Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2016

VÍTOR DUARTE MARCENEIRO - Fado do Cravo

Foto da capa do disco Vítor Duarte (Marceneiro) 1972 

Gravei este Fado, no meu segundo EP em 1972, para a etiqueta Estúdio. Os versos tiveram que ser reduzidos por imposição das rádios e das editoras. 

Foi  gravado nos anos 30 por Alfredo Marceneiro, nos antigos discos de massa, infelizmente,  nunca mais,  foi com  este poema  que teve a inspiração para  fazer a música a que deu o nome da própria  letra,  como era costume na época.

O Fado do Cravo, é um dos mais importantes,  do role dos "Fados Clássicos", pois é das músicas que mais tem inspirado poetas a fazer versos especificamente na sua melodia.

O Fado Cravo também é conhecido por Fado da Viela, em consequência do poema que o Dr. Guilherme Pereira da Rosa fez para o repertório de Alfredo Marceneiro, e que ele interpretou como ninguém.

   

 " FADO  DO CRAVO"

 

Foi em noite de luar

Na noite de São João

Que eu te vi, óh! minha amada

No baile foste meu par

E dei-te o meu coração

Foste minha namorada

 

Andámos na roda os dois

E saltamos á fogueira

Meu peito era uma brasa

Findou o baile e depois

Foste minha companheira

Levei-te p´ra minha casa

 

Nessa madrugada santa

Por meu mal me deste um cravo              

 No lado esquerdo o guardei

Minha paixão era tanta

Fui do teu capricho escravo

Eterno amor te jurei

 

Foram dias decorrendo

Semanas, um ano feito

De amor eu tinha a fragrância

Mas o cravo murchecendo

Revelava que o teu peito

Não tinha a mesma constância

 

Numa noite, ao conhecer

Mentira no teu amor

De raiva desfiz o cravo

Não mais quis por ti sofrer

Deitei fora a murcha flor

Deixei de ser teu escravo

 

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Viva Lisboa: FADISTA
música: Fado do Cravo
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Sábado, 7 de Junho de 2014

VÍTOR DUARTE MARCENEIRO - Resposta a um inquérito

 

 

 

 

Pediram-me para um trabalho na Faculdade que respondesse a um inquérito.

Na realidade eu não sou a pessoa mais indicada para responder a este inquérito, visto não ser um “fadista/cantor/profissional.

A minha ligação ao Fado vem por herança de família, cantar pela primeira vez foi um devaneio, mas como vivi desde muito jovem ao lado do maior fadista de todos os temos , do qual sou o seu biógrafo, continuei a  investigar e relembrar os intervenientes que viveram o Fado, e por vezes gosto de cantar “talvez porque como diz o dito popular … filho de peixe sabe nadar.

E porque ainda continuo a escrever sobre o assunto, e a debater muitas teorias estas,  perguntas não têm muito a ver com a minha concepção sobre o Fado (*), mas vou tentar responder.

(*) Eu ecrevo Fado com letra grande.

 

Perguntas aos fadistas

  1. 1.    O que é para si o fado? Um estado de Alma
  2. 2.    Há quanto tempo canta? Há cerca de 45 anos
  3. 3.    Faz do fado profissão? Não
  4. 4.    O que sente quando canta fado? Depende do ambiente, quem toca e do comportamento de quem houve, se tudo se conjuga... Sinto-me feliz.
  5. 5.    Que géneros de música ouve? Jazz – Blues e Fado
  6. 6.    O fado além de música é... O poema
  7. 7.    Que tipo de fado canta? E o que canta é o que mais gosta de ouvir também? Fado clássico na música, no poema,  e o tema amor ou a critica social
  8. 8.    Como fadista, como define:

a)   Voz .. Não é o mais importante

b)   Viola .. O instrumento que marca o compasso

c)   Guitarra.. O instrumento que nos dá a melodia

d)   Vestido preto.. Sóbrio, e tem uma história que está deturpada

e)   Xaile.. Hoje em dia um adorno, que muita gente que o usa não sabe porquê

f)     O corpo como deve estar? Depende se é ensaiado ou se é uma forma de estar própria de cada um quando está a cantar/comunicar

  1. 9.    Porque é que acha que se liga sempre tristeza ao fado? É uma tese que estou  a aprofundar e não é assim tão linear.
  2. 10.                   Como surgiu a paixão pelo fado? Factor genético, influência de quem me criou.
  3. 11.                   Porquê o fado?  È uma expressão musical única no mundo.
  4. 12.                   Opta pelo preto no fado? Se não: porque acha que tanta gente opta por essa cor no fado? Eu não opto, mas há quem opte, mais as mulheres, mas outra formas de expressão musical também o usam, o  preto é sempre elegante.
  5. 13.                   Canta coisas suas próprias ou de outros fadistas conhecidos? Fados que me dizem algo do repertório de meu avô e de meu pai. Tenho vários Fados,  que foram feiro para mim, e  que  nasceram de uma empatia do poeta com a minha maneira de ser.
  6. 14.                   Qual o fadista que mais admira e porquê? Alfredo Marceneiro… meu avô e Alfredo Duarte Jr, mau pai, é óbvio, nos homens, nas mulheres, Amália, Beatriz da Conceição e Fernanda Maria, mas muitas mais.
  7. 15.                   “Pertence” a alguma casa de fado? Qual? Não
  8. 16.                   Que temas mais canta no fado? (saudade, ciúme, problemas sociais, religião, História de Portugal..) Conceitos, que engloba tudo o que nos rodesi na vida.
  9. 17.                   Acha que o fado já não é ligado à vida boémia como era antigamente? Teria que falar do que era a “boémia” do antigamente e a “boémia” de hoje.
  10. 18.                   Como acha que os não-fadistas olham para o fado? Acha que dão valor em Portugal e que se ouve fado? Goste-se ou não,  o que conta hoje é que está a dar… e muito do que para aí se canta nada tem de fado. Até é chique! E quem cria os ídolos são os “lobbies”, mas decerto há quem não suporte ouvir Fado.
  11. 19.                   O que acha ter de fadista tradicional e fadista de nova era? Não sei responder, ainda estou a definir o contraste tradicional/nova era. Mas uma coisa eu sei, que no inicio o Fados não tinha profissionais, eram amadores, cantavam por gosto e paixão.
  12. 20.                   Acredita na introdução de outras sonoridades, músicas populares de outros lugares? Tudo deve evoluir, mas com harmonia e senso. Mas todos os géneros musicais podem ter improvisos, mas o inicial/verdadeiro, será sempre o autêntico.
  13. 21.                   E acredita na introdução de novos instrumentos além das guitarras no fado? Porque não, mas já não é Fado, são derivados.
  14. 22.                   O fado faz grande parte do seu dia-a-dia? Na escrita e na análise da palavra “Fado” como conceito de .. Fado = vida= destino= etc.. É Um Estado de Alma.
  15. 23.                   Quando ouve algum fado, o que lhe faz gostar/não gostar dele? Tem muito a ver com a sonoridade,  o que os versos dizem,  com o poema, com a dicção, a interpretação e o falar bem português e acima de tudo perceber bem as palavras, senão é uma "estopada".
  16. 24.                   Como fadista, tem manhas para cantar, truques com a voz, etc? Quais? Não
  17. 25.                   Que tipos de locais frequenta no seu dia-a-dia? De Fado nenhuns, vivo numa vila que não tem  nada para frequentar.
  18. 26.                   Há inimigos dentro do fado? Se há…Eu que o diga, hoje só conta o protagonismo e os "lobbies", não esquecendo os lambe-botas.
  19. 27.                   Como define o fado que se produz hoje? Perdeu-se características do fado de antigamente ou ganhou-se? Ganham dinheiro., mas a popularidade de muitos é efémera… ando a analisar  para escrever  sobre esse fenómeno, mais de 80% não é Fado é um produto que se vende porque está na moda, mas um poema de Fado tem que ter uma "história" um sentimento, e há regras nas métricas, quer seja em quadras, sextilhas, quintilhas ou decassílabos.
  20. 28.                   Na sua opinião, o que canta o fado? A Vida, o Fado é vida, é destino, é UM ESTADE DE ALMA.
  21. 29.                   Como é para si um bom cantador de fado?  Conheço, grandes fadistas, que nem são conhecidos, não fazem parte do “lobbie” , mas um bom cantador é aquele que canta com sentimento,   que consegue colocar a sua voz harmoniosamente no meio do som dos instrumentos.
  22. 30.                   Reconhece a sua vida no cantar de outros fadistas? Há decerto uma influencia do meu avô, no cantar e dizer os versos, mas os gestos são do meu pai.
  23. 31.                   Sente-se numa vida à parte enquanto fadista, do  que as outras pessoas comuns que não vivem de nem e  para o fado? Nunca pensei nisso, mas vou pensar sobre esta questão pertinente...
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

Vítor Duarte Marceneiro - Fados na FNAC dia 16 Junho

 

 

Vítor Duarte  Marceneiro canta:

Amor é Água que Corre

Sic - 1994

 

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música: Amor é Água que Corre
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Sábado, 12 de Maio de 2012

VÍTOR DUARTE MARCENEIRO

Chamo-me Vítor Manuel de Azevedo Duarte, nasci em Lisboa no Bairro de Alcântara, em 28 de Abril de 1945, sou  filho do fadista Alfredo Duarte Júnior, e neto do Alfredo Marceneiro.

Com o falecimento de minha mãe aos 5 anos, fui viver para casa dos meus avós, Alfredo e Judite, pelo que se poderá dizer que nasci e fui criado a ouvir Fado.

Nunca fui pressionado para me dedicar ao Fado, antes pelo contrário, era incentivado a estudar e tirar um curso (o Fado não era futuro para ninguém dizia o meu avô).

Desde muito jovem, fui registando sem me aperceber “as vivências do Fado” quando acompanhava o meu avô ou o meu pai, ambos me falavam de Fado, e das suas vivências, a partir dos meus 10 anos o meu avô leva-me praticamente todos os sábados com ele para a sua volta fadista, Bairro Alto, Viela, Alfama e depois Ritz para desfazer a barba, e acabar na Márcia Condença, já gostava de ouvir alguns fadistas,  e fiz desde logo a minha selecção de preferências, que hoje se mantém.

Frequentei os bailes de Lisboa, acho que fui razoável bailarino, adorava ir ao cinema e exibir-me com a minha moto (cheguei a exibir gesso e ligaduras), a minha juventude em nada foi influenciada pelo fado, andei até aos vinte anos noutros fados.

Desde muito jovem que tinha a paixão pela fotografia, (tinha um laboratório em casa), com cerca de 17 anos, fui fotógrafo na Viela, do Sérgio, cantavam lá nessa altura Berta Cardoso e Beatriz Ferreira e o próprio Sérgio, mas esta actividade era paralela à minha profissão ligada aos automóveis, como tinha uma moto ajudava para a gasolina, ser fotógrafo já era o pretexto para andar no Fado, pois eu não cantava e nem tal me passava pela cabeça, mas arranjei muitos amigos no meio, confesso que mais clientes que artistas, e obviamente quando sabiam quem eu era, logo o tema da conversa era o meu avô.

Em Alcântara, onde eu passei a morar com a minha avó Maria (da parte da minha mãe) quando passei a frequentar a Escola Industrial Marquês de Pombal, abre o Restaurante Típico O Timpanas, e vou para lá como fotógrafo, pois era amigo dos donos a família Forjaz de Brito, (O Rui Forjaz de Brito foi o autor do prefácio do meu primeiro livro sobre o meu avô. Ainda em Alcântara logo ao lado do Timpanas, havia também “A Cesária”, onde o meu saudoso tio Carlos parava e quase sempre cantava, que eu comecei a frequentar, era sempre até ás duas e tal da madrugada, de manhã é que era difícil acordar para ir trabalhar, mas nunca faltei aos meus compromissos, mas que houve muitos dias que até parecia que dormia em pé, houve, mas valeu a pena, que saudades.

Só cantei  em público já tinha cerca de 20 Anos, como aliás expliquei  como tudo de passou no meu livro biográfico da Hermínia Silva, e que já aqui foi publicado.VER PÁGINA

Entretanto faço o serviço militar na Arma de Cavalaria –Santarém e Santa Margarida, onde aperfeiçoei  a arte da fotografia e me iniciei com no Filme, isto porque, embora a minha especialidade fosse Carros de Combate M-47, o comando  pelas minhas aptidões nos audiovisuais, nomeia-me responsável pelo departamento de Fotocine do quartel.

Mal acabei o serviço militar tive uma experiência curta como profissional de Fado no Restaurante Típico Luso, ao lado de Tristão da Silva, Augusta Ermida e Plínio Sérgio.

É por esta altura que gravei a solo e em dueto com meu avô e com meu pai, para as editoras, EMI-Valentim de Carvalho e Discos Estúdio do nosso amigo Emílio Mateus.

A paixão pelos audiovisuais leva-me a abandonar a segurança que tinha no ramo automóvel, e a abraçar uma carreira no cinema, bastante mais insegura, mas para mim mais gratificante.

Comecei com Director Comercial, passei a Produtor Executivo, na Cinegra produtora do Magazine Cinematográfico VIP87, do realizador António de Almeida Lopes até Abril de 74.

Como independente fui produtor e realizador do Jornal Cinematográfico “Bric à Brac” e de vários documentários e filmes de publicidade.

Em 1975 entro para o Ministério da Comunicação Social – Instituto Português de Cinema, como Chefe de Produção, mais tarde passo a exercer em simultâneo as funções de Operador de Som, posteriormente e após vários trabalhos inclusive 2 filmes de fundo, passo a Director de Som, vindo mais tarde com a ajuda de uma bolsa de estudo a fazer um o Curso de Engenheiro de Som (3anos) sendo isento de estágio pelo trabalho já feito antes do curso.

Fui ainda correspondente das Televisões

Em 1979, fui produtor e Director de Som no programa de Televisão para a RTP 1, “MARCENEIRO – Três Gerações de Fado”, programa este, onde canto com o pai e meu o avô, merecendo o agrado unânime quer da crítica, quer do público, o programa estreou em 1980 e meu avô vem a falecer em 1982, foi assim o seu último registo em filme.

Em 1991 fui o impulsionador das Comemorações do Centenário do Nascimento de Alfredo Marceneiro, tendo sido convidado por Joaquim Letria para a RTP 1 conjuntamente com meu pai e Carlos do Carmo.

Cantei no programa de fados produzido pela SIC, (o único até hoje) quando do primeiro aniversário desta estação de televisão, a convite do jornalista Vitor Moura Pinto.

Actuei várias vezes na “Grande Noite de Fado” no Coliseu dos Recreios a convite da Casa da Imprensa.

Fui convidado de Herman José no programa “Parabéns” na RTP 1 (1994), onde actuei, assim como de Carlos Cruz no programa “Zona Mais” na RTP 1, por Júlio Isidro para a TVI, e por Teresa Guilherme para a  SIC, nesta conjuntamente com meu pai e já após o falecimento de meu avô

José Lá Féria convida-me a actuar na abertura da emissão em directo da “Grande Noite do Fado emHomenagem a Alfredo Marceneiro” em 1998, para a RTP Internacional e RTP África

Na “Grande Noite do Fado de 2000 e 2001” fui convidado pelo jornalista e Director da Casa da Imprensa José La Féria, para Presidente do Júri. 

Sou o autor dos livros biográficos de meu avô “Recordar Alfredo Marceneiro”(1995) e“ Marceneiro – Os Fados que ele cantou”(2001)

Sou ainda autor e editor do livro biográfico “Recordar Hermínia Silva” (2004)

VER PÁGINA

Tenho produzido vários Diaporamas sobre Figuras do Fado, que utilizo quer em espectáculos quer em conferências sobre Fado.

Foi convidado de Manuel Luís Goucha no programa “Praça da Alegria” na RTP 1.

Fui o fadista convidado para cantar no VideoClip de promoção do Fado,  para a EXPO 98.

Tenho sido convidado pelas entidades competentes para fazer várias palestras subordinadas ao tema., Histórias para a História do Fado, nos seguintes locais:

Biblioteca Museu da República e Resistência – C.M.L.

Fonoteca Municipal de Lisboa.  

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Fórum Roque Gameiro – C.M. Almada  

Fórum Municipal – C.M. Benavente    

Salão Nobre – Casa da Imprensa

Fórum da Biblioteca Municipal  - C.M. Alenquer  

A Voz do Operário  

Sou sócio fundador da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado “A.P.A.F.” tendo sido recentemente eleito para vogal da direcção.

É Sócio Honorário da Associação Benaventense dos Amigos do Fado.

Fui entrevistado no programa  SIC 10 Horas de Fátima Lopes por ser o ideólogo e principal impulsionador de colocar Lisboa no Guiness Book of Records, como “A Cidade mais Cantado  do Mundo”.VER PÁGINA

Ainda na SIC 1O  Horas, cantei o Fado,  BAIRROS LISBOA, de Carlos Conde e Alfredo Marceneiro. VER PÁGINA

Mereceu ainda um especial  destaque esta iniciativa, tendo tido uma ampla divulgação que em Portugal como em praticamente todo o mundo através da notícia da LUSA pelo jornalista Nuno Lopes.VER PÁGINA

Foi ainda noticia de destaque no Jornal das 9 horas da SIC, e retransmitida na SIC INTERNACIONAL. VER PÁGINA

2006  Apresentei no Museu do Fado Diaporamas sobre Alfredo Marceneiro e Hermínia Silva

2007  Fui o produtor executivo do CD " MARCENEIRO...é só Fado"

VER PÁGINA

e ainda do CD " 3 Gerações de Fado

VER PÁGINA

assim como  o DVD - Alfredo Marceneiro 3 Gerações do Fado.

 VER PÁGINA

 

Geração de Marceneiro  na TVI - Tardes da Júlia.  

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/237096.html

 

Enaltecer o Fado e os fadista, é a minha aspiração, e por essa razão enquanto faço a recolha dos dados sobre Lisboa, vou fazendo História do  Fado, (lembrando quem o cultivou) mas como é natural e por direito com grande destaque ao meu avô Alfredo Rodrigo Duarte, que é também o meu,  e vosso Alfredo Marceneiro.

Continuo a cantar, não tanto como eu gostaria, mas tenho que entender que não faço parte do "Lobbie". continuo também a fazer palestras e a escrever sobre Fado.

Estive no Canadá,  Brasil a cantar e dar palestras sobre Fado,  recente estev nos Acores na Base das Lajes e na Universidade dos Açores.

 

Vítor Duarte Marceneiro canta:

AMOR É ÁGUA QUE CORRE

Letra de:Augusto de Sousa

Música: Marcha de Alfredo Marceneiro

Gravado ao vivo no Coliseu dos Recreios

 

 

Está em fase muito avançada de  arranque a criação da há muito já idealizada

"ASSOCIAÇÃO FADISTA - ALFREDO MARCENEIRO"

Em breve será anunciada a  metolodogia para angariar amigos/adeptos

 

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música: Amor é Água Que corre - Video Clip ao Vivo
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Marceneiro III

VÍTOR DUARTE MARCENEIRO
A tradição impôs-lhe o apelido Marceneiro), entrecruza-se com o Fado, através da sua descendência. Filho de Alfredo Duarte Júnior, o fadista bailarino, e neto de uma das figuras nucleares do Fado, Alfredo Marceneiro, Vítor Duarte cedo se habitua aos percursos e convívios fadistas.Aos sábados com 10 anos, acompanhava o avô ou o pai aos espaços fadistas, e as "passeatas" por Alfama ou Bairro Alto. Porém, afirma, nunca se sentiu pressionado para seguir qualquer carreira no Fado. Só aos 20 anos, este filho do bairro de Alcântara, cantou pela primeira vez em público. Teve ainda uma curta experiência no Restaurante Típico Luso ao lado de Tristão da Silva, Augusta Ermida e Plínio Sérgio, e gravou com o avô e o pai para duas discográficas. Seguirá aliás uma outra carreira profissional que abandonará para se dedicar ao cinema e à televisão. Será produtor executivo na Cinegra até Abril de 1974. Como independente, foi produtor e realizador do jornal cinematográfico "Bric à Brac" e de vários documentários e filmes de publicidade. Em 1975 integra os quadros do Instituto Português de Cinema como Chefe de Produção, mais tarde exerce em simultâneo as funções de operador de som, e posteriormente assume a direcção de som, aliás como bolseiro licenciou-se em engenharia de som.Correspondente das televisões CBS e ARD, em 1979 foi produtor e director de som do programa da RTP 1, "Marceneiro - Três Gerações de Fado", o último registo em filme de Alfredo Marceneiro. Descobre assim o interesse por uma outra faceta a cantar, em vários espectáculos e programas de televisão, até em 1995 editar o seu primeiro livro: "Recordar Alfredo Marceneiro", a que se seguiu em 2001, "Marceneiro - Os Fados que ele cantou" e, em 2004, "Recordar Hermínia Silva".Realiza várias conferências sobre temas e figuras fadistas, nomeadamente o seu avô, mas também Hermínia Silva, Berta Cardoso, Manuel de Almeida, entre outros.Actualmente está empenhado em colocar Lisboa no Guíness Book como "a cidade mais cantada no mundo". No âmbito deste seu intento mantém activo o blog:
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt
onde divulga as suas investigações, nomeadamente fixando biografias de vários fadistas, poetas e músicos de fado, para além de referenciar as diferentes temáticas fadistas.Em 2008 é galardoado pela Fundação Amália Rodrigues com o prémio ENSAIO/DIVULGAÇÃO

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