Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008
Como é possivel que o Maestro Pedro Osório, Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, tome esta posição, quando a própria SPA, me informa que está a ser elaborado o processo, e que irá para os serviços jurídicos!
Transcrevo os "mails" enviados
-----Mensagem original-----
De: Vitor Duarte Marceneiro [mailto:marceneiro@sapo.pt]
Enviada: quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008 10:26
Para: grandes.direitos@spautores.pt
Assunto: att: Ana Brasinha
Cara Amiga
Mando-lhe o texto que coloquei no meu blog e mais um que foi publicado no portal do fado.
Mando ainda as comparações musicais, que explicam a má fé e desonestidade do Sr. Carlos do Carmo neste assunto.
-----Mensagem original-----
De: Vitor Duarte Marceneiro [mailto:marceneiro@sapo.pt]
Enviada: quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008 22:34
Para: grandes.direitos@spautores.pt
Assunto: Fado Versículo de Alfredo Marceneieo
Caros amigos
Após a minha exposição pelo telefone e envio de "mails", sobre a usurpação dos direitos de uma música de meu avô.Fui informado via telefone que o processo estava em formação, para seguir para os serviços os juridicos. Tive hoje a supresa de ver numa peça de reportagem do 1º Jornal na Sic, em que sou entrevistado, que foi também entrevistado o Exmº Senhor Presidente da SPA, Maestro Pedro Osório, em que dà já uma opinião/decisão nessa qualidade! (ver video no meu blog).
Nenhum dos herdeiros teve qualquer resposta á nossa justa reenvidicação.
Agradeço esclarecimento sobre este assunto, com a maior brevidade possivel.
Atentamente
Vítor Manuel de Azevedo Duarte
Herdeiro de Alfredo Marceneiro
De Pedro Moreira a 14 de Fevereiro de 2008 às 10:12
Lamentavelmente não me parece que esta queixa vá ter pernas para andar agora talvez tire o Prémio ao Sr. Carlos do Carmo.
Caro Amigo
Tenho-me mantido em silêncio acerca deste assunto, mas estou muito atenta e quero expressar-lhe aqui o meu incondicional apoio. Do pouco que sei de Fado, não tenho quaisquer dúvidas de que a razão está completamente do seu lado; é evidente que a música premiada é o Fado Versículo, autoria do seu avô, naquela ou em qualquer outra interpretação que lhe queiram dar! Por isso, O SEU A SEU DONO!... Inqualificável a posição que alguns intelectuais-musicólogos têm tomado para defenderem o que é indefensável!... TRISTES FIGURAS que em nada abonam a honestidade intelectual que obriga os verdadeiros homens de cultura ... os outros, são vendilhões do templo! Cuidavam, de certo, que ninguém ia reparar, que andamos todos distraídos, que somos todos uns ignorantes?... Enganaram-se!
Fico orgulhosa com a atitude de algumas pessoas que pertencem ao Fado e quero aqui cumprimentar por darem a cara e dizerem a difícil verdade; desde logo o J.Manuel Osório, fadista e investigador com obra publicada; também o João Braga, fadista e grande conhecedor do assunto; Julieta Estrela, fadista, Presidente da APAF e par de C.doC no Museu do Fado.
Um abraço e vamos em frente!
Minha Cara Amiga
Se todos os portugueses, soubessem e gostassem de Fado, pelo menos 1/5 do pouco qua a minha amiga sabe, o nosso Fado decerto não tinha discussões desnessárias como a que está a acontecer.
Permita que cimente a esta opinião lembrando a quem nos lê que para me darem razão, bastará escrever na busca do google ou outra, Fado Cravo, ou ainda Berta Cardoso.
Um beijo de amizado, com um grande abraço fadista.
Vítor
Só por surdez, ignorância, ou outra coisa qualquer, se pode fazer afirmações como as que fez o Senhor Pedro Osório.
Há mais de cinquenta anos que toda a gente do universo fadista ouve cantar e canta o versiculo de Alfredo Marceneiro, com temas diferentes e com interpretações diferentes.
É facil verificar através de gravações de outros fadistas durante todos estes anos, que o que Carlos do Carmo fez não tem nada de novo nem é inédito.
Tentar tornear o problema dizendo que Carlos do Carmo estilou o Fado menor à sua maneira é falso. A forma como o fez já estava inventada por Alfredo Marceneiro e devidamente registada na SPA.
Um dia deste agarro num quadro de picasso e onde estiver verde ponho amarelo e depois digo que é meu.
Admira-me imenso que homens com responsabilidade, figuras públicas, que por principio se deviam comportar com alguma verticalidade, venham defender esta tremenda falsidade, que pôe em causa o bom nome do Fado e dos Fadistas, mas que sobretudo atenta contra a memória de Alfredo Marceneiro. Resolvam o assunto com dignidade! Retratem-se.
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