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Associação Cultural de Fado

"O Patriarca do Fado"
Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

ADELINA RAMOS

Adelina Ramos canta:

Ouvi Cantar o Ginguinhas

 

ADELINA RAMOS

Adelina Ramos foi uma­ das verda­deiras fadistas, que o Fado conheceu.

Os Fados que ela cantava saíam-lhe da garganta onde o bairrismo alfa­cinha, puro e nato, tem todo o encanto pitoresco da genuína expressão fadista!

Ade­lina Ramos soube conservar-se humildemente, uma grande fadista!

Ao ouvi-la cantar o «menor», o «cor­rido», o «meia-noite», etc., afirmavam os seus admiradores:

Sente-se o que ela canta, no mo­dular espontâneo e natural das frases musicais, que lhe saem da garganta, como saem – isto é que é Fado, meus senhores... – ela dá-nos toda uma gama de sentimentos e emoções que no Fado procura­mos e admiramos. Em noite grande, Adelina empolga, can­ta a garganta, cantam os olhos, cantam os gestos… E, quase sem nos apercebermo-nos, suavemente fi­camos presos na magia da sua voz, que nos embala a alma, dizendo-nos coisas de amor, de saudade, de ciúme, de re­volta... Sentimo-nos extasiados, fere-nos a carícia da sua voz a desvendar-nos esse mundo íntimo e profundo, que palpita em todos nós, e só o Fado consegue revelar.

Adelina Ramos foi proprietária do Restaurante Típico “A Tipóia”, recinto por onde passaram quase todos os grandes nomes da época, quer de fadistas, quer figuras de relevo da sociedade de então.

 

                                                  Adelina Ramos

versos de: Carlos Conde     

 

Adelina Ramos. Pronto.

Não é preciso mais nada,

Nem há lugar p'ra confronto

Nesta artista consagrada.

 

Canta o fado à moda antiga,

E dos laivos do passado

Às rimas de uma cantiga

Tudo tem sabor a fado.

 

Pela expressão saudosista

Que imprime aos fados que entoa,

Há quem lhe chame a fadista

Mais fadista de Lisboal

 

 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional, assim como registo na Sociedade Portuguesa de Autores, sócio nº 125820, e Alfredo Marceneiro é registado como marca nacional no INIP, n.º 495150.
música: Ouvi Cantar o Ginguinhas
publicado por Vítor Marceneiro às 22:00
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1 comentário:
De Anónimo a 23 de Agosto de 2007 às 00:02
Interessante recordar a criadora do "Não passes com ela à minha rua" , bem haja!

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