Sexta-feira, 12 de Outubro de 2018

JOSÉ PRACANA - Músico e Fadista

JOSÉ PRACANA, ( O KANA para os amigos) nasceu a 18 de Março de 1946 em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores. Em 1956 veio residir para Lisboa com os pais e os irmãos

Iniciou a sua carreira artística em 1964 como fadista-amador, estatuto que sempre manteve, cantando e imitando em festas de estudantes. Frequentou várias casas de Fado-Amador que existiram no Estoril e em Cascais, onde aos fins de semana se juntava a José Carlos da Maia, Carlos Rocha, que em 1965 lhe proporciona as primeiras lições de guitarra portuguesa, João Ferreira-Rosa, António Mello Corrêa, Francisco Stoffel, João Braga, Teresa Tarouca, Carlos Guedes de Amorim, Francisco Pessoa e outros.

Em 1968 actuou pela primeira vez na RTP, num programa das Forças Armadas. Em 1969 foi ao Zip-Zip.

Em Dezembro de 1969, com Luís Vasconcellos Franco, seu conterrâneo, inaugurou o Bar de Fados Arredo, em Cascais, que dirigiu até 1972, ano em que abandonou a actividade empresarial para trabalhar na TAP  onde exerceu as funções de Comissário de Bordo e de funcionário da Direcção de Relações Públicas/Relações Externas e Protocolo da TAP/Air Portugal.

Na RTP participou no Curto-Circuito em 1970, programa de Artur Agostinho e João Soares Louro. A convite da RTP produziu o programa Vamos aos Fados, em 1976, uma série de cinco programas da sua autoria. Em 1985 entrou no programa televisivo de Carlos Cruz, "Um, Dois, Três". João Maria Tudela convidou-o para a RTP em 1987, actuando em Noites de Gala. No ano seguinte Simone de Oliveira teve a mesma iniciativa no Piano Bar. Em 1991 Júlio Isidro levou-o a Regresso ao Passado. A convite da RTP-Açores fez uma série de cinco programas com o título Silêncio Que Se Vai Cantar O Fado, em 1993. No ano seguinte Herman José convidou-o para Parabéns. Em 1995, Carlos Cruz fê-lo entrar em Zona Mais. etc.

Grande admirador de José Nunes e seu seguidor no estilo em que toca guitarra, e também de Alfredo Marceneiro.

Nos últimos anos regressou aos Açores onde vive actualmente.

José Pracana nos últimos tempos tem lutado contra uma doença que tem debilitado, mas estou crente que não o irá derrotar.... E Graças a Deus não derrotou.

Felicidades “Kana”

Infelizmente hoje dia 26 de Dezembro tive a triste de notícia que o KANA, já não está entre nós.

 

 
 

 

 

 

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

Fados do meu Fado - O Bairro onde nasci..ALCÂNTARA

Vitor na Puberdade.jpg

 Foto da minha juventude ao meu lado esquerdo o Zézinho e ao meu lado direito o Fernandinho eu era o Vitó

Fados do meu Fado

Meu avô conheceu a minha avó no Bairro de Alcântara

Meu pai conheceu a minha mãe no Bairro de Alcântara, pois minha mãe era natural de Alcântara

Meus pais casaram no Bairro de Alcântara na Igreja de S. Pedro de Alcântara

Eu nasci no Bairro de Alcântara,  na Rua Possidónio da Silva, mais conhecida pela Fonte Santa, fui baptizado na Igreja de S. Pedro de Alcântara.

Fui criado pela nminha avò Maria e vivi na Rua Vieira da Silva em Alcantara, foram  meus amigos e trataram-me como seu eu fosse da família a "Familia Matos, O José Matos a sua mulher a D.ª Herminia e os filos o Manuel e a Olivia

Fiz o Curso Industrial na Escola Marquês de Pombal em Alcântara.

O meu primeiro emprego aos 17 anos foi na General Motors Lisboan, ficava na Rua da Cozinha Económica, em Alcântara.

Actualmente vivo no Cadaval, mas, sempre com saudades da minha Lisboa e da minha freguesia, gostaria, tal como meu avô idealizou, o poeta escreveu e a DIVINA PROVIDÊNCIA, lhe concedeu.

 

QUE DEUS ME DÊ A GRAÇA, A ALEGRIA

NESTA VIDA TÃO CHEÍNHA DE DESGOSTOS

A IR MORRER NA MINHA FREGUESIA.... ALCÂNTARA

 EU AMO LISBOA

Poema dito por Luís Gaspar


 

O MEU BAIRRO... ALCÂNTARA

Alcântara é uma freguesia portuguesa do concelho de Lisboa, o seu nome deriva do árabe al-qantara, que significa "ponte", assim se chamava a ponte que atravessava a ribeira nessa área, que acabou por se chamar ribeira de Alcântara.

Alcântara era, no início do séc. XX, um dos principais bairros republicanos que conspirava contra a monarquia e onde se planeavam formas de instaurar uma república. Após a Proclamação da República Portuguesa, em 1910, as greves sucederam-se umas às outras devido a grandes conflitos sociais. Alcântara, já durante a ditadura salazarista, continuava a albergar grupos revolucionários, reprimidos pelo Regime.

Durante o séc. XX muita coisa mudou em Alcântara, que muito influenciou o futuro da freguesia, destacam-se a arborização do Parque Florestal de Monsanto (1937); a construção do Bairro do Alvito (1936 - 1937), da Estação Marítima de Alcântara (1943), da Avenida de Ceuta (1944 - 1951) e do Pavilhão da FIL (1957); a inauguração do Estádio da Tapadinha (1945), entre outros.

 

A Igreja de São Pedro em Alcântara, situa-se na freguesia de Alcântara, no concelho de Lisboa, na Calçada da Tapada.

Esta igreja paroquial, foi erigida em 1782, tem traços semelhantes á Basílica da Estrela, embora de dimensões mais reduzidas.

São Pedro de Alcântara, de nome verdadeiro Juan de Garabito y Vilela de Sanabria (Alcántara, Extremadura, 1499 — Arenas de San Pedro, Castela e Leão, 18 de Outubro de 1562) foi um frade franciscano espanhol.

Nasceu no seio de uma família nobre. Estudou Direito na Universidade de Salamanca, mas abandonou os estudos e tomou uma vida religiosa em 1515 no convento de São Francisco de los Majarretes, perto de Valência de Alcântara, onde toma o nome de frade Pedro de Alcântara.

Viajou até Portugal para reformar uma das Províncias Franciscanas da altura. Estabeleceu-se na Serra da Arrábida, no século XVI, sendo bastante apreciado pelo rei D. João III. Fundou uma série de mosteiros para os chamados Arrábidos (ou Capuchos, noutras zonas do país). Escreveu toda a regra da comunidade em Azeitão. Mais tarde os Arrábidos foram colocados no Convento de Mafra por D. João V. Acabaram por ser expulsos quando da implantação do Liberalismo e foram reintegrados na Ordem Franciscana.

 

Escreveu o "Tratado da Oração e Meditação".

Foi beatificado pelo papa Gregório XV em 1622 e canonizado por Clemente IX em 1669.

 

 

A aparição de João Capistrano a Pedro de Alcântara. Luca Giordano

 

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JOSÉ MARIA NÓBREGA Violista de Fado

 Nasceu em Alijo, Alto Douro em 19 de Novembro de 1926., Faleceu a 10 de Outubro de 2018.

Aos 10 anos foi viver com os seus pais para o Porto, onde aprendeu de imediato a tocar bandolim. Entretanto trabalhou como aprendiz de alfaiate. Seu pai tocava guitarra com os amigos e pouco depois também quis fazer o mesmo com a ajuda dum vizinho que também tocava bandolim. Aos 13 anos tocava viola e pouco depois fundou com José Fonseca (violino) e Abílio Nunes (bandolim) um terceto de baile. Mais tarde este agrupamento transformou-se em sexteto com a entrada no grupo de um acordeonista, de um baterista e dum saxofonista. Era já maior de idade quando esta orquestra acabou. Em 1952 actuou com o guitarrista Marcírio Ferreira e a cantadeira Elisa Silva no Palácio de Cristal do Porto. Em 1953 tocou com o guitarrista Samuel Paixão no Dancing Palladium. Entretanto, estabeleceu-se como alfaiate em Padrão da Légua, Porto. Vivia ali um barbeiro, Álvaro Martins, que tocava guitarra portuguesa e que o influenciou na entrada para o Fado. Em 1957 actuaram no Tamariz do Porto. Convidados por Moniz Trindade, inaugurou em Janeiro de 1958 o Café Pam-Pam, que se situava junto à Praça do Chile. Quando o estabelecimento encerrou as suas portas, Álvaro Martins regressou ao Porto, e Nóbrega passou a acompanhar Jorge Fontes. Foi tocar para a Nau Catrineta, estabelecendo-se outra vez como alfaiate, agora no Largo da Misericórdia. Por falta de tempo e cada vez mais solicitado para o Fado, desistiu de vez da profissão de alfaiate. Foi tocar viola para o Folclore da Rua Nova da Trindade e entretanto quis aperfeiçoar-se, recebendo lições de Duarte Costa. Em Fevereiro de 1968 colaborou activamente na realização do Mês de Portugal promovido em Copenhaga pelo Centro de Turismo de Portugal, tendo actuado no Festival Português realizado no Restaurante  Lorry.  Actuou na Tágide, acompanhando a fadista Helena Tavares, na Nau Catrineta com Jorge Fontes acompanhou Moniz Trindade (1958 e 1959), e passou por todas as casas de Fado de Lisboa. Desde 2000 que faz parte do elenco do Restaurante Severa. Na sua vida profissional acompanhou grandes figuras do Fado como, Carlos do Carmo com quem está há 38 anos, Elisa Silva (1952) António Pires, Arminda da Conceição, Américo Lima, Carlos Figueiredo, Cidália Moreira, Fernando Forte, Ada de Castro, Alberto Costa, Alice Maya, Alice Maria, António Mourão, Amália Rodrigues, Berta Cardoso, Cândida Ramos, Carlos Barra, Celeste Rodrigues, Deolinda Rodrigues, Edith Guerra, Elsa Coimbra, Augusta Ermida, Jorge Fernando, Eduarda Maria, Fernando Manuel, Filipe Duarte, Florência, Flora Pereira, Francisco Martinho, Helena Lima, Flaviano Ramos, Helena Santos, Hermano da Câmara, Isaura Alice de Carvalho, Jaime dos Santos, Marcírio Ferreira (1952), António Chainho (1968), Raul Nery, José Fontes Rocha, Jorge Fontes, Carlos Gonçalves (1963), António Parreira, José Luís Nobre Costa, Samuel Paixão (1953), Joaquim Cordeiro (1959), Jorge Martinho, José Amaro, Julieta Santos, Laurita Duarte, Lena, Lídia Ribeiro, Lucília do Carmo, Manuel Dias, Maria Amélia "Miúda da Mouraria", Maria do Céu Crispim, Rodrigo, Alfredo Marceneiro, Hélder António, João Queirós, Maria Albertina, Maria da Fé, Maria José Villar, Tucha Mascarenhas, Isaura Alice de Carvalho, Madalena Ferraz, João Braga, Maria do Rosário, Mário Rui, Miguel Silva, Nazaré Ferrer, Maria Amélia Proença e muitos outros. A 20 de Novembro de 1965 actuou na Voz do Operário. Em 2005 a Casa da Imprensa atribuiu-lhe o Prémio Carreira e a Fundação Amália Rodrigues concedeu-lhe o prémio Viola do Fado.

in: Programa I Grande Gala dos Prémios Amália Rodrigues

 

Permitam-me  acrescentar algo mais, sobre o que atrás está descrito sobre José Maria Nóbrega.

Desde muito jovem que tive o privilégio de  conviver  com o José Maria Nóbrega., sou amigo do filho Pedro Nóbrega que também toca viola e viola baixo, assim como da família mais chegada.

Recordo ainda quando ele e o António Chainho, eram os músicos  privativos no "Folclore" (ficava ao lado da Cervejaria Trindade), espaço este,  que estava vocacionado para o turismo,  e como acabavam mais cedo (perto da meia-noite) que os restantes recintos, o Nóbrega e o Chainho iam até ao Faia acabar a noite. Era no  tempo em que o meu avô ainda parava no Faia.

Quando saí do serviço militar,  fui morar para a Amadora, onde o José Maria Nóbrega também habitava, ficámos vizinhos e o contacto era praticamente diário.

 

Em 1970 gravei o meu primeiro disco (EP) para e etiqueta "Estúdio", e fui acompanhado pelo António Chainho e pelo José Maria Nóbrega.

 Num recinto do qual eu era proprietário, passou a haver Fados às sextas-feiras à noite, e sempre que o Nóbrega estava livre, era ele que fazia parte da parelha de músicos, assim como em algumas festas e espectáculos de que fiz parte.

 Esta amizade e convivência quase diária,  durou até à minha saída da Amadora em 1995.

 Embora só nos encontremos de tempos a tempos, é sempre efusivamente que nos abraçamos.

 

Foto em casa de um amigo em 1988. Por estar a segurar  numa viola,  poder-se-á pensar que toco, mas não, é uma brincadeira, pois nas fadistagens em que entrámos, não faltava a boa disposição. A expressão do Nóbrega  é disso testemunho. 

 

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Viva Lisboa: Que saudades...
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2018

Varinas de Lisboa

Oh! viva da costa...Há sardinha linda ....

oh! freguesa quem é que acaba o resto... é treze a dúzia

 

Alfredo Duarte Júnior

Canta: Varinas

Carlos Conde e Acãcio Rocha

Vídeo postado por Américo

 

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Viva Lisboa: Varinas de Lisboa... Lindas
música: Varinas
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2018

Fotógrafo " A La Minute"

O Fotógrafo de Rua - "Fotógrafo A La Minute"

Houve tempos em que poucos tinham possibilidades de ter uma "KodaK" , mas felizmente havia aquela caixinha mágica que tirava lá de dentro  «um papel com  as nossa caras», era uma delícia,  até parecia magia. 

 


 

 

Vem mesmo a propósito esta foto tirada nas docas de Alcântara por um fotógrafo de rua

Amália e a irmã Celeste

 

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Trapeiro - Ferro Velho

Quem tem trapos ó garrafas, queira vender

compro papeis, guardas chuvas, moveis velhos...

 

 

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Pregões de Lisboa - Padeiro

Padeiro à porta...


São os pregões de Lisboa

voz da vida, voz do povo,

seu Fado, sua alegria !

E cada voz que apregoa

tem um pregão sempre novo

p´ra cada hora do dia !

Poema de: Francisco Radamanto

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Limpa Chaminés

Limpa Chaminés

....é o limpa chaminés.....

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Petrolino com a sua carroça - vendedor porta a porta

"Petrolino"

"Pitrolino.... à porta (soprava uma pequena corneta característica)

Vendia porta a porta, petróleo, alcool de queimar, lixivia, azeite, sabão, etc..

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Pregões de Lisboa -O Ardina

O Ardina de Lisboa

 

Nas ruas mais pequeninas

Que o sol quando vem beijar

Cantam à vida os ardinas

E, nos pregões das varinas

Ouve a gente a voz do mar

 

 Poema de: José Castelo

Oh. "Polar", traz a Bola oh. "Polar" , é o diário

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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2018

CELESTE RODRIGUES -Faleceu hoje dia 1 de Agosto de aos 95 anos

CELESTE RODRIGUES - Nasceu a 14 de Março de 1923, poderia ter tido o estigma de ser irmã da grande Amália, mas os amantes do fado sabem bem que ela é também uma grande fadista de alma e coração, com um estilo próprio e uma voz muito característica, voz suave, melodiosa e distinta, felizmente ainda está entre nós e canta quando lhe apetece o seu próprio repertório.

Amália e Celeste foram aquilo que é o mais natural entre duas irmãs, eram amigas e amavam-se, nunca foram rivais, as filhas da Celeste Maria Rita e Maria José eram a alegria da tia, que se não me engano era madrinha de uma delas, ou mesmo das duas.

Após a morte da sua irmã, houve atitudes de pessoas e organizações que se deviam envergonhar do seu comportamento para com a Celeste. A forma como a Celeste é recriada num espectáculo recordando a sua irmã Amália , é de um mau gosto do mais baixo nível, infelizmente não ouvi mais vozes a tomarem posição,  a critica, os investigadores, conhecedores e outros com muitas credenciais de sabedores de coisas do Fado, nada disseram sobre  o vexame feito a esta grande senhora, Celeste Rodrigues. Foi mais fácil bajular o empresário e encenador, o que vale, e contra isso não há argumento, é que a história traz sempre a verdade ao de cima.

Agora, quem lhe agradece e com muita honra sou eu, Vítor Duarte o neto do seu grande amigo Alfredo Marceneiro, pelo seu carinho pelo meu avô que tantas vezes presenciei, e que ele de igual forma lhe retribuía.

Quero agradecer-lhe também como amante do fado, a sua postura e o muito que o fado lhe deve, é uma grande honra e uma mais valia para este blog recordar CelesteRodrigues.

© Vítor Duarte Marceneiro

 
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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2017

Alfredo Duarte Júnior -Que Saudades 1924 - 1999

QUE SAUDADES.... ALFREDO DUARTE JÚNIOR, meu saudoso pai.
Ainda na memória dos verdadeiros amantes do fado, o «castiço» Alfredo Duarte Júnior sempre fez por honrar o nome de seu pai, o inesquecível Marceneiro, verdadeira legenda de oiro do Fado Tradicional. Se a história do Fado tem vindo a ser escrita, através dos tempos pelos seus mais expressivos intérpretes, é inegável que a carreira de Alfredo Duarte Júnior merece vir a ocupar Interessante e importante capítulo.
 

ALFREDO DUARTE JÚNIOR- Filho de Alfredo Marceneiro, nasceu em Lisboa, na freguesia de Santa Isabel, a 23 de Dezembro de 1924.

Começou a cantar muito jovem nas verbenas, só se profissionalizou em 1950.

Foi apelidado de "Fadista Gingão" porque começou a dar às suas interpretações uma coreografia , inédita no Fado, o que lhe valeu muitas críticas, mas ainda hoje há muitos que o imitam, quer no gingar, quer usando o lenço, ou boné.

Foi rei da rádio nos anos sessenta, cantou na RTP, e nas rádios. Esteve nos Estados Unidos, Inglaterra, gravou mais de uma dezena de discos.

Por fim chamaram-lhe o "Fadista Bailarino" uns gostavam, outros não, mas marcou um estilo muito seu, e tem por mérito próprio um lugar na História do Fado.

A 6 de Junho de 1999 faleceu em Lisboa, na Rua do Cura no bairro da Madragoa, os seus restos mortais estão no talhão dos artistas no cemitério dos Prazeres.

Alfredo Duarte Júnior não merece um lugar no Museu do Fado, usa-se a foto de Alfredo Marceneiro colocando a seu lado muita gente, mas o filho é totalmente ignorado.

© Vítor Duarte Marceneiro

Alfredo Duarte Júnior

Canta: Fado Nosso

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Viva Lisboa: Honrado nas origens
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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017

ALICE MARIA - Fadista Faleceu

Através do meu amigo,  o poeta Mários Rainho, tive a triste noticia que Alice Maria faleceu.

. Estava retirada há muitos anos e actualmente estava hospedada na Casa do Artista.

Paz á sua alma.

 

 

Grande fadista, cantou muitos anos na "SEVERA", tem muitos discos gravados e muitos poemas de sua autoria.

 

 

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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017

Vítor Marceneiro - Cantar Lisboa

2017-10 

Lisboa e as Fadistas (Edição discográfica da Tradisom/José Moças)

 

 

 

 

 

Lisboa… é cantada, Lisboa… é pintada.

 

É estudada, comentada, vivida e sentida por todos, eruditos ou não, que,  afinal, se unem numa só causa: adorá-la, escutá-la e vê-la cintilar por todo o Mundo.

 

Nos poemas sobre Lisboa, transparece o propósito de apresentar uma crónica intensa e profundamente sentida, desdobrando-se e enredando-se nela o autor, por vezes em versos despretensiosos, ditos de “pé-quebrado”, mas nunca desrespeitando o rigor documental da história, num turbilhão de rimas e acidentados ritmos.

 

As cantigas que se fazem a Lisboa são declarações apaixonadas de amor. Os poetas personificam, na capital, a sua dama e rasgam-lhe um sem-número de galanteios e piropos, vendo sempre, na sua cidade amada, a mais cantada e colorida do Mundo. E é nesta cor local que jogam as suas rimas e seus estribilhos... Lisboa Princesa, Lisboa coroada Rainha, Lisboa “menina e moça”, Lisboa mãe, avó Lisboa, madrinha Lisboa, Lisboa amada, Lisboa dos meus amores, Lisboa do meu coração, Lisboa vai!, etc., etc.

 

Nas declarações de amor que recebe dos poetas seus enamorados, Lisboa tem todo o encanto e fica vaidosa, porque sabe que é bonita, não pela opulência, mas, sim, pela sua alegria e graça natural. Hoje é consensual que a nossa Lisboa é a mais cantada e a mais amada cidade do mundo. É a cidade das mil e uma cantigas.

 

Não se conhecem dados, de fonte fidedigna, que nos permitam saber qual terá sido o primeiro Fado dedicado a Lisboa, sabe-se, sim, que esta relação é antiga e terá começado no início do século XIX. Embora se trate inquestionavelmente de uma expressão de música popular urbana nas suas raízes, o tema principal do Fado não é apenas a cidade, destacando-se também a vida, a tragédia e o amor, ou seja, no fundo, a essência do chamado “estado de alma do fadista”.

 

Assim, o Fado tradicional tem como uma das suas regras básicas contar uma história, seja ela de amor, de tragédia ou de outro mote qualquer, mas é a saudade, que os portugueses orgulhosamente reivindicam como um sentimento enraizado nas suas almas, que ocupa o lugar central: a saudade, na partida para o  mar, dos pescadores, dos marinheiros, dos que emigram. Todo o português afirma, ao partir, que  leva no coração a saudade da pátria, da família e dos amigos… a saudade é destino, é signo de português, é o nosso Fado.

 

Lisboa e os seus bairros, as suas sete colinas, os lugares pitorescos, o rio Tejo que a envolve são cantados em muitos géneros musicais, mas o Fado é, sem dúvida, maioritário, seguindo-se as marchas populares, que saíram à rua a partir de 1932. Em cada ano, escrevem-se centenas de poemas sobre Lisboa, sempre lindos e diversos, que versam o mesmo tema, mas nunca se repetem. Este acervo iconográfico à cidade “musa inspiradora” não impõe limites à imaginação e criatividade dos poetas/letristas, tal é a sua beleza,  e, curiosamente, muitos destes temas que são compostos para os concursos das marchas preenchem a métrica para Fado, passando a serem cantados nas músicas dos Fados tradicionais.   

 

De igual modo, o Teatro de Revista produziu muitos temas que passaram a ser elevados a  fados clássicos. De facto, este tipo de teatro, também chamado “revista à portuguesa”, muito centrada em Lisboa, contribuiu bastante com o chamado “Fado revisteiro” para a  notoriedade, no início do século XX, de muitas mulheres fadistas. Muito embora tenha sido, muitas vezes, considerado como um “subgénero do Fado”, ele foi, sem sombra de dúvidas, um grande contributo para a divulgação do Fado e da mulher fadista. 

 

Ícone desta mulher é a Maria Severa (1820-1846), figura mítica de Lisboa, considerada a fundadora do Fado e heroína de um romance de Júlio Dantas. Foi com base nesta figura de Lisboa, que a mulher fadista mais se afirmou, sobretudo quando esta obra foi transposta para o teatro, em 1901, e que, tal como aconteceu com o romance, obteve estrondoso sucesso. Posteriormente, a Maria Severa continuou a ser motivo de inspiração. Em 1909, surgiu mais um êxito, uma “Opereta”, adaptada por André Brun e musicada pelo maestro Filipe Duarte, e na década dos anos 30, o Fado e as fadistas tiveram novo motivo de orgulho, desta vez através da Sétima Arte, o cinema. O primeiro filme sonoro português foi uma nova adaptação de “A Severa” de Júlio Dantas, feita pelo realizador Leitão de Barros. Neste filme, Dina Teresa cantava o «Fado da Severa» (também conhecido como «Rua do Capelão»), incluído na presente compilação.

 

O Fado é cantado pelas fadistas de Lisboa, de vestido preto com um xaile aos ombros, num ambiente de silêncio e respeito à média luz, ao som do trinar de uma guitarra.

 

E agora, caro/a leitor/a,… silêncio, que se vai cantar o Fado!

 

© Vitor Duarte Marceneiro/Tradisom

 

 

 Vítor Duarte Marceneiro

Canta: Bairros de Lisboa

Letra de Carlos Conde e música de Alfredo Marceneiro (Fados Pajem)

 

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música: Bairros de Lisboa
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Domingo, 24 de Setembro de 2017

JOÃO FERREIRA-ROSA - Faleceu, o FADO ESTÁ DE LUTO

JORNAL EXPRESSO - 24 de Setembro de 2017

João Ferreira-Rosa era proprietário do Palácio de Pintéus, nos arredores de Loures, que fora propriedade da poetisa Maria Amália Vaz de Carvalho e que serviu de cenário a vários programas de fado, transmitidos pela RTP, em que participaram os fadistas Alfredo Marceneiro, Maria do Rosário Bettencourt, Teresa Silva Carvalho e João Braga, e os músicos Paquito, José Pracana, José Fontes Rocha, entre outros. João Ferreira-Rosa, natural de Lisboa, afirmava-se monárquico e foi autor, entre outros, do poema “Triste sorte”, que gravou no Fado Cravo, de Marceneiro. Figura assídua das galas anuais Carlos Zel, no Casino Estoril, do seu repertório constam, entre outros, os fados “Os Saltimbancos”, “Acabou o Arraial”, “Fragata” e “Portugal Verde e Encarnado”.

Nasceu em 16 de Fevereiro de 1937

O Fado que mais contribuiu para que fosse mais conhecido,  foi decerto o Fado do Embuçado.

Em 1966 em Alfama, abriu uma casa de Fados  “Taverna do Embuçado”, decorada com uma estilo muito monárquico, em que incluía a bandeira azul e branca, aliás sempre  afirmou ser um monárquico convicto.

Ainda nos anos 60 adquire o Palácio Pintéus, no concelho de Loures, onde se realizaram grandes noites de Fado, muitas das quais assisti, fazendo companhia a meu avô, que João Ferreira-Rosa nunca deixava de convidar, e por quem sempre nutria um carinho muito especial, que era correspondido.

Nutre uma especial paixão por Alcochete,  onde passou a morar nos últimos anos, escreveu um tema sobre a vila, o  “Fado Alcochete”, que canta com a música do  Fado  Balada de Alfredo Marceneiro.

 

 

 


 João Ferreira-Rosa

 canta Um dia qundo isso for

 

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Viva Lisboa:
música: Um dia Quando Isso for
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Domingo, 20 de Agosto de 2017

Cabo da Boa Esperança - Portugal país de marinheiros

 

 

 O GIGANTE ADAMASTOR

Cinco dias depois da paragem na Baía de Santa Helena, chega Vasco da Gama ao Cabo das Tormentas e é surpreendido por uma nuvem negra “tão temerosa e carregada” que pôs nos corações dos portugueses um grande “medo” e leva Vasco da Gama a evocar o próprio Deus todo poderoso.
Foi o aparecimento do Gigante Adamastor, uma figura mitológica criada por Camões para significar todos os perigos, as tempestades, os naufrágios e “perdições de toda sorte” que os portugueses tiveram de enfrentar e transpor nas suas viagens.
Esta aparição do Gigante é caracterizada directa e fisicamente com uma adjectivação abundante e é conotada a imponência da figura e o terror e estupefacção de Vasco da Gama, e seus companheiros, que o leva a interrogar o Gigante quanto à sua figura, perguntando-lhe simplesmente “Quem és tu?”.
Mas mesmo os gigantes têm os seus pontos fracos. Este que o Gama enfrenta é também uma vítima do amor não correspondido, e a questão de Gama leva o gigante a contar a sua história sobre o amor não correspondido.
Apaixona-se pela bela Tétis que o rejeita pela “grandeza feia do seu gesto”. Decide então, “tomá-la por armas” e revela o seu segredo a Dóris, mãe de Tétis, que serve de intermediária. A resposta de Tétis é ambígua, mas ele acredita na sua boa fé.
Acaba por ser enganado. Quando na noite prometida julgava apertar o seu lindo corpo e beijar os seus “olhos belos, as faces e os cabelos”, acha-se abraçado “cum duro monte de áspero mato e de espessura brava, junto de um penedo, outro penedo”.
Foi rodeado pela sua amada Tétis, o mar, sem lhe poder tocar.
O discurso do Gigante, que se divide em duas partes de acordo com a intervenção de Vasco da Gama, compreende, na primeira, um carácter profético e ameaçador num tom de voz “horrendo e grosso” anunciando os castigos e os danos por si reservados para aquela “gente ousada” que invadira os seus “vedados términos nunca arados de estranho ou próprio lenho”.
A segunda parte do discurso do Adamastor representa já um carácter autobiográfico, pois assistimos à evocação do passado amoroso e infeliz do próprio Camões.
O Gigante Adamastor diz ainda que as naus portuguesas terão sempre “inimigo a esta paragem” através de “naufrágios, perdições de toda a sorte, que o menor mal de todos seja a morte”, a fazer lembrar as palavras proféticas do Velho do Restelo.
Após o seu desabafo junto dos lusitanos, a nuvem negra “tão temerosa e carregada” desaparece e Vasco da Gama pede a Deus que remova “os duros casos que Adamastor contou futuros”.
 Luís Vaz de Camões

 

Rodigo canta:

Velho Marinheiro

Letra de Mário Raínho

Música: Fontes Rocha

 

 

  VELHO MARINHEIRIO

Letra de: Mário Rainho

Música de Fontes Rocha

 

Nasceu à beira do mar

E assim se fez marinheiro

Fez-se ao mar a navegar

E correu o mundo inteiro

 

                       Chegou primeiro às Índias, ao Oriente

                       Uniu por mares, continentes

                       Que nos deixou por herança

                       Nas caravelas, num mar de águas turbulentas

                       Dobrou o Cabo das Tormentas

                       Que é hoje da Boa Esperança

 

Qual é o país, vaidoso e feliz

No mar pioneiro

E que é marinheiro

E que é marinheiro

 

Que levou a cruz, de Cristo Jesus

P´lo Mundo inteiro

E que é marinheiro

E que é marinheiro

 

Nasceu à beira do mar

E assim se fez marinheiro

Fez-se ao mar a navegar

E correu o Mundo inteiro

 

                      Chegou primeiro a outras praias distantes

                      Por esses mares nunca dantes

                      Navegados por alguém

                      Tem um padrão à coragem e aos tormentos

                      Pelos seus descobrimentos

                      Junto à Torre de Belém

 

 

  

 

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Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

Esquimó Fresquinhos - Olá Fresquinho, Há Fruta Oh Chocolate

Começou  por ser a pé, depois num carro a pedais, seguindo-se um carro de motorizada e também um carrinha-automóvel

É O ESQUIMÓ FRESQUINHO - HÁ FRUTA Ó CHOCOLATE

OLÁ FRESQUINHO

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Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

Sapateiro de vão escada - Oficial de corte Rodrigo Duarte pai de Alfredo Marceneiro

Imagem de sapateiro de vão de escada

Desde o  século XIX e até meio do século XX, o artífice de sapateiro,  desde que não trabalhasse para grandes lojas ou para casas senhoriais, para  sobreviver,  tinham que se estabelecer por conta própria,  e para tal, tentar arranjar  um vão de escada para alugar, era economicamente  o mais viável.

Nesta época havia muitos sapateiros de escada por toda a Lisboa.

Era uma vida dura e pouco gratificante em termos económicos, pois os seus clientes era o povo mais humilde, que muitas vezes mandava reparar o calçado, e ou não o chegava a ir levantar por dificuldades financeiras, ou às vezes passado muito tempo.

A sua postura corporal para trabalhar, era sentado num pequeno banco de madeira muito  baixo,  e no seu próprio colo sobre um avental de couro era a sua   mesa de trabalho, é de ver que sentado nesta posição tantas horas seguidas, com luz deficiente  mesmo durante o dia principalmente no inverno, tinham que ter praticamente o candeeiro a petróleo sempre aceso.

Trabalhavam dias e dias a fio, só se parava ao domingo de manhã para ir à missa, a saúde tinha que ser precária e muitas deformações, problemas de coluna, da  bacia, na vista, etc..

Meu Bisavô Rodrigo Duarte, já tinha esta profissão no Cadaval , quando com a minha bisavó Gertrudes da Conceição lavava roupa para fora., aliás este oficio era intitulod como "Mestre de Corte"

Passaram no inicio grande dificuldades, até que arranjaram um local à Praça das Flores, que além do vão de escada para  poder montar a pequena bancada de sapateiro, tinha uma arrecadação   que mais não era que um corredor comprido e com uma largura razoável, atamancada para poderem lá viver. O corredor  dava para um saguão , onde minha avó podia lavar roupa para fora, e foi neste ambiente que  Alfredo nasceu e lá tiveram mais três filhos. (esse prédio já hoje não existe)

Rodrigo Duarte morre prematuramente em 1905 com uma "tísica galopante".

Meu avô viu-se assim aos 14 anos como o cabeça de casal, e esteve sempre com sua mãe até à hora da sua morte.

Meu avô Alfredo começa a trabalhar e arranja uma pequena casa na Rua da Páscoa, num pátio lá nasceram os seus filhos, e  foi onde viveu os restos dos seus dias.

Foi um filho  e irmão exemplar, que o adoravam, foi pai e um avô exremoso.

 

Lavadeiras de roupa

 

 

 

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Funileiro á Porta - Pregões de Lisboa

Era uma figura típica que percorria as ruas nos bairos, para reparar tachos penelas, etc.

funileiro_1941.jpg

Funileiro a trabalhar senrado num passeio de Rua

Exemplos de algumas ferramentea

Maçarico.jpgMartelo.jpgTesoura.jpg

 

 

 

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Quarta-feira, 9 de Agosto de 2017

Propagandista (Banha da Cobra) Pregões de Lisboa

Banha da Cobra.jpg

Eram conhecido pelos "Vendedores da banha da Cobra". Traziam uma cobra numa mala e como era um animal que muita gente era a primeira vez que via ao vivo, nem davam pelas horas passarem a ouvir a prelecção.

Era pó para o estômago , era pó para a solitária etc...Era uma figura com um poder de palavra fora do comum aliado a uma capacidade de persuasão fantástica, que as pessoas acabavam por comprar os tais pós ou elixires.

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Viva Lisboa: Velhos Tempos
música: " A banha da cobra"
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