Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Homenagem a DAVID MOURÃO-FERREIRA

                                     “David Mourão-Ferreira e o Fado”

 

De 18 de Maio a 30 de Setembro, está patente no Museu do Fado, uma exposição alusiva à multifacetada figura de David Mourão-Ferreira (1927-1996) poeta, ensaísta, ficcionista, jornalista, professor e tradutor. “David Mourão-Ferreira e o Fado” retrata o importante legado do autor na história da canção de Lisboa.


                                    

A exposição recria o escritório do poeta, apresenta testemunhos da obra que consagrou ao fado, entre manuscritos originais e letras dactilografadas, as primeiras edições discográficas e um conjunto de registos audiovisuais que ilustram as interpretações de poemas da sua autoria por Amália Rodrigues, Camané, Mariza e Cristina Branco, entre outros.

 

David Mourão-Ferreira e o Fado” ilustra um dos momentos mais marcantes na evolução da canção de Lisboa, através da fusão da poesia erudita com o universo fadista, para a qual também contribuíram as carismáticas figuras de José Régio, Pedro Homem de Mello, Luís de Macedo, Alexandre O´Neil, Cecília Meireles, José Carlos Ary dos Santos, Manuel Alegre, entre outros.

 Texto: Egeac

 
           

                                      PRIMAVERA

                                   Livro editado com a exposição 

                                        22X28 cm com 160 páginas

Exposição muito bem elaborada,  a não deixar de vistar, quer pelo aspecto técnico, quer pelo acervo iconográfico relativo a David Mourão-Ferreira.

O Livro muito bem elaborado completa o excelente trabalho que a equipa EGEAC-MUSEU DO FADO, elaborou.

Parabéns

Permitam-me com um laivo de orgulho trancrever um artigo do livro, que muito me sensibilizou, não descurando os excelentes artigos sobre outras figuras  destacadas no livro, mas este como compreendem toca-me fundo.

 

O  FADO E A PALAVRA

MARCENEIRO E PESSOA

Ao grande Alfredo Marceneiro - professor de sucessivas gerações de fadistas e alvo (tal como Hermínia Silva) de entusiasmada admiração da parte de Amália - deve-se a repetida afirmação da importância de defender a palavra.

No disco recentemente editado "Marceneiro é só Fado", podemos ouvir fragmentos do seu discurso directo:"a dicção também vale muito; agora quem quebrou melhor o verso e que deu expressão ao verso eram todos; mas eu tinha uma forma especial (.. .)porque o meu forte não foi cantar; foi dividir a oração"

Dizia um contemporâneo de Marceneiro (1891-1982), Fernando Pessoa (1988­-1935), evocado por Carlos Tê no trecho "Fado Pessoano":

"Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflecte o que a alma não tem. Por isso, a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste. O fado, porém, não é alegre nem triste. É um episódio de intervalo. Formou-o a alma portuguesa quando não existia e desejava tudo sem ter força para o desejar. (...)

O fado é o cansaço da alma forte, o olhar de desprezo de Portugal ao Deus em que creu e também o abandonou”.

In: Primavera David Mourão-Ferreira  (pág. 22)

 


 

                                                         

                                       Vendedeira de Peixe - Quadro do Mestre Real Bordalo

É Varina

 

Letra de: David Mourão Ferreira

 

                                                É varina, usa chinela,

                                                Tem movimentos de gata.

                                                Na canastra a caravela;

                                                No coração, a fragata

 

                                                Em vez de corvos, no chaile

                                                Gaivotas vêm pousar,

                                                Quando o vento a leva ao baile,

                                                Baila no baile com o mar!

 

                                                É de conchas, o vestido,

                                                Tem algas na cabeleira

                                                E, nas veias, o latido

                                                Do motor duma traineira!

 

                                                Vende sonho e maresia

                                                Tempestades apregoa;

                                                Seu nome próprio: Maria;

                                                Seu apelido: Lisboa!

 

 

publicado por Vítor Marceneiro às 23:20
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