvalho

Adágio

 

Tonicha

Menina, A Voz do Meu Povo, Rosa Rosa,

 

Vasco Rafael

"Roseira, botão de gente"

 

 
Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa: Grande Poeta
música: Retrato de Amália - Fado Amália
publicado por Vítor Marceneiro às 10:00
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José Carlos Ary dos Santos - O Cacilheiro

    

Quadro a óleo do Mestre Real Bordalo

 

 

O  CACILHEIRO 

 

 

 Poema de: Ary dos Santos

Música de: Paulo de Carvalho


Lá vai no Mar da Palha o Cacilheiro,
comboio de Lisboa sobre a água:
Cacilhas e Seixal Montijo mais Barreiro.
pouco Tejo pouco Tejo e muita mágoa.
 
Na ponte passam carros e turistas
iguais a todos que há no mundo inteiro,
mas embora mais caras a ponte não tem vistas
como as dos peitoris do Cacilheiro.
 
Leva namorados
marujos soldados
e trabalhadores
e parte dum cais
que cheira a jornais
morangos e flores.
Regressa contente
levou muita gente
e nunca se cansa.
Parece um barquinho
lançado no Tejo
por uma criança.
 

 
Num carreirinho aberto pela espuma
lá vai o Cacilheiro Tejo à solta,
e as ruas de Lisboa sem ter pressa nenhuma
tiraram um bilhete de ida e volta.
 
Alfama Madragoa Bairro Alto,
tu cá tu lá num barco de brincar
metade de Lisboa à espera no asfalto e
já meia saudade a navegar.
 
Se um dia o Cacilheiro for embora
fica mais triste o coração da água
e o povo de Lisboa dirá como quem chora, 
pouco Tejo pouco Tejo e muita mágoa.

 

  

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Viva Lisboa: Grande amante de Lisboa
música: Poema O Cacilheiro
publicado por Vítor Marceneiro às 09:00
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