Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

VASCO RAFAEL

Vasco Rafael Simões de Sá Nogueira, nasceu em Angola na província de Moçamedes, em 1949.

Começou com cançonetista, tendo um início de carreira difícil, até que é convidado de um espectáculo publicitário que se realizava num dos cinemas de Luanda, “Chá das Seis” onde começa a ser notado e vem a atingir um assinalável êxito.

Vem para Portugal e sente as dificuldades de um  novo inicio de carreira. Beatriz da Conceição apresenta-o a uns empresários no Porto e lá fica a actuar durante cerca de um ano, é no Porto que grava o seu primeiro disco.

Vem para Lisboa contratado para o elenco do “Painel do Fado”, seguidamente é convidado por  Sérgio de Azevedo para  actuar  no “Frou Frou” , agradou ao empresário que logo o convida para a revista “Ó da Guarda”, onde obtém o seu maior êxito de sempre com o Fado “ROSEIRA BOTÃO DE GENTE” com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Paulo de Carvalho, gravado em 1981 para Rádio Triunfo

Faz ainda parte do elenco da revista “A Aldeia da Roupa Suja”, mas deixa as revistas porque acha que o prendem muito tempo no mesmo local.

Tem algumas deslocações ao estrangeiro.

Já com poetas de relevo a escreverem para ele, realçando Ary do Santos, Vasco de Lima Couto, etc. grava mais uma série de EP e LP.

É contratado para as Arcadas do Faia, onde se mantém até à sua morte prematura.

Vasco Rafael faleceu em Lisboa em 1998.

Estejas onde estiveres Vasco Rafael, recebe esta pequena homenagem da “Linhagem Marceneiro”

 

 

 

ROSA,  BOTÃO DE GENTE

 

Letra de: José Carlos Ary dos Santos

Música de: Paulo de Carvalho

 

A Força

Que eu tive no momento

Tecendo o teu corpo

A primeira vez

Está agora no teu ventre

Em movimento

No filho que a gente fez

 

                                    Depois irá pouco a pouco

                                    Ficando maior

                                    Por dentro de ti

                                    E o teu corpo me segreda

                                    Quando toco

                                    Que o meu filho está ali

 

Eu fui a semente

Tu és o canteiro

Dum cravo de carne

Que tem o meu cheiro

Eu fui o arado

Tu és a seara

Seara de trigo sem fim

Seara lavrada por mim

 

                                    O que um homem sente        

                                    Quando a companheira

                                    Dá flor no presente

                                    Para a vida inteira

                                    É como se o sangue

                                    Fosse uma roseira

                                    Roseira botão de gente

                                    Rosa da minha roseira

 

A vida que tece outra vida

É vida parida

É vida maior

Tens agora a palpitar

A minha vida

No teu ventre meu amor

 

                                    Depois vamos os dois

                                    P´rá vida nova´

                                    Será uma flor

                                    Flor de carne

                                    A despontar da primavera

                                    Do teu ventre meu amor

 

 

 

Contacto com o autor: clicando aqui
Viva Lisboa: Grande Fadista
música: Rosa Botão de Gente
publicado por Vítor Marceneiro às 00:00
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9 comentários:
De ADELINO DARAVANO FERREIRA a 13 de Junho de 2008 às 00:15
Recordo-O com saudade do Lobito, numa tarde de Domingo, na Casa do Pessoal do Porto do Lobito, tipo chá das 6 de Luanda, isto em 1972 ou 73 e quão novo eu era, 16/17 anos.
Viva Vasco Rafael.
De Zé do Mar " Fadista " a 25 de Maio de 2009 às 10:48
Muitas vezes te recordo :
Gostei muito de te conhecer ,bom amigo.
acompanhei os teus últimos dias de vida na tua casa na Ajuda,sei o quanto sofreste.
Grande´vóz ,das melhores no fado e na canção .
Vasco espero que estejas bem e continues a cantar como sempre ao melhor nível.
Até sempre.
Zé do Mar
FADISTA
De mario pereira a 7 de Maio de 2012 às 20:23
Amigo Zé do mar, eu também fui um grande admirador de Vasco Rafael e (caso veja este comentário), vou aproveitar esta oportunidade para lhe perguntar se o amigo é o Zé do mar de Sesimbra, em caso afirmativo temos muitas coisas em comum para recordar.
Cumprimentos.
De José Vieira a 10 de Outubro de 2009 às 00:25
Conheci Vasco Rafael na minha e sua terra natal, Angola. Ouvi-o muitas vezes cantar bem antes de vir para Porugal, na Muxima em Luanda e em outras casas de fado da Capital Angolana. A sua voz inconfundível ficará sempre na memória daqueles que tiveram o privilégio de o ouvir.
Até sempre VASCO RAFAEL.
José Vieira
De rfg a 16 de Março de 2012 às 10:12
Foi ao wikipédia à procura de dados sobre o Vasco Rafael. Não tinha mas agora já tem alguns. No IMDB diz que nasceu em 1949 mas tem a sua morte no mês de Junho/1998 quando no Expresso tinha Julho/1998. Parece que o "Roseira" é de 1977.
De Vítor Marceneiro a 16 de Março de 2012 às 13:33
Obrigado pela ajuda.
Um abraço
Vítor
De Manuela Ramos a 27 de Março de 2013 às 15:43
Muitooooooo Obrigado por recordar um fadista, tao bom , q para min sempre sera recordado, tenho muitas boas recordacois , do meu querido comprade ,Padrinho do meu filhote,,Vasco Rafael, para min era como um irmao,ainda bem que a alguem O recordA dele, pq ja vi q a nossa televisao numca se lembram de o recordar,um fadista como ele merecia ser recordado pq ele tinha um coracao de bomdade e muito amigo de ajudar.O MEU COMPADRE fez muitos espectaculos aqui onde eu vivo a muitos anos CANADA.
estou muito grata a pessoa Q O RECORDOU AQUI NESTA PAGINA, OBRIGADOOOOO
COM MUITO CARINHO MANUELA
De antonina a 23 de Agosto de 2015 às 22:42
O Vasco foi meu vizinho em Luanda e tanto ele como eu frequentámos a casa de fados Muxima da Benvinda Correia. Era um rapazinho simpático, meigo, com o seu vozeirão inconfundível. Eterna saudade.

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