Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

Hermínia Silva - O livro biográfico

A RAZÃO DUMA PAIXÃO
 
Só de há alguns anos para cá me apercebi que o Fado é um estado de alma, é paixão. Desde muito novo que o adoro e cultivo, mas à medida que vou amadurecendo, dou por mim a venerá­‑lo cada vez mais. Lembro coisas do «fado» e de Fado, que durante muito tempo parecia que nada me diziam, estavam adormecidas, mas que agora me vêm à memória, em catapulta desenfreada, e penso... tanto tempo que eu perdi.
 
Reuni em livro, a que dei o título de Recordar Hermínia Silva, tudo o que sobre ela consegui recolher, com o in­tuito de fazer história sobre essa mulher, que era povo, foi amada e ovacionada, mas manteve­‑se sempre simples e despreten­siosa. Era dotada de um dom especial, que só muito poucos têm, de cantar e representar muito bem, era um representar que não se estuda no «Conservatório», com a sua voz bem castiça dava um cunho muito pessoal às suas interpretações que deliciavam a quem a escutava, quer no fado tradicional, quer no fado revisteiro, mas na revista para além de cantar interpretou figuras e «meteu buchas» que fizeram o delírio de milhares de espectadores.
 
Obrigado Hermínia Silva por tudo que deu ao Fado, ao Teatro de Revista, ao Povo Português.
 
In: Recordar Herminia Silva de Vítor Duarte Marceneiro - 2003
 

Livro biográfico "Recordar Hermínia Silva"

Edição de Autor Vítor Duarte Marceneiro

Formato 16 X 21 com 232 páginas , custo: € 15 inclui portes

Pedidos a: fado.em.movimento@sapo.pt

publicado por Vítor Marceneiro às 16:37
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13 comentários:
De Maria Pereira a 12 de Fevereiro de 2007 às 18:47
A Grande Herminia,uma mulher castiça que cativava quem a ouvia, ou via.Lembro-me do fado da Sina, que ela cantava como ninguem.Bem hajam por se lembrarem dessa grande mulher
De José Regaleira a 14 de Fevereiro de 2007 às 11:15
Deveria ter incluido nesta apresentação a sua palestra com o Dr. Daniel Gouveia, realizada no Museu do Fado, no âmbito das homenagens feitas a Berta Cardoso, F . Farinha, Manuel de Almeida e claro está A. Marceneiro.
De APAF a 18 de Fevereiro de 2007 às 12:34
"Memórias de Fado" ciclo organizado pela Associação e o Museu do Fado homenageou quatro figuras de indiscutível mérito fadista. A homenagem a Berta Cardoso contou tão só com o apoio da APAF pois inseriu-se nas cerimónias de encerramento da magnífica exposição sobre a fadista que esteve patente naquele Museu. A responsabilidade de produção foi do Museu, de Ofélia Pereira (www.bertacardoso.com) e de Nuno Lopes que apresentou.
De Vítor Marceneiro a 18 de Fevereiro de 2007 às 13:45
Acho que este assunto já estava mais do que esclarecido, APAF está a repetir-se, teremos realmente que pensar ter um blog autónomo como já referi noutro comentári que fiz a uns anónimos , pois começo com a sensação que cada coisa que digo ou escrevo tem que ter rectificação da APAF.
De Ai Deus e ue a 1 de Março de 2007 às 00:46
Todas estas homenagens foram momentos de auditório do Museu do Fado cheio e em festa. isso é que é essencial referir aqui!
De Vítor Marceneiro a 14 de Fevereiro de 2007 às 19:13
Caro Sr. José Regaleira
A sua observação permita-me que lhe diga que está fora de contexto. Falo de Hermínia Silva, falo do meu livro (única biografia da grande artista, edição de autor).
Quanto à palestra que quer que refira, volto a afirmar - concordará como homem inteligente - está fora de contexto.
Quanto à referência às palestras ao falar de Fernando Farinha como poderá verificar, quando anunciei que o mesmo iria ter uma rua em Lisboa dei o devido destaque a essa palestra e a quem a proferiu - Nuno Lopes da APAF - .
Quanto às restantes poderá verificar que a própria APAF já fez uma chamada de atenção às mesmas neste blog.
De Pedro Pimenta a 15 de Fevereiro de 2007 às 11:39
Refira-se o interesse que Marceneiro coloca nas grandes figuras do fado, as verdaeeiramente castiças e autênticas. Um homem feito no fado "que é qu 'induca", ah valente!
De Manuel Eduardo Pinto a 16 de Fevereiro de 2007 às 10:45
O próprio Vitó como lhe chamam, é uma grande figura do fado, a prová-lo está este blog e o seu contínuo interesse em divulgar o fado, não só os fadistas! Mas além de tudo o mais canta muito bem fado!
De Amadeu Antunes a 15 de Fevereiro de 2007 às 00:36
Não conhecia a sua vertente de palestrante, mas devia coordenar um conjunto de palestras sobre esta ideia de tantos cantarem Lisboa! Sendo associado do APAF pelo que parece seria ainda mais fácil!
De Vítor Marceneiro a 18 de Fevereiro de 2007 às 13:39
Sobre esta questão foram recebidas opiniões (anónimas) que estão fora do contexto do que se propôe este blog, começa a ser difícil percorrer as páginas e se cada vez há mais gente a querer "espaço" para isso é fácil fazer um blog.
Este é um blog para homenagear Lisboa e os poetas e cantores que a cantaram, ao falar dessas figuras é homenageá-las, mas querer fazer deste blog um espaço de divulgação de outras actividades que embora de mérito e de interesse para o Fado não está certo, deverão ter o seu próprio espaço. Como sabem sou associado da APAF e por isso não deixarei de lhes propor esta solução, isto não quer dizer que não se faça e eu agradeço sugestões e até rectificações , mas sobre o assunto apresentado na altura.
De Augusto Pacheco a 17 de Fevereiro de 2007 às 18:12
Quando recordo Hermínia lembro sempre o "anda Pacheco", guitarrista que a acompanhava e que ao longo de uma carreira irrepreensível ficaria para sempre imortalizado na memória fadista pelo dito da Hermínia.
Já agora onde está dsiponível o livro do Vítor Duarte Marceneiro?
De Vítor Marceneiro a 17 de Fevereiro de 2007 às 18:23
Obrigado por colaborar.
O livro está à venda no Museu do Fado.
Se quiser receber pelo correio contactar fado.em.movimento@sapo.pt
Cumprimentos
De Ai Deus e ue a 1 de Março de 2007 às 00:50
Se me permite trata-se mais de um dedicatória de amor e carinho que um livro, mas com este livro Vítor Duarte Marceneiro fez luz sobre vários aspectos da carreira da Grande Fadista! Aliás um livro que não mereceu da comunicação social a atenção que merecia com a honrosa execpeção da Agência Portuguesa de Notícias, Lusa. Mas foi pouco, muito pouco. Também aqui o Museu do Fado não esteve à altura e convidar o autor a falar sobre a obra no seu espaço.

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