Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

Valentim Matias

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Valentim Carvalho Matias , nasceu a 25 de Outubro de 1942  em Vila Nova de S. Pedro, concelho de Azambuja.

Desde muito jovem que sentiu apetência pela música e pela poesia, começou  a escrever versos que ele próprio cantava "á capela" nas festas dos amigos e vizinhos, mas esta sua apetência para escrever e cantar já tinha raízes de Fado.Em 1961,  com 18 anos de idade foi morar para o Cadaval, onde iniciou a sua vida profissional como empregado de comércio, trabalhava de dia e estudava de noite o que lhe permitiu mais tarde ir trabalhar para um banco, onde se manteve até á reforma.

Ainda em 1961, Ingressou nos Bombeiros Voluntários do Cadaval e chegou a Comandante da Corporação em 1972 até 1996.

Cumpriu o serviço militar na Guiné de 1963 a 1965.

Nos anos oitenta, começou a cantar acompanhado de  guitarra e viola, passado pouco tempo,  iniciou um grupo musical, chamado  "Os Amantes do Fado" de que faziam parte também,  Maria de Lurdes (Milú), Francisco Duarte e Manuel Carriche e os músicos José de Oliveira Pedro e Eduardo Lemos, grupo este,  que era muito solicitado especialmente aos fins de semana  na zona Oeste e no Ribatejo.

Em 1989 aceita o convite para se candidatar ás eleições autárquicas  sendo eleito Presidente da Câmara Municipal do Cadaval, actividade esta,  que levou  a que actuasse só em casos muito pontuais, em 2001 reformou-se.

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 Valentim Matias nunca deixou de escrever poemas essencialmente para  músicas que Eduardo Lemos foi compondo, temas estes, que gravou em três CD´s, é de salientar que alguns dos seus poemas foram também  cantados e gravados por Rodrigo, António Pinto Basto, Guilherme Frazão, Luís Maia e Irene Oliveira, etc. Escreveu ainda vários temas musicais para teatro de revista amador.Quando se reformou voltou às lides fadistas, tem actuado por todo o País incluindo as regiões autónomas e em programas de televisão. No estrangeiro, esteve nos EUA, França, Suíça.Brevemente pensa gravar um novo CD com alguns temas novos de sua autoria .Tenho por Valentim Matias, grande estima e gratidão, pois sempre realçou a figura de meu avô, que como se sabe teve as suas origens no Cadaval,  é  membro da Associação Cultural de Fado "O Patriarca do Fado", sendo o autor do poema "Alfredo Marceneiro o Patriarca do Fado", que cantou no Teatro de Revista Amador (Grupo Gente Gira) e que passou a ser o hino da associação.

Vítor Marceneiro

 

O PATRIARCA DO FADO

 

                          Alfredo, foi o seu nome

                          Marceneiro, a profissão

                          Foi fadista de renome

                          Da nossa bela canção

 

                          Cantou Lisboa e o fado

                          De maneira bem singela

                          Por ele foi inventado

                          Cantar fado à luz de velas

 

                                    Refrão

 

                          O Patriarca do fado,

                          Foi Alfredo Marceneiro

                          Hoje e sempre recordado

                          Dentre todos o primeiro

                          Cantou , estilou a seu jeito

                          Fados lindo que venero

                          Há festa na Mouraria

                          E o Natal do Moleiro

                          P`rà Lucinda Camareira

                          Amor é Água que Corre

                          E o Leilão da Mariquinhas, não morre

                          A Menina do Mirante

                          Que é dos Bairros de Lisboa

                          Mocita dos Caracóis , o povo entoa.

 

                          No seu jeito bem castiço

                          Gostava de usar boné

                          E envolvia o pescoço

                          Com o lenço de cachené

                          Os poemas que cantava

                          Dizia -os como ninguém

                          Eu por mim também gostava

                          De os dizer assim tão bem

 

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