Segunda-feira, 13 de Junho de 2016

SANTO ANTÓNIO DE LISBOA

 

Fernando Martins de Bulhões, (Santo António de Lisboa), filho de D. Teresa Tavera e de Martin (ou Martinho) de Bulhões, nasceu em Lisboa ao que julga a 15 de Agosto de 1195, numa casa próxima da actual  Sé de Lisboa, onde se ergueu a igreja em sua invocação.

Fez os primeiros estudos na Igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé de Lisboa), ingressando por volta de 1210, como noviço, na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de São Vicente de Fora, guiado pela mão do então prior D. Estêvão.

Permaneceu em São Vicente de Fora por três anos, com cerca de 18 anos ingressou no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, um importante centro de cultura medieval e eclesiástica da Europa, onde realizou os estudos em Direito Canónico, Filosofia e Teologia.

O mundo católico horrorizado com o martírio por decapitação de cinco franciscanos, em Marrocos, em 1220,  altura em que os restos mortais destes mártires são transladados para Coimbra,  levaram Fernando a abraçar a missão de evangelizador, pelo que a Regra de Santo Agostinho pela Ordem de São Francisco, recolhendo-se no Eremitério dos Olivais de Coimbra e mudando então o nome para António.

Em Portugal, Santo António é muito venerado na cidade de Lisboa e o seu dia, 13 de Junho, é feriado municipal.

As festas em honra de Santo António começam logo na noite do dia 12. Todos os anos a cidade organiza as marchas populares, grande desfile alegórico que desce a Avenida da Liberdade (principal artéria da cidade), no qual competem os diferentes bairros.

Um grande fogo de artifício costuma encerrar o desfile. Os rapazes compram um manjerico, num pequeno vaso, para oferecer às namoradas, as quais trazem bandeirinhas com uma quadra popular, por vezes brejeira ou jocosa. A festa dura toda a noite e, por toda a cidade há arraiais populares engalanados, onde se comem sardinhas assadas na brasa, febras de porco, caldo verde  e bebe vinho tinto. Ouve-se música e dança-se até de madrugada,  no típico bairro de Alfama, é costume organizar na Sé Patriarcal, o casamento de jovens noivos de origem modesta, são os noivos de Santo António, recebem ofertas do município e também de diversas empresas.

A Igreja e Museu Antoniano em Lisboa, situados perto da Sé Patriarcal de Lisboa são o centro da devoção ao Santo, em especial no dia que lhe é dedicado, 13 de Junho.

O Museu Antoniano é um museu monográfico dedicado à vida e veneração do santo, exibindo, em exposição permanente, objectos litúrgicos, gravuras, pinturas, cerâmicas e objectos de devoção que evocam a vida e o culto ao santo.

 

 

 

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Viva Lisboa: Falta um "Santo António XXI"
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Sábado, 12 de Junho de 2010

Santo António de Lisboa - Amália canta marcha de 1950

AO PUBLICAR HOJE ESTA PÁGINA, VÉSPERA DO DIA DE

SANTO ANTÓNIO 

 ESTE BLOGUE ATINGIU MEIO MILHÃO DE VISITANTES

VIVA LISBOA...A CIDADE MAIS CANTADA DO MUNDO

 

 

 

Santo António, que na realidade se chamava  Fernando, era filho de Martim de Bulhões e Maria Teresa Taveira Azevedo,(*) nasceu em Lisboa entre  1191 / 1195, mas os historiadores calculam com alguma certeza que teria sido a 15 de Agosto de 1195, numa casa próxima da Sé de Lisboa, no local que se julga ser onde  posteriormente se ergueu a Igreja de Santo António.
Fez os primeiros estudos na Igreja de Santa Maria Maior (hoje a Sé de Lisboa), ingressando mais tarde, por volta de 1210 ou 1211, como noviço, na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de São Vicente de Fora, guiado pela mão do então prior D. Estêvão.
Esteve em São Vicente de Fora durante três anos, mas cerca dos  19 anos deu entrada no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, um importante centro de cultura medieval e eclesiástica da Europa, na época,  onde realizou os estudos em Direito Canónico, Filosofia e Teologia.
Em 1220  Santo António,  decide-se pela evangelização, sai da Regra de Santo Agostinho, e ingressa  na Ordem de São Francisco, recolhendo-se no Eremitério dos Olivais de Coimbra e é nest altura que muda o seu nome para António.
Ainda em 1220 parte para Marrocos em acção de evangelização, mas é  acometido por grave doença, pelo que é repatriado. No regresso, por via marítima  uma forte tempestade arrastou o barco para as costas da Sicília. Fixa-se em  Itália, e é assim, e neste país, que Santo  António se notabiliza como teólogo e grande pregador.
Em 1222, em Forlì, discursou/pregou  para os religiosos Franciscanos e Dominicanos de forma tão fluente e admirável que o Provincial da Ordem o destinou de imediato à evangelização e difusão da doutrina.
Fixou-se então em Bolonha onde se dedicou ao ensino da Teologia e à pregação, nomeadamente contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses, o que lhe valeu o título de ‘incansável martelo dos hereges’.
Seguiu depois para França  em 1225, com o objectivo de pregar contra os Albigenses, sendo  pregador em Toulouse. Na mesma época foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e teria à sua guarda igualmente a Província de Limoges, por escolha dos frades da Província. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas seguidamente foi escolhido para Provincial da Romanha.
Em 1231, e após contactos com o papa Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a quaresma desse ano marcada por uma série de sermões da sua autoria.
Faleceu a 13 de Junho de 1231 no Oratório de Arcela. Os seus restos mortais repousam na Basílica de Pádua, construída em sua memória.
Foi canonizado pelo Papa Gregório IX, na catedral de Espoleto, em Itália, em 30 de Maio de 1232.
Foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII, em 1946, que o considera «exímio teólogo e insigne mestre em matérias de ascética e mística».
Portugal
Em Portugal, Santo António é muito venerado na cidade de Lisboa e o seu dia, 13 de Junho, é feriado municipal.
As festas em honra de Santo António começam logo na noite do dia 12. Todos os anos a cidade organiza as marchas populares, grande desfile alegórico que desce a Avenida da Liberdade , no qual competem os diferentes bairros.
Santo António é o santo casamenteiro, por isso a Câmara Municipal de Lisboa costuma organizar, na Sé Patriarcal de Lisboa, o casamento de jovens noivos de origem modesta, todos os anos no dia 13 de Junho. São conhecidos por “noivos de Santo António”, recebem ofertas do município e também de diversas empresas, como forma de auxiliar a nova família.

(*) Olá Vítor Marceneiro,

Fernando Ferreira, deixou um comentário ao post Santo António de Lisboa - Amália canta marcha de 1950 às 21:41, 2010-06-13.

Caso pretenda responder a este comentário, poderá fazê-lo, usando este link.

Comentário:
Eu acrescento que os Pais de Santo António eram de Castelo de Paiva, onde tinham uma casa e quinta, chamada Quinta de Gondim.A casa com capela está hoje em ruínas e pertenceu ultimamente ao Conde de Castelo de Paiva

 

         

Amália no Largo de S. Miguel
 
 
  
Noite de Santo António (1950)
 
Cantado e gravado por Amália
 
Versos de: Norberto de Araújo
Música de: Raul Ferrão
 

Cá vai a marcha mais o meu par

Se o não trouxesse quem o havia de aturar

Não me digas sim, não me digas não

Negócios de amor, são sempre o que são

 

Já não há praça dos bailaricos

Tronos de luz, num altar de manjericos

Mas sem a Praça que foi da Figueira

A gente cá vai, quer  queira ou não queira

 

Ó noite de Santo António

Ó Lisboa de encantar

De alcachofras a florir

De foguetes a estoirar

Enquanto os bairros cantarem

Enquanto houver arraias

Enquanto houver Santo António

Lisboa não morre mais

 

Lisboa é sempre namoradeira

Tantos derriços, que até já fazem fileira

Não me digas sim, não me digas não

Amar é destino, cantar é condão

 

Uma cantiga, uma aguarela

Um cravo aberto, debruçado da janela

Lisboa linda, do meu bairro antigo

Dá-me o teu bracinho, vem bailar comigo

 

 

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Viva Lisboa: Lisboeta e Alfacinha
música: Noite de Santo António
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Amália Rodrigues - Marcha de Stº António

 
 
        
Amália no Largo de S. Miguel
 
  
Noite de Santo António (1950)
 
Cantado e gravado por Amália
 
Versos de: Norberto de Araújo
Música de: Raul Ferrão
 

Cá vai a marcha mais o meu par

Se o não trouxesse quem o havia de aturar

Não me digas sim, não me digas não

Negócios de amor, são sempre o que são

 

Já não há praça dos bailaricos

Tronos de luz, num altar de manjericos

Mas sem a Praça que foi da Figueira

A gente cá vai, quer  queira ou não queira

 

Ó noite de Santo António

Ó Lisboa de encantar

De alcachofras a florir

De foguetes a estoirar

Enquanto os bairros cantarem

Enquanto houver arraias

Enquanto houver Santo António

Lisboa não morre mais

 

Lisboa é sempre namoradeira

Tantos derriços, que até já fazem fileira

Não me digas sim, não me digas não

Amar é destino, cantar é condão

 

Uma cantiga, uma aguarela

Um cravo aberto, debruçado da janela

Lisboa linda, do meu bairro antigo

Dá-me o teu bracinho, vem bailar comigo

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música: Marcha de Santo Anónio 1950
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