Sábado, 20 de Agosto de 2016

JORGE FERNANDO - Músico, interprete e compositor

Nasceu em Lisboa no ano de  1957.

Além de viola é também produtor, compositor, letrista e intérprete. No seu mais recente trabalho, "Memória e fado", inclui um dueto gravado, em 1994, com Amália Rodrigues de quem foi acompanhante de 1980 a 1985.

O perfil artístico de Jorge Fernando começou ainda menino, a cantar fado acompanhado pelo seu avô à guitarra, na adolescência caminha pela música rock, na década seguinte concorre ao Festival RTP da Canção com "Rosas brancas" (1983) e dois anos depois com "Umbadá". Em 1986 gravou o seu primeiro álbum, onde inclui "Lua Feiticeira Lua'. Em 1988 editou o primeiro álbum de fado onde inclui "Boa noite solidão" que escrevera aos 16 anos, e "Quem vai ao fado".

Como produtor assinou o primeiro álbum de Mariza, "Fado em mim", os mais recentes de Ana Moura e Maria da Fé, respectivamente, "Aconteceu" e "Divino fado", bem como os de Patrícia Rodrigues, Ricardo Ribeiro e João Pedro. Além de Amália, Jorge Fernando acompanhou vários fadistas como Fernando Maurício, Maria da Fé, Ana Moura, Argentina Santos ou José Manuel Barreto.

Em 1988 a Rádio Comercial atribuiu-lhe, por escolha do público, o Prémio de Popularidade. Em 1991 editou "À tua porta", seguindo-se "Oxalá" que a revista Billboard considerou, em 1994, "obra de referência para a World Music". Em 1997 com o álbum 'Terra d'água" faz uma ponte entre a balada e o fado, gravando no ano seguinte "Fado - The soul of Portugal", com Argentina Santos.

Em 1999 sai o álbum "Rumo ao Sul", em 2004, é editado "Fado velho" e passa actuar regularmente no restaurante típico Senhor Vinho. Foi convidado pelo pianista italiano Arrigo Cappellettí para participar como co-produtor e cantor num projecto que inclui a gravação de um CD com poesia contemporânea portuguesa, em conjunto com o bandoneonista Daniel di Bonaventura, o violoncelista David Zaccaria e o guitarrista Custódio Castelo. Em Itália, a Academia de Marco Poeta, distinguiu-o com o Prémio Carreira em reconhecimento do seu talento como cantor autor, produtor, instrumentista e impulsionador de novos talentos.

Em 2005, completou 30 anos de carreira artística, somando diferentes actuações em Portugal e no estrangeiro, de que destaca a Gala de Portugal – Noite de Fado, em Paris, com o patrocínio da UNESCO. "Memória e fado", editado o ano passado, conta com as colaborações de Egberto Gismonti, Toninho Horta, Zeca Assumpção, Wiliiam Galíson, entre outros. Ainda em 2005 recebe na I Grande Gala dos Troféus Amália Rodrigues é-lhe atribuído o galardão de Violista-Compositor.

Em 2006 na II Grande Gala dos Troféus Amália Rodrigues recebe o galardão de Melhor Viola.

Actualmente integra o elenco da Casa de Linhares.

In: Programa das Galas de Fado Amália Rodrigues I e II

Jorge Fernando

canta de sua autoria, com música de Alfredo Marceneiro

LONGA NOITE

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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

O FADO É NOSSO, E MUITO NOSSO...

 

Já há muito tempo, que o nosso amigo Jorge Fernando, nos anda a cantar, que chegou a hora de dizer e de afirmar, que o Fado é canto genuino português.
Porque não o ouvimos com mais atenção?...
Porque não fazemos  algo de mais positivo  pelo nosso Fado?...
Porque o "andamos a castigar" com peliculas cinematográficas, que em nada o dignificam?...
Porque o envolvemos em "guerras" de todo o tipo, até de ordem politica, "guerras" essas de que o Fado não gosta?...
O Fado é do povo, do qual, aliás, tem a sua origem.
Ouçamos, com mais atenção este bonito "recado" com que o Jorge Fernando nos brindou.
 

CHEGOU A HORA

 

Letra e música de Jorge Fernando

 

Chegou a hora de  dizer

Chegou a hora de afirmar

Que o Fado é canto genuíno português

E não há nada que estranhar

Chegou a hora de  dizer

Chegou a hora de afirmar

Que o seu encanto, é quem o canta uma só vez

Não mais o deixa de cantar

 

                                 Porque é que tantos teimam em dizer

                                 Dum modo descuidado

                                 Que o Fado não nasceu em Portugal

                                 Que não é nosso Fado

                                 E buscam sua origem na distancia

                                 Trazido pelas marés

                                 Mas eu sei que o Fado

                                 Só é cantado em português

 

Por mais que eu tente o jeito de  entender

Confesso que não posso

Porque é que a gente tarda em afirmar

Que o Fado é só nosso

Talvez por isso o Fado seja triste

Fatalista talvez

Mas eu sei

Que o Fado só é cantado em português

 

                                  Chegou a hora de  dizer

                                  Chegou a hora de afirmar

                                  Que o Fado é canto genuíno português

                                  E não há nada que estranhar

                                  Chegou a hora de  dizer

                                  Chegou a hora de afirmar

                                  Que o seu encanto, é quem o canta uma só vez

                                  Não mais o deixa de cantar

 

Porque é que tantos teimam em dizer

Dum modo descuidado

Que o Fado não nasceu em Portugal

Que não é nosso Fado

E buscam sua origem na distancia

Trazido pelas marés

Mas eu sei que o Fado

Só é cantado em português

 

                                                        

  Jorge Fernando

Canta

CHEGOU A HORA

 

 

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